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Uma
das 5 freguesias do Concelho da Barquinha, situada entre as freguesias
de Atalaia e Barquinha
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Monumento ao fogueteiro,
à frente do edifício da Junta. Inaugurado em 13/07/2001,
"Dia do Concelho" 
Sede da Junta de freguesia
inaugurada em 5/02/2000
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A Moita,
uma recente freguesia de V. N. da Barquinha:
Como aldeia incorporada na freguesia
da Atalaia, a Moita foi desanexada desta e elevada a
freguesia, em 1 de Fevereiro de 1988 (Lei n.º 30/88,
absorvendo área suplementar adjacente ao “Ribeiro de Trás
das Hortas”, retirada à Atalaia.
Dos seus 2080 residentes (ano de
2001),
cerca de um terço são jovens e menos de 10% são
idosos.
É a freguesia
de maior densidade populacional deste concelho.
População:
+/- 2080 (Censo de 2001)
Eleitores :+/-1644
Área: 7,13 Km2
Residências: +/-950
Orago: Nossa Senhora dos Remédios
Festa e Romaria:
Festa
de Nossa Senhora dos Remédios (Agosto), com romaria
pelas ruas. (Imagem: Diácria Editora, Lda)
Património:
Capela da Nossa Senhora dos Remédios, e adjacente
miradouro. |
Colectividades
Clube de Instrução e Recreio, Clube União de Recreios,
Associação Cultural e Recreativa do Cardal, Grupo
Columbófilo Moitense, Grupo Desportivo Moita do Norte e o
Clube Desportivo de Caça do Concelhp de Vila Nova da
Barquinha.
Actividade económica: Serralharia, ferragens,
carpintaria e serração, pirotecnia, clínica
veterinária, serviços informáticos de contabilidade,
construção civil, venda e reparação de produtos
eléctricos e electrodomésticos, comércio de vestuário,
padaria, peixaria e talho de carnes, cultivo de flores,
supermercados, cafés e restaurantes, reparação de
veículos e venda de pneus, etc.
Utilidades públicas, semi-públicas:
Serviços religiosos, casa mortuária, Escolas, Piscina
Municipal com Escola de Natação, Assistência Social
da Santa Casa da Misericórdia, pavilhão desportivo, campos
de jogos e ténis, pista de atletismo.
Comunicação social: Nasceu na Moita, décadas
atrás, o agora extinto "Moitense", o primeiro
jornal deste concelho e percursor do jornal actual
"Novo Almourol", e existem vários sites na
Internet, de autoria de residentes e clubes desta freguesia,
e da Junta de Freguesia. (Consultar página de Links)
Junta
de Freguesia: Tel: 249 712099
Presidente: Fernando Marques Aparício
Câmara Municipal: Tel: 249 720350
Presidente: Vítor Pombeiro.
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Heráldica: Assim
definida, por parecer emitido em 16 de Julho de 2003:
Brasão: «Escudo de azul, polvilhado de
estrelas de prata, com um barco posto de proa, de ouro,
mastreado e cordoado do mesmo, realçado de vermelho e
vestido de prata, navegando em pé ondado de prata e azul de
três peças. Coroa mural de prata de três torres. Listel
branco, com a legenda a negro: MOITA do NORTE». |
Bandeira: «Amarela.
Cordão e borlas de ouro e azul. Haste e lança de ouro».
No seu centro exibe um escudo idêntico ao Brasão.
Selo: «Legendado: Junta de Freguesia de
Moita do Norte - Vila Nova da Barquinha». Ao centro, tem um
barco posto de proa similar ao do Brasão.
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Imagens
e info cedidos por Diácria Editora, Lda
http://portugal.veraki.pt/freguesia/ |
Brasão |
Bandeira |
Selo |
A Moita do Norte, antes e
depois dos Mouros (Sarracenos)
Os guerrilheiros
Madrugo, e Zé Maia (Lambão)
Quão antiga é a Moita não se
sabe ao certo. Encontram-se referências a ela em documentos
oficiais do século XV, (e relatos do Terramoto de
1755 que aqui se sentiu mas não causou mortos ou danos
materiais), mas existe de tempos muito mais antigos, já que
convive paredes meias com uma estação paleolítica em
Aldeínha, Barreira Vermelha. Foi, no passado, povoada por
gentes das mais variadas origens e etnias, romanizada e foi
campo de batalha contra Mouros. Neste contexto e como um
"lugar" da Atalaia, teria sido conquistada aos
mouros, por D. Afonso Henriques em 1147.
