Genitais femininos, Seios, Cancro    (Página 4 de 12)

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1) Sexo e Sociedade
2) Sexualidade e Escola
3) Quando começar.
 Virgindade real e falsa.
 Cancro  uterino.
     
4) Genitais femininos.  «---
 Cancro genital e das mamas
5) Genitais masculinos.
 Cancro da próstata.
6) Gravidez, contracepção,
 aborto, preservativos.
7) A Reprodução, causas de infertilidade
8) Doenças e disfunções
 sexuais.
9) Sexo oral, coito anal,
  homossexualidade.
10) Menstruação, pensos,
 masturbação, Ponto G.

posições sexuais.
11) Glossário: A a P
  Afrodisíacos.... Pedofilia
12) Glossário: Q a Z
 Sadismo ... SIDA... vulva

Órgãos reprodutores femininos
(
Um feto com dois cromossomas X torna-se numa menina. Ver página 7)

Os 2 pares de lábios da vulva (grandes e pequenos) tocam-se, protegendo e tapando a entrada vaginal.

Por  vezes confunde-se vagina, um canal interior, com vulva, uma estrutura  uro-genital externa.

A Vagina
 
(Órgão sexual secundário interno)

A vagina é um canal  interno, no baixo ventre da mulher, sendo a parte do aparelho genital feminino que recebe o pénis durante o coito, originando-se na zona do colo do útero e desembocando, no exterior, na vulva.

A parede anterior mede 8 a 10 cm e a posterior 12 a 14cm, estendendo-se esta por baixo do  cerviz (colo) do útero.

Os eixos do canal vaginal e do canal cervical ou uterino, formam um ângulo de cerca de 90º graus, como ilustra a gravura ao lado. No entanto há casos anómalos em que este ângulo é muito diferente e até invertido, ou seja, parte do útero aponta para o recto, em vez de descansar sobre a bexiga.

A penetração do colo do útero na parte superior da vagina cria o fórnix (fórnice) vaginal, uma abóbada dividida em uma parte anterior, uma parte posterior e partes laterais em sua relação com o colo do útero.

É extremamente raro,
Pénis e vagina, podem variar de tamanho de indivíduo para indivíduo mas há uma boa adaptação mútua durante o acto sexual, embora continue a polémica se o tamanho (do pénis) conta ou não. Problemas só surgem em casos extremos, e raros, de um pénis com comprimento ou grossura muito desproporcionados relativamente a uma certa vagina, mas que podem ser geralmente superados pela adopção de uma posição e atitude coital conveniente. Ver na página 4, "tamanho do pénis".

As paredes musculares da vagina são fibrosas e húmidas, sendo onduladas lateral e longitudinalmente permitindo uma grande expansão durante o coito e o parto. Por vezes após um parto a vagina perde elasticidade ou fica mais larga. Vaginas muito largas, muito curtas ou estreitas, podem ser corrigidas com uma vaginosplastia. Uma vagina «alargada» pode ser reduzida com recurso a um creme constritor. Em repouso as paredes da vagina  tocam-se, formando um  "H".

VULVA: Órgão sexual secundário, externo, feminino
 
Fotografia bastante retocada para melhor compreensão.
 Lábios propositadamente afastados

O aspecto (tamanho, cor, textura, grossura e flexibilidade) dos pequenos lábios e do hímen varia muito de mulher para mulher. Há uma maior consistência quanto ao aspecto dos grandes lábios.
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1: Monte púbico e pêlos púbicos
2: Grandes lábios
3:Prepúcio do Clítoris (Capuz)
4: Clítoris (Clitóris ou Clitóride ou  Clit na literatura erótica).
5: Vestíbulo e intróito vaginal.
6: Pequenos Lábios afunilando no topo, constituindo o frénulo (freio) do clítoris, e prolongando-se no capuz do clítoris. 

7: Meato urinário e glândulas Skene
8: Hímen (se virgem) e entrada vaginal
Ver, mais abaixo, nota importante sobre o aspecto do HÍMEN.

