A 2ª senha, para
continuação do golpe foi dada pela canção Grândola, Vila
Morena, de José Afonso, gravada por Leite de Vasconcelos e posta no ar por Manuel
Tomás, no programa Limite da Rádio Renascença,
à meia-noite e vinte, sendo antecedida pela leitura da sua primeira
quadra.
Grândola, Vila Morena foi composta como homenagem à
"Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense",
onde no dia 17 de Maio de 1964, «Zeca» Afonso actuou.
Depois, fez-se a leitura
de poemas da autoria de Carlos Albino, jornalista do República e
colaborador naquele programa, que, a pedido de Álvaro Guerra e do comandante Almada Contreiras, tinha
ficado incumbido de enviar senhas para sincronizar o golpe do
MFA.
|
Grândola, Vila
Morena
1.
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
2.
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
3.
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade |
4.
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
5.
À sombra d’uma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
6.
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
|