Genitais Masculinos   (Página 5 de 12)

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1) Sexo e Sociedade 
2) Sexualidade e Escola
3) Quando começar.
 Virgindade real e falsa.
 Cancro  uterino.
     
4) Genitais femininos.
 Cancro genital e das mamas
5) Genitais masculinos.
 Cancro da próstata. 
   «---
6) Gravidez, contracepção,
 aborto, preservativos.
7) A Reprodução, causas de infertilidade
8) Doenças e disfunções
 sexuais.
9) Sexo oral, coito anal,
  homossexualidade.
10) Menstruação, pensos,
 masturbação, Ponto G.

posições sexuais.
11) Glossário: A a P
  Afrodisíacos.... Pedofilia
12) Glossário: Q a Z
 Sadismo ... SIDA... vulva

Sistema Reprodutor Masculino

O escroto, o saco que contém os testículos está seccionado em dois compartimentos longitudinais por um tecido fibroso, o septo do escroto que reduz o risco de uma infecção num lado afectar o outro, estando o testículo da esquerda (1)  um pouco mais descaído do que o testículo da direita (2).

3= Prepúcio normal
4=Prepúcio circuncidado
5= Freio
6= Coroa da glande

7=Glande (cabeça)
8=Meato urinário

Testículo: Gónada do homem com  forma oval ligeiramente achatada, parecidos com amêndoas da Páscoa grandes, pesando cerca de 12 gr. e  contém entre 200 a 300 compartimentos (lóbulos).
Cada lóbulo tem entre 1 a 4 tubos muito finos, os tubos seminíferos muito enrolados onde,
por espermatogéne (processo  de divisão celular chamado  meiose), se geram milhões de  espermatozóides (ou célula sexual masculina ou gâmeta masculino).
Cada tubo seminífero tem 30 a 70 cm de comprimento e um diâmetro de 0,002mm. Desenrolado cada tubo atingiria uns 500m de comprimento.
Além de produzirem espermatozóides, a partir das suas células  germinais, os tubos contêm outras células: de Sertoli, que sustentam as células germinais e as  intersticiais ou células de Leydig que segregam hormonas masculinas, sobretudo a testosterona, o que torna o testículo igualmente numa glândula endócrina.

Uma "fatia" do testículo
(Esquemático)
1.Ducto deferente
2.Epidídimo: Cabeça
3.Epidídimo: Corpo
4.Epidídimo: Cauda
5. +/- 10 Ductos eferente
6.Rede testicular (Haller)
7.Tubos seminíferos
8.Lóbulos
9. Septo inter-lobular
10.Túnica albugínea
A testosterona, é uma hormona sexual tipicamente masculina, mas não é exclusiva dos homens, ou seja, as mulheres também a produzem em pequena quantidade, e acredita-se que actua nelas como  um estimulante sexual.
Esta hormona é responsável pelo aparecimento das características sexuais secundárias e comportamento, tais como os pelos púbicos e das axilas, o timbre de voz, o aspecto físico geral e a formação de esperma funcional num rapaz por altura da puberdade, mais ou menos entre os 10 e os 14 anos. A taxa de testosterona no plasma sanguíneo e a produção de espermatozóides varia um  pouco durante a vida de um homem, podendo influenciar a sua agressividade e o seu apetite sexual.

Os esteróides anabólicos,
da família da testosterona, estimulam o desenvolvimento dos músculos e de outras estruturas. O seu uso abusivo, sobretudo por atletas, pode ter efeitos secundários muito graves como doenças  dos rins e do fígado, e gerar cancros.

O espermatozóide tem 3 partes: a cabeça quase totalmente formada de ADN, o segmento intermédio, e a cauda que é o chicote que o faz mover.
H1= Cabeça, vista de topo
H2= Cabeça, vista lateral
1= Membrana celular
2= Capuz acrossónico
3= Núcleo
4= Pescoço e centríolos
5= Secção média 
6= Mitocôndrias 
7= Secção principal da cauda 
8= Secção final da cauda 
Anomalias:

Embrionariamente os testículos estão perto dos rins e vão descendo até ao escroto pelo canal inguinal. Se esta descida  pára quando ambos os testículos estão no abdómen ( criptorquismo ) ela provocará uma esterilidade embora o indivíduo possa ser sexualmente normal em todos os outros aspectos. Esta anormalidade pode ser compensada, na maioria dos casos, por cirurgia ou tratamento hormonal. O termo testicondo é designativo de um cavalo com testículos dentro do ventre.

