Sexo e sociedade    (Página 1 de 12)

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2) Sexualidade e Escola
3) Quando começar
 Virgindade real e falsa.
 Cancro  uterino.
4) Genitais femininos.
 Cancro genital e das mamas
5) Genitais masculinos
 Cancro da próstata
6) Gravidez, contracepção,
 aborto, preservativos.
7) A Reprodução, causas de infertilidade
8) Doenças e disfunções
 sexuais.
9) Sexo oral, coito anal,
  homossexualidade.
10) Menstruação, pensos
 masturbação, Ponto G.

posições sexuais.
11) Glossário: A a P
  Afrodisíacos.... Pedofilia
12) Glossário: Q a Z
 Sadismo ... SIDA... vulva

EDUCAÇÂO SEXUAL NA ESCOLA
AVISO

Estas páginas  não substituem os ensinamentos a serem administrados na escola, ou os conselhos de familiares, de médicos, de psicólogos, de sociólogos ou de qualquer entidade reconhecida que se debruça sobre o problema da sexualidade juvenil na sociedade, na escola ou na universidade.

Não está num "sex site". Este site é sobre sexologia aplicada a jovens, e complementa os livros escolares sobre reprodução humana, e os de educação sexual para adolescentes, publicados por especialistas na matéria.

A pretexto... de reduzir a SIDA, outras doenças sexualmente transmissíveis, o número de  gravidezes indesejadas e o aborto clandestino, pressões políticas exigiram do governo e obtiveram do Ministério da Educação a  criação de nova disciplina escolar: Educação Sexual, segundo as vagas  directrizes do... 
Decreto lei Nº 416-VII -1999

Oxalá que as boas intenções do ME não acabe por levar muitos estudantes, de muita tenra idade, a concluir que sexo não é nada mais do que uma banal e gostosa actividade, com o mesmo peso ético e físico de um abraço ou de um beijo furtivo, sendo uma anormalidade não a praticar.
 

O porquê destas páginas?
A razão é simples:
As 3 faces da educação sexual mais vulgarmente
oferecidas ao jovem:

a) A frieza científica nos compêndios escolares nos quais sexo é descrito apenas como um processo de reprodução. São muito poucos os manuais escolares que, como que a medo, roçam pelo aspecto ético e/ou conscienciosamente afectivo que se deve associar a uma própria educação sexual dos adolescentes. 

b) A sexolatria da informação fora do curricular oficial escolar, em que sexo é visto como uma máquina de prazer, um direito sem restrições éticas ou etárias, e em que só interessa tirar-se dele o maior prazer, evitando inconveniências físicas. Grande parte dela ou reflecte uma obsessão mórbida por sexualidade, ou é pornografia disfarçada, ou tem interesses comerciais velados.

c) O idealismo de algumas igrejas.
Nota: A igreja  Católica (Vaticano) não é  sexófoba como parece ser a muitos críticos, não sendo contra a actividade sexual por si: para ela, sexo é um privilégio heterossexual só para pessoas casadas, com o significado sublime de exprimir amor, sendo condenados o aborto, a homossexualidade,  o uso de qualquer meio contraceptivo, salvo a abstinência nos períodos férteis, e a prática da masturbação ou de sexo não vaginal.

Há vários Catolicismos como, por exemplo, o da  Igreja Católica Liberal, o da Igreja Católica Ortodoxa, e outros, cada um com as suas interpretações sobre sexualidade.
Algumas Igrejas Protestantes e evangélicas (já se contabilizaram, pelo menos 20000) são mais tolerantes em alguns aspectos devido à diferente maneira como cada uma delas interpreta a Bíblia.
Fora do Cristianismo, há religiões, como a Islâmica, que condenam a promiscuidade e outros actos sexuais tais como a homossexualidade, o adultério e a pedofilia (com pena de morte em certos países), e há religiões que, pelo contrário, toleram e até favorecem a promiscuidade sexual, desde muito cedo.

Fugindo a interpretações extremadas

Pretende-se aqui informar, educando, olhando não só para o aspecto anatómico e biológico desse fenómeno a que alguém chamou de «A fragilidade humana quando pressionada por estímulos animalejos», mas também  para o ético, aspecto este sistematicamente  ignorado pela nossa sociedade, segundo uma visão tão neutra e objectiva quanto humanamente possível.


Estímulos animalescos ?