9: Forquilha. No interior, estão as glândulas Bartholin. 
10: Freio ou frénulo
Entre a forquilha (9) e o ânus está um espaço chamado Períneo, ou Perineu.

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a) O monte púbico ou  Monte de Vénus é a área contendo os pêlos púbicos, cobrindo estes também parcialmente os grandes lábios, sobretudo no topo, dando à zona coberta por pêlos um aspecto triangular. Em mulheres de "raças" diferentes tende a ser ligeiramente diferente o aspecto dos pêlos púbicos e do monte púbico. 

b) Os grandes lábios, são dois lobos de pele carnuda que constituem as bordas externas do vestíbulo vaginal, com cerca de 8  cm de comprimento longitudinal e que se estendem desde o monte púbico até à proximidade do ânus. Numa extremidade está o clítoris, na outra a entrada (intróito) vaginal. Por vezes o lábio esquerdo é menor que o da direita. Correspondem ao escroto no homem.

c) Os pequenos lábios são lobos de pele, de aspecto muito variado de mulher para mulher, situados entre, e cobertos normalmente, pelos grandes lábios, com cerca de 5 cm de comprimento longitudinal. Convergem por baixo do clítoris formando o seu frénulo ou freio, juntando-se ao prepúcio (capuz) do clítoris. Em mulheres que tiveram filhos eles podem ter-se avolumado a ponto de sobressair substancialmente dos grandes lábios, o que pode ser corrigido por cirurgia. Correspondem à superfície de baixo, uretral, do pénis.

Este conjunto de lábios, e o hímen nas mulheres virgens, constituem uma protecção natural do canal vaginal o qual, através do útero e das Trompas de Falópio, comunica interna e directamente com a cavidade abdominal.

d) O clítoris ou clitóride (clitóris no Brasil, clit na literatura sensual) é uma palavra que deriva do grego, significando "chave". Exteriormente, é um pequeno órgão tapado pelos grandes lábios. Tem cerca de 0,5 cm de diâmetro e 2 a 3 cm de comprimento, com a maior parte embebido no corpo e quase que dobrado sobre si mesmo, prolongando-se interiormente por duas raízes divergentes parcialmente circundado as paredes da vagina. A cabeça (ou glande) tem cerca de 0.5 cm no exterior mas está protegida por um capuz ou prepúcio. É o equivalente ao pénis do homem.

O clítoris é o órgão mais sexualmente excitável na mulher e, quando estimulado, a  sua "cabeça"  expande-se e torna-se mais dura e quente, saindo  do seu capuz, como se fosse um pequeno pénis sem uretra, mas geralmente mantém-se ainda assim escondido pelos grandes lábios entumecidos da vulva.

Alguns casos de pseudo-hermafroditismo feminino  deve-se a um clítoris anormalmente desenvolvido (clitoridismo, termo este que também significa masturbação na mulher) que se confunde com um pénis pequeno, como se pode ver na página P11. Pode surgir um problema similar com  rapazes nascendo com um pénis demasiado pequeno, afectado por hipospádia, e com um escroto bífido que se confunde com uma vulva. Estas anomalias podem ser atenuadas com cirurgia e tratamento específico.

O piercing ou pírcingue, é, em geral, uma opção anti-higiénica e perigosa que pode provocar o melanoma (cancro da pele), tétano, úlceras venosas, lepra, psoríase, contágios de doenças infecto-contagiosas como a hepatite e a sida, cicatrizes difíceis de sarar, reacções alérgicas e destruição progressiva de cartilagens. (As tatuagens são, igualmente, perigosas).

É um risco, sobretudo quando feito em áreas do corpo como as sobrancelhas ou perto dos olhos, seios, narinas, língua (hemorragias graves, pequenas fracturas nos dentes da frente, possibilidade de se soltar e ser engolido), lábios e bochechas, umbigo, pénis ou escroto, e qualquer zona da vulva, como no capuz  do clítoris (ver foto) que, além das infecções, que frequentemente se tornam crónicas, pode conduzir, mais tarde, à frigidez sexual.

