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Esta página é dedicada a Raymond Dart
"Um homem só morre quando é esquecido"

O autor desta página teve o privilégio de conhecer e lidar, por alguns anos, com Raymond Dart que, acompanhado de sua esposa Dora, viera para a República da África do Sul em 1922, como professor de anatomia da Universidade de Medicina, um dos departamentos da Universidade de Witwatersrand, Joanesburgo, e foi com o contacto pessoal e informal com Dart,  com os seus livros, apontamentos, e acariciando alguns "velhos ossos", que ficou mais interessado e fascinado pelo ramo de ciência arqueológica que é a paleantropologia.

Dart (Raymond Arthur)

Nasceu a 4 de Fevereiro de 1893 em Toowong, Austrália.
Morreu, com 95 anos, a 22 de Novembro de 1988 em Joanesburgo, África do Sul.

Estudou na Universidade Queensland, em Brisbane, Austrália, sendo um aluno excepcional. Durante a 1ª Grande Guerra serviu, sob a bandeira Inglesa, no corpo médico. Depois da guerra trabalhou como assistente de Grafton Elliot Smith e Arthur Keithin  na Universidade de Londres e, daqui, emigrou para a África do Sul, sendo através do seu trabalho neste país que ele se tornou mundialmente reconhecido como um brilhante antropologista e paleantropologista, embora fosse considerado em certos meios como sendo arrogante, e de não ser refém de opiniões pré-estabelecidas.

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Dart e Bebé Taung

O Bebé  Taung

Em Outubro de 1924, chegaram até Dart alguns caixotes com fósseis recolhidos (por M.de Bruyn) numa pedreira da localidade de Norlin (previamente chamada Buxton) no distrito de Taung, a sul da cidade de Vryburg (mapa na segunda página), na Província do Noroeste, África do Sul. 

Depois de quase 3 meses de árduo trabalho de limpeza e selecção, Dart identificou um molde petrificado de um cérebro, grande parte de um crânio e uma mandíbula com todos os dentes de leite e molares caninos em erupção que  verificou pertencerem a um juvenil pré-histórico, misto de símio e homem e que teria morrido com cerca de 3-6 anos de idade, uns 2,5 milhões de anos atrás, a quem chamou "Bebé Taung" (Na literatura científica aparece como "Criança Taung" ou, ainda, " Crânio Taung")
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Crânio, cérebro petrificado e 
maxilar da Criança Taung

À nova espécie, aplicou o nome taxilógico de Australopithecus africanus (símio africano, do Sul).

A Criança Taung  apresentava um cérebro um pouco maior, uma face mais achatada e uma cabeça mais redonda do que os chimpanzés, maxilares  ligeiros do tipo parabólico (enquanto que os símios o têm com uma curvatura tipo U), e sem diastema, que é o espaço vazio  existente entre dois dentes consecutivos. Nalguns animais, ao diastema também se chama barra.


Crânio reconstruído

.T
Também tinha o foramen magnum, o buraco na base do crânio através do qual a coluna vertebral passa, muito para a frente, característica mais provável de animal caminhando erecto sobre duas pernas, contrastando com o de quadrupedantes (quadrúpedes) que o têm mais para trás no crânio.
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No esboço ao lado (adaptado da N.Geographic 1997) pode ver-se que, no caso do chimpanzé, o foramen magnum está nem muito para a frente nem muito para trás do crânio, sendo um compromisso entre o seu caminhar geralmente sobre os 4 membros (embora consiga dar passos quase de pé bamboleando-se), e o passar muito do seu tempo assentado.

A coluna vertebral humana tem uma forma em S, enquanto que a do chimpanzé, se parece mais com um C.

O encaixe da coluna vertebral no crânio varia de animal para animal, sendo influenciado pelo comprimento e flexibilidade do pescoço, pelo ângulo que este faz relativamente ao tronco e à cabeça, e é ditado pela necessidade de manter os olhos na horizontal, quando o animal olha para a frente, ao deslocar-se.