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A análise religiosa da questão não é abordada, porque iríamos cair numa polémica viciosa: É o crente que deve seguir as directrizes da Igreja, que abraçou voluntariamente, é a Igreja que deve de andar a reboque das modas sociais e do que convém aos seus adeptos (« A tolerância que admite Deus como uma opinião individual mas que o exclui do domínio público, da realidade do mundo e da nossa vida, não é tolerância mas sim hipocrisia.» Bento XVI ), ou será que Igreja e a sociedade se devem complementar? Será que espírito, mente e corpo, os 3 alicerces do ser humano, não podem ter uma coexistência pacífica e lógica?

Estas páginas são dedicadas aos  estudantes que procuram enquadrar-se numa sociedade  que os manipula e explora empurrando-os para o radicalismo, a droga, o tabaco, o álcool e uma conduta  questionável, sem que eles se apercebam de tal, por a acharem normal.

Foto retocada (a original era muito mais reveladora), de uma estudante depois de ela ter esvaziado uma garrafa de cerveja sobre o peito, estilo «Wet T-shirt».
Queima das Fitas, Coimbra, 1999

O instinto sexual foi criado pela natureza como uma das formas de garantir a continuidade das  espécies, por vezes com o sacrifício físico do indivíduo como, por exemplo o  Louva a Deus macho que é frequentemente devorado pela fêmea ou o Salmão que morre, exausto, após a fecundação. Nota: A natureza preocupa-se mais com a espécie do que com o indivíduo dentro dessa espécie. Na natureza, os indivíduos velhos, doentes e ainda «crianças» - ou seja, aqueles que mais precisam de protecção - são as presas por excelência de predadores e são as maiores vítimas das agressões ambientais. Também como justificar o desaparecimento de milhares de espécies sem que tal tenha sido provocado pela mão do homem?  A natureza é afinal uma «bondosa mãe» ou será antes uma «má madrasta»?

Para atrair parceiros para o abraço sexual, em muitas espécies são usados truques: químicos, como na Mosca da fruta  com o forte odor das suas  feromonas, ou sinais luminosos como no Pirilampo ou sonoros como no Sapo ou danças eróticas como no Pavão, ou a promessa de prazer (ou de benefícios económicos) como no Homem.
Nas espécies inferiores supõe-se que o acto sexual  apenas significa reprodução  (quem pode garantir que um insecto não sente prazer sexual?), mas há, definitivamente, animais que  associam sexo ao prazer e/ou  a um acasalamento estável, com laços de amizade e de orientação social dentro dum grupo da mesma espécie.

A verdade de um muito longínquo ontem?

Há historiadores antropológicos que acreditam que o homem primitivo levou algum tempo a compreender que gravidez estava relacionada com sexo. Para esses nossos antepassados, sexo seria  uma actividade que dava prazer e um sentido de domínio, e gravidez era algo de misterioso. Quando se aperceberam da realidade dos factos, começaram a honrar os deuses da fertilidade (femininos e masculinos), por um lado, e a criar poções anticoncepcionais, por outro.

O falo era a representação do pénis entre vários povos da antiguidade e um dos símbolos de fecundidade, por vezes representado em estátuas gigantescas. Falofórias eram festas pagãs em honra do falo, falóforo era o sacerdote que levava o falo nessas festas. Existe ainda o termo, pouco usado, falodinia que se refere a dor do pénis.
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Ainda hoje em dia há tribos, por exemplo a dos Yalis, na Indonésia, para os quais o pénis é um precioso símbolo de virilidade. Nesta tribo, os homens usam como único vestuário anéis soltos feitos de liana, e enfiam o pénis  numa estranha cabaça, especialmente cultivada para o efeito, muito longa e estreita (ver foto), depois de lhe extraírem o miolo, que comem, e de a secar com fumo. Eles compram as esposas, pagando-as com um  regateado número de porcos e outras prendas,  quando aquelas têm cerca de 12 anos.
Ver:  (www.harald-melcher.de/index_eng.htm)

E a verdade de hoje, e de um ontem um pouco mais recente?

Comparando o número de relações sexuais que ao longo da sua vida um ser humano pratica com o número que tem querendo gerar filhos prova-se, sem lugar para dúvidas, que há milénios que a actividade sexual humana degenerou numa máquina  de  prazer para satisfazer uma excitação pontual, ou de fazer dinheiro, ou para reforço do ego ou de crime com várias facetas, sendo ainda vulgar, nas guerras, os vencedores violarem os vencidos. No recente conflito do Kosovo,  milhares de mulheres e crianças foram violadas.

Na realidade, a procriação tornou-se um efeito secundário quase sempre indesejável.

A gula por este prazer  tem sido satisfeita  com masturbação, homossexualidade, bestialidade, artefactos incluindo sexo virtual por computador, com um parceiro estável ou casual, a bem ou à força, ou ainda recorrendo à prostituição.