O pírcingue é uma mutilação "artística" copiada de África, do Oriente e de velhas civilizações do continente Americano. Para muitas etnias, é uma prática obrigatória ligada a rituais religiosos ou um símbolo de posição social ou de riqueza ou, ainda, como ornamento, com  grandes discos inseridos nos lábios e lóbulos das orelhas, palitos ou ossos perfurando o nariz, os lábios, as sobrancelhas, etc.


Um pírcingue que daria muito jeito na sociedade moderna. Os palitos podiam ser usados com muitos fins:
Palitar os dentes, pentear, pescar azeitonas num prato, comer arroz à moda chinesa...
Foto domínio público.

A Clitoroctemia ou clitoridectomia ou ainda clitoritomia, é uma Mutilação Genital Feminina (MGF) praticada em certos países, na forma de excisão do clítoris em que a sua cabeça  é removida, com o fim de eliminar a excitação sexual nas mulheres. É também chamada circuncisão feminina.

Infibulação (Circuncisão Faraónica), é outra forma bárbara de MGF, em que a entrada vulvar é cosida ou, melhor, os lábios grandes são feridos (pele removida) e mantidos juntos com espinhos até cicatrizarem (o que pode levar de 15 a 40 dias), sendo geralmente os pequenos lábios vulvares interiores removidos, para se evitar actos sexuais antes do casamento. Por vezes as mulheres sofrem uma re-infibulação após um parto.


(Foto:www.midle-east-info.org)
A= cicatriz deixada pela remoção do clítoris. B= lábios que sararam colados,
C= única abertura deixada, do tamanho de um grão de milho, para saída da urina e sangue menstrual.

De acordo com informação dada pela OMS em fins de  2003, 135 milhões de mulheres e crianças já foram sujeitas a estes tipos de bárbara prática ancestral de mutilação, e continuam a sê-lo, a um ritmo de 6000 raparigas por dia.

Clitoroplastia: Por vezes é chamada de Circuncisão Feminina. É uma operação cirúrgica feita para remover o prepúcio, ou capuz, que cobre o clítoris, do que resulta uma exposição permanente da cabeça do clítoris, para promover o prazer sexual feminino. (Em inglês é referenciado como clitoroplasty ou clitoridomy ou hoodectomy)
É uma operação com sérios riscos de complicações, e que poderá levar, duma excitação melhorada nos primeiros anos, a uma sensibilidade deteriorada posteriormente.

Curiosidade: Chama-se clitrofobia ao receio móÉ extremamente raro, rbido de ficar fechado ou enclausurado, claustrofobia.

e) O vestíbulo é a cavidade entre os pequenos lábios no qual  se encontram a entrada da vagina e, na área superior, o meato urinário (orifício uretral ou orifício urinário).

f) O hímen  (Considerado o Deus grego do casamento) é uma membrana, um prolongamento da parede mucosa do canal vaginal. No feto, esta membrana, sem orifícios,  sela completamente a entrada vaginal. Nos estágios finais de gestação é suposto rasgar-se aleatoriamente e, quando a menina bebé nasce, ele  pode não existir (muitíssimo raro) ou pode acabar como uma fina e elástica membrana que  tapa ou rodeia a entrada da vagina, de uma maneira muito variável de menina para menina, com uma abertura que, pela adolescência, facilita a saída do sangue menstrual e que, com cuidado, pode, ou não, permitir o uso de «tampões» durante o período menstrual.
Se se não rasgar, como é suposto suceder antes do nascimento, o hímen final é do tipo que completamente sela a entrada vaginal  e, se não apresentar qualquer orifício, deve, em altura própria a determinar por médico, ser operado para se corrigir essa anomalia.