A Moita sofreu com
as Invasões Francesas (a primeira delas entrou pela Beira
Baixa - a Beira Interior de hoje - caminhando ao longo da margem
norte do rio Tejo até Lisboa) e, relacionadas com esta há
referências a heróis desta zona, em particular ao “guerrilheiro”
Moitense de alcunha, o Madrugo.
Tudo teria começado quando alguns oficiais das tropas
invasoras francesas estacionadas e activas nesta área e
circunvizinhas, forçaram moças da zona a irem a
um baile por eles organizado na capela da Moita. O povo
revoltou-se, e houve alguma matança perpetrada pelos
franceses. O Madrugo, que não era militar de carreira,
organizou então um pequeno bando armado que passou a
emboscar, durante muito tempo, as patrulhas francesas,
sobretudo na estrada entre a Moita e Tomar, causando-lhes
muitas baixas, até que, sem munições, foi finalmente
capturado e executado. Fazia parte activa do grupo do
Madrugo, o mestre Zé Maia, natural da Moita, e conhecido por
Lambão. O seu parente Manuel Maia, não sendo propriamente um
guerrilheiro, dava-lhes apoio e acabou fuzilado.
(Parte de dados
recolhidos do jornal O Moitense, nº 108, de 15/03/1947)
A Moita
pode ser dividida em duas zonas:
a) A mais antiga, em que a maioria
das casa típicas foram modernizadas, ou reconstruídas, de
ruas alcatroadas (as originais eram de terra barrenta
de mistura com pequenas pedras roliças). Recentemente, (nostalgia
do passado?), o alcatrão das ruas do núcleo central desta
zona foi substituído por paralelepípedos de granito.
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Uma casa típica da "velha
Moita", que teima em sobreviver. Note-se o
original poste de electricidade embutido na parede
frontal.
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Este tipo de chaminé
indicava a existência de uma lareira aberta grande
onde não só se cozinhava, mas que, no inverno,
aquecia a cozinha que também era sala de jantar
e de convívio familiar, e servia de "fumeiro"
para os chouriços de fabrico caseiro.
Chamava-se "parreira de carne" a uma
enfiada de chouriços ou de presuntos pendentes do
tecto ou da lareira. |

E sua chaminé
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b) A mais recente,
abarcando o Cardal, a "Zona de Expansão", e áreas
ombreando com as freguesias da Barquinha e Atalaia, de
boas ruas alcatroadas e moradias de estilo moderno
Lar,
doce Lar: A Moita serviu de dormitório a
marítimos existentes na Vila Nova da Barquinha, quando esta
era um importante centro de tráfico fluvial. Mais tarde, com
o desenvolvimento da rede ferroviária, com nó no
Entroncamento, tornou-se lar para muitos funcionários da CP.
Muitos foram os Moitenses que, nos anos mais idos, emigraram
para África, Europa, América(s), etc.
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| "Trabalhar
faz calos", assim dizia uma velha lengalenga:
A população Moitense costumava dedicar-se, à arte
"de ferreiro", à olaria, à produção de tijolos de
barro e telhas, sobretudo dos tipos "Canudo e Marselha",
numa grande "fábrica de cerâmica" que hoje sustenta,
no topo da sua chaminé, um enorme ninho de cegonhas.

(Exemplo
de telhas antigas)
Dedicava-se igualmente ao fabrico
de pão e de sabão, à pirotecnia, à pequena horticultura, ao
cuidar das oliveiras e apanha de azeitonas, com os associados
lagares de extracção de azeite e bagaço, de milho, de árvores
de fruto (sobretudo laranjeiras, romãzeiras, marmeleiros,
limoeiros, figueiras, videiras e parreiras, alguns loureiros),
à criação de ovelhas, cabras, porcos, coelhos e aves de capoeira,
ao cuidar dos pinhais, sobreiros e azinheiras das redondezas,
(áreas agora cobertas por eucaliptos ou urbanizadas). |

Ninho de cegonhas
na chaminé da velha fábrica de cerâmica.
Olaria
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Um pastor Moitense, com duas
das suas ovelhas
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A terra era lavrada com arados simples puxados por bois,
cavalos ou burros e, por vezes, pelo próprio dono da horta
e um familiar. Só a partir de 1940 é que começaram a ser
introduzidas, pelos mais afortunados, "alfaias
agrícolas" mecanizadas, como pequenos tractores.
