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Símbolos
Nacionais (da Nação, da Pátria)
Em Portugal, os símbolos nacionais são: a Bandeira Nacional, o Hino Nacional e o Chefe do Estado. Após as revoltas de 4 e 5 de Outubro de 1910, e com a instauração da República, a Assembleia Nacional Constituinte, de 19 de Junho de 1911, aprovou a Bandeira Republicana, modificada, como nova Bandeira Nacional, e a marcha "A Portuguesa", modificada, como Hino Nacional. |
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A BANDEIRA NACIONAL (REPUBLICANA) |
| Na Bandeira Nacional: O verde-escuro, cor da Natureza, representa a Esperança em melhores dias, os campos verdejantes do país, e a Liberdade. O vermelho-escarlate simboliza o valor e o sangue derramado ao longo da história, e a Vida. A Esfera Armilar, amarela, e no centro, representa os Descobrimentos Portugueses. A Esfera Armilar, de ouro em fundo azul (com o Escudo de Armas), já existiu na bandeira de D. João VI (1816 - 1826), simbolizando então, o reino do Brasil e foi, igualmente, o emblema pessoal de D. Manuel I. Segundo especificações oficiais, «A esfera armilar, de cor amarela, apresenta - se como uma representação fortemente estilizada do instrumento de navegação com o mesmo nome — visualizada em perspectiva, com um hemimeridiano nodal virado para o observador e um pouco acima deste. É constituída por quatro aros dispostos como círculos máximos de uma mesma esfera, três dos quais sobre planos fazendo ângulos de 90° e um quarto, mais largo, em posição oblíqua, e por dois paralelos, tangentes ao referido aro mais largo. A estrutura apresenta - se com o eixo de intersecção de três dos aros maiores aproximadamente perpendicular à superfície da bandeira, sendo os aros rematados por virolas salientes e proporcionadamente mais estreitas.»
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O Escudo de Armas, sobre a Esfera
Armilar, consiste de dois outros escudos:
Nota: Letra de uma melodia nacional dedicada à Bandeira Nacional Portuguesa: |
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O Chefe de Estado |
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O HINO NACIONAL (Letra de Henrique Lopes de Mendonça, música de Alfredo Keil) A marcha A Portuguesa, hoje executada como Hino Nacional (Resolução do Concelho de Ministros de 16/7/1957, publicada no Diário do Governo, 1ª série, n.º 199, de 4/9/1957), surgiu em 1890, como protesto contra a capitulação política de D Carlos I ao Ultimato Inglês (Mapa Cor de Rosa - Pretensão Portuguesa de anexar os territórios africanos entre Angola e Moçambique), pelo então recém formado Partido Republicano. Por altura da falhada Revolução de 1891, ela fora adoptada como cântico revolucionário anti-monárquico. Foi então proibida pelo Rei e, ao longo do tempo, sofreu alterações, até ser oficializada como o actual Hino Nacional. Por exemplo, o «Contra os canhões ...» era cantado « Contra os Bretões...», em que Bretões se referia aos Ingleses. NOTA IMPORTANTE: Esta página contem vários trechos musicais mas infelizmente existe uma guerra entre produtores dos vários browsers. Por exemplo, as páginas web para serem lidas correctamente tanto no IE da Microsoft como no FireFox da Mozilla, ou no Netscape, ou no Opera (um browser norueguês muito usado na Europa) têm de ser escritas com grande cuidado. Um problema grave revolve à volta de entrega de trechos musicais em páginas da Internet, havendo vários formatos que nem todos os leitores lêem e alguns browsers dão preferência a certos leitores. Se tem o Windows 98 ou o XP então tem o Windows Media Player instalado. Quando instalar outros leitores de música evite associar com eles qualquer formato a não ser aqueles específicos que só esse leitor lê, a menos que prefira esse novo leitor. Se o seu Windows Media Player estiver corrompido (ou pretender uma nova versão) pode copiá-lo de CD's de revistas de computadores ou fazer o «download» do site da Microsoft: http://www.microsoft.com/windows/windowsmedia/download/
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Por morte de seu pai, D. Pedro IV em 1826 sobe ao poder, e o hino é ligeiramente adaptado e passa-se a chamar Hymno da Carta. Além de Hino da Carta, é também conhecido por, Hino da Carta Constitucional, Hino Monárquico, Hino Constitucional, e passou a ser obrigatoriamente tocado, como Hino Nacional, de Maio de 1834 até à implantação da República. (NOTA: D. Pedro IV reinou entre 1826 e 1828, sendo substituído por D. Miguel I, de 1828 a 1834. Ver tópico «Duelo real»). Deste hino, com mudança, sobretudo da
