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 Símbolos Nacionais (da Nação, da Pátria)
(Desenhos de bandeiras pelo Webmaster)


Cada país tem os seus símbolos Nacionais, que podem ser pessoas, instituições, músicas, estandartes ou bandeiras, objectos, plantas, animais, monumentos, paisagens, etc.

Em Portugal, os símbolos nacionais são: a Bandeira Nacional, o Hino Nacional e o Chefe do Estado.

Após as revoltas de 4 e 5 de Outubro de 1910, e com a instauração da República, a  Assembleia Nacional Constituinte, de 19 de Junho de 1911, aprovou a Bandeira Republicana, modificada, como nova Bandeira Nacional, e a marcha "A Portuguesa", modificada, como Hino Nacional.

 

Bandeira Nacional

A BANDEIRA NACIONAL (REPUBLICANA)
A bandeira está, aproximadamente, de acordo com especificações legais
À direita, em mais detalhe, a Esfera Armilar, os Castelos, o Escudo com as Quinas e os Besantes.
É impossível, a esta escala, representar com rigor o contorno dos vários elementos da bandeira como,
 por exemplo, os Besantes, as virolas da Esfera Armilar e os Castelos, em particular, os inclinados.

 
Na Bandeira Nacional:
O verde-escuro, cor da Natureza, representa a Esperança em melhores dias, os campos verdejantes do país, e a Liberdade.
O vermelho-escarlate simboliza o valor e o sangue derramado ao longo da história, e a Vida.
A Esfera Armilar, amarela, e no centro, representa os Descobrimentos Portugueses.
A Esfera Armilar, de ouro em fundo azul (com o Escudo de Armas),  já existiu na bandeira de D. João VI (1816 - 1826), simbolizando então, o reino do Brasil e foi, igualmente, o emblema pessoal de D. Manuel I.

Segundo especificações oficiais, «A esfera armilar, de cor amarela, apresenta - se como uma representação fortemente estilizada do instrumento de navegação com o mesmo nome — visualizada em perspectiva, com um hemimeridiano nodal virado para o observador e um pouco acima deste. É constituída por quatro aros dispostos como círculos máximos de uma mesma esfera, três dos quais sobre planos fazendo ângulos de 90° e um quarto, mais largo, em posição oblíqua, e por dois paralelos, tangentes ao referido aro mais largo. A estrutura apresenta - se com o eixo de intersecção de três dos aros maiores aproximadamente perpendicular à superfície da bandeira, sendo os aros rematados por virolas salientes e proporcionadamente mais estreitas.»


Parte de foto de uma mega-bandeira (20m x 12m) hasteada 
a 35 metros de altura, no Alto do Parque Eduardo VII, Lisboa.

Foto adaptada de:.www.cm-lisboa.pt

.

O Escudo de Armas, sobre a Esfera Armilar, consiste de dois outros escudos:
Um maior, vermelho, com 7 castelos  dourados, que, lendariamente, simbolizam  as  cidades fortificadas tomadas aos mouros por
D. Afonso III. Representa a Independência de Portugal,
Outro, mais pequeno e branco, com 5 escudetes (Quinas) azuis, dispostos em cruz, com 5 pontos (besantes) cada que, lendariamente,  simbolizam os 5 reis mouros que D. Afonso Henriques derrotou na Batalha de Ourique, mas há outra lenda que diz que representam as 5 chagas de Jesus Cristo (contando duas vezes os pontos do escudo central dá 30, que são "os trinta dinheiros por que Judas vendeu Jesus Cristo", ou os cinco ferimentos que D. Afonso Henriques terá recebido nessa batalha, e também simbolizam o poder régio de cunhar moeda. Este escudo representa o Nascimento da Nação.

Dimensões da Bandeira Republicana:
  A parte verde, do lado da Tralha,  (A parte por onde passam os cabos que hasteiam a bandeira chama-se Tralha), ocupa dois quintos da superfície; a outra parte, vermelha, ocupa três quintos, ou seja, a parte verde ocupa dois quintos do comprimento total e a vermelha três quintos.