Esqueleto do chimpanzé

Notar a posição do foramen magnum (F) e, também, a existência do cóccix (X), uma cauda rudimentar interna similar ao do homem, o uso dos nós dos dedos (D) dos compridos braços para caminhar,  o polegar dos pés, separado dos outros dedos e, que é importante quando se determina a postura de um animal, o encaixe do fémur (P) no pélvis não ser o mais favorável a uma postura erecta.

As figuras, em baixo, mostram os diferentes modos de encaixe da coluna vertebral à cabeça, o diferente ângulo na articulação do fémur com o osso pélvico, num bípede e num quadrúpede, e os pés do homem e do chimpanzé.



O chimpanzé (o gorila também) caminha, geralmente, apoiado nos nós dos dedos das mãos.


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A cauda, nos animais, é um prolongamento, para o exterior,
 das vértebras cóccix.


Pé e polegar 
No homem (H)
No chimpanzé (C)

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Modelo de esqueleto de gato. Notar encaixe da coluna vertebral no crânio, as omoplatas, quase paralelas entre si,
 e apontando para cima, osso pélvico (bacia), os ossos da cauda, e curvatura em C da coluna

Cortesia de Clínica Veterinária Dr. Rui Arrabaça Martins, Lda.- Entroncamento

Dentição do maxilar inferior:
1: Incisivos        2: caninos
3: Pré-molares    4: Molares
5: Diastema

H = Homem   C = Chimpanzé

No chimpanzé, os caninos estão afastados dos outros dentes, e os  maxilares  têm um espaço na dentição, diastema, que permite acomodar as pontas alongadas dos caninos. 


Notar os caninos no chimpanzé e nos espaços vagos nos maxilares para acomodarem as suas pontas.
Dart publicou as suas conclusões no jornal Nature em 1925 e, apoiando-se no paleontólogo Robert Broom, foi em 1930 a Londres anunciar que a Criança Tuang, era uma nova espécie de hominídeo, um provável elo (missing link) entre homem e símio, e que África era o berço da espécie humana, sugestão esta  já proposta por Charles Darwin, em 1871, no seu livro A Ascendência do Homem e a Selecção Sexual. (Ver, mais abaixo, "Evolução")

Os pareceres de Dart foram inicialmente aceites com entusiasmo mas os cientistas acabaram desinteressados considerando a Criança de Taung como pertencendo a um símio, e argumentaram que precisavam da exibição de um corpo inteiro, do pretenso hominídeo, para poderem estudar o caso.

Andavam demasiadamente excitados com a então recente descoberta do Homem de Pequim, e as teses de Dart entravam tanto em conflito com as ideias, no princípio do século XX, de que a raça humana tinha tido a sua origem na Eurásia, como com a anunciada descoberta, em 1912, do Homem Piltdown (Piltdown Man)


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O "moderno" Homem de Pequim (Peking man):

Entre 1929 e 1937, 14 crânios parciais, 11 maxilares inferiores, muitos dentes, alguns ossos de seus esqueletos e muitas ferramentas de pedra foram descobertos no chamado sítio do Peking Man em Zhoukoudian, ex- Choukoutien, perto de Beijing, originalmente Peking, na China. Estimou-se terem uma idade entre 500.000 e 300.000 anos. Um certo número de fósseis de Homens modernos também foram encontrados, no mesmo sítio em 1933.
O Homem de Pequim (Peking man) é um Homo erectus, que fora anteriormente classificado de Sinanthrops pekinensis.
 

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A fraude Piltdown


O fóssil do  Homem Piltdown, também conhecido por  Eoanthropus dawsoni, teria sido encontrado em Sussex, Inglaterra, por Charles Dawson e associados, entre 1908 e 1911 sendo constituído por pequenos fragmentos de um crânio humano e um pedaço de mandíbula inferior parecida à de um símio.  Nessa época havia a ideia preconcebida que, no processo de evolução, o cérebro e crânio mudariam de tamanho e feitio aproximando-se do aspecto humano mais rapidamente que qualquer outra parte do corpo. O Homem Piltdown encaixava nessa ideia, ao contrário da Criança Taung com crânio simiano (simiesco) e maxilares tipo humano. Como tal, o Homem Piltdown foi prontamente considerado um "missing link" e um legítimo antepassado do homem.

