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Sistema Reprodutor Masculino
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Cada tubo seminífero tem 30 a 70 cm de comprimento e
um diâmetro de 0,002mm. Desenrolado cada tubo atingiria uns
500m de comprimento. Além de produzirem espermatozóides, a partir das suas células germinais, os tubos contêm outras células: de Sertoli, que sustentam as células germinais e as intersticiais ou células de Leydig que segregam hormonas masculinas, sobretudo a testosterona, o que torna o testículo igualmente numa glândula endócrina. |
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Uma "fatia" do testículo (Esquemático) 1.Ducto deferente 2.Epidídimo: Cabeça 3.Epidídimo: Corpo 4.Epidídimo: Cauda |
5. +/- 10 Ductos eferente 6.Rede testicular (Haller) 7.Tubos seminíferos 8.Lóbulos 9. Septo inter-lobular 10.Túnica albugínea |
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A testosterona, é uma hormona sexual tipicamente
masculina, mas não é exclusiva dos homens, ou seja, as mulheres também a produzem
em pequena quantidade, e acredita-se que actua
nelas como um
estimulante sexual. Esta hormona é responsável pelo aparecimento das características sexuais secundárias e comportamento, tais como os pelos púbicos e das axilas, o timbre de voz, o aspecto físico geral e a formação de esperma funcional num rapaz por altura da puberdade, mais ou menos entre os 10 e os 14 anos. A taxa de testosterona no plasma sanguíneo e a produção de espermatozóides varia um pouco durante a vida de um homem, podendo influenciar a sua agressividade e o seu apetite sexual. Os esteróides anabólicos, da família da testosterona, estimulam o desenvolvimento dos músculos e de outras estruturas. O seu uso abusivo, sobretudo por atletas, pode ter efeitos secundários muito graves como doenças dos rins e do fígado, e gerar cancros. O espermatozóide tem 3 partes: a cabeça quase totalmente formada de ADN, o segmento intermédio, e a cauda que é o chicote que o faz mover. |
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H1= Cabeça, vista
de topo H2= Cabeça, vista lateral 1= Membrana celular 2= Capuz acrossónico 3= Núcleo |
4= Pescoço e
centríolos 5= Secção média 6= Mitocôndrias 7= Secção principal da cauda 8= Secção final da cauda |
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Anomalias: Embrionariamente os testículos estão perto dos rins e vão descendo até ao escroto pelo canal inguinal. Se esta descida pára quando ambos os testículos estão no abdómen ( criptorquismo ) ela provocará uma esterilidade embora o indivíduo possa ser sexualmente normal em todos os outros aspectos. Esta anormalidade pode ser compensada, na maioria dos casos, por cirurgia ou tratamento hormonal. O termo testicondo é designativo de um cavalo com testículos dentro do ventre. A esterilidade masculina pode ser devida a muitos factores, como à temperatura no abdómen ser alta demais para permitir a formação de espermatozóides. A temperatura ideal dos testículos é 35º, cerca de um grau abaixo da temperatura do corpo, e é mantida pela contracção ou relaxe dos músculos cremáster do escroto. Outro factor de esterilidade masculina é o dos espermatozóides terem perdido a sua mobilidade ou o sentido de avançarem, na vagina, em direcção ao útero. Estima-se que num sémen normal, 20 % dos espermatozóides sejam defectivos. (Ver pág.7). Os testículos podem ser afectados por cancro testicular de 4 tipos (o seminoma, o teratoma, o carcinoma embrionário e o coriocarcinoma) que, consoante a gravidade, pode ser tratado com cirurgia de remoção do(s) testículo(s) e gânglios linfáticos do abdómen, e/ou radioterapia, quimioterapia ou braquiterapia. Outras anomalias incluem a torção testicular, em que o testículo se torce no seu cordão espermático e a hérnia inguinal que interfere com o canal deferente e até pode empurrar parte dos intestinos até ao escroto, o que deve ser corrigido por cirurgia A orquiepididimite é uma inflamação do epidídimo e do testículo. A parotidite (nome médico para a popularmente chamada papeira, trasorelho e orelhão) é uma