A altura do pano é igual a dois terços da largura, ou seja, o comprimento da bandeira é 1,5 vezes a altura da Tralha. A esfera armilar  tem um diâmetro igual a metade da altura da bandeira, e fica equidistante das orlas superior e inferior.

Nota: Letra de uma melodia nacional dedicada à Bandeira Nacional Portuguesa:
Bandeira de Portugal! / Toda a vez que flutuares / Em terra, no mar e nos ares / O teu porte é sem rival / (Repete duas vezes mais) / Através da nossa história que é de todas a primeira / Oh! Minha qu'rida bandeira / Bem conheceste a vitória / Pois d' Ourique até agora / Com saber alto e  profundo / Ensinaste a todo o mundo / Onde o grande valor mora.

 

O Chefe de Estado
O Chefe do Estado (Presidente da República) é considerado um símbolo da Pátria. Ele é o garante da independência nacional, da unidade do Estado e do funcionamento correcto das várias instituições de um Estado de Direito.

A Bandeira Presidencial
É semelhante à Bandeira Nacional, excepto por ter o pano de uma só cor, o verde-escuro. É desfraldada no Palácio de Belém, no Forte de São Julião e em qualquer outro lugar onde se encontre o Presidente da República. É colocada, em formato reduzido, na viatura oficial da Presidência.

Bandeira Presidencial
A Bandeira Presidencial

 

O HINO NACIONAL (Letra de Henrique Lopes de Mendonça, música de Alfredo Keil)

A marcha A Portuguesa, hoje executada como Hino Nacional (Resolução do Concelho de Ministros de 16/7/1957, publicada no Diário do Governo, 1ª série, n.º 199, de 4/9/1957), surgiu em 1890, como protesto contra a capitulação política de D Carlos I ao Ultimato Inglês (Mapa Cor de Rosa - Pretensão Portuguesa de anexar os territórios africanos entre Angola e Moçambique), pelo então recém formado Partido Republicano. Por altura da falhada Revolução de 1891, ela fora adoptada como cântico revolucionário anti-monárquico. Foi então proibida pelo Rei e, ao longo do tempo, sofreu alterações, até ser oficializada como o actual Hino Nacional. Por exemplo,  o «Contra os canhões ...» era cantado « Contra os Bretões...», em que Bretões  se referia aos Ingleses.

NOTA IMPORTANTE: Esta página contem vários trechos musicais mas infelizmente existe uma guerra entre produtores dos vários browsers. Por exemplo, as páginas  web para serem lidas correctamente tanto no IE da Microsoft como no FireFox da Mozilla, ou no Netscape, ou no Opera (um browser norueguês muito usado na Europa) têm de ser escritas com grande cuidado. Um problema grave revolve à volta de entrega de trechos musicais em páginas da Internet, havendo vários formatos que nem todos os leitores lêem e alguns browsers dão preferência a certos leitores.  Se tem o Windows 98 ou o XP então tem o Windows Media Player instalado. Quando instalar outros leitores de música evite associar com eles qualquer formato a não ser aqueles específicos que só esse leitor lê, a menos que prefira esse novo leitor. Se o seu Windows Media Player estiver corrompido (ou pretender uma nova versão) pode copiá-lo de CD's de revistas de computadores ou fazer o «download» do site da Microsoft:        http://www.microsoft.com/windows/windowsmedia/download/

Se está a navegar na Internet com o FireFox não esquecer que para fechar a janela do leitor de som deve de o fazer cliquando na «tab» do bowser ao fim da página e não no X no topo da página! No Opera a «tab» está numa das barras de cima.

 

Foi só a partir do século XIX que as nações Europeias  começaram a incluir um Hino como um dos símbolos da Nação, embora desde sempre tenham existido gritos de guerra, marchas patrióticas e louvores musicais os seus líderes.

Houve outros hinos portugueses antes do actual que foi oficializado em 1911, depois da Implantação da República em  5/10/1910.

