Virgindade e Cancro    (Página 3 de 12)

 

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 1) Sexo e Sociedade
 2) Sexualidade e Escola
 3) Quando começar.
 Virgindade real e falsa.
 Cancro  uterino.
      «---
 4) Genitais femininos.
 Cancro genital e das mamas
 5) Genitais masculinos.
 Cancro da próstata.
 6) Gravidez, contracepção,
 aborto, preservativos.
 7) A Reprodução, causas de infertilidade
 8) Doenças e disfunções
 sexuais.
 9) Sexo oral, coito anal,
  homossexualidade.
10) Menstruação, pensos,
 masturbação, Ponto G.

posições sexuais.
11) Glossário: A a P
  Afrodisíacos.... Pedofilia
12) Glossário: Q a Z
 Sadismo ... SIDA... vulva
 

Em que idade se pode começar a ser sexualmente activo?

Haverá ainda algum estudante que acredite que são as cegonhas que trazem os bebés?

Em termos legais há uma «idade de consentimento sexual» variável de país para país. Em Portugal é, em princípio, aos 16 anos, mas em certos casos aos 18 anos. AVISO: Consultar os artigos 165...172, 173, 174, etc, do Código Penal Português sobre relações sexuais ilegítimas e actos afins, que sofreram alterações em 2007.

Com a total liberalização da actividade sexual entre jovens estudantes, na prática sem entraves etários, esta noção irá perder muito do seu sentido, trazer imbróglios legais e promover pedofilia.

Curiosidade:

O nosso Rei D. Dinis casou-se, com 21 anos,  com D. Isabel de Aragão quando esta tinha 12 anos.
Em Setembro/Outubro de 2003 correu mundo a notícia duma cachopa de 12 anos, filha do Rei dos Ciganos, ter casado, contrariada,  com um seu compatriota de 15 anos.

Dois adolescentes de 14 anos, de etnia cigana, casaram-se em Vila Nova da Barquinha, a 12/11/2003. (Ver Novo Almourol, Dez 2003).

Em alguns países Africanos e Asiáticos consideram-se  parceiros sexuais normais, crianças rondando a  puberdade. Como referido na  página 1, os Múrias são literalmente forçados a começar a sua vida sexual por volta dos 6 anos, e em várias tribos africanas arranjam-se casamentos com noivos a partir dos 5 anos, a serem realizados mais tarde, geralmente pela adolescência. Aisha, a terceira esposa do profeta islâmico Maomé, foi seleccionada quando esta tinha 6 anos, e «consumou» o casamento quando tinha 9 anos. (Ver tópico sobre religiões)

O nosso rei D. Pedro IV prometeu em casamento a sua filha, D. Maria (II), na altura com 7 anos, a seu irmão D. Miguel I (logo tio de D. Maria), casamento a ser realizado quando D. Maria atingisse a maioridade, o que não sucedeu devido à rebelião militar de  D.Miguel.

Ver página 6, exemplos de casos precoces de gravidez.

Em termos morais, depende de tradições sociais, religiosas e no conceito individual e familiar de moralidade, de "pecado", decência, pudor, ou de virgindade

Em termos fisiológicos, genericamente falando, atinge-se maturação física sexual (do ponto de vista de produzirem óvulos e espermatozóides) por volta dos 14/16 anos, mas tal facto não é justificação para se iniciar uma vida sexual e perder-se a virgindade nessa idade e, note-se, muito antes dessa idade é possível uma rapariga engravidar ou um rapaz ser pai.
Antes dos 18 anos, raparigas e rapazes não estão psicologicamente maduros para cumprir a bom termo os deveres de criar um filho. Na rapariga, embora por essa altura já tenha os seus órgãos sexuais funcionais como órgãos reprodutores, estes não são ainda suficientemente robustos para aguentarem o duro trauma duma gravidez e parto, correndo riscos dum parto com complicações, com danos para a criança e/ou mãe.

Em termos psicológicos, a actividade sexual pode ser encarada, pelo adolescente, como o símbolo máximo de independência e maturidade!

Cancro do colo do útero ou cancro cervical, e vacinação preventiva

O cancro (carcinoma) do colo do útero é uma doença maligna muito frequente nas mulheres a nível mundial. Dos cancros que afectam o aparelho reprodutor feminino é o segundo mais vulgar e comum entre as mulheres mais jovens. 