NOTA IMPORTANTE: Na foto mais acima aparece a vulva aberta com todos os seus elementos bem visíveis, o que não é o que se passa geralmente, pois os lábios vaginais tendem a tocar-se, escondendo a entrada vaginal.

Na mulher virgem, a existência, o tamanho, a posição, e o feitio do hímen assim como o tipo e número de orifícios que tem, varia muito. Uns selam por completo a entrada vaginal (devem ser cirurgicamente corrigidos) e outros são do tipo que apenas cobrem uma certa área da entrada vaginal, como por exemplo os  "meia lua", ou os parecendo um anel.

Desflorar uma moça (Popularmente, "Tirar os três") significa tirar-lhe a virgindade vaginal, rompendo-lhe o hímen  o que, normalmente, causa uma pequena dor e/ou derramamento de sangue. Dependendo da elasticidade e dimensão do orifício himenal,  normalmente o hímen é rasgado na primeira relação sexual. Já foi indicado na página anterior que é extremamente raro um hímen ser danificado por práticas desportivas ou acidentes, ao contrário do que se pretende vulgarmente insinuar, e  que o hímen torna-se menos maleável com a idade, opondo uma maior resistência à rotura.

Há hímenes "complacentes", muito flexíveis ou tendo um orifício (ou fenda) muito grande, que não são roturados nas primeiras relações íntimas, mas que acabam por se atrofiar com uma actividade sexual continuada. Por conseguinte, a presença de um hímen não é uma garantia de virgindade.


Se um hímen é danificado, assim o é para sempre e, muitas vezes, cicatriza em forma de um anel de retalhos (lóbulos himenais). Depois do primeiro parto, os restos do hímen modificam-se e tomam o nome de carúnculas mirtiformes, mas um hímen "perdido" pode ser reconstruído ("recauchutado", na gíria popular), com cirurgia plástica (himenoplastia), podendo requerer internamento, ou pode ser substituído por hímenes artificiais. (Exemplos na página 3).
Nota: Em países do «3º mundo», frequentemente Islâmicos, fazem-se pseudo-himenoplastias muito rudimentares, (redução do diâmetro do intróito vaginal, unindo um ou dois pontos da base dos lábios pequenos, etc)  que por vezes causam infecções graves.

Durante a excitação sexual na mulher os lábios da vulva e o clítoris aumentam de temperatura e de tamanho. A entrada e o canal vaginal tornam-se mais húmidos devido a transudação das suas paredes e secreções do útero e das glândulas Skene, e a zona perto da vulva alarga-se e sobe, o que permite uma melhor receptibilidade do pénis e dos seus movimentos  durante o coito.

g) O meato urinário ou meato uretral tem o feitio de uma pequena fenda e está  entre o clítoris (1 a 1.5 cm abaixo dele) e a entrada da vagina. Por vezes o meato abre no sítio errado, por exemplo, dentro da vagina, como uma fístula.
Imediatamente abaixo dele e de cada lado estão os orifícios das glândulas Skene ( que segregam um lubrificante durante o coito, na mulher excitada).
Na mulher, a uretra é um curto canal com poucos centímetros de comprimento ligando o meato à bexiga e está muito perto da parede anterior da vagina o que contribui para o perigo de se romper ou ser danificado em caso de parto difícil. Está sujeita a ser infectada por doenças sexualmente transmitidas (DST) e outras que poderá passar à bexiga. A mulher em que o meato urinário está anormalmente ligado à secção anterior dos restos do anel do hímen pode sofrer do síndroma de "Cistite da lua de mel " causado por emigração de microrganismos da vagina durante o coito.

O conjunto destes órgãos é a vulva.

Algumas anomalias da vagina e vulva (Ver também doenças venéreas, página 8)

O cancro (carcinoma) da vagina, destrói o revestimento interno da vagina e origina úlceras que podem sangrar e infectar. Pode destruir a vagina, e esta terá de ser reconstruída com enxertos de pele ou de partes do intestino.

