| Home | Página 1 | Esta página 2 | Página 3 | Página 4 | Página 5 |
| Graça Machel, a viuva de Samora Machel, casou-se em 17/7/1998 com Nelson Mandela que, na altura, era o Presidente da República da África do Sul. | ![]() Nelson Mandela e G. Machel |
|
|
Em 1986, como consequência da morte de Samora Machel, Joaquim Alberto
Chissano,
nascido a 22 de Outubro de 1939 na aldeia de Malehice, distrito de
Chibuto, província de Gaza, é nomeado Presidente da República. No congresso de Julho de 1989, a Frelimo renuncia ao marxismo-leninismo. Uma nova constituição foi adoptada em 1990 e é adoptado um novo nome ao país, República de Moçambique. |
|
Em 1994 Chissano vence as
primeiras eleições multipartidárias de Moçambique, e em 1999 é novamente
reeleito.
A Frelimo torna-se mais aberta, faz as pazes com a
Renamo (Acordo de Roma de 4 de Outubro de 1991), acabando com uma guerra civil de 16 anos
que feriu ou matou perto de 1 milhão de pessoas e provocou uns 3
milhões de deslocados,
incentiva o investimento internacional, a indústria de turismo, e introduz
o país à "economia de mercado". |
|
Em Dezembro de 2004, realizaram-se novas eleições a que Joaquim
Chissano não se candidatou, e que foram ganhas pelo candidato da
Frelimo, Armando Guebuza, um próspero empresário,
que nasceu em 1994 em Nampula, e
juntou-se em 1963 à Frelimo. É casado com Maria da Luz Guebuza e tem 4
filhos. (A foto ao lado é de um boletim informativo oficial da Frelimo). |
![]() A. Guebuza |
|
Foi ministro da Administração Interna e
do Interior no governo de Chissano, e o seu nome ficou associado à norma 24/20 (ou20/24) de 1974, assim chamada por impor aos
portugueses descontentes com o novo rumo político que abandonassem Moçambique em 24 horas com 20 quilos de bagagem. Em 1990
foi nomeado chefe da delegação que começou a negociar o Acordo de Paz de Roma
com a Renamo. Chissano recebeu (17/02/05) o grau
de Doutor Honoris
Causa em Ciências Políticas e Relações Internacionais, em Portugal, sendo um novo
Doutor da Universidade do
Minho. Durante a investidura proferiu um discurso crítico da acção
dos antigos colonizadores sobre os povos de África e exigiu um pedido de
desculpas destes, incluindo Portugal, sobre as atrocidades cometidas: «Até hoje, ainda não se prestou
uma verdadeira homenagem aos povos africanos, pela contribuição que
deram para a acumulação do capital, e ainda não foram apresentadas
desculpas oficiais pelas atrocidades cometidas». |
|
Alguns dados sobre a terra e povo de Moçambique
Capital: Maputo, na província do mesmo nome. Área: 801590 km2 (17500 km2 de águas interiores), dividida em 10 províncias :Maputo, Gaza, Inhambane, Tete, Sofala, Manica, Zambézia, Nampula, Niassa, Cabo Delgado. Clima: De subtropical (sul) a tropical (norte) Línguas: Português (oficial), cerca de 33 línguas e dialectos indígenas, Inglês (escola secundária) Religiões: Tradicional africana, Cristã (Católica e Protestante), Islâmica, Hindu, e outras. População:
Perto de 19 000 000, algo afectada por SIDA e outras doenças
tropicais. |
![]() Selo de uma "tombazana" (rapariga, em Ronga) com pote na cabeça. |
|
A Sul do Rio Zambeze, até à zona norte do Maputo temos sobretudo o
