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| Esta
página é dedicada a Raymond Dart O autor desta página teve o privilégio de conhecer e lidar, por alguns anos, com Raymond Dart que, acompanhado de sua esposa Dora, viera para a República da África do Sul em 1922, como professor de anatomia da Universidade de Medicina, um dos departamentos da Universidade de Witwatersrand, Joanesburgo, e foi com o contacto pessoal e informal com Dart, com os seus livros, apontamentos, e acariciando alguns "velhos ossos", que ficou mais interessado e fascinado pelo ramo de ciência arqueológica que é a paleantropologia. |
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| Dart (Raymond Arthur) Nasceu
a 4 de Fevereiro de 1893 em Toowong, Austrália. |
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O Bebé Taung Em Outubro de 1924, chegaram até Dart alguns caixotes com fósseis recolhidos (por M.de Bruyn) numa pedreira da localidade de Norlin (previamente chamada Buxton) no distrito de Taung, a sul da cidade de Vryburg (mapa na segunda página), na Província do Noroeste, África do Sul. Depois de
quase 3 meses de árduo trabalho de limpeza e selecção,
Dart identificou um molde petrificado de um cérebro, grande parte de
um crânio e uma mandíbula com todos os dentes de leite e molares caninos
em erupção que verificou pertencerem a um juvenil pré-histórico,
misto de símio e homem e que teria morrido com cerca de 3-6 anos de
idade, uns 2,5 milhões de anos atrás, a quem chamou "Bebé Taung"
(Na literatura científica aparece como "Criança Taung" ou, ainda, " Crânio Taung") |
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À
nova espécie,
aplicou o nome taxilógico de Australopithecus africanus (símio
africano, do Sul). |
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.T |
| No
esboço
ao lado
(adaptado da N.Geographic 1997)
pode ver-se que, no
caso do chimpanzé, o foramen magnum está nem
muito para a frente nem muito para trás do crânio, sendo um
compromisso entre o seu caminhar geralmente sobre os 4 membros (embora
consiga dar passos quase de pé bamboleando-se), e o passar muito do seu
tempo assentado. A coluna vertebral humana tem uma forma em S, enquanto que a do chimpanzé, se parece mais com um C. O encaixe da coluna vertebral no crânio varia de animal para animal, sendo influenciado pelo comprimento e flexibilidade do pescoço, pelo ângulo que este faz relativamente ao tronco e à cabeça, e é ditado pela necessidade de manter os olhos na horizontal, quando o animal olha para a frente, ao deslocar-se. |
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Notar a posição do foramen magnum (F) e, também, a existência do cóccix (X), uma cauda rudimentar interna similar ao do homem, o uso dos nós dos dedos (D) dos compridos braços para caminhar, o polegar dos pés, separado dos outros dedos e, que é importante quando se determina a postura de um animal, o encaixe do fémur (P) no pélvis não ser o mais favorável a uma postura erecta. As figuras, em baixo, mostram os diferentes modos de encaixe da coluna vertebral à cabeça, o diferente ângulo na articulação do fémur com o osso pélvico, num bípede e num quadrúpede, e os pés do homem e do chimpanzé. |
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Modelo de esqueleto de gato. Notar encaixe da coluna
vertebral no crânio, as omoplatas, quase paralelas entre si,
e apontando
para cima,
osso pélvico (bacia), os ossos da cauda, e curvatura em C da coluna
Cortesia de Clínica Veterinária Dr. Rui Arrabaça
Martins, Lda.- Entroncamento
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Dentição
do maxilar inferior: 1: Incisivos 2: caninos 3: Pré-molares 4: Molares 5: Diastema H = Homem C = Chimpanzé No chimpanzé, os caninos estão afastados dos outros dentes, e os maxilares têm um espaço na dentição, diastema, que permite acomodar as pontas alongadas dos caninos. |
![]() Notar os caninos no chimpanzé e nos espaços vagos nos maxilares para acomodarem as suas pontas. |
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O
"moderno" Homem de Pequim (Peking man): Entre 1929 e 1937, 14 crânios parciais, 11 maxilares inferiores, muitos dentes, alguns ossos de seus esqueletos e muitas ferramentas de pedra foram descobertos no chamado sítio do Peking Man em Zhoukoudian, ex- Choukoutien, perto de Beijing, originalmente Peking, na China. Estimou-se terem uma idade entre 500.000 e 300.000 anos. Um certo número de fósseis de Homens modernos também foram encontrados, no mesmo sítio em 1933. O Homem de Pequim (Peking man) é um Homo erectus, que fora anteriormente classificado de Sinanthrops pekinensis. |
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. Confirmou-se que a parte animal da reconstrução craniana do Homem Piltdown (Piltdown I e Piltdown II) consistia numa combinação de fragmentos de dois crânios humanos velhos de apenas 600 anos, o maxilar de um orangotango datado de 500 anos e dentes de vários animais, tudo manipulado física e quimicamente, para lhe dar um ar envelhecido. Um reconhecimento tardio Um tanto
ou quanto desiludido com o desdém dos seus colegas Londrinos,
Dart abandonou temporariamente a procura de fósseis, passando a dedicar-se ao ensino de anatomia na
universidade até 1943.(Em 1958 foi formado em sua honra o Instituto
Para o Estudo do Homem em África).