Ventos de mudança?

Muitas modas acerca  de moralidade e de restrições ou  liberdades de expressão sexual variaram ao longo da  história da humanidade e das diferentes culturas, cada uma com os seus tabus e regras.

Por um lado, a tradição ainda é o que era.

Superstição, mitos, religião, normas de conduta e sexo, sempre se misturaram numa orgia sacro-profana na sociedade, e assim permanece nestes nossos dias, em que continuamos a ter seitas religiosas e tradições sociais, moldadas pela sexualidade e, do ponto de vista de interacção sexual  humana, nada de novo existe hoje que não tenha existido desde sempre: Incesto, sodomia, violação, sadismo, masoquismo, homossexuais, travestis, pedofilia, prostituição, etc.
Quem não ouviu falar de Sodoma  (De onde deriva o termo «sodomia») e Gomorra?

E, em pleno século 21, no sub-continente indiano, continua-se a praticar o pompoarismo uma ginástica milenar que fortalece os músculos que controlam a vagina, a fim de aumentar o prazer sexual, e os Múrias constroem recintos sagrados, os ghotuls, nos quais são metidas  crianças a partir dos 6 anos de idade para aprenderem a «fazer amor»... 

Temos a  persistente prática religiosa de circuncisão, (remoção do prepúcio) do pénis nas culturas Judaica e Islâmica, seguindo preceitos do Velho Testamento Judaico - Cristão e, em algumas sociedades mais fundamentalistas de tendência Islâmica, faz-se a excisão do clítoris, a sangue frio,  e até de infibulação, também chamada de circuncisão Faraónica, que consiste na ligação artificial dos lábios vaginais, por puro machismo abusivo e bárbaro, com o fim de reduzir ou suprimir o desejo sexual nas mulheres, evitando que tenham «tentações sexuais diabólicas» ou, ainda, a excisão dos lábios menores vaginais para permitir uma mais facilitada penetração pelos homens.

De acordo com informação dada pela OMS em fins de  2003, 135 milhões de mulheres e crianças já tinham sido sujeitas a este tipo de bárbara prática ancestral de mutilação, e continuam a sê-lo, a um ritmo de 6000 raparigas por dia.

Em algumas zonas de África, do mundo árabe e do sudeste asiático, há rapazes e meninas, respectivamente sujeitos à circuncisão ou a mutilações genitais, que acabam morrendo de hemorragias, ou infecções, devido às condições muito precárias como são operados, por vezes usando como instrumentos cirúrgicos  pedaços de vidro ou lâminas não esterilizados.

Nota: A circuncisão masculina é também  praticada por razões higiénicas ou de correcção de fimose. Mais detalhes na página 5. 

Mas por outro lado ...a tradição já não é o que era. Porquê?

As mudanças mais notáveis têm sido:  
1) No sentido de dar liberdade ao indivíduo de escolher as suas preferências sexuais, como a homossexualidade, não tendo de as esconder da sociedade.
2)Dando aos jovens uma liberdade  menos sujeita à influência de avós e pais e, na prática sem  quaisquer impedimentos ou restrições de idade, o direito de se envolverem intimamente uns com os outros a belo prazer ou, como um humorista o disse, «as crianças agora podem, à vontade e à descarada, pedofilar umas com as outras».
3) Dar à mulher direitos globais iguais aos dos homens e libertá-la de confrangedores cintos de castidade físicos e morais, levando a uma nova definição de pudor
(Ver página seguinte tema Pudor), em que as «partes privadas» frequentemente se tornam troféus de exposição em público, por vaidade ou para ganho monetário (fotos de nu, alta costura).

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4) Banalizar sexo, de uma maneira muito agressiva e sistemática equiparando-o a uma necessidade física como qualquer outra, eliminando absolutamente tudo aquilo que é um obstáculo à sua livre prática, e desacreditando a  Igreja Católica, considerando-a retrógrada e opressora. Sexo tornou-se uma arte requintada de prazer e o motor que move a sociedade moderna.

A maneira concertada e global como a nova moralidade sexual é pregada não deixa lugar para dúvidas que ela está a ser impulsionada em grande parte e de uma maneira velada e anónima, por forças poderosas quer políticas quer económicas, e pelo mundo subterrâneo dos senhores da pornografia, (Pág. 11), de clubes de swingers (casais que trocam de conjugues) e afins. Eles sabem que «Água mole em pedra dura, tanto dá até que fura» e que é fácil «Vender gato por lebre», ou seja, invocando e insistindo no lado altruísta do conceito de Liberdade é fácil levar os agora jovens a adoptarem como padrão normal de vida, num amanhã que se avizinha, aquilo a que os pais chamavam de pornografia  e vivência  imoral ou excêntrica.  Assim, terão garantidos clientes para os seus lucrativos produtos, quer sejam livros, programas de televisão ou apetrechos.

