O EURO


Este Euro
valia cerca
de 200$00
em 2002


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É a moeda única oficial desde 1 de Janeiro de 1999, comum a doze dos quinze (iniciais) estados membros da União Europeia: Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, França, Finlândia, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Portugal.
Países Europeus que não aderiram ao Euro: Dinamarca, Suécia e Inglaterra.

Nota: A 1 de Maio de 2004, passaram também a fazer parte da UE, os seguintes países: Chipre Cipriota, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Malta, Polónia, República Checa, e a 1 de janeiro de 2007 juntaram-se a Roménia e a Bulgária, dando um total de 27 países na União Europeia.

Antes de 1/Jan/2002, 1 Euro valia:


Símbolo do Euro

Portugal: 200,482 E.
Espanha: 168,386 P.
França: 6,55957 F.
Luxemburgo: 40,3399 F.
Alemanha: 1,95583 M.
Irlanda: 0,787564 P
Itália: 1.936,27 L.
Holanda: 2,20371 G
Bélgica: 40,3399 F.
Finlândia: 5,94573 M
Áustria: 13,7603 S.
Grécia: 340,750 D.

 
São apontadas as seguintes vantagens ao Euro:

*) Mais fácil e menos onerosa transferência de fundos para outros países.
*) Supressão dos riscos cambiais entre os países participantes.
*) Mais baixas taxas de juro, que reduzem o custo dos empréstimos.
*) Maior transparência dos custos e concorrência acrescida, que conduzirá a preços mais baixos.
*) Crescimento económico mais sustentável, que aumentará a segurança do emprego.
*) Poder de compra protegido graças à diminuição da inflação.
*) Menores custos nas viagens a outros países.

UMA CONSPIRAÇÃO MAFIOSA?

Só o futuro nos dirá se aquelas apregoadas vantagens são, ou não, apenas promessas cozinhadas por políticos e um mundo financeiro mafioso, já que as instituições bancárias terão de recuperar as enormes perdas resultantes da redução das trocas cambiais e outras transacções. A concorrência económica e do mercado de trabalho, o necessário nivelamento de preços, das taxas bancárias, a pressão das maiores potências sobre as menores,  a necessidade de cumprir o Pacto de Estabilidade, e assim por diante, são tudo factores que, sem qualquer dúvida, em países de baixa produtividade vão elevar, em muito, o custo de vida, e cavar um maior fosso entre pobres e ricos. 

Inquestionavelmente, o Euro vem facilitar a vida aos falsificadores de dinheiro, e ao branqueamento de verbas de origem criminosa e mafiosa.

Quanto à criação do espaço comum na União Europeia, resta ver se o "fervor nacionalista" irá arrefecer em favor do ideal  do "cidadão europeu", se o perigoso e polarizado binário islão/cristianismo não vai criar conflitos graves, ou se o crime generalizado, a incidência da prostituição, redes de pedofilia, a SIDA e outras doenças, o consumo de drogas estupefacientes, etc, não vai tudo crescer exponencialmente.

As 3 fases da introdução do Euro, foram:

FASE A

2 Maio 1998 Definição dos países participantes

1998

Intensificação dos trabalhos de preparação para o Euro
Produção de notas e moedas em Euro
Definição do quadro jurídico global

*

FASE B

1 Janeiro 1999

Fixação irrevogável e definitiva das taxas de conversão
O Euro passou a ser moeda oficial, escritural, dos países participantes

1999
2000
2001

O Euro só existe  sob a forma de moeda escritural (Ver nota 1)
Os agentes económicos definem o timing da transição
As empresas implementam a dupla afixação dos preços (Ver nota 2)

*

FASE C

1 Janeiro 2002

Conversão da moeda escritural em escudos para Euros
Entrada em circulação de notas e moedas em Euros (Nota 3)
Início da retirada de circulação das moedas e notas nacionais

1 de Janeiro a 
28 Fevereiro 2002

O Euro e as moedas nacionais  coexistem sob a forma de notas e moedas

1 Março 2002

Retirada definitiva de circulação das moedas e notas nacionais e utilização exclusiva do Euro. (Ver nota 4)
Embora, antes de 1 de Janeiro de 2002, não existissem em circulação moedas ou notas Euro, começou a ser possível a partir de 1 de Janeiro de 1999 efectuarem-se pagamentos em Euros, através de meios electrónicos, como cartões de crédito e de débito, cheques ou  transferências bancárias.