A esterilidade masculina pode ser devida a muitos factores, como à temperatura no abdómen ser alta demais para permitir a formação de espermatozóides. A temperatura ideal dos testículos é  35º, cerca de um grau abaixo da temperatura do corpo, e é mantida pela contracção ou relaxe dos músculos cremáster do escroto.  Outro factor de esterilidade masculina é o dos espermatozóides terem perdido a sua mobilidade ou o sentido de avançarem, na vagina, em direcção ao útero. Estima-se que num sémen normal, 20 % dos espermatozóides sejam defectivos. (Ver pág.7)
.

Os testículos podem ser afectados por cancro testicular de 4 tipos (o seminoma, o teratoma, o carcinoma embrionário e o coriocarcinoma) que, consoante a gravidade, pode ser tratado com cirurgia de remoção do(s) testículo(s) e  gânglios linfáticos do abdómen, e/ou radioterapia, quimioterapia ou braquiterapia. 

Outras anomalias incluem a torção testicular, em que o testículo se torce no seu cordão espermático e a hérnia inguinal que interfere com o canal deferente e até pode empurrar parte dos intestinos até ao escroto, o que deve ser corrigido por cirurgia

A orquiepididimite é uma inflamação do epidídimo e do testículo. A parotidite (nome médico para a popularmente chamada papeira, trasorelho e orelhão) é uma infecção viral da parótida (cada uma das glândulas salivares situadas atrás das orelhas) que pode secundariamente afectar os testículos causando uma inflamação (orquite) crónica e dolorosa, sobretudo se apanhada como adolescente e não for correctamente tratada. Um hidrocele é uma acumulação de líquidos na membrana que envolve os testículos, que pode causar um grande aumento no volume do escroto. Um hematocele é uma acumulação de sangue, no escroto. Um espermatocele é uma acumulação de líquido que contém esperma, no epidídimo. Um varicocele é uma massa muito parecida a veias varicosas, no escroto. Um orquiocele é um tumor no testículo também conhecido por hérnia testicular. Quando, por qualquer razão, se faz uma incisão no testículo diz-se que se fez uma orquiotomia, e chama-se orquialgia à dor testicular. Não é invulgar verificar-se uma calcificação do epidídimo com o avançar da idade.

O esperma deixa os testículos (1) através de 10 ou mais tubos ligando-o a uma estrutura curva, o epidídimo (2), um tubo espiralado com cerca de 6 cm de comprimento, encostado ao testículo que também serve de reservatório de esperma amadurecido.
Sobre estímulo o esperma é levado de cada um dos testículos, através do respectivo canal deferente ou ducto deferente (3), um canal simples de 45 cm de comprimento, e entra na uretra, através dos respectivos canais ejaculadores.
O canal deferente e o conjunto dos vasos sanguíneos, linfáticos e nervos dos testículos formam o cordão espermático.
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Quase 60% do sémen é constituído por secreções das vesículas seminais, perto de 40% vem da próstata e glândulas bulbouretral, e menos de 1% são espermatozóides, tendo uma cor esbranquiçada não homogénea, e uma consistência peganhenta.
O pH é de 7.2 a 7.8, o volume de sémen numa ejaculação é de 1.5 a 5.5 ml, e o número de espermatozóides é de 40 a 250 milhão/ml e, se ejaculados na vagina, apenas umas centenas conseguem atravessar o útero e, destes, mais vulgarmente só um fecundará o óvulo.
Tem-se notado alguma diminuição, ao longo dos tempos, da quantidade e qualidade de sémen  humano, que é um veículo para várias doenças de contexto sexual, incluindo a SIDA.

O complexo constituído pelo hipotálamo e hipófise através das suas hormonas, respectivamente a neuro-hormona GnRH e as LH + FSH controlam a produção de testosterona que, por sua vez, exerce um retrocontrolo (feedback) do sistema hormonal.
(Ver similaridade com o ciclo menstrual, página 10).

A esterilidade masculina parece estar a aumentar por causas desconhecidas (evolução natural, alimentação deficiente, estilo de vida, factores ambientais, poluição ?), tendo-se, mais frequentemente, de recorrer a técnicas como a fertilização in vitro, e à injecção intracitoplasmática de espermatozóides directamente no óvulo, para se alcançar uma desejada gravidez.