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Era exímia na preparação
caseira de chouriços e alheiras, vinho, marmelada e compota
de fruta, queijo fresco e requeijão, no uso de salgadeiras
curando pernas de porco (presunto) ou sardinhas, e
conserva de carne e peixe em salmoura, etc.
Destes meios de sobrevivência, restam a
padaria (Atalaia) e a “fábrica de foguetes”, mas foram
introduzidas, desde então, outros modos de vida adaptados às necessidades de uma
sociedade em evolução, referidos mais acima em
«actividade económica» e a horticultura e criação de
animais são, praticamente, coisas do passado.
Humor:
Dizia um calaceiro: "É pá, eu quando vejo uma enxada,
ponho-me logo a cavar!"
(Só que
há cavar com a enxada e ... cavar com as pernas a 100 à
hora!) |
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A Fonte da Moita (ou... da Barquinha?)
A Moita esteve, desde sempre,
socialmente, bastante ligada à Atalaia e à V. N. da
Barquinha, num misto de amizade e rivalidade bairrista
saudável e, por vezes nos velhos tempos, de
pancadaria.
Tivemos, décadas atrás, as
canções despique entre moças da Moita e da Atalaia (quais
delas eram mais bonitas e prendadas?) e as acesas
discussões sobre a "Fonte da Moita", opondo
Moitenses a Barquinhenses, ambos reclamando a posse dessa
nascente de água de grande fama e usada igualmente,
sob um toldo protector, como um centro de lavagem de roupa
(Lavadeiras da Fonte da Moita).
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"Fonte da
Moita" com toldo sobre o lavadouro, para as lavadeiras.
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Pela calada da noite, ora os
residentes da Moita ora os da Barquinha, deslocavam o marco
sinalizando a fronteira virtual entre as duas freguesias,
para comprovarem a quem ela pertencia!
A fonte começou por ser um ribeiro a céu aberto mas, em 1857,
a Câmara requalificou a área e espaço envolvente, dando-lhe
um aspecto algo parecido com o que tem hoje.
Em 1863, as suas águas foram igualmente canalizadas até ao
Largo dos Rebelos onde se construiu um chafariz com duas bicas.
A água era considerada muito pura, sendo procurada mesmo por
gentes de terras distantes que ali iam encher os seus cântaros,
e era utilizada no fabrico de refrigerantes da zona.
A fonte, agora de água
insalubre,
acabou por secar quase que totalmente, perdendo a sua utilidade.
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Fonte com o tanque que
substituiu o lavadouro com toldo protector que, outrora, era
usado para lavar roupa.

Placa alusiva da
requalificação da fonte.
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"Quem
vai à Moita, muito se afoita?"
Ficaram famosos os bailes, e eventos culturais, educativos e
desportistas do Clube União de Recreios e da Ex-Tuna, que
atraiam gentes dos locais mais distantes, incluindo os
"pára-quedistas de Tancos", como eram chamados.
Por vezes, ciúmes entre rapazes locais e os de outros
lugares, que aqui vinham tentar namoriscar as
Moitenses, originavam rixas entre os jovens residentes e os
visitantes.
Antes da década de 1970, os homens juntavam-se em tabernas,
escuras e tresandando a vinho, discutindo futebol, bebendo e
jogando às cartas, não sendo raro alguns deles
embriagarem-se e envolverem-se em lutas sérias.
Desde tempos remotos que os Moitenses eram conhecidos pelo
seu espírito amigável e acolhedor, mas belicoso e
indomável se picados, dando origem, ao adágio local,
"Quem vai à Moita, muito se afoita". |
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A
água que bebemos...
Inicialmente, a água que os Moitenses
bebiam, vinha da famosa "Fonte da Moita" e de
outras fontes de lugares próximos, transportada em
cântaros à cabeça, ou tirada de poços caseiros (em
média com 10 a 30 metros de profundidade), a balde ou com o
auxílio de noras (puxadas, mais vulgarmente,
por burros ou mulas), ou ainda, se os meios financeiros o
permitissem, por motores de combustível fóssil. Com o
aparecimento de potentes bombas eléctricas de submersão,
os poços começaram a ser substituídos por furos caseiros.
A partir de certa altura a água passou a ser bombeada de profundos furos cartesianos sob
controlo da Câmara (com mais de 160 metros), caindo em
desuso os poços privados, e as noras.