A apresentação dos preços em Euros tornou-se obrigatório a partir de 1 de Janeiro de 2002.

A partir de 1 de Janeiro de 2002 todos os valores monetários que não tinham ainda sido convertidos para Euros, foram convertidos automaticamente, nomeadamente, salários, impostos, depósitos e empréstimos, sem quaisquer encargos, à taxa legal de conversão fixada em 1 de Janeiro de 1999. Igualmente os livros de cheques passaram o a ser emitidos em Euros, apenas.

Foi dado um período de transição, entre 1 de Janeiro e 1 de Março de 2002, em que a nível pessoal, o escudo podia ser usado paralelamente ao Euro para as compras do dia a dia enquanto as pessoas não tivessem suficientes Euros nas suas mãos. A partir de 1 de Março de 2002 o escudo deixou de poder ser utilizado, isto é deixou de ter curso legal. Depois dessa data, todas as transacções, incluindo as compras do dia a dia, como o jornal ou o pão, são  realizadas em Euros. As notas e moedas em escudos puderam ser trocadas por Euros aos balcões dos bancos e das tesourarias das finanças, até 30 de Junho de 2002. Para além desta data, as trocas de escudos só poderão ser efectuadas no Banco de Portugal: As moedas, até 31 de Dezembro de 2002, mas as notas têm um período de troca válido por 20 anos.
 

NOTAS: 7 VALORES FACIAIS: 5 ; 10 ; 20 ; 50 ; 100 ; 200 ; 500, EUROS

As  7 notas de diferentes valores e dimensões serão rigorosamente iguais nos 12 países, não tendo nenhuma face de característica nacional, com o seguinte valor facial. (As imagens seguintes não estão em tamanho natural)

As faces principais das 7 notas, e ao fim a face principal, e a de detrás, da nota de 500 Euro.


(Euros x 200,482 = escudos)
5 Euros = 1002,41 escudos
500 Euros = 100 241Escudos

AS 8 MOEDAS
Nota: Na Finlândia, já não circulam moedas de 1 e de 2 cêntimos, e a Bélgica pretende fazer o mesmo!

Ao contrário das notas as moedas têm uma face europeia e outra nacional, da responsabilidade de cada um dos Estados membros, sendo esta alusiva à história e cultura de cada país mas são, para um mesmo valor facial, igualmente válidas em qualquer país. O cunho português tem o sinal de autenticação régia de D. Afonso Henrique. As moedas, de 8 valores faciais, são redondas e diferenciam-se pelo tamanho, cor, (mesma cor = mesmo material / liga), espessura, material usado e serrilha, sendo facilmente identificáveis, mesmo por invisuais. (1 Euro está dividido em 100 Eurocentavos ou Cêntimos) 

As imagens, que se seguem, das moedas não estão em tamanho natural.  As moedas de 2 Euro, 1 Euro e de 1cêntimo, por exemplo, têm respectivamente os diâmetros de cerca de 2,6 ; 2,4 e 1,1 cm, e cada grupo com certos valores faciais, diferenciam-se pelo tamanho, cor, espessura, material usado e serrilha, sendo facilmente identificável, mesmo por invisuais.