A próstata
(4) é uma glândula com o tamanho e feitio de uma castanha grande com 4 cm transversalmente e 3cm de espessura e com um peso de cerca de 20 gramas, num adulto, e que tende a recomeçar a aumentar lentamente (hipertrofia) a partir dos 25 anos e mais bruscamente após os 40/45 anos, pela andropausa, podendo chegar aos 80 gramas. A próstata contribui com  fluído que se junta ao sémen e que nutre os espermatozóides. 

As doenças mais vulgares que afectam a próstata são a  prostatite por vezes chamada hipertrofia (ou hiperplasia)  benigna da próstata (HBP), e o cancro da próstata. Sofrem de HBP cerca de 60% dos homens com mais de 60 anos e 90% dos maiores de 80. Se não for tratada a tempo pode progredir para sintomas como exagerado aumento de volume e endurecimento da próstata, repetidas infecções urinárias, pedras na bexiga, retenção urinária, sangue na urina, insuficiência renal, cancro, etc.

A próstata é um dos órgãos humano mais sensível a ser atingido por cancro e o cancro da próstata é o segundo tipo de tumor mais comum entre os homens e uma das três doenças masculinas mais frequentes. Estima-se que dois terços dos homens idosos sofram deste cancro, só que, ao princípio, é de evolução relativamente lenta, entre 20 a 30 anos antes de incomodar sintomaticamente, e o afectado acaba muitas vezes por morrer por outra razão, incluindo velhice, ante de ser ceifado pelo cancro. Se o cancro só é detectado num estado muito avançado  então entrou na fase de desenvolvimento mais rápido e fatal, só se podendo tentar melhorar a qualidade de vida do sofredor, até à sua morte.

Todo o homem com mais de  45/50 anos  deve fazer testes de despistagem  para detectar anomalias na próstata, sobretudo se tiver dificuldade recorrente em urinar apesar de ter vontade de o fazer com frequência, ter sangue na urina, dores, etc. Pode ser apalpada através do recto.

O tratamento faz-se através de medicamentos, cirurgia (prostatectomia) incluindo a vaporização selectiva por raio laser, radioterapia, braquiterapia ou, mais recentemente tentado, por pseudo vacina, só útil em casos que não respondem a outros tratamentos.

Uma próstata doente interfere não só com a função urinária mas também com a actividade sexual.
Estudos (ano de 2004) sugerem que a actividade sexual com ejaculação, incluindo masturbação e ejaculação nocturna,  pode contribuir para uma redução deste cancro, ao diminuir a concentração de cristalóides carcinogéneos  no fluído prostático e no sémen envelhecido e armazenado no organismo.
É recomendada uma dieta pobre em gorduras, para reduzir o risco de se contrair este cancro.

As 2 vesículas seminais (5) estão por baixo da próstata e na base da bexiga, têm 5 cm de comprimento. Canais vindos destas glândulas juntam-se ao ducto eferente formando o ducto ejaculatório, um tubo fino de 3 cm de comprimento no qual a esperma entra na secção prostática da uretra.
Aqui, secreções da próstata e das vesículas seminais são adicionadas formando o líquido seminal ou sémen, com várias funções: impedem o espermatozóide de secar e contêm proteínas coagulantes, prostaglandinas e  nutrientes incluindo um açúcar, a frutose, que lhe fornece energia para a sua mobilidade. São alcalinas ( embora contenham  ácido cítrico e fosfatase ácida, um enzima) o que ajuda a neutralizar o ambiente ácido da vagina.

As glândulas bulbouretral  ( de Cowper) (6) de 1cm de diâmetro, sob excitação sexual e também antes da ejaculação do sémen, adicionam secreções líquidas que cobrem as paredes da secção final da uretra neutralizando o pH residual da urina. Este líquido é "empurrado " de uma maneira suave, aparecendo no exterior e lubrificando a cabeça do pénis, sendo por vezes confundido com o sémen normal.

Esta secreção lubrificante incontrolável pode arrastar espermatozóides vivos o que quer  dizer que, se se não estiver a usar um condom, e mesmo que o coito seja interrompido antes da ejaculação final, é possível que um encontro amoroso se transforme numa gravidez indesejada.

A maior parte da uretra (7) é  comum aos aparelhos urinário e genital. Urina e sémen são expelidos para o exterior pelo meato ( orifício ) uretral na ponta da glande (8), ou cabeça do pénis, mas durante a ejaculação o esfíncter na bexiga e a próstata impedem a saída simultânea da urina.