O risco de  vir a sofrer de cancro do colo do útero, e corrimento (descarga) vaginal, é tanto maior quanto mais cedo uma rapariga:
a) Se iniciar sexualmente (antes dos 18 anos)
b) Se envolver com vários parceiros sexuais
c) Ter relações desprotegidas. (Algumas fontes médicas afirmam que o preservativo não é barreira suficiente para evitar o cancro do colo do útero por contágio do vírus VPH, do qual existem mais de 130
genótipos ). -

d) Abusar do tabaco. (Desconhece-se o porquê do tabaco o incentivar )

O cancro cervical, começa mais vulgarmente no canal uterino, o canal na parte interna do colo do útero, e progride para a parte exposta  do colo do útero e  pode disseminar-se para outras partes do organismo.

O colo do útero numa adolescente é rico em células escamosas, as células "preferidas" pelo vírus VPH, daí o risco acrescido de aparecimento deste cancro numa rapariga que se inicia sexualmente antes dos 18 anos.


Um possível aspecto de cancro do colo do útero.

Alguns subtipos do papilomavírus humano (Vírus do Papiloma Humano -VPH), foram identificados em mais de 99% dos casos conhecidos deste cancro, sendo especialmente através das relações sexuais que este vírus se transmite, mesmo na relação sexual oral. Assim, considera-se que o cancro do colo do útero é contagioso e por isso pode ser considerado uma DST.

Do site http://www.gineco.com.br/hpvum.htm"[...] O HPV, Human Papiloma Virus, é um  vírus que vive na pele e nas mucosas genitais tais como vulva, vagina, colo de útero, e pênis. Nos genitais existem duas formas de manifestação clínica.
1- As verrugas genitais que aparecem na vagina, pênis e anus.
2- Existe uma outra forma, que é microscópica, que aparece no pênis, vagina e colo de útero. [...] . (Ver fotos neste site).

É altamente recomendável aceder ao site  http://www.passaapalavra.com/

Frequentemente este cancro é assintomático, mas por vezes é denunciado por hemorragia vaginal, sobretudo depois do coito, corrimento vaginal, dor durante o coito, urina ou flatulência vaginal, astenia, etc.

Células pré-cancerosas podem ser detectadas por um rastreio de colposcopia, por uma simples citologia (exame de esfregaço de Papanicolau) e, se necessário, através de uma biópsia cervical dirigida por colposcopia. 

Um antecedente de doenças sexualmente transmitidas é um factor de risco acrescido de cancro cervical, tendo sido desenvolvida uma vacina que se espera ser efectiva contra esta forma de cancro, e que, em Portugal, deverá começar a ser aplicada em 2009, a raparigas a partir dos 13 anos que, preferivelmente, não tenham iniciado a sua vida sexual. "Os alvos ideais são as raparigas entre os 9 e 14 anos», segundo parecer de algumas entidades responsáveis.

Em Janeiro de 2009, e em relação à vacinação, proposta pelo governo, de moças adolescentes, Rui Medeiros, investigador do Instituto Português de Oncologia do Porto e presidente da Sociedade Portuguesa de Papilomavirus, afirma que existem vantagens na comparticipação da vacina, mas que esta medida tem que ser acompanhada de educação sexual nas escolas. "Se não, corremos o risco de dar às jovens a impressão que estão protegidas, quando a vacina apenas previne 70% dos casos de cancro do colo do útero". É que a vacina disponível é eficiente nas duas estirpes do vírus, responsável pela doença, mais prevalentes no mundo ocidental, mas existem outras responsáveis por 30% dos casos não cobertas pelo produto. Os resultados da investigação demonstram ainda a vacina é particularmente eficiente quando administrada entre os 11 e 14 anos, período em que a resposta imunitária das adolescentes é mais favorável.
Contudo, as indicações apontam para uma toma que pode ir até aos 26 anos. Rui Medeiros explica ainda que "idealmente, e porque é profiláctica, deve ser tomada antes do início da actividade sexual", já que este é o principal vector de transmissão do vírus. A investigação, adianta também o especialista, ainda decorre de forma a avaliar a eficácia da vacina em mulheres adultas e já infectadas.

Comparados com as mulheres, os homens sofrem menos de doenças naturais do aparelho sexual, embora sejam vulgares o cancro dos testículos, a prostatite e  o cancro da próstata - normalmente a partir dos 45 anos pela andropausa - e que, neste caso, poderá exigir uma prostatectomia ou levar à  morte, mas grande parte das mulheres sexualmente activas (e não só) sofre de problemas ginecológicos, desde novas, mais ou menos graves, que tendem a tornar-se crónicos se não forem tratados.