letra, apareceram marchas a propósito de personagens ou actividades
políticas. ![]() Parte da capa de um velho catálogo com preços de «Hinos Nacionais» (Foto: www.realcasaportuguesa.org)
Henrique Lopes de Mendonça (1856 - 1931), foi aspirante da Marinha em 1871, reformando-se em 1912 com o posto de capitão-de-mar-e-guerra. Famoso dramaturgo, produziu inúmeras obras como O duque de Viseu, A Morta, Os Órfãos de Calcutá, etc, e colaborou na letra de A Portuguesa. |
| Uma marcha muito tocada,
no tempo de Salazar e Caetano era a
Marcha da Mocidade Portuguesa |
| Tempos Monárquicos: Bandeiras e Hinos (Hymnos) Inicialmente, a bandeira era o símbolo de uma família soberana (real, ducal, condal, etc) e só muito mais tarde foi sentida a necessidade de se criar uma Bandeira Nacional. Em Portugal, as primeiras armas (símbolos heráldicos) conhecidas são do tempo de D Sancho I, e a bandeira, como símbolo nacional, só ficou estabelecida com D. João IV. |
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Não se sabe ao certo qual era a bandeira de D. Afonso
Henriques, mas não deve ter sido a cruz azul em campo branco, por tal arma ser pertença de D. Afonso I de Aragão. Alvitra-se que tenha sido a cruz com besantes brancos agrupados em 5 áreas, ou uma parecida com a bandeira de D. Sancho I, mas de 5 escudetes, cada uma com 5 besantes. Ver, mais abaixo, a lenda associada à Batalha de Ourique. |
![]() Estátua de D.Afonso Henriques com o escudo ornamentado com a cruz. Sobreposto, um desenho de B.D. da Batalha de S. Mamede. Note-se o escudo com a cruz azul em campo branco. |
O escudo defensivo do Conde D. Henrique
teria uma cruz azul em campo prateado enquanto que, antes de ser
rei, D. Afonso Henriques parece ter tido no escudo defensivo a cruz azul
em campo branco. O Conde D. Henrique era oriundo de Borgonha, França, tendo vindo, como cruzado, auxiliar o rei D. Afonso VI de Leão, no Norte da Península Ibérica, na luta contra os mouros, que iam invadindo a Península Ibérica, rumo à França, desde o ano de 711. Como recompensa, pelo valoroso auxílio, foi incumbido de governar e defender o Condado Portucalense, território entre os rios Minho e Mondego, de que faziam parte as cidades de Guimarães, Braga, Coimbra, e Portucale (De onde deriva o nome de Portugal). A cruz azul era, para ele, o emblema de cruzado e o azul uma das cores principais das armas da casa de Borgonha. Casou-se em 1096 com D. Teresa, filha ilegítima de D. Afonso VI de Leão, tornando-se pai de D. Afonso Henriques. Morreu em 1112 sendo sucedido pela mulher. A chamada Dinastia de Borgonha, em Portugal, também dita Dinastia Afonsina, vai do Conde D. Henrique ao rei D. Fernando. O filho, D Afonso Henriques, tendo por aio e mestre de artes militares o fidalgo D. Egas Moniz, armou-se a si próprio cavaleiro com 14 anos, em 1125, à moda do que era habitual nos reis. A 24 de Junho de 1128 derrota a mãe na batalha de S. Mamede, perto de Guimarães, e assume o governo do Condado. |
Em 1139, após vencer a Batalha de Ourique contra os mouros, intitula-se rei de Portugal, entrando em sério conflito armado com seu primo, D. Afonso VII, rei de Leão, que culmina, depois de uma vitória no torneio de Arcos de Valdevez (1140), com o Tratado de Zamora, selado em1143, em que ganha a independência do seu condado, transformando-o num reino e torna-se o 1º Rei de Portugal. Nessa época só o Papa podia sancionar a criação de novos reinos cristãos e a titularidade de um rei. Recorrendo a ameaças e a negociações diplomáticos D. Afonso Henriques convence o Papa Alexandre III a reconhecer a criação de Portugal e a sua posição de rei, com a Bula Manifestis Probatum em 1179. Como rei, continuou conquistando território aos mouros até ao sul de Beja. (Santarém, Lisboa, Sintra, Almada, Alcácer do Sal, Évora e Beja), tendo morrido a 6 de Dezembro de 1185 em Coimbra, terra onde nascera, estando o seu corpo depositado no Mosteiro de Santa Cruz. O imponente Mosteiro de Alcobaça foi fundado em 1153, por D Afonso Henriques. Diz a lenda que foi construído para cumprir uma promessa feita, caso conquistasse Santarém.