grupo Tonga, subdividido em Ronga, Changana,e Tsua, e o grupo Chona. Noutras zonas de Moçambique temos grupos como: Na região de Inhambane, os Chopes, subdivididos em Valengues, Chopes e Bitongas. Na região do Niassa temos os Ajauas. No Cabo Delgado encontramos os Macondes. Também encontramos os Chicundas (ou Nhúnguès de Tete), os Tauaras da Chicova, os Cachomba, os Máguèe Changara (mistura de Chonas e Nhanjas), etc. Foi nas áreas ao longo do Rio Zambeze, que se verificaram mais cruzamentos entre indígenas, árabes, orientais e europeus. |
![]() |
Uma rapariga
Macua, de
Nampula, com a cara
pintada com muciro (musiru ou m´siro) feito, por esmagamento, de uma
raiz-caule. Algumas delas cobrem todo o corpo com uma capulana (insunque), que é um pano ornamentado ligeiro, do tamanho aproximado de um lençol, deixando apenas o rosto pintado a descoberto. Outras, furam o lábio superior ou o nariz para poder colocar um ornamento. As raparigas do interior dedicam-se à feitura de variados artigos de palha, e de objectos de escultura sobretudo em pau-preto e olaria Foto: http://members.tripod.com/gambuzino/ |
|
|
A iniciação licumbi masculina nos Macondes inclui
um ritual pirolátrico e a Dança das
máscaras (Mapico), em sanzalas, usando máscaras grotescas
aos olhos de estranhos mas que, para os Macondes, têm um significado
muito importante social e religioso. Todos os rapazes são circuncidados seguido de um período de reclusão de 3 meses. Estas danças são modernamente exploradas como atracção turística, em Cabo Delgado, ou como dança banal sem as máscaras. As raparigas são iniciadas segundo o ritual chiputo. |
|
|
Os Macondes de áreas rurais gostam de se tatuar e de afiar os dentes, com fins de
identificação ou estéticos, alguns deles furam o lábio superior e
põem um ornamento, o pelele. Dedicam-se à escultura em madeira e marfim. |
|
|
Cabeças esculpidas em pedra, por artistas Macuas.
Esculturas em Pau Preto, |
|
|
|
Em Moçambique estão em exploração 5 Parques Nacionais, 6 Reservas, 12 Coutadas e 9 Áreas de Vigilância Especiais, que protegem, e exploram turisticamente, a imensa e variada fauna bravia espalhada por todas as províncias deste país. A sul da cidade do Maputo, na Província do Maputo (rever mapa da zona do Maputo, mais acima), na foz do rio com o mesmo nome, está a Reserva de Elefantes, ou Reserva de Maputo, igualmente famosa pela exuberante quantidade de flamingos. |
![]() A Jacarandá, de belas flores azul-violeta que fazem lembrar trombetas. Atinge alturas de 4 a 10 metros e a copa pode cobrir mais de 4 metros de diâmetro (Foto: Wikipédia) |
Flora: Tem grande diversidade de
tipos de vegetação, de pequeno a grande porte e flores, por exemplo, a
Acácia-rubra (Delonix regia), a Jacarandá (Jacaranda Acutifolia) e o
Imbondeiro (Embondeiro?) (Adansonia
oligitala). Estima-se que tem mais de 5500 espécies de plantas vasculares.
Geomorfologia: Deserto, savana, floresta, mato, mangais. |
|
|
Pelo meio tem vários
rios dos quais se vai apenas mencionar: Lugenda, Messinga, Luchilingo
(afluentes do Rovuma), Lurio, Ligonha, Zambéze, onde está a barragem
de Cabora Bassa, Save, Limpopo, Messala, Ligonha, Licungo, Pungé, Buzí,
Gorongosa, Inharrime, Incomáti, Tembe, Matola, Umbelúzi, etc.
Acabou por ser construída por um consórcio de empresas alemãs, inglesas,
portuguesas e sul africanas, que terminaram os seus trabalhos em 1979.
|
Nota: Não se deve trincar a casca da castanha do caju ou o seu miolo crus, pois ambos contêm óleos e ácidos muito irritantes e venenosos.