Crânio reconstruído  (osso frontal e a maior parte da face) 
com gesso ----»

Pequena parte lateral do maxilar inferior era de orangotango---»
«---- Bocados de ossos occipital e parietal,  eram de crânio  humano
relativamente recente.
  A Fraude Piltdown  
1908-1911: "fósseis" encontrados
1912: Piltdown I publicitado
1915: Piltdown II "encontrado"
1916: Charles Dawson  morre
1917: Piltdown II publicitado
1949: Piltdown I e II  questionado
1953: Piltdown I e II desmascarado

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No entanto houve cientistas desconfiados da autenticidade do fóssil, mas só em 1953-54, recorrendo-se a métodos rigorosos de Raio X e outros, como o Teste de Absorção de Flourina, se confirmou que o Homem de Piltdown era uma complexa fraude, perpetrada por várias personalidades de vulto, mas que nunca puderam ser desmascaradas, sendo suspeitos o próprio Dawson e, imagine-se, Arthur Conan Doyle, o criador do Sherlock Holmes, entre outros. 

Confirmou-se que a parte animal da reconstrução craniana do Homem Piltdown (Piltdown I e Piltdown II) consistia numa combinação de fragmentos de dois  crânios humanos velhos de apenas 600 anos, o maxilar de um orangotango datado de 500 anos e dentes de vários animais, tudo manipulado física e quimicamente, para lhe dar um ar envelhecido.

Um reconhecimento tardio

Um tanto ou quanto desiludido com o desdém dos seus colegas Londrinos,  Dart abandonou temporariamente a procura de fósseis, passando a dedicar-se ao ensino de anatomia na universidade até 1943.(Em 1958 foi formado em sua honra o Instituto Para o Estudo do Homem em África).

Tendo retomado, em 1948, o interesse por fósseis, Dart encontrou em Makapansgat, perto de Potgietersrus, fragmentos da pélvis de um Australopithecus adolescente que deu a prova que eles eram bípedes. Igualmente encontrou restos de, assim chamou, Australopithecus prometheus, erradamente acreditando, atendendo ao ambiente enegrecido dos achados, que se tratava de um diferente tipo de Australopithecus que já dominaria o uso do fogo (Prometheus era uma entidade mitológica, criador do homem, ao qual ensinara muitas artes, e que roubou fogo aos deuses e deu-o ao homem) mas que, mais tarde, foi classificado como sendo um A. africanus, depois de exames periciais concluírem que o negro nos ossos (por conterem partículas de carbono livre) ser devido a fogos de data posterior à morte dos Australopithecus. 

A grande quantidade de ossos grandes, dentes longos e chifres de outros animais, também encontrados, levou Dart a pensar que estes A. prometheus tinham uma cultura de violência osteodontokerati (termo que cunhou para seres que usam despojos animais como armas), sendo agressivos predadores, característica esta que teriam passado às espécies que se lhe seguiram.

Filmes como Genesis Africana e,  2001: Uma odisseia no espaço, foram inspirados nessa crença dos Australopithecus serem violentos, mas  hoje pensa-se que esses despojos eram restos de animais que serviram de alimento, abandonados ao acaso.


Australopithecus africanus, feminino

 



Srª Ples

Entre 1935 e 1946, foram desenterrados na África do Sul mais Australopithecus datados de até 3 milhões de anos. R. Broom, que entretanto tinha ido para a África do Sul, tentando corroborar Dart, deu com vários fósseis nas grutas de Makapansgat, Kromdraai e de Sterkfontein, perto de Krugersdorp. Em Sterkfontein, por exemplo, encontrou o crânio de uma criatura feminina com 2,5 milhões de anos a que pôs a alcunha de Sr.ª Ples, e que classificou de Plesianthropus transvaalensis, pensando tratar-se de nova espécie.

