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NOTA:
Para produzir este trabalho consultaram-se fontes históricas idóneas e religiosas e, de entre estas,  6 Bíblias (Cristãs), três versões do Alcorão e Suna (Islão), e duas do Tanakh (Judaísmo).

Mais importante que todos esses livros juntos, foi o conhecimento adquirido pelo autor destas páginas que, durante muitos e muitos anos, teve um contacto directo quer a nível profissional, quer como amigo, com crentes do dia a dia, e com líderes das religiões em causa.

Uma trilogia desavinda
Judaísmo, Cristianismo e Islão

3 x 1
Capa do livro «Três fés um Deus».

Ramificações

Três religiões aparentadas, todas elas venerando os mesmos patriarcas do Tora (Judaismo), e adorando um mesmíssimo Deus - evocado com um nome diferente: Javé (ou Jeová) no Judaísmo, O Senhor no Cristianismo, e Alá no Islão - que não tem a mesma identidade do Deus principal do, por exemplo, Hinduísmo, ou de qualquer Deus venerado noutras religiões.

É uma realidade incontornável, que o Cristianismo e o Islão nasceram do Judaísmo. Por sua vez, um estudo comparativo das inúmeras religiões antigas prova que o Judaísmo muito herdou delas. 

Este parentesco  é geralmente o resultado de uma adaptação étnica/cultural ou política.
O estudo profundo dessa adaptação ultrapassa o fim deste trabalho, que só pretende apresentar algumas das diferenças e similaridades fundamentais entre 3 religiões, relativamente modernas, que se pode dizer dominam no, e o, mundo, sem qualquer intuito de propagandear ou, muito menos, de denegrir qualquer uma.

Apenas se pretende desvanecer algumas ideias erradas, estimular o interesse pela procura daquele Ser Supremo que estará acima de nós, e de contribuir para que possamos integrar no tempo, e perdoar, os inqualificáveis excessos de zelo religioso cometidos há centenas, ou milhares de anos, por líderes e seguidores religiosos de TODAS as correntes religiosas. Nota: Neste trabalho, o termo "seita" é utilizado sem intenção depreciadora.  (Seita = ramo religioso).
 

Intolerância


A história das
religiões
 mostra que
a maioria delas,
 para se  fazer aceitar
 ou para combater outras,
usou muita intimidação
e, frequentemente,
 força

 
brutal.
             

 
Mas mais importante do que  julgar uma religião por aquilo que ela foi há centenas, ou milhares de anos, é fazê-lo pela maneira como ela se comporta no presente.

A evolução da filosofia ao longo do tempo desenvolveu-se fundamentalmente em torno do problema de se saber o que é o Homem e o que é a Natureza, e de encontrar modelos aceitáveis para valores morais e éticos em duas circunstâncias antagónicas: com, ou sem, a existência de Deus(es).

Assim, para os teístas que acreditam num Deus sobrenatural criador do Universo, que se revela, vigia a nossa vida e, após a nossa morte, nos julga, nós somos a identidade mais preciosa criada por Ele para um certo fim e, por isso, sem as Suas leis a nossa vida não tem significado em qualquer vertente.

Para a maioria dos deístas (que acreditam num Deus sobrenatural mas que se não revela nem está interessado com o que se passa no nosso mundo), para os agnósticos (que não sabem se há ou não há Deus), para os panteístas (que não aceitam a existência de um Deus sobrenatural mas equacionam Deus com Natureza), e para os ateus (que não acreditam na existência de Deus), "os seres humanos devem de ter a coragem de aceitarem a sua insignificante dimensão face à imensidade do cosmos, e de compreenderem que são uma mera parte dele. Aceitando esta realidade, podem criar os seus próprios valores e dar significado à vida, levando uma vida feliz, sem Deus(es)". (Jean-Paul-Sarte)

Nas nossas escolas (onde se administra tanto lixo académico e se adquirem maus hábitos sociais) seria mais frutuoso substituir a Filosofia, nos moldes em que ela é administrada, pelo «Estudo comparativo de religiões», de uma maneira isenta e sem inclinações religiosas que, evidentemente, teria de incluir alguns pontos de vista dos filósofos que fazem parte do menu daquela cadeira estéril, e de muitos outros pensadores esquecidos por pertencerem ao outro lado do mundo, o oriental.

