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Senhas musicais do 25 de Abril  -  3ª Página

  
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Se está a navegar na Internet com o FireFox não esquecer que para fechar a janela do leitor de som deve de o fazer  na «tab» do bowser ao fim da página e não no X no topo da página! No Opera, a «tab» está numa das barras de cima.
 


A 1ª senha, 
para o início das operações militares a desencadear pelo Movimento das Forças Armadas, foi dada por João Paulo Dinis aos microfones dos Emissores Associados de Lisboa:
«Faltam cinco minutos para as vinte e três horas. Convosco, Paulo de Carvalho com o Eurofestival 74, E Depois do Adeus ...».

E Depois do Adeus

1.
Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.

2.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder

3.
Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci

4.
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...

5.
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós.


 

 Clique para ouvir a primeira parte de E Depois do Adeus (mp3- 42Kb)  clique no botão     (mp3 - 42Kb)

A 2ª senha, para continuação do golpe foi dada pela canção Grândola, Vila Morena, de José  Afonso, gravada por Leite de Vasconcelos e posta no ar por Manuel Tomás, no programa Limite da Rádio Renascença, à meia-noite e vinte, sendo antecedida pela leitura da sua primeira quadra.
Grândola, Vila Morena foi composta como homenagem à "Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense", onde no dia 17 de Maio de 1964, «Zeca» Afonso actuou.

Depois, fez-se a leitura de poemas da autoria de Carlos Albino, jornalista do República e colaborador naquele programa, que, a pedido de Álvaro Guerra e do comandante Almada Contreiras, tinha ficado incumbido de enviar senhas para sincronizar o golpe do MFA.

Grândola, Vila Morena

1.
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

2.
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

3.
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade


4.
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

5.
À sombra d’uma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade

6.
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

Para ouvir parte de «Grândola, Vila Morena» clique no botão    (mp3 - 23Kb)

Comunicado do MFA do dia 25 de Abril de 1974 às 04:20h

Aqui Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas.
As Forças Armadas Portuguesas apelam para todos os habitantes da cidade de Lisboa no sentido de recolherem a suas casas, nas quais se devem conservar com a máxima calma. Esperamos sinceramente que a gravidade da hora que vivemos não seja tristemente assinalada por qualquer acidente pessoal para o que apelamos para o bom senso dos comandos das forças militarizadas no sentido de serem evitados quaisquer confrontos com as Forças Armadas. Tal confronto, além de desnecessário, só poderá conduzir a sérios prejuízos individuais que enlutariam e criariam divisões entre os portugueses, o que há que evitar a todo o custo.
Não obstante a expressa preocupação de não fazer correr a mínima gota de sangue de qualquer português, apelamos para o espírito cívico e profissional da classe médica, esperando a sua acorrência aos hospitais, a fim de prestar a sua eventual colaboração que se deseja, sinceramente, desnecessária.

 

Comunicado do MFA do dia 25 de Abril de 1974 às 14:30h

Aqui Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas.
Pretendendo continuar a informar o País sobre o desenrolar dos acontecimentos históricos que se estão processando, o Movimento das Forças Armadas comunica que as operações iniciadas na madrugada de hoje se desenrolam de acordo com as previsões, encontrando-se dominados vários objectivos importantes de entre os quais de citam os seguintes:
- Comando da Legião Portuguesa
- Emissora nacional
- Rádio Clube Português
- Radiotelevisão Portuguesa
- Rádio Marconi
- Banco de Portugal
- Quartel-General da Região Militar de Lisboa
- Quartel-General da Região Militar do Porto
- Instalações do Quartel-Mestre-General
- Ministério do Exército, donde o respectivo Ministro se pôs em fuga
- Aeroporto da Portela
- Aeródromo Base n.º 1
- Manutenção Militar
- Forte de Peniche

S. Ex.ª o Almirante Américo Tomás, S. Ex.ª o Prof. Marcelo Caetano e os membros do Governo encontram-se cercados por forças do Movimento no quartel da Guarda Nacional Republicana, no Carmo, e no Regimento de Lanceiros 2 tendo já sido apresentado um ultimato para a sua rendição.
O Movimento domina a situação em todo o País e recomenda, uma vez mais, a toda a população que se mantenha calma. Renova-se, também, a indicação já difundida para encerramento imediato dos estabelecimentos comerciais, por forma a não ser forçoso decretar o recolher obrigatório.
Viva Portugal!

 

Gaivota

U M  C L Á S S I C O   D O  P Ó S - 2 5  de  A B R I L
Somos Livres (Uma Gaivota voava voava)
Letra e música: Ermelinda Duarte
Esta canção foi muito popular nos anos que se  seguiram  ao 25 de Abril 
 Ermelinda Duarte passou a dedicar-se mais à dobragem de filmes de desenhos animados para crianças,
do que a cantar ou a compor musica.

1
Ontem apenas
fomos a voz sufocada
dum povo a dizer não quero;
fomos os bobos-do-rei
mastigando desespero.

2.
Ontem apenas
fomos o povo a chorar
na sarjeta dos que, à força,
ultrajaram e venderam
esta terra, hoje nossa,
esta terra, hoje nossa

 
3
Uma gaivota voava, voava,
asas de vento, 
coração de mar.

(repete) Uma gaivota... mar
Como ela, somos livres,
somos livres de voar.
(repete) Como ela.. de voar

4.
Uma papoila crescia, crescia,
grito vermelho
num campo qualquer.
(repete) Uma papoila...qualquer.
Como ela somos livres,
somos livres de crescer,
(repete) Como ela ... crescer.
5.
Uma criança dizia, dizia
"quando for grande
não vou combater".
(repete) Uma criança...combater
Como ela, somos livres,
somos livres de dizer.
(repete) Como ela...dizer.

6.
Somos um povo que cerra fileiras,
parte à conquista
do pão e da paz.
(repete) Somos um ... paz
Somos livres, somos livres,
não voltaremos atrás.
(repete  3 vezes) Somos livres ...atrás.

 Para ouvir parte de «Somos Livres» clique no botão (mp3 - 52Kb)

Um clássico de José (Zeca) Afonso
Menina dos olhos tristes
( Versos: Reinaldo Ferreira, - Música: José Afonso - 1969 )
Uma canção nascida durante a Guerra Colonial
 (Há mais do que uma versão da letra)

1
Menina dos Olhos Tristes
O que tanto a faz chorar?
O soldadinho não volta
Do outro lado do mar.

2
Senhora dos olhos cansados
Porque a fatiga o tear?
O soldadinho não volta
Do outro lado do mar.

3
Vamos senhor pensativo
Olhe o cachimbo a apagar,
O soldadinho não volta
Do outro lado do mar.

4
Anda bem triste o amigo,
Uma carta o fez chorar.
O soldadinho não volta
Do outro lado do mar
5
A Lua que é viajante,
É que nos pode informar.
O soldadinho já volta
Do outro lado do mar.

6
O soldadinho já volta
Está quase mesmo a chegar.
Vem numa caixa de pinho.
Desta vez o soldadinho
Nunca mais se faz ao mar
.

 

 

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Act 0205070924