Filmes como Genesis Africana e, 2001: Uma odisseia
no espaço, foram inspirados nessa crença dos
Australopithecus serem violentos,
mas hoje pensa-se que esses despojos eram restos de animais
que serviram de alimento, abandonados ao acaso. |
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Entre
1935 e 1946, foram desenterrados na África do Sul mais Australopithecus datados
de até 3 milhões de anos. R. Broom, que entretanto tinha ido para
a África do Sul, tentando corroborar Dart, deu com vários fósseis
nas grutas de Makapansgat, Kromdraai e de Sterkfontein, perto de
Krugersdorp. Em Sterkfontein, por exemplo, encontrou o crânio de uma criatura feminina
com 2,5 milhões de anos a que pôs a alcunha de Sr.ª Ples, e que classificou
de Plesianthropus transvaalensis, pensando tratar-se de nova
espécie.
Chamamos Australopitecíneos
à subfamília de primatas fósseis, Hominídeos e Pré-Hominídeos,
que compreende diversos géneros, como Australopithecus, Paranthropus,
Telanthropus, Zinjanthropus, etc. mostrando que Australopitecíneos
de diferentes espécies
se espalharam por toda a África,
e provavelmente coexistiram por milhões
de anos. O A.africanus é provavelmente descendente do A. afarensis e viveu na Africa do Sul entre 3 e 2 milhões de anos atrás. Com cerca de 1,5 metros de altura, pesava entre 35 e 60 Kg, e tinha uma face, base de crânio e dentição mais parecida com o tipo humano do que o A. aferensis Como a árvore diagrama, mais abaixo, mostra, os A.africanus estão hoje considerados ramos laterais, e não um tronco mestre que leva aos humanos, mas foi a descoberta de Dart que deu novos rumos à teoria da evolução. O "quase
avô"
Toumai |
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Posteriormente,
na mesma zona, encontraram-se mais despojos destes indivíduos,
caracterizados por terem um cérebro pequeno mas com uma estrutura
facial e dentição parecida à humana, excepto por uma saliência pronunciada
correndo na testa, por sobre a orla dos olhos, similar à encontrada,
por exemplo, nos símios.
A descoberta do Sahelanthropus parecia levar à conclusão que a separação entre o homem e os macacos começara há muito mais tempo do que se estimava (provavelmente há mais de 10 milhões de anos) e que os vários grupos de hominídeos estavam mais dispersos do que se suspeitava. Estudos recentes do osso esfenóide, um osso facial que se tem alterado notavelmente ao longo da evolução mostraram, no entanto, que Toumai não é um antepassado do Homem mas, provavelmente, de um símio. |
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Antepassados "pequeninos": O Afarensis, Lucy (Lúcia) e o Ardipithecus, Ardi Um achado muito famoso
foi o do esqueleto parcial de "Lucy", um Australopitecíneo
fêmea de apenas 1 metro de altura, (a
mesma altura de um pigmeu humano moderno) feito
em 1974 em Hadar no deserto de Afar, Etiópia, datado de
entre 2,5 a 3.3 milhões de anos. Os 40%
dos ossos encontrados permitiram, no entanto, reconstruir cerca de 70% do seu
esqueleto.
Lucy era considerada um dos nossos mais antigos antepassados mas, igualmente na Etiópia, foram encontrados entre 1990 e 1992 restos de um hominídeo, o Ardipithecus ramidus, que teria vivido há cerca de 4,4 milhões de anos. A um dos reconstituídos esqueletos chamou-se Ardi. "A análise do crânio, dos dentes, da pêlvis, das mãos, dos pés e de outros ossos de Ardi levaram os cientistas a deduzir que, em vida, se tratava de uma fêmea bípede, que pesava 50 kg e media 1,20 metro." Para mais detalhes aceder a :http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5j4QrK8NhFu1LNdW7AD6j_FBloCeg Esta descoberta parece levar à conclusão que o homem e o chimpazé se separaram há mais tempo do que se pensava. Evolução: Adapta-te, ou morre ! Darwin
é a mais popular
referência quando se fala da Teoria
da Evolução Humana,
que sugere
que o homem moderno e outros animais têm um parente remoto comum, vindo ele mesmo de uma fonte orgânica
desconhecida há centenas de milhões de anos, progredindo
e/ou divergindo, com transformações
ditadas por mudanças genéticas,
ambientais e outras.
É uma
tremenda injustiça esquecer o
contributo que Lamarck deu à ciência, embora o próprio Darwin
se tenha referido a ele com palavras de grande apreço. |
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A gravura ao lado representa o S. ramapithecus, quando era considerado um nosso antepassado. Outra explicação plausível para a falta de degraus na escadaria evolucionista do homem é a teoria do «equilibro ou salto pontual» sugerida por Stephen Jay Gould e Niles Eldredge, segundo a qual pequenos grupos de hominídeos, separados geograficamente do seu grupo principal por qualquer razão, podem sofrer alterações hereditárias profundas, em relativamente curto prazo de tempo (centenas ou milhares de anos em vez de milhões). Ao regressarem às suas origens, estes novos hominídeos, mentalmente mais evoluídos ou fisicamente mais poderosos, poderiam lentamente ter eliminado os seus antecessores, ou terem deambulado para outras paragens, criando assim o aparecimento de um ramo muito diferenciado do tronco principal, como o Homem de Pequim, o Homem de Java, etc. |
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Act 121020091124