O aparelho sexual da mulher (descrito na página 4) cobre uma vasta área, é complexo e frágil. O canal vaginal, o útero, e os tubos uterinos são uma  porta aberta a agentes perniciosos para a cavidade abdominal e ovários. A uretra desagua na vulva e é muito curta, conduzindo facilmente agentes patológicos à bexiga.
A proximidade do ânus é outro factor que pode causar problemas: Este deve ser limpo da frente para as costas e não das costas para a frente!

O pénis tem um comprimento médio superior  ao comprimento do canal vaginal não distendido, medido do vestíbulo da vagina ao colo do útero. A vagina corre debaixo da bexiga e do útero.

Nos momentos de penetração profunda do pénis, o tamanho da vagina tenta adaptar-se ao daquele alongando-se e o pénis penetra por baixo do útero deslocando-o e à bexiga.

Durante experiências controladas de actos sexuais reais essa acção foi confirmada e mais: depois da vagina ter-se alongado até ao limite, o pénis é forçado a encurvar-se, desde a raiz até à glande.
Este martelar do colo do útero é, acredita-se, um factor cancerígeno e inflamatório.

Décadas atrás os condoms (vulgo preservativos) com uma teta extra longa na ponta para aumentar o prazer sexual na mulher, por roçarem no útero, foram proibidos por suspeita de contribuírem para a formação do cancro do colo do útero.

Está sobre observação se a substância sebácea - esmegma - que por falta de higiene aparece na base da glande do pénis é ou não cancerígeno. Esta substância de cheiro desagradável também poderá aparecer na base dos lábios pequenos vaginais perto do clítoris.

O esperma (líquido seminal ou sémen) tem uma acção irritante que altera o pH normal do canal vaginal afectando adversamente a  flora bacteriana protectora na vagina (que por sua vez ataca os espermatozóides) e, suspeita-se, é um agente cancerígeno.

O que é virgindade (vaginal)

No dicionário vulgar, virgindade é definida como «estado ou qualidade de pessoa virgem» e virgem é o «Homem ou mulher que ainda não teve relações sexuais», aparecendo o termo associado a conceitos como «intacto, donzela, puro, casto, inocente, etc». Em termos físicos, e em sentido lato, diz-se que uma moça é virgem se tiver o seu hímen intacto.

O hímen está descrito na página 4 deste trabalho, sendo uma membrana fina e elástica na base dos pequenos lábios que tapa, parcial ou completamente, a entrada da vagina virgem ou a rodeia como um anel rugoso, estreitando a entrada. O valor dado à virgindade é  uma decisão pessoal e/ou de tradição social ou familiar, por vezes considerando-se vários graus morais e/ou físicos de castidade, desde a abstenção total de qualquer actividade relacionada com sexo (incluindo ausência de masturbação) a ter, ou não, consumado o acto sexual com penetração em que, geralmente, se dá o rompimento do hímen.

A função natural do hímen parece ser a de dar alguma protecção ao canal vaginal, dificultando a entrada de detritos ou de sujidade, e de reduzir invasões bacterianas.


Antigamente uma rapariga era suposta perder a virgindade (ser desflorada ou «perder os três») na Noite de Núpcias. Ainda há etnias em que antes do casamento a rapariga é certificada virgem e/ou após "consumados os direitos do marido na noite de núpcias" é exposto em público o lençol nupcial com as manchas de sangue provenientes do desfloramento.

Nos tempos áureos da escravatura em África e terras do Oriente, as virgens, incluindo crianças, eram muito procuradas, sendo pagas a peso de ouro por interessados, muito deles  vindos da Europa. 

Ainda hoje temos tribos africanas em que as raparigas, pela menarca, são desfloradas por um chefe tribal ou religioso, pessoalmente ou usando um pau sagrado concebido para o efeito, e depois são dadas em casamento a noivos combinados pelos pais. Em contrapartida, também  temos países Africanos em que se pretende inculcar valores morais que levem as raparigas a irem virgens para o seu casamento, como um método de reduzir a proliferação da SIDA.

Raparigas de algumas tribos do Amazonas, após aparecimento da primeira menstruação, são casadas inicialmente com um  adulto do clã, muito mais velho, e só depois podem procurar um marido mais adequado às suas idades.

A corrente moderna é passar a mensagem que ser-se adolescente virgem é demodé (estar fora de moda), havendo quem proponha que as raparigas adolescentes sejam sujeitas a uma himenotomia  (hímen removido por cirurgia), por considerar a virgindade um erro da natureza, um desejo machista indefensável, e um pretexto para algumas pessoas discriminarem raparigas não virgens.