O cancro (carcinoma) da vulva é um cancro tipo cancro da pele, aparecendo mais vulgarmente depois da menopausa, está localizado geralmente perto do orifício vaginal e tende a progredir lentamente. Se não for tratado pode invadir toda a vagina, a uretra, o ânus e a rede de gânglios linfáticos das áreas afectadas.

Deformações de qualquer secção dos órgãos genitais incluindo, o que é raro, a ausência de vagina, casos de pseudo ou quase-hermafroditismo, casos de fístulas tipo hipospádia e epispadia (Pág. 5),  etc.

Dispareunia: Uma condição anormal na mulher em que o coito é acompanhado de dor. A dor poderá ser causada por lesões e outras condições anormais ou por deformação dos órgãos sexuais, vaginismo parcial, falta de excitação sexual ou falta de lubrificação natural.

Vaginite : Inflamação da vagina e geralmente também da uretra (uretrite). Não confundir com...

Vaginismo: Reacção genital, psico-fisiológica,   na mulher  caracterizada por uma forte contracção das musculaturas da vagina fechando-a e dificultando o coito. É considerado anormal se não é devida a lesões genitais e entra em conflito com o desejo da mulher querer ter uma relação sexual ou de permitir um  exame íntimo, podendo ser motivado por problemas de identificação sexual, medo, excesso de pudor, uma supressão intensa de expressão sexual na adolescência, trauma causado por violação ou incesto, etc.

Vulvite: Inflamação da vulva

Vulvovaginite: Inflamação da vulva e da vagina.

Há casos, muito raros, de mulheres com duas vaginas ligadas a um útero comum ou em que cada vagina tem o seu útero independente que, por sua vez, está ligado a um só ovário.

Ovário (Órgão sexual primário)

É o órgão primário (gónada) de reprodução feminino ( correspondendo aos testículos no homem) com uma estrutura ovóide com cerca de 3,5cm de comprimento, 2cm de largura e 1,5 cm de espessura e com uma textura firme ao tacto por ser composto de tecido fibroso muito denso, contendo folículos, e dentro de cada um destes há um oócito I (gâmeta feminino) não maduro, que irá gerar o óvulo. Quando uma menina nasce, tem vários milhões destes folículos em estado latente que, por essa mesma razão, vão morrendo em enormes quantidades até à puberdade.
Ver texto e imagem elucidativa na página 10 (menstruação) deste trabalho, sobre o que se passa no útero e ovários.

Há dois ovários na zona pélvica, um de cada lado do útero, suspensos e agarrados a uma das dobras do filamento, ou ligamento largo (A), que é uma dobra dupla dum largo  tecido flexível do peritoneu estendendo-se dos lados do útero para as paredes do pélvis e suporta todos os órgãos sexuais internos femininos. 

A= Ligamento largo
B= Tubos uterinos (Trompa de Falópio)
C, D=Pavilhão ou "funil", e fímbrias.
E= Ligamento sacral do útero
F=Parede vaginal, zona do fórnice.
G= Ligamento redondo
H= Ligamento ovárico1
Órgãos  vistos por de trás e por cima.
Vísceras removidas e recto puxado para baixo. (Adapt. de desenho de livro médico)

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Cada um dos ovários está adicionalmente suportado pelo ligamento ovárico ancorado ao útero, pelo ligamento suspensório agarrado às paredes pélvicas e, parcialmente, rodeado pelo funil ou pavilhão  da trompa de Falópio, vinda do útero.

Além de produzirem os óvulos, também produzem várias hormonas  sexuais, como o estrogénio, (ciclo de amadurecimento do folículo e oócito), a progesterona (ciclo de aparecimento e desaparecimento do corpo amarelo) e, surpreendentemente, testosterona em muito pequena quantidade. A secreção destas hormonas pela puberdade estimula o aparecimento das características sexuais secundárias como o desenvolvimento dos seios, dos pêlos púbicos, o alargamento da vagina e o crescimento do útero, etc, e provocam mudanças cíclicas nos órgãos sexuais secundários ( vagina, útero, seios,  etc), ao longo da vida reprodutora da mulher, da puberdade à menopausa. Julga-se que a testosterona é, nas mulheres, a hormona do «desejo sexual».