A
castanha de caju que se compra nos estabelecimentos, foi tratada,
geralmente por torrefacção ou fritura, o que suprime os elementos
nocivos presentes no fruto cru. |
O caju: A= Flor do
cajueiro ; B= Castanha seccionada mostrando casca e miolo.
|
|
Recursos Naturais: |
![]() A papaieira pode atingir vários metros de altura e ter grandes cachos com fruta. O tronco é relativamente frágil, quebrando com facilidade. Por isso as papaieiras de cultivo controlado são substituídas quando atingem uma altura um pouco acima da desta imagem. Foto: Jean Béliveau |
![]() A semente da pêra abacate, envolta numa pele escura, é rija, feita de duas metades, e do tamanho de um ovo. A deliciosa e nutritiva fruta come-se, simples ou polvilhada de açúcar e umas gotas de sumo de limão, ou como legume, na salada de alface e tomate. Os ingleses condimentam-na com pimenta. |
|
|
|
Nota: As plantas reproduzem-se optando por várias técnicas, da assexuada à sexuada. Já se referiu que há três processos de floração na papaieira e, mais vulgarmente, é necessário ter-se papeieiras masculinas e papeieiras femininas para haver produção de papaias. O abacateiro é hermafrodita, ou seja, tem flores com órgãos masculinos (androceu) e órgãos femininos (gineceu), mas numa mesma planta estes não estão activos ao mesmo tempo: recorre-se a uma reprodução por "dicogamia sincronizada". Numas abacateiras o gineceu está activo num certo período de tempo enquanto que em outras é o androceu que está activo, e vice versa. Esta técnica evita a autopolinização, mas exige que existam abacateiros pertos uns dos outros com esta "separação sexual temporal" para haver produção de frutos. |
|
|
Pesca: tem um mar
de grande capacidade
piscícola, rico em peixe, camarão, moluscos, etc. Fauna selvagem mais vulgar: Antílope, avestruz, búfalo, elefante, girafa, hiena, hipopótamo, impala, javali, leão, leopardo, rinoceronte, zebra, crocodilos, ofídios, macacos, aves como flamingos e muitas outras, etc. Moeda: Metical (MT), muito desvalorizado. O Dólar Americano é a moeda "comercial" preferida, seguida do Euro |
Feriados Nacionais:.
| 1 de Janeiro | Dia de Ano Novo | 25 de Junho | Dia da Independência | |
| 3 de Fevereiro | Dia dos Heróis | 7 de Setembro | Dia da Victória | |
| 7 de Abril | Dia da Mulher | 25 de Setembro | Dia das Forças Armadas | |
| 1 de Maio | Dia dos Trabalhadores | 25 e 26 de Dezembro | Dia de Natal |
|
Nas escolas sob a alçada da Escola Portuguesa de Moçambique-Centro de Ensino e Língua Portuguesa (EPM-CELP), festeja-se igualmente o Dia de Portugal, o Dia da Escola, o 25 de Abril, os Santos Populares e o Magusto, com a presença da comunidade portuguesa e moçambicana que se associa à EPM-CELP.
Algum armamento
terrestre, usado
pela Frelimo e pelo exército Português. |
![]() |
|
|
| Uma das variantes da famosa Kalashnikova
AK-47, («Kalash») a arma preferida dos guerrilheiros. |
Um lançador de RPG-7. Este tipo de granada pode ser adaptado a uma espingarda, como a Ak-47 | Uma mina anticarro e antipessoal |
![]() |
A espingarda automática G3, popular no
exército Português, e corte parcial ilustrando o seu interior, segundo um manual militar. |
|
. A Chaimite, um pequeno veículo blindado militar 4X4, foi usado na guerra colonial, sobretudo na versão V-200. O seu desenho é baseado no original norte-americano, o Cadillac Gage Commando, e foi fabricada em Portugal pela Bravia.
Pode ser equipada com diverso equipamento como, 1 pequeno canhão
sem recuo e metralhadora de duplo cano, como aparece na foto principal, um
lança mísseis ou lança granadas ou morteiros, ou apenas uma metralhadora, etc. |
|
|
Na foto também se mostra um camião militar de transporte de
infantaria, muito usado nessa guerra, e que era modificado para resistir melhor às minas, e
assim haver menos fatalidades.
|
![]() Quartel Geral da Colónia de Moçambique (1950). Army H.Q, in Lourenço Marques, colonial times. . |
|
| HOME | TOPO | Página 1 | Esta página 2 | Página 3 | Página 4 | Página 5 |
|
|