Em resumo, baseado em informação colhida de sites do governo português e do Museu de Música do Brasil, temos:

Em 1809 apareceu o Hino Patriótico , de índole marcial, composto por Marcos Portugal, que se inspirou na Cantata  "La Speranza o sia l`Augurio Felice"  e que o  dedicou ao regente  D. João (VI), «fugitivo» no Brasil devido às Invasões Francesas.  Este hino foi tocado pela primeira vez em público no teatro de S. Carlos em Lisboa, a 13 de Maio de 1809 para celebrar o  aniversário do rei.


Em 1817, e depois em 1821 (regresso da família real a Portugal), o então infante D. Pedro (IV) cria  hinos em honra de seu pai. No ano de 1822,  D. Pedro (IV) compôs o Hymno Imperial e Constitucional,  dedicado à nova constituição liberal e tocado até 1826 (continuando-se no entanto a ouvir o Hino Patriótico).

A Portuguesa (Hino Nacional)

Para ouvir o Hino Nacional (midi)
clique no botão


Para ouvir, cantado, os primeiros
 dois versos da 1ª estrofe:
(
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal...)
Clique no botão


1.
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz,
Dos teus egrégios avós
Que há-de guiar-te à vitória!

(Refrão)
Ás armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!


As duas estrofes que se seguem foram retiradas do Hino em 16 de Julho de 1957, e já não são cantadas.

2.
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu Céu!
Brade a Europa à terra inteira;
Portugal não pereceu.
Beija o solo teu jucundo,
O Oceano, a rugir de amor,
E teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!

(Refrão)
Às armas, às armas .......

3.
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.

(Refrão)
Às armas, às armas .......

 

Por morte de seu pai, D. Pedro IV  em 1826 sobe ao poder, e o  hino é ligeiramente adaptado e passa-se a chamar Hymno da Carta. Além de Hino da Carta, é também conhecido por, Hino da Carta Constitucional, Hino MonárquicoHino Constitucional, e passou a ser obrigatoriamente tocado, como Hino Nacional, de Maio de 1834 até à implantação da República.  (NOTA: D. Pedro IV reinou entre 1826 e 1828, sendo substituído por D. Miguel I, de 1828 a 1834. Ver tópico «Duelo real»).

Deste hino, com mudança, sobretudo da letra, apareceram marchas a propósito de personagens ou actividades políticas.

Reis como  D. Pedro IV e D. Luís I, tinham os seus Hinos privados que, em actos solenes, eram tocados conjuntamente com o Hino Nacional.


Parte da capa de um velho catálogo com preços de «Hinos Nacionais»
(Foto: www.realcasaportuguesa.org)


D. Pedro IV era dotado para a música, e quando subiu ao trono do Brasil (como D. Pedro I), surge com o Hino da Independência e o Hino Nacional (Monárquico) Brasileiro. (Nos tempos idos, «Hino» aparecia escrito, como «Hymno»)
 

O Hino Nacional é executado em cerimónias civis e militares onde se presta homenagem a Portugal, à Bandeira Nacional, ao Presidente da República, ou quando se dá a saudação a um alto dignitário estrangeiro de visita a Portugal, depois de tocado o hino do seu país. Conforme a ocasião em que é tocado ou cantado, há ligeiras versões do mesmo, desde que não se infringia as disposições apresentadas  no Diário do Governo, 2ª série, n.º 206, de 4 de Setembro de 1957.

Também se ouve em cerimónias desportivas como nos Jogos Olímpicos, e outros jogos internacionais em que participam atletas portugueses.

Alfredo Keil
, nasceu em Lisboa a 8 de Julho de 1854, e faleceu em 1907. Com 14 anos partiu para a Baviera, seguindo um curso na Academia de Pintura. Regressado a Lisboa frequentou a Academia das Belas Artes. O Ultimato Inglês de 11 de Janeiro de 1890, sobre o Mapa Cor de Rosa, inspirou-o a escrever a música de A Portuguesa.