infecção viral da parótida (cada uma das glândulas salivares situadas atrás das orelhas) que pode secundariamente afectar os testículos causando uma inflamação (orquite) crónica e dolorosa, sobretudo se apanhada como adolescente e não for correctamente tratada. Um hidrocele é uma acumulação de líquidos na membrana que envolve os testículos, que pode causar um grande aumento no volume do escroto. Um hematocele é uma acumulação de sangue, no escroto. Um espermatocele é uma acumulação de líquido que contém esperma, no epidídimo. Um varicocele é uma massa muito parecida a veias varicosas, no escroto. Um orquiocele é um tumor no testículo também conhecido por hérnia testicular. Quando, por qualquer razão, se faz uma incisão no testículo diz-se que se fez uma orquiotomia, e chama-se orquialgia à dor testicular. Não é invulgar verificar-se uma calcificação do epidídimo com o avançar da idade. |
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| O
esperma deixa os testículos (1) através de 10 ou mais tubos
ligando-o a uma estrutura curva, o epidídimo (2),
um tubo espiralado com cerca de 6 cm de comprimento, encostado
ao testículo que também serve de reservatório de esperma
amadurecido. |
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Quase
60% do sémen é constituído por secreções das vesículas seminais, perto
de 40% vem da próstata e glândulas bulbouretral, e menos de
1% são espermatozóides, tendo uma cor esbranquiçada não
homogénea, e uma consistência peganhenta.
A esterilidade masculina parece estar a aumentar por causas
desconhecidas (evolução natural, alimentação deficiente, estilo de
vida, factores ambientais, poluição ?), tendo-se, mais
frequentemente, de recorrer a técnicas como a fertilização in
vitro, e à injecção intracitoplasmática de espermatozóides
directamente no óvulo, para se alcançar uma desejada gravidez. O
tratamento faz-se através de medicamentos, cirurgia (prostatectomia)
incluindo a vaporização selectiva por raio laser,
radioterapia, braquiterapia
ou, mais recentemente tentado, por pseudo vacina, só útil em casos
que não respondem a outros tratamentos. As 2 vesículas
seminais
(5) estão por baixo da próstata
e na base da bexiga, têm 5 cm de comprimento. Canais vindos destas
glândulas juntam-se ao ducto eferente formando o ducto ejaculatório,
um tubo fino de 3 cm de comprimento no qual a esperma entra na
secção prostática da uretra. As glândulas bulbouretral ( de Cowper) (6) de 1cm de diâmetro, sob excitação sexual e também antes da ejaculação do sémen, adicionam secreções líquidas que cobrem as paredes da secção final da uretra neutralizando o pH residual da urina. Este líquido é "empurrado " de uma maneira suave, aparecendo no exterior e lubrificando a cabeça do pénis, sendo por vezes confundido com o sémen normal. Esta secreção lubrificante incontrolável pode arrastar espermatozóides vivos o que quer dizer que, se se não estiver a usar um condom, e mesmo que o coito seja interrompido antes da ejaculação final, é possível que um encontro amoroso se transforme numa gravidez indesejada. A maior parte da uretra (7) é comum aos aparelhos urinário e genital. Urina e sémen são expelidos para o exterior pelo meato ( orifício ) uretral na ponta da glande (8), ou cabeça do pénis, mas durante a ejaculação o esfíncter na bexiga e a próstata impedem a saída simultânea da urina. Durante a ejaculação a porção da uretra deixando a bexiga é fechada o que impede que urina se junte ao sémen ou que o sémen flua para trás e entre na bexiga. Castração:
O efeito de uma castração (remoção de ambos os testículos) depende da
idade em que é feita. O
pénis,
quando erecto,
é o órgão copulatório masculino e consiste de 3 corpos susceptíveis de erecção mantidos como um
todo por pele e outros tecidos. Dois dos corpos (corpos
cavernosos do pénis ) formam um par lado a lado na parte
de cima do pénis enquanto que o terceiro corpo (corpo esponjoso uretral ) é muito
menos volumoso e está por baixo e entre os
outros. O corpo esponjoso uretral está ligado ao bolbo do
pénis, e os corpos cavernosos ao pilar do pénis, na cavidade abdominal.