Humor: Será que um dia se chegará a uma situação algo parecida como a desta anedota, ouvida na TV?

No dia seguinte a ter-se casado, um rapaz regressa à casa dos pais dizendo que se separou da recém adquirida esposa.
Pergunta o pai: O quê, casaste ontem e já hoje estás separado? O que se passou?
Pai, descobri que ela era virgem! – replica o filho.
O quê, ela ainda era virgem? Que antiquada! Fizeste muito bem meu filho. Se ela não serviu para os outros, também não serve para ti – Conclui o pai.

Curiosidade: Não é possível verificar a veracidade de que os  cintos de castidade apareceram por altura das Cruzadas. Tudo leva a crer que surgiram por volta de 1400, em Itália, portanto muito depois das Cruzadas. Há firmas que ainda os fabricam, e os preços referenciados (ano de 2006) varia de 50 a 500 dólares americanos.

É possível perder-se a virgindade num acidente ou a praticar desporto?


Ouve-se  que é vulgar um hímen ser  perdido num acidente ou em actividades desportiva. Pode suceder mas é raro, excluídos casos de violação, de rotura acidental de hímen por introdução de dedos ou objectos na vagina, ou por uma necessária intervenção médica ginecológica.
Se alguém disser que perdeu a virgindade porque «caiu de um cavalo» ou coisa do género, é caso para se desconfiar que «anda mouro na costa».
 

Se um ginecologista  precisar de observar o canal vaginal ou o útero de uma jovem virgem, usará um espéculo especial, de tamanho apropriado e equipado com sonda óptica da família dos otoscópios e dos citoscópios, para não danificar o hímen.

 

É possível encobrir uma falta de virgindade (ausência de hímen)?

Insinua-se com uma certa frequência que é difícil detectar-se se uma moça tem, ou não, o hímen intacto. Tudo é relativo, dependendo da ingenuidade ou astúcia de quem procura e de quem pretende esconder uma realidade.

 

É certo que  o hímen em certas mulheres quase que passa despercebido, confundindo-se com o enxovalhado dos pequenos lábios e da entrada vaginal mas, com relativa facilidade, pode ser verificada visualmente, ou por tacto, a sua existência ou ausência, além de que a sua rotura, na maior parte das vezes, causa um pequeno derramamento de sangue e uma ligeira dor, tudo dependendo da sua elasticidade e do tamanho, feitio  e posição do(s) orifício(s) que possa ter.

Há casos pontuais de hímenes «complacentes» que se não rasgam nas primeiras relações por serem muito flexíveis ou por terem um orifício muito grande, logo, uma rapariga pode não ser virgem e ter o hímen intacto.

É invulgar uma rapariga nascer sem hímen. No feto de uma menina a entrada vaginal está totalmente bloqueada por um hímen. Algum tempo antes de nascer, este hímen rompe-se parcialmente, gerando um segundo, e final, de características muito variáveis como se referiu e que, em princípio,  endurece com a idade ou seja, o hímen de uma moça de 30 anos, por exemplo, é mais resistente ao rompimento do que o de uma moça muito mais jovem.

HÍMENES «RECAUCHUTADOS»

Uma coisa é certa: um hímen é perdido para sempre, mas não só pode ser simulado por cirurgia plástica (himenoplastia), usando várias técnicas desde reconstrução dos restos do hímen a colagem de alguns pontos da entrada vaginal que pode impor internamento clínico (há quem faça esta operação «nas traseiras da casa», com um alto risco de infecções), como há truques caseiros para simular uma virgindade que não existe, ou pode recorrer-se a kits simuladores de hímenes ou  a cremes constritores que aplicados à entrada da vagina a apertam, ajudando a dar uma ilusão de virgindade. Há "centros de cosmética" que praticam a himenoplastia.
 

Os hímenes artificiais,  são feitos de duas películas (A e B), muito frágeis de látex, de pele, ou de outro produto, separadas mas sobrepostas, com  um orifício (F), redondo ou em fenda ao meio ou posição assimétrica, de bordos selados, e com a cavidade entre elas contendo  "sangue artificial". O anel pode, ou não, ser rugoso.


 
Há hímenes falsos de variados feitios, tamanhos e modo de fabrico além dos ilustrados, e a sua colocação, não é problema, sendo facilitada se for feita por duas pessoas, mas pode ser assegurada por uma só.