Henrique Lopes de Mendonça (1856 - 1931), foi aspirante da Marinha em 1871, reformando-se em 1912 com o posto de capitão-de-mar-e-guerra. Famoso dramaturgo, produziu inúmeras obras como O duque de Viseu, A Morta, Os Órfãos de Calcutá, etc, e colaborou na letra de A Portuguesa.

 

Uma marcha muito tocada, no tempo de Salazar e Caetano era a Marcha da Mocidade Portuguesa
O emblema da Mocidade Portuguesa era igual à bandeira de D. João I, descrita mais abaixo
Nesta época havia outros hinos, como o da Legião Portuguesa e o da Casa do Povo

 
 

(Hino) MARCHA  DA
MOCIDADE PORTUGUESA

Nota: Após o 25 de Abril de 1974, a Mocidade Portuguesa, foi extinta por ser considerada «fascista».

1.
Lá vamos, cantando e rindo
Levados, levados, sim
Pela voz de som tremendo
Das tubas, --- clamor sem fim.

2.
Lá vamos, que o sonho é lindo!
Torres e torres erguendo.
Rasgões, clareiras, abrindo!

3.
--- Alva da Luz imortal,
Roxas névoas despedaça
Doira o céu de Portugal!

4.
Querer! Querer! E lá vamos!
--- Tronco em flor, estende os ramos
À Mocidade que passa.

5.
Cale-se a voz que, turbada,
De si mesma se espanta,
Cesse dos ventos a insânia,
Ante a clara madrugada,
Em nossas almas nascida.
E, por nós, oh! Lusitânia,
-- Corpo de Amor, terra santa --
Pátria! Serás celebrada,
E por nós serás erguida,
Erguida ao alto da Vida!


(Repete: 1 a 4)

6.
Querer é a nossa divisa.
Querer, -- palavra que vem
Das mais profundas raízes.
Deslumbra a sombra indecisa
Transcende as nuvens de além...
Querer, --- palavra da Graça
Grito das almas felizes

7.
Querer! Querer!! E lá vamos
Tronco em flor estende os ramos
À Mocidade que passa.


(Repete: 1 a 4)

 

Para ouvir parte desta
Marcha (midi)
clique no botão
 

Para ouvir, cantada
a 1ª estrofe
clique no botão


Este hino foi cantado desde a  criação da Mocidade Portuguesa Masculina. Mais tarde, surgiu a Mocidade Portuguesa Feminina e o  compositor Frederico de Freitas escreveu um hino, para esta ala, designado Mocidade Lusitana com letra de Branca da Silveira e Silva "Giesta", em 1939.

Nota:
É curioso notar que na Marcha da Mocidade Portuguesa  (organização acusada de propagandear o «fascismo» Salazarista) não existe nada de cariz político, mas apenas de exaltação do orgulho patriótico!

 

Tempos Monárquicos: Bandeiras e Hinos (Hymnos)

Inicialmente, a bandeira era o símbolo de uma família soberana (real, ducal, condal, etc) e só muito mais tarde foi sentida a necessidade de se criar uma Bandeira Nacional. Em Portugal, as primeiras armas (símbolos heráldicos) conhecidas são do tempo de D Sancho I, e a bandeira, como símbolo nacional, só ficou estabelecida com D. João IV.

 

Primeiras bandeiras monárquicas

Conde D. Henrique (?)
(Pai de D. Afonso Henriques
(Primeiro rei de Portugal)
(1081..... 1112)

D. Afonso Henriques (?)
+ D. Sancho II
 [(1112...  ( 1143  ... 1185)]

D. Sancho I  +  D. Afonso II
(1185 ... 1248)

 

Não se sabe ao certo qual era a bandeira de D. Afonso Henriques,
mas não deve ter sido a cruz azul em campo branco, por tal arma ser pertença de D. Afonso I de Aragão. 

Alvitra-se que  tenha sido a cruz com besantes brancos  agrupados em 5 áreas, ou uma parecida com a bandeira de D. Sancho I, mas de 5 escudetes, cada uma com 5 besantes.
Ver, mais abaixo, a lenda associada à Batalha de Ourique.
 