Os marxistas dizem que a religião é o ópio do povo. Os tempos mudaram e agora, com a Igreja desacreditada, o sexo passou a ser uma nova religião, e a ser usado como a cocaína do povo, dando uma eufórica  sensação de bem estar e de liberdade individual, o que agrada tanto a Gregos como a Troianos, jovens ou velhos: Aos homens porque lhes garante um facilitado manancial de companheiras sexuais casuais e, às mulheres, porque as liberta do injusto estigma que era associado a uma sua actividade sexual fora do casamento.

Infidelidade e promiscuidade passaram a ser símbolos de independência, aplaudidos com piadas e chalaça. São meras palavras destinadas a desaparecerem do dicionário.

Em Portugal, estima-se que perto de 1% de crianças nascidas  não têm por pai biológico aquele que é indicado com tal.

5) Já lá vai o tempo em que o homem, como macho, usava a mulher como objecto de prazer. Ela agora, de pleno direito, exige igualdade nas relações sexuais, e qualquer tipo de disfunção sexual masculina,  será um flagelo que irá criar problemas graves entre muitos pares.

A mulher deixou de ser uma componente passiva no sexo e passou a ter uma voz activa, e até de comando, em muitos casos, já que ela é indiscutivelmente o sexo forte, do ponto de vista de capacidade sexual: À mulher excitada é normal o desejo de múltiplos orgasmos (difícil no homem) mas, se não estiver interessada em sexo, ela pode fingir interesse e cooperar numa relação, pois não precisa de uma erecção e muito facilmente simula um orgasmo.

6) Um  acesso muito facilitado a material erótico e a uma grande variedade de contraceptivos.

7) Considerar a virgindade feminina  como um mito indefensável, um desejo anormal do passado e um erro da natureza. Ver páginas 3 e 4 para mais detalhes sobre virgindade.

Curiosidade: Nos Estados Unidos (ano de 2003), 40% dos jovens com menos de 16 anos, são sexualmente activos, embora tal actividade seja ilegal a esse nível etário.

Ultimamente:

Em Portugal, entre 1960 e meados da década dos anos 70, a sociedade tornou-se  mais aberta e ligeiramente menos conservadora, mas às raparigas (e mulheres) ainda não eram tolerados todos os comportamentos a que  rapazes (e homens) se achavam automaticamente com direito.

a) As  relações íntimas entre jovens «de boas famílias» quando postas a descoberto acarretavam consequências  traumáticas para os pais da jovem rapariga «abusada» pelo namorado, e a moça  ficava com  a sua reputação arruinada a ponto de muitas vezes não conseguir casar, acabando num convento ou rebelava-se e ficava uma neurótica ou era levada ao suicídio ou a prostituir-se.
b) Raparigas que se tinham envolvido com  mais do que um namorado eram rotuladas de «levianas, fáceis, galdérias», no mínimo.
c) Os rapazes iniciavam-se recorrendo a prostitutas o que custava dinheiro, parasitas, sustos e doenças venéreas.
d) O aborto sem justa causa, sendo um crime, era (e é) feito na clandestinidade com riscos muito graves de saúde para a moça, não raramente mortais, bastante caro, e uma rapariga solteira que tivesse abortado ficava  moralmente queimada sem remissão.
e) Os homossexuais masculinos eram ridicularizados e, por vezes, agredidos e presos.


A partir de 1975, e em nome da liberdade, o cerne da moralidade, sofreu uma reviravolta.

O cerne da moralidade? 
Segundo um adágio Inglês é este:
«Viver a vida é saber controlar as coisas com a mente. Se não nos importarmos com uma coisa, essa coisa deixa de ter importância, e vice-versa.
»

Filosofia de vida comodamente  passando  por cima da advertência do  novelista, crítico, e poeta inglês, Aldows Huxley de que «Factos  não deixam de existir só porque são ignorados»

E muita coisa foi ignorada e, como tal,  deixou de ter importância...

A criança, confrontada com uma sociedade adulta despida de preconceitos
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Nós existimos como fruto de uma sexualidade,  mas tal não deve ser apresentado como justificação de que sexo, como prazer, é a pedra  fundamental da vida humana. É possível viver-se uma vida inteira sem sexo: Quanto tempo se pode sobreviver sem respirar, ou beber, ou comer?