Todas as nações têm os seus heróis lendários ou personagens reais cujos
actos foram por vezes empolados para além da realidade. Entre outros, uma
personagem que, talvez, se enquadra nesta definição à época de D. Afonso
Henriques é Geraldo Geraldes, O Sem Pavor. Comandando um exército de
malfeitores e/ou aventureiros teria grandemente contribuído para a conquista de territórios
aos mouros (Grande parte do Alentejo, Valverde, Beja, Évora, etc) mas
esteve associado a alguns desaires como a fracassada tentativa de tomada
de Badajoz em 1169. Foi capturado e morto em Ceuta (Norte de África) onde se deslocara como espião, e está
imortalizado no Brasão de Armas de Évora. |
![]() É impossível, a esta escala, representar com rigor o contorno dos elementos da bandeira |
| D. Afonso
III (1248 - 1279) D Dinis (1279 - 1325) D. Afonso IV (1325 - 1357) D. Pedro I (1357m- 1367) D. Fernando (1367 - 1383) Nota: A bandeira recebeu uma bordadura vermelha com um número variado de castelos. |
D. João I,
Mestre de Avis (1385 - 1433) D Duarte (1433 - 1438) D Afonso V (1438 - 1481) Nota: Os Escudetes passaram a chamar-se Quinas. Sobre a bordadura foram adicionados as pontas da cruz verde floretada da Ordem de Avis. |
D João II
(1481 - 1495)
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D Manuel I
(1495 - 1521) D. João III (1521 - 1557) Nota: A bordadura vermelha e quadrada com castelos, passou a parecer um escudete, e sobre ela foi colocada uma coroa real aberta. A bandeira era quadrada como todas as anteriores, tendo por pano a cor branca. O estandarte privado de D. Manuel I tinha uma esfera armilar. |
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| D. Sebastião (1557-1578) D. Henrique, seguido de D. António, (1578-1580 Filipes de Espanha (1580 - 1640) Coroa real fechada, de três hastes, sem barrete. |
D. João IV (1640 - 1656) Bandeira com a Cruz da Ordem de Cristo, em fundo verde, comemorando a expulsão dos reis Filipinos. Esta bandeira tinha sido uma antiga bandeira usada por D. Manuel I. |
D. Afonso VI (1656-1683) D. Pedro II (1683-1706) Coroa de cinco hastes, fechada, com barrete vermelho ou púrpura.
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D. João V (1706-1750) D. José I (1750-1777) D. Maria I (1777-1816) A secção arredondada dos escudos passou a ter bicos de arco contracurvado. |
D. João VI (1816-1826) À coroa de 5 hastes fechada, com rosetas e barrete, acrescentou-se uma esfera armilar de ouro em campo azul, simbolizando o reino do Brasil. |
| A última Bandeira Monárquica |
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A bandeira, rectangular,
passou a ter um pano dividido verticalmente em duas áreas (azul, junto ao
mastro, e branco) e as armas reais ao centro. Relativamente à bandeira
anterior, de D. João VI, desapareceu a esfera armilar e optou-se pelo
escudo, que D. João V já utilizara. Tem uma coroa fechada de 5 hastes e barrete vermelho ou púrpura. NOTA: Em algumas versões desta bandeira o pano azul ocupa, como na bandeira republicana, cerca de dois quintos do comprimento total, com o brasão sobre a separação. Por vezes, o estilo da coroa tem pequenas variações. D. João IV ofereceu a sua coroa a Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, declarando Nossa Senhora Rainha de Portugal e, a partir dessa altura, a coroa deixou de ser colocada na cabeça dos reis. Bandeira usada por: D. Maria II (1834 - 1853) D. Pedro V (1853 - 1861, inclui período de regência de D. Fernando, de 1853 a 1855) D. Luís I (1861 - 1889) D. Carlos I (1889 - 1908) D. Manuel II (1908 - 1910) - Fim da monarquia. |
| Nota: Embora nas últimas bandeiras se
refira a «coroa de 5 hastes», as coroas reais tinham 8 hastes. Rodando
a coroa de certa maneira e olhando-a bem de frente, num certo plano, viam-se apenas 5
hastes. (Ver imagem no tópico «Duelo Real») Hymno da Carta - Hino da Carta - Hino Monárquico (1834-1911) |
«»
![]() Nota: Este hino ainda hoje é cantado, como marcha popular, em alguns lugares de Portugal fazendo fronteira com Espanha ! |
A propósito do Hino da Restauração O cardeal D. Henrique sucedeu ao rei D. Sebastião, desaparecido na infeliz batalha de Alcácer Quibir, contra os mouros em África. Convocaram-se Cortes em Almeirm para se escolher um rei, de entre vários pretendentes, todos netos do rei D. Manuel I. Não se chegou a acordo e, por morte do cardeal, D. Filipe II de Espanha invade Portugal e, nas Cortes de Tomar, é aclamado rei de Portugal com o nome de D.Filipe I (1580 - 1598). Por sua morte é sucedido por D. Filipe II (1598 - 1621) e este por D. Filipe III (1621 - 1640). Esta 3ª Dinastia (Filipina) espraiou-se por 60 desastrosos anos, para Portugal, em todos os aspectos. Em 1637 tentou-se expulsar os
espanhóis (revolta do «Manuelinho») sem sucesso. |