D.Afonso Henriques
Estátua de D.Afonso Henriques com o escudo ornamentado com a cruz. Sobreposto, um desenho de B.D. da Batalha de S. Mamede. Note-se o escudo com a cruz azul em campo branco.
O escudo defensivo do Conde D. Henrique teria uma cruz azul em campo prateado enquanto que, antes de ser rei, D. Afonso Henriques parece ter tido no escudo defensivo a cruz azul em campo branco.

O Conde  D. Henrique era oriundo de Borgonha, França, tendo vindo, como cruzado, auxiliar o rei D. Afonso VI de Leão, no Norte da Península Ibérica, na luta contra os mouros, que iam invadindo a Península Ibérica, rumo à França, desde o ano de 711. Como recompensa, pelo valoroso auxílio, foi incumbido de governar e defender o Condado Portucalense, território  entre os rios Minho e Mondego, de que faziam parte as cidades de Guimarães, Braga, Coimbra, e Portucale (De onde deriva o nome de Portugal).

A cruz azul era, para ele,  o emblema de cruzado e o azul uma das cores principais das armas da casa de Borgonha. Casou-se em 1096 com D. Teresa, filha  ilegítima de D. Afonso VI de Leão, tornando-se pai de D. Afonso Henriques. Morreu em 1112 sendo sucedido pela mulher. A chamada Dinastia de Borgonha, em Portugal, também dita Dinastia Afonsina, vai do Conde D. Henrique ao rei D. Fernando.

O filho, D Afonso Henriques, tendo por aio e mestre de artes militares o fidalgo D. Egas Moniz, armou-se a si próprio cavaleiro com 14 anos, em 1125, à moda do que era habitual nos reis. 

A 24 de Junho de 1128 derrota a mãe na batalha de S. Mamede, perto de Guimarães, e assume o governo do Condado.

 

Em 1139, após vencer a Batalha de Ourique contra os mouros, intitula-se rei de Portugal, entrando em sério conflito armado com seu primo, D. Afonso VII, rei de Leão, que culmina, depois de uma vitória no torneio de Arcos de Valdevez (1140),  com o Tratado de Zamora, selado em1143, em que ganha a independência do seu condado, transformando-o num reino e torna-se o 1º Rei de Portugal.
Nessa época só o Papa podia sancionar a criação de novos reinos cristãos e a titularidade de um rei. Recorrendo a ameaças e a negociações diplomáticos D. Afonso Henriques convence o Papa Alexandre III a reconhecer a criação de Portugal e a sua posição de rei, com a Bula Manifestis Probatum em 1179.
Como rei, continuou conquistando território aos mouros até ao sul de Beja. (Santarém, Lisboa, Sintra, Almada, Alcácer do Sal, Évora e Beja), tendo morrido a 6 de Dezembro de 1185 em Coimbra, terra onde nascera, estando o seu corpo depositado no Mosteiro de Santa Cruz.
O imponente Mosteiro de Alcobaça foi fundado em 1153, por D Afonso Henriques. Diz a lenda que foi construído para cumprir uma promessa feita, caso conquistasse Santarém.

Todas as nações têm os seus heróis lendários ou personagens reais cujos actos foram por vezes empolados para além da realidade. Entre outros, uma personagem que, talvez,  se enquadra nesta definição à época de D. Afonso Henriques é Geraldo Geraldes, O Sem Pavor. Comandando um exército de malfeitores e/ou aventureiros teria grandemente contribuído para a conquista de territórios aos mouros (Grande parte do Alentejo, Valverde, Beja, Évora, etc) mas esteve associado a alguns desaires como a fracassada tentativa de tomada de Badajoz em 1169. Foi capturado e morto em Ceuta (Norte de África)  onde se deslocara como espião, e está imortalizado no Brasão de Armas de Évora.