Só após esta série de importantes descobertas é que, finalmente, nos finais da década dos 40 o mérito de Dart foi reconhecido, tendo a comunidade científica  internacional levado a sério a existência dos A. africanus, tendo a Criança Taung como o seu primeiro espécimen encontrado, e a aceitar a ideia de África ser
um muito provável berço do ser humano. Os seus  detractores (como Grafton Elliot Smith e Arthur Keithin, mentores de Dart na Universidade de Londres) tiveram de render-se à evidência e concordar com Dart.

Chamamos Australopitecíneos à subfamília de primatas fósseis, Hominídeos e Pré-Hominídeos, que compreende diversos géneros, como Australopithecus, Paranthropus, Telanthropus, Zinjanthropus, etc. mostrando que Australopitecíneos de diferentes espécies se espalharam por toda a África, e provavelmente coexistiram por milhões de anos.
Até recentemente, os Australopitecíneos só tinham sido descobertos na África do Sul, daí o nome ´Austral...'.

A.africanus é provavelmente descendente do A. afarensis e viveu na Africa do Sul entre 3 e 2 milhões de anos atrás. Com cerca de 1,5 metros de altura, pesava entre 35 e 60 Kg, e tinha uma face, base de crânio e dentição mais parecida com o tipo humano do que o A. aferensis

Como a árvore diagrama, mais abaixo, mostra, os A.africanus estão hoje considerados ramos laterais, e não um tronco mestre que leva aos humanos, mas foi a descoberta de Dart que deu novos rumos à teoria da evolução.

O "quase avô" Toumai

A 19 de Julho de 2001, Ahounta Djimdoumalbaye, encontrou restos fossilizados de um crânio no deserto de Sahel no Chade, África Central, datado de 6 a 7 milhões de anos, de uma espécie baptizada com o nome  "Toumai" e cientificamente classificada de  Sahelanthropus tchadensis
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Idade:7 milhões de anos

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Crânio de "Toumai" 
Sahelanthropus tchadensis.
Note-se a orla óssea na testa, sobre os olhos (arcada orbital)

Posteriormente, na mesma zona, encontraram-se mais despojos destes indivíduos, caracterizados por terem um cérebro pequeno mas com uma estrutura facial e dentição parecida à humana, excepto por uma saliência pronunciada correndo na testa, por sobre a orla dos olhos, similar à encontrada, por exemplo, nos símios.

A descoberta do Sahelanthropus parecia levar à conclusão que a separação entre o homem e os macacos começara há muito mais tempo  do que se estimava (provavelmente há mais de 10 milhões de anos) e que os vários grupos de hominídeos estavam mais dispersos do que se suspeitava.

Estudos recentes do osso esfenóide, um osso facial que se tem alterado notavelmente ao longo da evolução mostraram, no entanto, que Toumai não é um antepassado do Homem mas, provavelmente, de um símio.

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Antepassados "pequeninos": O Afarensis, Lucy (Lúcia) e o Ardipithecus, Ardi

Um achado muito famoso foi o do esqueleto parcial de "Lucy", um Australopitecíneo fêmea de apenas 1 metro de altura, (a mesma altura de um pigmeu humano moderno) feito em 1974 em Hadar no deserto de Afar, Etiópia, datado de entre 2,5 a 3.3 milhões de anos. Os 40% dos ossos encontrados permitiram, no entanto, reconstruir cerca de 70% do seu esqueleto.
Lucy, que teria cerca de 20 anos quando morreu, foi considerado um Australopithecus afarensis, ("Australopiteco de Afar"). Segundo é dito, o nome Lucy foi inspirado na música dos Beatles "Lucy in the sky with diamonds" que se ouvia quando a descoberta do fóssil estava a ser anunciada.

Lucy era considerada um dos nossos mais antigos antepassados mas, igualmente na Etiópia, foram encontrados entre 1990 e 1992 restos de um hominídeo, o Ardipithecus ramidus, que teria vivido há cerca de 4,4 milhões de anos. A um dos reconstituídos esqueletos chamou-se Ardi.