Actualmente, a água na rede pública é captada na
barragem do Castelo do Bode (EPAL), sendo tratada nos
edifícios, que se vêm na foto, ao lado da torre.
Depois é bombeada para o seu topo e distribuída,
abastecendo, igualmente, a Atalaia e a V. N. da Barquinha |

Poço com nora

A torre de água,
com marco
geodésico no seu topo.
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O que
se comia e bebia (Gastronomia):
Com poucas excepções, os Moitenses de outrora
eram gente humilde e relativamente pobre e, durante as
secas, as invernias impiedosas, ou as cheias do rio Tejo (e
a Grande Guerra) passaram por momentos difíceis. A
sua alimentação era essencialmente baseada em pão de
trigo, centeio ou milho simples ou em açorda (por vezes,
cozia-se um grande pão recheado de sardinhas ou de pedaços
de chouriço), batata, azeitonas, sardinhas, bacalhau,
caldeirada à Barqueiro, peixe pescado no Tejo ou vindo de
fora, fruta, legumes e leguminosas, café com leite e
queijo, sendo as gorduras alimentares representadas pela
manteiga, o azeite e a banha de porco. A carne mais
comida era a de ave de capoeira, de coelho e (festivamente)
de porco. Também se comiam pratos típicos dos lugares
vizinhos (que se continuam a comer, em épocas festivas): a
fataça na telha, a açorda de sável, as enguias à
pescadora e o cabrito frito da Praia do Ribatejo. Quanto a
sopas, as preferidas eram: a sopa de couve com feijão, o
caldo verde, a canja de galinha e a sopa de peixe.
A "Sopa do Cavalo
Cansado":
Bebia-se água ou vinho e, mais tarde, apareceram
refrigerantes como o famoso "pirolito", uma
espécie de limonada que se vendia em garrafas de gargalo
selado com um berlinde. Bebia-se pouco leite, por si só, o
qual tinha de ser fervido, com o mau hábito de ferver para
fora da panela ao mais pequeno descuido! Não foram poucos
os Moitenses afectados pela "febre de Malta",
causando terríveis dores e até a morte, através de leite
e queijo fresco, contaminados.
O vinho era vendido em tabernas, havendo pouco de
fabrico local. Alguns homens tinham por única
refeição a Sopa do Cavalo Cansado, que consistia em se
deitar num prato de sopa, ou numa malga, bocados de pão e
regá-los, generosamente, com vinho. Havia quem lhe
acrescentasse um pouco de leite.
Cozinhava-se em panelas de ferro ou de barro (As panelas de
barro vidrado foram proibidas devido ao chumbo,
venenoso, usado na sua vidragem) sobre fogo de lenha,
carvão, ou fogareiro a petróleo, e só mais tarde se
passou a usar panelas de alumínio e aço inoxidável e o
fogão a gás. O preço da electricidade e a fragilidade da
rede eléctrica local, tornava proibitivo o uso de fogões
eléctricos.
Candeia que vai à frente...
Durante largos anos, a iluminação caseira foi
feita com candeias de azeite, candeeiros de petróleo, ou
com velas de cera, até que por volta dos anos 30 a
electricidade chegou ao concelho. Nos anos 60, a esmagadora
maioria de casas estava electrificada, mas houve residentes
teimosos que durante muitos anos recusaram a
electrificação das suas casa, não permitindo a
colocação de postes de iluminação pública na parede
exterior das suas propriedades (ver poste, embutido na
parede frontal, na fotografia mais acima da casa típica).
Um dos caso mais notáveis desta teimosia foi o da
"Loja do Sr. Vieira" no Largo do Vieira.
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"O
caminho faz-se caminhando"
Até aos anos 60 o meio de transporte mais vulgar,
por estas terras, era andar a pé ou de bicicleta, ou de carroça
puxada por cavalo, burro ou mula, de grandes e barulhentas
rodas de aros de ferro. As ruas eram "caminhos de cabra"
e os taxistas evitavam a todo o custo aqui vir ( Da estação
do Caminho de Ferro do Entroncamento para a Moita levavam
de 50 a 100 escudos, se persuadidos a fazer o serviço!).
Carros pessoais eram muito raros. Para deslocação a sítios
mais remotos utilizava-se o comboio, o táxi ou, os muito poucos
autocarros de carreira.
