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Emblemas de duas épocas reconciliadas:
Antes e depois de 25 de Junho de 1975
 

Namaacha, uma das portas de Maputo

Normalmente, quem quer visitar a África do Sul viajando por carro a partir de Maputo, ou segue rumo a Komatiport, ou à vila fronteiriça de Namaacha.

O Distrito de Namaacha, na Provincia de Maputo, é constituído por dois postos administrativos, a vila da Namaacha (capital do distrito, assinalada no mapa, a cerca de 70 Km do Maputo) e Changalane. A população fala português, seswati ("suazi"), changana e ronga, entre outras línguas. 



Posto fronteiriço Namaacha / Suazilândia       Foto: Nota 1
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Quando a fronteira entre Moçambique e a Suazilândia foi reaberta, houve um festival em que as raparigas solteiras da Suazilândia (muitas delas seminuas) executaram várias das suas danças típicas.
 

Foto das dançarinas:
www.africadetodossonhos.
.blogspot.com


 Dança típica da Suazilândia
 

 
Há um casino instalado num dos hotéis da vila.
Os terrenos férteis e a abundância de água na pitoresca Vila da Namaacha, permitiam o cultivo de vários tipos de plantas e árvores, quer para alimentação quer para ornamento.

Esta casa  foi, nos tempos coloniais, a residência de um casal de colonos que se dedicaram à cultura de flores, sobretudo rosas e cravos.

Hoje alberga um "Café"
(Foto 1981, cortesia Maria Augusta Oliveira)


Uma queda de água, de entre várias, na Namaacha
Foto (1996) Cortesia de  Dr. D.A.Korver

O  moçambicano é um músico nato, e quando não pode comprar um instrumento musical fabrica-o, deitando mão ao que quer que seja para tal. Aqui temos uma guitarra artesanal e um chifre transformado em tuba.     (Foto: Nota 1)
 

 A Marrabenta

Marrabenta: a dança que é parte da alma de Moçambique
 Foto principal de fundo (reduzida): www.ethnic.ru/style.php?val=Marrabenta
Foto sobreposta ao centro (muito reduzida) : www.xirico.com

«Música popular afeiçoada pelos moçambicanos, a marrabenta aparece nos anos 50, na idade de ouro de Lourenço Marques. Nesta época, a cidade era reputada pela sua doçura de viver e pelas orquestras que animavam as noitadas da capital. A marrabenta, com o seu ritmo animado e suas melodias arrebatadoras, conta através de uma subtil mistura, pequenos detalhes da vida quotidiana em Maputo e dos grandes eventos da história de Moçambicana. Na origem, a marrabenta é tocada em acústica por um cantor masculino acompanhado por um coro de mulheres.

Hoje em dia instrumentos modernos foram introduzidos. Ao longo dos anos, a marrabenta tornou-se um símbolo cultural nacional e uma referência identitária forte.

Muitos mestres da marrabenta passaram uma parte das suas vidas na Africa do sul, onde trabalhavam nas minas. Entre os mais célebres, Francisco Mahecuane Alexandre Langa, Lisboa Matavele, Abílio Mandlaze e Wazimbo. Durante anos, a orquestra marrabenta de Moçambique, fez vibrar a capital. A marrabenta atravessou gerações e suscita ainda hoje um grande entusiasmo nos moçambicanos. O grupo Projecto Mabulu que reúne Lisboa Matavele, Dilon Djindji e muitos jovens músicos e cantores, permitiu novas explorações musicais em torno deste género tipicamente moçambicano.» Parte de texto de www.ccfmoz.com/pt/art.php?page=mus&sub=mar


«Marrabenta Jazz Som Do Povo»
Uma bonita pintura por Ilídio Candja, jovem pintor de Moçambique.
Cortesia de http://maschamba.weblog.com.pt

 

A maior riqueza de uma nação é o seu povo.

Entre essa riqueza, não faltam pintores de grande mérito em Moçambique. Por exemplo:
"Engatarolando sementes de uma paixão perdida"
Pintura por Hamilton Adérito Membir
Cortesia de: http://www.membirarte.blogspot.com

 

    (Foto: Nota 1)   Tempo para dançar e ,,,                          tempo para moer o milho
 

 (Foto: Nota 1)   Um Ferrari?                    Sempre joviais!          Cortando o cabelo
 

  (Foto Nota 2)     Indo para o mar      Mais fresco, não há!         Um "Olá!" sincero
 

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Moçambique, e o Tsunami de Domingo, 26 / 12 / 2004

Ocorreu às 07:58:53 (hora local), com ondas que chegaram a atingir os 5 metros de altura em certos sítios, foi provocado por um maremoto de intensidade 9, com epicentro em Sumatra, Indonésia.
Devastou as orlas costeiras da Indonésia, Índia, Tailândia, ilhas Maldivas, Mynmar (Bruma), Bangladesh, Yémen, Malásia, Sri Lanka, etc, e penetrou até à longínqua África a mais de 6000 Km, afectando a Somália, o Quénia, a Tanzânia, a África do Sul, e as ilhas Madagáscar e Seicheles.

Matou perto de 300 000 pessoas (286 mil, dados de 13/02/2005), sendo mais de metade das vítimas da Indonésia, e cerca de um terço crianças. Causou dezenas de milhar de desaparecidos, incalculáveis prejuízos materiais e mais de 1,5 milhões de desalojados. Entre mortos e feridos contam-se muitos turistas ocidentais. Os sobreviventes ficaram sob a ameaça de morte por doença, ou fome, e está por avaliar os danos feitos à vida marinha e fauna selvagem. Nesta data ainda há 8 Portugueses desaparecidos, incluindo um bebé de 8 meses, e sabe-se que morreu uma turista Sul Africana, de descendência Portuguesa, entre outros.

Elementos criminosos aproveitaram-se do caos e envolveram-se  não só em toda a espécie de crimes "convencionais", como ainda em  abusos  sexuais de mulheres e crianças, e ao rapto de crianças órfãs ou perdidas, para negócio que se suspeita ser dirigido à escravatura de trabalho e de prostituição infantil, ao tráfico de órgãos e adopções ilegais.

Nota: Cerca das 23.00 horas locais, de 28/03/2005 verificou-se outro maremoto de intensidade 8,7 na escala de Richter, a Noroeste das costas da Indonésia, próximo da área do acima referido maremoto que, felizmente, desta vez não provocou um tsunami, mas causou centenas de vítimas mortais nas ilhas de Nias e de Simeule, e grandes estragos materiais.


Neste mapa, a amarelo, estão sinalizadas as nações mais afectadas. 

Na África do sul, houve estragos materiais e duas mortes além de, pelo menos, um seu cidadão (de descendência Portuguesa) ter também morrido na Tailândia.

Moçambique escapou, devido à barreira natural de Madagáscar e das várias ilhas na proximidade, que absorveram o impacto das ondas.

Gerou-se uma onda de solidariedade mundial para com as vítimas e o bom povo de Moçambique, apesar da situação economicamente pouco fogosa em que se encontra, generosamente  deu o seu contributo.

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Crédito para algumas das fotos, geralmente com grande redução de tamanho e área:
 Nota 1: Cortesia de Jean Béliveau  de  www.wwwalk.org/
Nota 2: Cortesia de Sofia Cavaco de www-ctp.di.fct.unl.pt/~sc/

KANIMANBO, HAMBANINE!

Act 041020091150