"A análise do crânio, dos dentes, da pêlvis, das mãos, dos pés e de outros ossos de Ardi levaram os cientistas a deduzir que, em vida, se tratava de uma fêmea bípede, que pesava 50 kg e media 1,20 metro." Para mais detalhes aceder a :
http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5j4QrK8NhFu1LNdW7AD6j_FBloCeg
Esta descoberta parece levar à conclusão que o homem e o chimpazé se separaram há mais tempo do que se pensava. 

Evolução: Adapta-te, ou morre !

Darwin é a mais popular referência quando se fala da Teoria da Evolução Humana, que sugere que o homem moderno e outros animais têm um parente remoto comum, vindo ele mesmo de uma fonte orgânica desconhecida há centenas de milhões de anos, progredindo e/ou divergindo, com transformações ditadas por mudanças genéticas, ambientais e outras.

Darwin não foi o criador desta ideia, mas sim o proponente de mais um parâmetro a acrescentar, a que chamou de "selecção natural", segundo a qual os seres mais geneticamente aptos sobreviviam e as linhagens eram mais ou menos mantidas, através do acasalamento dentro da mesma espécie.

Antes dele, muitos cientistas sugeriram a ideia de  evolução dos seres vivos. Por exemplo, em 1800,  Jean-Baptiste Pierre Antoine de Monet, Chevalier de Lamarck (1744 - 1829), um major e naturalista, avançou com uma ideia de evolução baseado numa árvore de elos animais que idealizou, expondo-se a severas criticas tanto da parte dos cientistas como da comunidade religiosa e social. Acabou por falecer já cego, amargurado, e na miséria. 

É uma tremenda injustiça  esquecer o contributo que Lamarck deu  à ciência, embora o próprio Darwin se tenha referido a ele com palavras de grande apreço.

Há, igualmente, lendas e mitos religiosos muito antigos que sugerem uma evolução, quer de "animal" para homem, quer... de homem para "animal" e a existência de híbridos.

A história da evolução humana mostra que mutações e desaparecimentos se deram por vezes sem explicação plausível, e que ela não foi linear, ou seja, por vezes novos indivíduos parecem surgir de repente do nada, circunstância esta que  é usada como arma de arremesso pelos criacionistas  na sua cruzada contra os evolucionistas, esquecendo que a falta de fósseis intermédios não significa que eles não tenham existido.
Podem ter desaparecido destruídos quer pela erosão do tempo, quer por acção do homem e de outros animais, ou existem e ainda não foram encontrados, sendo difícil decidir se um fóssil é mais parente de um indivíduo simiesco ou de um humano, cometendo-se por vezes grandes erros.
Por exemplo, o Sivapithecus ramapithecus, já foi considerado um antepassado do homem mas mais recentemente foi reclassificado como sendo um antepassado do orangotango.


Fóssil de
"Lucy"


Interpretação
 artística de
 "Lucy"


Crânio reconstruído
de "Lucy"
 


Interpretação
 artística de
 "Ardi"
 
(Foto da Google)


A gravura ao lado representa o S. ramapithecus, quando era considerado um nosso antepassado.

Outra explicação plausível para a falta de degraus na escadaria evolucionista do homem é a teoria do «equilibro ou salto pontual» sugerida por Stephen Jay Gould e Niles Eldredge, segundo a qual pequenos grupos de hominídeos,  separados geograficamente do seu grupo principal por qualquer razão, podem sofrer  alterações hereditárias profundas, em relativamente curto prazo de tempo (centenas ou milhares de anos em vez de milhões). Ao regressarem às suas origens, estes novos hominídeos, mentalmente mais evoluídos ou fisicamente mais poderosos, poderiam lentamente ter eliminado os seus antecessores, ou terem deambulado para outras paragens, criando assim o aparecimento de um ramo muito diferenciado do tronco principal, como o Homem de Pequim, o Homem de Java, etc. 

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