A lenda associada à Batalha de Ourique. A 25 de Julho de 1139, D. Afonso Henriques (na altura ainda Conde) enfrenta os exércitos combinados de cinco reis mouros. Segundo uma lenda, tem uma visão: Cristo apareceu-lhe incitando-o à batalha. Saindo vencedor, D. Afonso Henriques intitula-se Rei de Portugal e mandou pintar sobre a cruz, do seu estandarte, cinco pequenos escudos azuis (quinas), simbolizando os cinco reis mouros vencidos, adornados cada um por cinco pontos brancos, representando as cinco chagas de Cristo. (As referências ao número de pontos em cada quina vai de 5 a 12 em que o seu significado varia desde serem chagas de Cristo, às traiçoeiras moedas de Judas ou a castelos conquistados aos mouros).

D. Sancho I substituiu a cruz por 5 escudos azuis com besantes prateados (imagem mais acima). Esta bandeira foi também utilizada por D. Afonso II e por D. Sancho II. Nota: Os escudetes passaram a ser denominados quinas quando houve uma ligeira mudança no seu aspecto, no tempo de D João I.

 
Bandeiras monárquicas
É impossível, a esta escala, representar com rigor o contorno dos elementos da bandeira
D. Afonso III (1248 - 1279)
D Dinis (1279 - 1325)
D. Afonso IV (1325 - 1357)
D. Pedro I (1357m- 1367)
D. Fernando (1367 - 1383)


Nota: A bandeira recebeu uma bordadura vermelha com um número variado de castelos.
D. João I, Mestre de Avis
(1385 - 1433)
D Duarte (1433 - 1438)
D Afonso V (1438 - 1481)

Nota: Os Escudetes passaram a chamar-se Quinas. Sobre a
bordadura foram
adicionados as pontas da cruz verde floretada da Ordem de Avis.
D João II (1481 - 1495)



Nota: Foram retirados os remares da flor-de- lis, (as pontas da cruz verde floretada da Ordem de Avis), e as Quinas laterais foram colocadas verticalmente.

D Manuel I (1495 - 1521)
D. João III (1521 - 1557)


Nota: A bordadura vermelha e quadrada
com castelos, passou a parecer um
escudete, e sobre ela foi colocada uma
coroa real aberta. A bandeira era quadrada
como todas as anteriores, tendo por pano
a cor branca. O estandarte privado de
D. Manuel I tinha uma esfera armilar.

 


É impossível, a esta escala, representar com rigor o contorno dos elementos da bandeira

D. Sebastião (1557-1578)
D. Henrique, seguido de 
D. António, (1578-1580
Filipes de Espanha
(1580 - 1640)

Coroa real fechada, de três hastes, sem barrete.
  

D. João IV (1640 - 1656)

Bandeira com a Cruz da Ordem de Cristo, em fundo verde, comemorando a expulsão dos reis Filipinos.
Esta bandeira tinha sido uma antiga bandeira usada por D. Manuel I.
D. Afonso VI (1656-1683)
D. Pedro II (1683-1706)

Coroa de cinco hastes, fechada, com  barrete vermelho ou púrpura.

 

D. João V (1706-1750)
D. José I (1750-1777)
D. Maria I (1777-1816)

A secção arredondada dos escudos passou a ter bicos de arco contracurvado.

 
D. João VI (1816-1826)

À coroa de 5 hastes fechada, com rosetas e barrete, acrescentou-se uma esfera armilar de ouro em campo azul, simbolizando o reino do Brasil.
 
  
A última Bandeira Monárquica
  
A bandeira, rectangular,  passou a ter um pano dividido verticalmente em duas áreas (azul, junto ao mastro, e branco) e as armas reais ao centro. Relativamente à bandeira anterior, de D. João VI, desapareceu a esfera armilar e optou-se pelo escudo, que D. João V já utilizara. Tem uma coroa fechada de 5 hastes e barrete vermelho ou púrpura.

NOTA:
Em algumas versões desta bandeira o pano azul ocupa, como na bandeira republicana, cerca de dois quintos do comprimento total, com o brasão sobre a separação. Por vezes, o estilo da coroa tem pequenas variações.
D. João IV ofereceu a sua coroa a Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, declarando Nossa Senhora Rainha de Portugal e, a partir dessa altura, a coroa deixou de ser colocada na cabeça dos reis.