O pilar e o bolbo do pénis constituem a raiz do pénis. |
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A=
Vesícula seminal B= Próstata C= Canal ejaculatório D= Glândula bulbouretral E= Uretra F1= Ligamento fundiforme F2= Ligamento suspensório G= Pénis H= 2x Corpo cavernoso I1= Pele e I2= Prepúcio |
J=
Cabeça do pénis ou glande K= Meato urinário L=Corpo esponjoso M= Testículo N= Escroto O= Ducto deferente P= Epidídimo Q= Osso púbico R= Raiz do pénis R1= Bolbo do pénis R2= Pilar do pénis |
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O tamanho do pénis , se dentro dos limites normais, não é essencial para um bom desempenho sexual, já que a zona de maior estimulação sexual na mulher é a do clítoris, área afastada do canal vaginal, (ver página 4). Um pénis anormalmente grandes por vezes não consegue alcançar uma erecção tão forte como a de um pénis mais pequeno. O tamanho do pénis e do
escroto, é bastante uniforme estando menos relacionado com o
tamanho geral do corpo do que qualquer outro órgão, embora haja
excepções. Há pénis que curvam ligeiramente para a esquerda (esquerdino)
ou para a direita (destro). O pénis flácido ("murcho"), é cilíndrico com cerca de 7 a 10 cm de comprimento, 2 a 3 cm de diâmetro e cerca de 9 cm de perímetro. Quando erecto ("teso"), é ligeiramente achatado, com cerca de 15 a 16 cm em média de comprimento, 3,8 cm de diâmetro e 12 de perímetro mas, um pénis flácido pequeno não implica necessariamente um pénis erecto pequeno. Considera-se normal um pénis erecto medindo de 13 a 17 cm, e se o seu comprimento estiver fora da banda de 11 a 19,5 cm é considerado ou demasiado curto (micropénis), ou demasiado comprido (elefantíase), situações estas que quase sempre se podem corrigir por cirurgia (faloplastia), estimando-se que 95% dos homens têm um pénis (erecto) normal. A
faloplastia
natural (sem recurso a próteses ou silicones) para aumento do pénis,
é geralmente feita em três fases curtas mas que se arrastam por vários
meses, com adição de tecidos adiposos do homem e que podem
acrescentar vários centímetros ao comprimento e ao perímetro do pénis. Como se refere na página 8 (disfunções sexuais), através de bombas, cremes e outros meios químicos é possível obter-se um aumento temporário do pénis, mas estes métodos devem ser usados, preferivelmente, sob conselho médico. Doenças: Além das doenças venéreas e de impotência, o pénis pode ser afectado por tumores cancerosos sobretudo na glande, por uretrites (inflamação da uretra que pode induzir uma inflamação da bexiga, dita cistite), priapismo (erecção dolorosa involuntária), a Doença de Peyronie (espessamento fibroso que perturba a erecção), a balanopostite (inflamação da glande e do prepúcio), a balanite (inflamação crónica esbranquiçada, na ponta da glande), a eritroplastia de Queyrat (manchas avermelhadas sob a pele do pénis) que pode tornar-se cancerosa, etc. |
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1= Próstata 2= Glândulas Bulbouretral (Glândula Cowper) 3= Pilar do pénis 4= Corpos cavernosos 5= Pele 6= Prepúcio 7= Meato urinário 8= Glande (cabeça) 9=Corpo esponjoso 10= Uretra 11= Bolbo do pénis |
A cabeça do pénis (glande) está normalmente coberta por um prolongamento de pele, o prepúcio. A zona circular que faz a junção da coroa da glande ao corpo do pénis constitui o sulco balano-prepucial, onde há a tendência de se acumular "lixo" e esmegma, uma substância sebácea. Fimose:
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É vulgar as
crianças, ao nascerem, terem o que parece ser uma fimose que
desaparece, geralmente, dentro de 5-6 anos. Na