Indiscutivelmente há uma necessidade de se conhecer melhor a relação entre o homem e a sua sexualidade e de se educar a criança nesse contexto, porque o comportamento sexual  tem um tremendo impacto pessoal e social.

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No entanto, uma coisa é o aparecimento mais ou menos natural de manifestações sexuais na criança (patentes desde que deixa as fraldas e começa a brincar com os genitais) e que devem ser seguidas com uma educação prudente, discreta e objectiva, e outra coisa é...

Uma sexualidade adulta, descarada e recheada de brejeirice, que é quotidianamente injectada nela sob a forma de   imagens de forte apelo sexual, provocando-lhe um crescer artificial e demasiado rápido, na sua ânsia de agir como adulto e de imitar a frivolidade dos seus ídolos. Investe-se numa clonagem sexual que em nada contribui, de uma maneira construtiva, para libertar a criança, da exclusão social e submissão a que tem sido injustamente sujeita  no passado, ou de a proteger de abusos.

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A idade da inocência: utopia ou realidade?

Sempre houve  uma tendência para se associar a palavra criança com  inocência. Continuará a ser  verdade nos tempos que correm?

Os novos conceitos de educação das crianças baseados na sua total liberdade, incluindo a sexual,  tornou-as tão individualistas e independentes, que há pessoas desiludidas e inconformadas que dizem  que  «Não se pode enxertar uma cabeça de adulto num ombro de criança» por haver uma tendência para caírem em saco roto os conselhos que lhes são dados pelos adultos, e que  «A criança é um adulto com os olhos abertos» pois ela é muito mais astuta e perspicaz do que muita gente ingénua julga.

A criança  começou a ser influenciada pelo comportamento descontraído de estranhos e  familiares mais velhos à sua volta, e a ser doutrinada o dia inteiro em sexo livre e  explícito, em todas as suas variantes:  Para onde quer que se volte, sexualidade está lá:  Na TV e  programas oportunistas ditos educativos, debatendo sexo adulto e juvenil (em que não é raro a promiscuidade e a actividade sexual aos 13 anos ser apresentada como coisa absolutamente aceitável e normal), na publicidade, no cinema, no teatro, na literatura, na poesia, nos jornais, nas revistas pornográficas e familiares, nos livros  sobre educação sexual para idades a partir dos  4-6 anos em que tudo aparece em detalhes ilustrados, na música por vezes de modo grosseiro, na nudez que invadiu a moda da Alta Costura, etc.

Igualmente começou a ser explorada em mini concursos de beleza e de moda e a ser usada com fins  publicitários, como nesta fotografia  que apareceu na nossa imprensa  por volta de Outubro de 1997.

Note-se a posição da mão da menina sob um decote em V, profundo, e na expressão séria e a atirar para o sensual, delas. (Optou-se, neste site, por ocultar os seus olhos). Não duvidando da boa integridade moral da companhia publicitária, não podia esta ter usado outro cenário, mais apropriado à jovialidade juvenil?

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Através da dádiva da libertação sexual, incondicional, aos jovens,

As muitas vezes injustas palavras, «leviana, fácil, galdéria» começam a ser substituídas por termos como, "despidas de preconceitos e de tabus, desinibidas, descontraídas, sem complexos". Acabam as vergonhas e traumas das moças «abusadas» e a dos seus pais e familiares. A máquina da  justiça fica aliviada com ausência de muitos processos ditos contra a honra.

Os moços  deixam de ter de recorrer às profissionais do amor, e a opção homossexual assumida, feminina ou masculina,  deixou de ser um estigma social.

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Act 1202071106

Por arrasto começa-se a preparar o terreno para, a seu tempo, se exigir e obter, a legalização do aborto (Ver página pág. 6).

Tudo muito bem, mas será que os jovens serão capazes de fazer  uma gestão correcta da sua vida sexual,  ou será que vão cair num descontrolo semelhante, ao  que parece haver, com o consumo de álcool, tabaco, drogas leves, as tatuagens, a moda do pírcingue (piercing), e assim por diante? (Ver pírcingue no clítoris, pág. 4)


As duas primeiras imagens mostram dois pírcingues da língua que correram mal: Língua que teve de ser parcialmente amputada e língua inchada devido a infecção. A terceira mostra um hematoma na sobrancelha devido a infecção nessa área. A quarta é de um pírcingue no umbigo que, por grande sorte, não causou problemas.
Fotos: British Dental Journal + www.chancey.info/piercing,html