Bandeira usada por:
D. Maria II (1834 - 1853)
D. Pedro V (1853 - 1861, inclui período de regência de
D. Fernando, de 1853 a 1855)
D. Luís I (1861 - 1889)
D. Carlos I (1889 - 1908)
D. Manuel II (1908 - 1910) - Fim da monarquia
.
 
Nota: Embora nas últimas bandeiras se refira a «coroa de 5 hastes», as coroas reais tinham 8 hastes. Rodando a coroa de certa maneira e olhando-a bem de frente, num certo plano, viam-se apenas 5 hastes. (Ver imagem no tópico «Duelo Real»)

Hymno da Carta - Hino da Carta - Hino Monárquico  (1834-1911)

 

 1.

Ó Pátria, Ó Rei, Ó Povo,
Ama a tua Religião
Observa e guarda sempre
Divinal Constituição

(Coro)
Viva, viva, viva ó Rei
Viva a Santa Religião
Vivam Lusos valorosos
A feliz Constituição
A feliz Constituição

2.

Ó com quanto desafogo
Na comum agitação
Dá vigor às almas todas
Divinal Constituição

(Coro)
Viva, viva, viva ó Rei
Viva a Santa Religião
Vivam Lusos valorosos
A feliz Constituição
A feliz Constituição

 3.

Venturosos nós seremos
Em perfeita união
Tendo sempre em vista todos
Divinal Constituição

(Coro)
Viva, viva, viva ó Rei
Viva a Santa Religião
Vivam Lusos valorosos
A feliz Constituição
A feliz Constituição

4.

A verdade não se ofusca
O Rei não se engana, não,
Proclamemos Portugueses
Divinal Constituição

(Coro)
Viva, viva, viva ó Rei
Viva a Santa Religião
Vivam Lusos valorosos
A feliz Constituição
A feliz Constituição


Nota:

A Real Casa de Portugal (ver tópico «Duelo real») tem o copyright deste hino, embora este copyright, quando muito, só deva ser aplicado a uma certa versão executada por um certo conjunto musical, na medida em que um Hino Nacional pertence ao povo que exalta. Em momento oportuno será gerada uma versão livre de copyright que será posta neste site

 

«»



Nota: Este hino ainda hoje é cantado, como marcha popular, em alguns lugares de Portugal fazendo fronteira com Espanha !

 A propósito do Hino da Restauração

O cardeal D. Henrique sucedeu  ao rei D. Sebastião, desaparecido na infeliz batalha de Alcácer Quibir, contra os mouros em África.

Convocaram-se Cortes em Almeirm para se escolher um rei, de entre vários pretendentes, todos netos do rei D. Manuel I.

Não se chegou a acordo e, por morte do cardeal, D. Filipe II de Espanha invade Portugal e, nas Cortes de Tomar, é aclamado rei de Portugal com o nome de D.Filipe I (1580 - 1598).

Por sua morte é sucedido por  D. Filipe II (1598 - 1621) e este por D. Filipe III (1621 - 1640).

Esta 3ª Dinastia (Filipina) espraiou-se por 60 desastrosos anos, para Portugal, em todos os aspectos.

Em 1637 tentou-se expulsar os espanhóis (revolta do «Manuelinho») sem sucesso.

Finalmente, a 1 de Janeiro de 1640, numa revolta encabeçada por 40 «Conjurados», é morto Miguel de Vasconcelos e é presa a Duquesa de Mântua, governantes a soldo de Espanha, restaurando-se a independência Portuguesa, tendo D. João IV por novo rei. Inicia-se uma vitoriosa campanha (Guerra da Restauração), contra a Espanha, que durou 28 anos, sendo terminada durante a regência de D. Pedro II.
Curiosamente, pouco depois, Portugal envolve-se em luta com Espanha, mas por motivos de sucessão ao trono espanhol, porque o nosso rei  protegia um dos pretendentes ao trono desse país.

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Act 0601081447