Muitos líderes religiosos opõem-se a esta sugestão com receio que possa ainda mais afastar a juventude  da «casa de Deus». Em Portugal, este afastamento, que é notável, não tem outras causas senão:

1- A gestão educacional anti-religiosa imposta pelos políticos.
2- O materialismo que se apossou da sociedade Ocidental e que favorece o consumismo de produtos não essenciais e o divertimento.
3- O fanatismo de líderes religiosos que persistem em realçar qualidades e dons divinos que a vida quotidiana não confirmam.  A aceitação de qualquer religião, como verdadeira, é um acto de pura fé, que é geralmente adquirida (ultrapassada a fase inicial de expansão pela força e «persuasão») ou por tradição familiar ou territorial, e o homem culto está preparado para aceitar actos sobrenaturais não duplicáveis cientificamente, mas dificilmente pode aceitar situações que ferem a sua sensibilidade ou que sejam contraditórias.
4- As superstições corriqueiras como «o quebranto», «gatos pretos ou espelhos quebrados dão azar», astrologia, amuletos importados de todas as religiões, cartas Tarot, o horóscopo, etc, sendo imperdoável que os adultos sejam os veículos principais de transmissão destas patranhas aos jovens.

Transcrição, parcial, de propaganda comercial num site vendendo cartas Tarot:

O                foi criado por                É um Tarot encantador que pela sua natureza suave é adequado a trabalho com crianças.
......
Uma ferramenta interessante para ser utilizada e desenvolvida por pedagogos para além dos tarólogos.

 

A cultura religiosa pode levar um indivíduo a ter uma melhor noção das bases da sua religião nativa e a conseguir filtrar o aceitável do improvável, sem que tal mine a sua fé, a poder livrar-se de superstições e a defender-se de melhor maneira contra críticas, por vezes distorcidas e falsas, por antagonistas que, tendo um maior grau de conhecimentos religiosos, exploram os pontos fracos (sempre muitos) dos livros sagrados de uma religião.

Devemos olhar para a Bíblia (Novo e Antigo Testamento), como um livro com uma face religiosa, sendo uma sequência de crónicas da relação entre Deus e Homem, conselhos físicos, éticos, morais, e poesia, e uma outra face histórica, já que a existência de muitos dos lugares referenciados nela tem sido confirmada por achados arqueológicos.

Dostoievski, o romancista russo autor do famoso livro Guerra e Paz, chegou a dizer: « A Bíblia pertence a todos, a ateus e a crentes. É o livro da Humanidade».

O Tanakh, a Bíblia, e o Alcorão são «livros da Humanidade». Devemos estudá-los e não permitir que fanáticos os usem para desumanizar e escravizar o Homem.

«Poucas coisas na vida ou são totalmente boas ou apenas más, ou pretas ou brancas. É o dever de um cronista descrever de modo honesto o que há de bom e de mau em qualquer evento histórico. É difícil fazê-lo porque todos nós temos inclinações pessoais, mas devemos tentar ser isentos tanto quanto possível, e evitar que essas inclinações nos influenciem em demasia»... Hendrik van Loon, historiador.

O famoso pensador Thomas Paine que morreu na penúria e relegado ao ostracismo, é o autor de um dos mais célebres comentários:
«De todas as tiranias que afectam a humanidade, a religiosa é a pior; cada uma das outras tiranias limita-se ao mundo em que vivemos, mas a religiosa tenta ir para além do túmulo, perseguindo-nos até à eternidade».

Nota: Neste trabalho por vezes as palavras "Islão" e "Islamismo" serão utilizadas como equivalentes. Há quem considere que "Islão é a verdadeira religião propagada por Maomé, uma religião de paz e tolerância, enquanto que Islamismo é o modo como alguns crentes do Islão a entendem e a vivem, e que pode ser agressivo e intolerante".
 
 

Por favor...


Fé

Mantenha viva a chama da fé na sua crença, respeitando as crenças dos outros.

Como alguém afirmou: «Deus criou o homem e,
depois, o homem criou Deuses»

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