Se ambos os ovários forem removidos antes da puberdade as características secundárias não serão desenvolvidas. Se forem removidos depois da puberdade produzem um efeito físico e psicológico similar à da menopausa.
O cancro do ovário (carcinoma do ovário), do qual foram identificados pelo menos 10 tipos diferentes, é o terceiro cancro mais vulgar do aparelho sexual feminino, globalmente afectando 1 em cada 7 mulheres, geralmente na faixa etária dos 50 e 70 anos. As células cancerosas podem propagar-se pela sistema sanguíneo, afectando outros órgãos como o fígado, e os pulmões. Dados, sob investigação, sugerem que as mulheres que tiveram filhos estão menos sujeitas a contrair cancro dos ovários e miomas.
Nota: Na figura ao lado o útero e o canal vaginal aparecem alinhados mas eles têm um ângulo muito pronunciado entre eles.

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A síndroma do ovário poliquístico (síndroma de Stein-Leventhal) é uma anomalia na qual os ovários aumentam de tamanho e contêm bolsas (quistos) cheias de líquido. Por vezes a mulher assim afectada desenvolve acne, um aumento de pêlo, e corre mais risco de contrair cancro uterino endométrico.

Se um adulto, ou adolescente,  feminino adoecer com parotidite (papeira), arrisca-se a contrair uma dolorosa inflamação nos ovários, (ooforite), que pode durar para sempre, e causar esterilidade.

Útero e Trompas de Falópio
(Órgãos sexuais secundários)

O útero, ou matriz, é um órgão muscular com o feitio de uma pêra achatada, invertida e paredes espessas. Está na zona pélvica por detrás da bexiga e desemboca no fórnice, ou fórnix, vaginal. A parte superior (2/3 dum comprimento total de uns 7cm) mais larga constitui o corpo e o fundo do útero, e a parte inferior, cilíndrica, é o colo do útero ou cerviz.
O útero é mantido no seu lugar por músculos  e diafragma pélvico e por ligamentos dos quais se destaca o sacral e o ligamento largo que também suporta os ovários, mas que mesmo assim lhe permitem um movimento considerável.

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No interior do útero temos o canal uterino e a cavidade uterina onde se aninha o feto durante a sua gestação. A cavidade uterina é geralmente rugosa (endométrio) e pode apresentar um acentuado grau de assimetria. 
De cada lado do útero, na parte superior, sai um canal, a Trompa de Falópio ou tubo uterino ou salpinge, com cerca de 7,5cm de comprimento dirigindo-se ao ovário do mesmo lado. A sua extremidade, o pavilhão,  parecendo um funil com processos digitiformes chamados fímbrias que recolhe os óvulos maduros expelidos pelo ovário.
«14» Extra galeria de imagens

Apenas um dos fímbrias está permanentemente ligado ao ovário, permitindo que o pavilhão se desloque e vá apanhar o óvulo ao sítio onde este está a ser expelido.

Se houver fecundação normalmente ela dá-se na ampola da trompa, mas pode acontecer em vários sítios. Ver gravidez ectópica, Pág.6

Há casos, raríssimos, de mulheres com dois úteros ou em que a cavidade uterina está dividida em duas secções. Em Fevereiro de 2005 veio a lume a noticia de uma senhora Romena que tinha dois úteros (elevando para 10 o número de casos semelhantes conhecidos a nível mundial) e que deu à luz duas crianças, desenvolvidas nesses dois úteros, com uma diferença de idades de 2 meses.

Chama-se salpingectomia à remoção de uma ou de ambas as trompas de Falópio, devido a uma inflamação grave (salpingite) ou por outros motivos. Salpingotomia refere-se a uma incisão da salpinge. Outra anomalia associada às trompas de Falópio é a anexite, causada por germes e que podem passar a abcessos. Estas inflamações pélvicas são mais frequentes nas mulheres sexualmente activas, e aquelas que usam dispositivos intra-uterinos (DIU) são mais vulneráveis.