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Burros: Mãe e filho
Os nossos fieis amigos
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Os
fantasmas da "Quinta das Oliveiras Grossas" e o
Cardal
Entre a área residencial da velha Moita e a Ponte da Pedra existia
uma enorme área coberta de frondosas oliveiras, a Quinta das
"Oliveiras Grossas", envolta em lendas de fantasmas,
de salteadores e de "coisas que apareciam de noite",
e em que os antigos Moitenses pouco desejo tinham de atravessar,
sobretudo, à noite... Em
grande parte desta área temos agora o progressivo bairro do
Cardal. Quanto aos fantasmas... não se sabe para onde foram....
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"Oliveira grossa".
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A
Ponte da Pedra: Ponte muito concorrida é um ponto de referência da área, ligando o
Entroncamento, Golegã, etc, à Barquinha e Tomar, através da
Moita e Atalaia. O ribeiro que ela cobre já teve um caudal
importante: de um lado chama-se Ribeira da Atalaia e, do outro, Ribeira da Quinta da Cardiga.
No cruzamento do Entroncamento encontrava-se o outrora detestado posto de controlo com a famosa balança
para pesar carrinhas e camiões, obrigando camionistas e
guardas a um jogo de gato e rato.
O posto era usado quer pela Polícia de Viação e Trânsito,
quer pela Guarda Fiscal, e está desactivado desde a década
de 1980.
Nota: Em Setembro de
2005 o posto foi demolido e, neste
cruzamento,
foi construída uma rotunda.
Na área circundante havia
plantações de vários tipos e quintas como a Quinta da
Cardiga e a Quinta da Ponte
da Pedra, transformada em restaurante típico. A GNR adoptou
a área entre estas duas quintas, para fazer controlos ocasionais de documentação
do carro e da carga, de veículos
comerciais e pessoais.
A ponte foi feita originalmente de blocos de pedra e,
segundo tradição oral, data do tempo dos Romanos. A partir
de 1800/1900 foi-se deteriorando e acabou por ruir (não
foi possível identificar o ano) arrastando na queda um carro de bois.
Em 1989
foi reconstruída e alargada (requalificada) pela JAE.

A Ponte da Pedra (Ver mais fotos
na página 2 do Concelho da Barquinha)
Na foto, o carro branco encaminha-se no sentido Barquinha
--» Entroncamento.
O casario esbranquiçado que se vê ao fundo é parte do
restaurante típico da
"Quinta da Ponte da Pedra".
Brincadeiras
de crianças:
Na época Salazarista, as crianças jogavam o
futebol (com uma bola feita de trapos, ou de meias rotas, ou
de pratas de chocolate ou com uma bexiga seca de
porco), brincavam com bonecas de trapos, carros de cana,
jogavam ao berlinde, ao prego, ao botão, à macaca, ao
pião e às cartas. A maioria dos presentes do
"Menino Jesus" e do "Pai Natal" por
altura do Natal ou de aniversários eram feitos pelo "paizinho"
ou pelo "avôzinho", em madeira, ou papelão.
Singrando para um futuro promissor:
A Moita tem agora uma população dinâmica e
empreendedora, com muito bom nível educacional, muito
diversificada, quer nas suas profissões, quer nos seus
interesses culturais e de lazer, possuindo um leque
de escolas do infantário ao secundário. O grau de
analfabetismo é baixo, com forte tendência para
diminuir.
Beneficia da sua proximidade
com a sede concelhia (à volta de 2 km de centro a centro),
do ponto de vista de infra-estruturas como a estação de
Caminhos de Ferro, serviços médicos, camarários,
administrativos, bancários, correio, bombeiros, e outros,
úteis ou de convívio social.
A uns escassos 3 km do Entroncamento, tira vantagem não só
duma boa rede ferroviária e rodoviária, que a põe a curta
distância de qualquer ponto importante do país, mas de
todas as comodidades que aquela cidade tem para oferecer,
úteis e de lazer.
Num raio de 25 km tem acesso a 4 hospitais e a
vários supermercados de grande envergadura, no
Entroncamento, em Torres Novas, Tomar e Abrantes.
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QUEM
QUER SER MILIONÁRIO?
Em
1876 foi enterrado um tesouro, algures na Moita e, até
hoje, não foi encontrado.
uTopo
e Menu
Act.
2004071250 - Fim da página 1, de três, sobre Moita do
Norte
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