O hímen falso é posicionado à entrada da vagina, depois desta ser bem limpa e seca, (usando um alicate apropriado de 3 a 5 pontas longas e arredondadas que abrem a entrada vaginal, mas pode ser colocado sem qualquer ferramenta adicional), com uma cola especial (activa durante uns dias) aplicada em alguns pontos do anel exterior.  Durante uma penetração, ele rompe-se em vários sectores,  libertando o sangue artificial e causando uma convincente  pequena dor, ao puxar pelas  porções de pele vaginal coladas às ondulações. Os restos do «hímen» acabavam por se soltar naturalmente.

Artificial hymen, Himen artificial
Versão comercial de hímen artificial, «Made in China»
Foto: www,zonaeuropa.com/20051012_1.htm

Curiosidade: Antes das versões comerciais aparecerem estes hímenes eram de fabrico caseiro, feitos com um retalho (cerca de 1,5 cm de altura por cerca de 3,5 cm de comprimento) de «camisinha» ou de pele de, por exemplo, chouriço, perfurado em vários sítios, para o enfraquecer. As pontas eram ligeiramente dobradas e coladas com cola apropriada, no intróito vaginal. Ofereciam uma certa resistência à penetração, causando uma pequena dor e pequenas feridas que manchavam de sangue um lenço que «por acaso» fosse usado para limpar a vagina.

A perda, voluntária, da virgindade feminina - A primeira vez.

As circunstâncias e as recordações afectivas de  perda da virgindade, numa moça ou num rapaz, ficam quase sempre guardadas na memória para sempre. Uma entrega precipitada pode, no futuro, converter-se num fantasma traumático, como parece sugerir uma frase num dos versos de Amália Rodrigues: «...que a alegria de hoje, não se transforme na tristeza de amanhã».

Em relação à primeira penetração vaginal, uma rapariga deve anotar:

a) É quase certo romper o hímen já que, como se frisou, este está à entrada do canal vaginal, e é frágil.
Se não houver anomalias fisionómicas genitais de parte a parte, muitas das más recordações físicas (sangrar e/ou dores em excesso, ausência de prazer sexual) dum desfloramento  consentido, têm a ver com:

1- Falta de lubrificação natural ou adicional
2- Uma posição não adequada
3- Falta de excitação feminina
4- Maneira incorrecta como se faz a penetração devida, sobretudo, à inexperiência ou precipitação de actuação masculina.

b) Se não for usado um preservativo tipo camisinha, a probabilidade de  engravidar ou de contrair doenças sexualmente transmissíveis nessa primeira experiência é a mesma  das relações sexuais que possa vir a ter mais tarde, e é falso não poder engravidar se tiver uma relação em pé, ou sem orgasmo feminino ou sem ejaculação de esperma (Muito antes da ejaculação final há libertação ocasional, de pequenas quantidades de esperma!), ou em meios aquosos como na piscina, na banheira, ou no mar.

c) Também pode contrair doenças sexuais  através de sexo anal (sobretudo por fissuras provocadas nas paredes intestinais e ânus e de rotura de vasos sanguíneos) ou de sexo oral, não protegido, mesmo se este último for de natureza lésbica.

É verdade que a experiência sexual juvenil  pode contribuir, no futuro, para a estabilidade de um casamento ou de um melhor relacionamento afectivo?

Falso. 
Basta examinar as estatísticas nos países mais «avançados»  sobre percentagem de divórcios e suicídios devido a infidelidade, adultério ou outros motivos sentimentais.
A «liberdade sexual promíscua» normalmente torna-se um hábito. Raramente morre com o casamento.

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Curiosidades:

Nos E.U.A. foi dito, por graça, numa conferência sobre os efeitos dos divórcios nas crianças: "Excluindo as pessoas que nunca se casaram ou juntaram, metade da nossa população é divorciada e a outra metade está a divorciar-se. Vivemos numa sociedade de padrastos, madrastas e enteados, em que não se pode sobreviver sem um advogado e um psiquiatra".  

Em Portugal (1993) estimava-se que 25% dos homens casados e 5% das mulheres casadas cometiam adultério, mas o número de mulheres adúlteras tem aumentado substancialmente nos últimos anos (sondagens de 2004). Acredita-se que nos países mais "civilizados" a percentagem de infidelidade conjugal é: 50% para homens e 25% para as mulheres.
Sondagens, em meados de 2003, na Alemanha, revelaram que 59% dos homens e 53% das mulheres (ou seja, ela por ela!) eram infiéis aos seus parceiros "legais" mantendo "relações paralelas" com outros, e  uma outra sondagem em Buenos Aires (Argentina)  revelou que um terço das mulheres, interrogadas, atraiçoaram os seus parceiros.


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Act 2302091131