O cancro (carcinoma) das trompas de Falópio é o mais raro de todos os que afectam o aparelho reprodutor feminino.

O carcinoma endometrial, vulgarmente conhecido como cancro do útero (e frequentemente confundido com o cancro do colo do útero), começa no endométrio (revestimento interno do útero), é o quarto cancro mais frequente entre as mulheres e o mais frequente do seu aparelho reprodutor. Pode metastatizar-se (disseminar-se), pelo sistema linfático, para o canal cervical e colo do útero, para as trompas de Falópio, para aos ovários e às partes mais distantes do organismo.

O cancro do colo do útero (cancro cervical), é muito vulgar, é considerado uma doença sexualmente transmissível, e foi descrito na página 3.

O fibroma, é um tumor não canceroso, composto por tecido fibroso e muscular que se forma na parede uterina e que pode atingir um enorme tamanho. Pode ser tratado ou extraído com uma miomectomia.

A endometriose, refere-se a pequenas porções de tecido endometrial (uterinas) que emigram, através das trompas de Falópio e aderem aos ovários, aos ligamentos do útero, bexiga, ou a qualquer órgão da cavidade abdominal.
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Em mulheres mais idosas e por vezes como consequência de parto o útero pode cair (prolapso uterino ou útero descaído, chegando mesmo o colo do útero a aparecer na entrada vaginal ou, em casos muito graves, o útero pode, todo ele, sair pela vagina, e esta é "posta do avesso".

Durante a gravidez o útero aumenta tremendamente de volume e nas mulheres idosas encolhe para metade ou um terço do tamanho normal.

O útero está especialmente envolvido na gravidez e no ciclo menstrual durante o qual sofre alterações profundas.
A remoção do útero (histerectomia ou uterectomia) resulta em esterilidade mas não reduz necessariamente o libido (desejo sexual).

SEIOS (Mamas, peito ou, pouco correcto, busto)

Os seios são considerados órgãos sexuais secundário começam a desenvolver-se no feto na sexta semana de gestação. Durante a gravidez verifica-se um aumento substancial do volume da mama e das glândulas lactantes. Quando uma menina nasce, já tem mamilos ligados a canais internos.

Na puberdade, sob controlo hormonal,  dá-se um avolumar  dos seios sobretudo devido a deposição de gordura e ao desenvolvimento da rede linfática e das futuras glândulas mamarias, produtoras de leite.

Os seios são pontos erógenos, sensíveis às carícias.

O melhor amigo dos seios? O soutien, quando de tamanho e feitio apropriado.
Na mulher sexualmente excitada, os seios aumentam de tamanho e os seus bicos ou mamilos endurecem. 


Algumas anomalias das mamas

Politelia : presença de mamilos supranumerários, na mama ou em outro lugar do corpo
Amastia (ou Amazia): Ausência das mamas.
Micromastia (ou Micromazia): mamas demasiadamente pequenas, por vezes rudimentares e afuncionais. Os implantes (silicone, etc) para aumento do volume das mamas, podem causar sérios problemas de saúde.
Macromastia (ou Macromazia ou Hipermastia): mamas anormalmente volumosas.
Nota: também há casos em que as duas mamas não se desenvolveram ao mesmo ritmo podendo uma delas ser muito menor que a outra.
Os fibromas mamários (fibroadenomas) são pequenas massas constituindo tumores benignos  compostos por tecido fibroso e glandular. Aparecem mais vulgarmente em adolescentes e mulheres jovens. Podem ser extraídos com recurso a anestesia local mas têm tendência a reaparecer. Tumores das mamas não considerados malignos não são, por vezes, extirpados.