 

EXEMPLOS DE CONVERSÃO E ARREDONDAMENTO

IMPORTANTE:  1º) Não esquecer que a "nossa" vírgula que separa a casa das unidades da primeira casa decimal é, na calculadora, um ponto.
2º) Nunca usar pontos para marcar  milhares, numa calculadora! 
Exemplo: Para se entrar na calculadora 2 mil trezentos e trinta e sete Euros e 45 cêntimos, digita-se 2337.45

1º - CÁLCULO RIGOROSO

Para converter euros a escudos, multiplica-se o montante em euros por 200,482 e depois arredonda-se ao escudo mais próximo, já que não há centavos no sistema monetário. 
Se o primeiro algarismo à direita da vírgula ( primeira casa decimal) for inferior a 5 (entre 0 e 4 inclusivo), arredonda-se por defeito. Se esse algarismo é igual ou superior a 5 arredonda-se por excesso ao escudo mais próximo.

Exemplo 1) : 38,37 Euros é equivalente a:
38,37 X 200,482 = 7692,49... Como o primeiro algarismo à direita da vírgula é 4, e 4 é inferior a 5, arredonda-se por defeito, dando 7.692,00 Esc.

Exemplo 2) : 38,39 Euros é equivalente a:
38,39 X 200,482 = 7696,50... Como o primeiro algarismo à direita da vírgula é 5, ponto de viragem da regra de arredondamento) arredonda-se por excesso, dando 7696 + 1 = 7.697,00 Esc.

Para converter escudos a euros basta dividir o montante em escudos por 200,482 aplicando-se as regras normais de arredondamento, mas agora o resultado poderá aparecer com duas casas decimais (O Euro tem cêntimos), pelo que o algarismo de referência é o da terceira casa decimal e não o primeiro como nos exemplos anteriores. Assim:
Se a terceira casa decimal for inferior a 5, o preço será arredondado por defeito.
Se a terceira casa decimal for igual ou superior a 5, o preço será arredondado por excesso.

Exemplo 3) 749 Escudos é equivalente a:
749 / 200.482 = 3,735.... Como o terceiro algarismo depois da vírgula é 5 ( ponto de viragem de arredondamentos) arredonda-se por excesso dando 3,73 + 0,01 = 3,74.

Na conversão de escudos para euros, e vice versa, a aplicação das regras de arredondamento é obrigatória nas operações de tipo legal, como seja a conversão de notas, contas bancárias, títulos, contratos e ordenados, etc.

Na prática os comerciantes não estão acorrentados a estas regras. A taxa de conversão base, será utilizada como ponto de partida, podendo os preços sofrer acertos, para que se tornem mais redondos ou "psicologicamente mais apelativos" para o consumidor.

2º - CÁLCULO APROXIMADO

É evidente que dependendo da importância da conversão e de o cálculo ser feito sem calculadora, pode-se usar, particularmente, uma taxa de conversão aproximada, fazendo 1 Euro = 200 Esc ou então 1Euro =200,5 Esc., o que facilita as contas. O erro introduzido em quantias relativamente pequenas não é grave.

Fazendo 1 Euro = 200 Esc. e notando que  1 conto (mil escudos) vale 5 vezes 200 Esc, vem que  um conto vale, aproximadamente, 5 Euros. Donde:

Para converter contos a Euros multiplicar por 5:
Exemplo: 12 contos => 12 X 5 = 60 Euros 

Há outros processos práticos de conversão aproximada. Por exemplo para converter contos a euros há quem prefira dividir primeiro por dois o valor em contos, e depois multiplicar o resultado por 10.

Para converter Euros a contos dividir por 5: Exemplo: 60 Euros => 60 / 5 = 12 contos.

Há outros processos práticos de conversão aproximada. Por exemplo para converter euros a contos  há quem prefira dividir o montante em Euros primeiro por 10 e depois multiplicar o resultado por dois.

Estes cálculos, muito aproximados, em quantias de vulto dão um erro que pode ser  inadmissível.


Cuidado com os Euro-Burlões

Os tempos mudam... os burlões mudam de táctica!

Para transacções cambiais, tratar directamente, sem intermediários, com instituições bancárias!.

 

Para extra informação consultar

www.euro.iapmei.pt
http://europa.eu.int/euro
http://www.euro.ecb.int
http://amue.if.net/
Número talefones: Euro-Empresa:
tel : 808 201 20
Número Euro-Cidadão:tel : 808 228 228
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