parafimose, um prepúcio retraído não permite que volte a ser
colocado sobre a cabeça, sendo geralmente curado com uma circuncisão. Um prepúcio normal cobre cerca de dois terços da cabeça do pénis, sem apertos indevidos, e o feitio da glande pode ser mais ou menos achatada, arredondada, em cunha, etc. |
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Em
A tem-se o aspecto de um pénis com fimose bastante pronunciada,
em que o prepúcio cobre quase toda a glande, estrangulando-a. |
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Circuncisão: pequena operação em que o prepúcio é removido devido a uma fimose ou por qualquer outra necessidade física, por preceito religioso ou outro motivo pessoal, deixando a glande exposta, não afectando nem o desejo sexual nem a "eficiência" do pénis durante a cópula. Está a ser investigado se a circuncisão reduz a probabilidade, no homem, de contrair SIDA através do acto sexual, já que as camadas internas de mucosas do prepúcio (pele que cobre a glande do pénis) contém alta concentração das células que o HIV visa. O tecido do prepúcio contém maior concentração das células CD4+ T, macrófagos e células de Langerhan (LC) nos adultos, do que nas crianças ou no tecido cervical. (Além da absorção normal pela pele do pénis, o vírus da SIDA pode penetrar também pela mucosa uretral ou por perturbações na pele do pénis causadas por fissuras, traumas ou por uma doença genital ulcerosa). |
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| A anomalia
mais comum e visível da uretra é o meato urinário desaguar, não
na ponta da cabeça do pénis, mas ao longo das linhas ponteadas,
como indicado na gravura. É uma hipospádia se o meato urinário abriu por debaixo do pénis e não na ponta da cabeça e uma epispadia se a abertura estiver no dorso do pénis. Também nas mulheres, o orifício urinário pode erradamente desaguar em qualquer secção do aparelho urinário ou sexual, por exemplo como fístula na vagina, ou até no ânus. Freios
curtos podem dificultar o acto sexual e causar dor,
por tenderem a encurvar a cabeça do pénis no acto de penetração. |
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O mecanismo da erecção é muito complexo.
Abreviadamente: Os três corpos constituintes do pénis têm artérias,
veias e uma certa quantidade de sangue em circulação. Debaixo de
estímulo psicológico, ou físico, as artérias trazem grandes volumes
de sangue enquanto que as veias se contraem reduzindo a saída do
sangue e provocando assim um avolumar considerável e a erecção do
pénis. |
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No entanto esses "pensamentos conscientes" não são absolutamente necessários já que uma estimulação física do pénis pode provocar uma erecção devida a reacção reflexa da coluna. Uma bexiga muito cheia também pode originar uma erecção. É de notar que um sonho erótico ou estímulos visuais, como presenciar um acto sexual de terceiros, ou fotografias eróticas, podem causar uma ejaculação com, ou sem, uma erecção. No
entanto a situação ideal de uma erecção "saudável"
é que ela venha como uma resposta física, ao pensamento (desejo)
de ter uma relação sexual mas, por vezes, essa resposta
física falha. Nota: A maioria dos mamíferos tem um osso chamado báculo ou baculum ou os penis, no pénis. É uma anomalia, extremamente rara, estar presente no homem, devendo ser removido cirurgicamente. Outros mamíferos que o não têm são: cavalos, burros, rinocerontes, coelhos, elefantes, hienas e os cetáceos. Assuntos relacionados:
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