Mastite: é uma infecção mamária, geralmente tem um aspecto avermelhado e inchado, sente-se quente e é doloroso ao tacto. Se não for tratada pode degenerar num abcesso mamário, com pus.
Não deve ser confundido com o cancro mamário inflamatório, uma forma rara e grave de cancro, com sintomas iguais à mastite.

Secreção pelo mamilo, sanguinolenta ou não, requer análise por um médico. Pode não  ser grave  mas em mais de 10% dos casos significa presença de cancro.

O cancro da mama toma vários aspectos e afecta cerca de 10% das mulheres com mais de 30 anos, mas não é invulgar ser detectado já em meninas. É recomendável que de tempos a tempos se faça uma mamografia, para detecção precoce de tecido canceroso. (O cancro mamário também ocorre, mais raramente mas mais mortal, no homem). Os cancros da mama podem ser metastáticos (invasivos), espalhando-se a outras partes do corpo.

Alguns possíveis sintomas de existência de cancro mamário (Lista não exaustiva, nem significando necessariamente que exista cancro. Consultar médico):
* Exame visual mostrando "quistos", "caroços", "inchaços" e massas que ao tacto se mostrem diferentes do resto do tecido mamário, e que teimam em persistir.
* Alteração na forma da mama, do mamilo, ou da aréola.
* Pele rugosa, afundada, ou escamosa na mama, no mamilo ou na aréola..
* Secreções saindo do mamilo.
* Gânglios linfáticos na axila e na zona da clavícula.

Diagnóstico: consiste inicialmente num exame visual e palpação da mama e axilas pelo médico e, se este tiver dúvidas recorre a um exame mais profundo baseado numa mamografia (exame utilizando raios X de baixa potência, ou mamografias digitais, mais recentes) ou numa ecografia (exame com ultra-sons) ou numa termografia (exame diferencial de temperatura), ou com outros métodos  como uma biopsia, etc.

Alguns métodos de tratamento: Se for detectado um cancro o tratamento a seguir é ditado pela gravidade do caso e pode-se optar por:
a) Radioterapia, feito geralmente por um acelerador linear cuja radiação, aplicada muito perto da zona crítica, destrói as células cancerosas.
b) Braquiterapia, que consiste na colocação de "sementes" (implantes) radioactivas, do tamanho de um bago de arroz, ou mais pequenas, nas zonas doentes, podendo ser utilizada em tumores de pequena dimensão, com menos de três centímetros.
c) Quimioterapia, através de uma vasta gama de fármacos que matam as células que se multiplicam anormalmente ou evitam a sua multiplicação, incluindo os  bloqueadores de acção hormonal que bloqueiam a acção de hormonas que estimulam o crescimento de células cancerosas.
d) Ablação termal. Primeiro utilizam-se ultra-sons para delinear os limites de pequenos tumores e depois introduz-se uma agulha que vai aquecer o tumor e "cozinhar" as células cancerosas.
 

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e) Cirurgia convencional que pode assumir vários graus de intensidade:
Uma mastectomia radical :  extracção total da mama.
Uma mastectomia mais ressecção (excisão) ganglionar ou mastectomia radical modificada: uma mastectomia em que os gânglios linfácticos da axila também são extraídos.
Uma lumpectomia, uma cirurgia conservadora da mama em que se retira o tumor e uma quantidade mínima de tecido normal que o rodeia.
Uma mastectomia parcial ou excisão ampla: como a lumpectomia mas em que se retira mais tecido normal circundante.
Uma quadrantectomia: em que se extirpa cerca de um quarto da mama.

Pode-se reconstruir uma mama com um implante salino (soro fisiológico), ou do controverso  silicone,  ou com tecido extraído de outras partes do corpo da mulher, normalmente do abdómen, sendo mais facilmente reconstruída se os músculos peitorais e outros tecidos adjacentes ficaram intactos. Seguindo uma técnica inventada pelo Dr. Ziya Saylan, um cirurgião plástico de origem turca, também se fazem implantes mamários com folhas extra finas de titânio.

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Act 1312070406