Durante a ejaculação a porção da uretra deixando a bexiga  é fechada o que impede que urina se junte ao sémen ou que o sémen flua para trás e entre na bexiga.

Castração: O efeito de uma castração (remoção de ambos os testículos) depende da idade em que é feita.
Se acontece depois da puberdade o desejo e a potência sexual não são afectados mas se sucede antes, então o indivíduo não desenvolve as características sexuais secundárias nem um comportamento sexual normal.

Curiosidades:
a) Em certos meios sociais orientais, a castração voluntária de adultos é uma intervenção muito requisitada "para melhorar o desempenho sexual" !!
b) Do século XVI ao XVIII foi moda castrarem jovens para que mantivessem um tom alto vocal, parecido com a voz feminina, e serem usados nos coros (forçosamente masculinos) das igrejas e em peças de ópera. Um tal cantor era chamado "falsete" ou "castrati" ou "castrato".
c) São bem conhecidos os "eunucos", jovens castrados para servirem de guardas e criados nos haréns orientais.

O pénis, quando erecto, é o órgão copulatório masculino e consiste de 3 corpos susceptíveis de erecção mantidos como um todo por pele e outros tecidos. Dois dos corpos (corpos cavernosos do pénis ) formam um par lado a lado na parte de cima do pénis enquanto que o terceiro corpo (corpo esponjoso uretral ) é muito menos volumoso e está por baixo e entre os outros. O corpo esponjoso uretral está ligado ao bolbo do pénis, e os corpos cavernosos ao pilar do pénis, na cavidade abdominal. O pilar e o bolbo do pénis constituem a raiz do pénis.
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A= Vesícula seminal
B= Próstata
C= Canal ejaculatório
D= Glândula bulbouretral
E= Uretra
F1= Ligamento fundiforme
F2= Ligamento suspensório
G= Pénis
H= 2x Corpo cavernoso
I1= Pele e I2= Prepúcio
J= Cabeça do pénis ou glande
K= Meato urinário
L=Corpo esponjoso
M= Testículo
N= Escroto
O= Ducto deferente
P= Epidídimo
Q= Osso púbico
R= Raiz do pénis
R1= Bolbo do pénis
R2= Pilar do pénis

O tamanho do pénis , se dentro dos limites normais, não é essencial para um bom desempenho sexual, já que a zona de maior estimulação sexual na mulher é a do clítoris, área afastada do canal vaginal, (ver página 4). Um pénis anormalmente grandes por vezes não consegue alcançar uma erecção tão forte como a de um pénis mais pequeno.

O tamanho do pénis e do escroto, é bastante uniforme estando menos relacionado com o tamanho geral do corpo do que qualquer outro órgão, embora haja excepções. Há pénis que curvam ligeiramente para a esquerda (esquerdino) ou para a direita (destro).
Chama-se ângulo de erecção ao ângulo que um pénis erecto faz com a vertical, quando o homem está de pé.

O pénis flácido ("murcho"), é cilíndrico com cerca de 7 a 10 cm de comprimento, 2 a 3 cm de diâmetro e cerca de 9 cm de perímetro. Quando erecto ("teso"), é ligeiramente achatado, com cerca de 15 a 16  cm em média de comprimento, 3,8 cm de diâmetro e 12 de perímetro mas, um pénis flácido pequeno não implica necessariamente um pénis erecto pequeno.

Considera-se normal um pénis erecto medindo de 13 a 17 cm, e se o seu comprimento estiver fora da banda de 11 a 19,5 cm é considerado ou demasiado curto (micropénis), ou demasiado comprido  (elefantíase), situações estas que quase sempre se podem corrigir por cirurgia (faloplastia), estimando-se que 95% dos homens têm um pénis (erecto) normal. 

A faloplastia natural (sem recurso a próteses ou silicones) para aumento do pénis, é geralmente feita em três fases curtas mas que se arrastam por vários  meses, com adição de tecidos adiposos do homem e que podem acrescentar vários centímetros ao comprimento e ao perímetro do pénis.
Esta intervenção tem os seus riscos (como redução ou  perda de erecção), não sendo aconselhada a quem tenha um pénis de tamanho normal. Um pénis anormalmente comprido pode causar dor e danos internos a uma mulher. Mais importante que o tamanho, é a posição durante o coito, e o comportamento sexual, afectivo e de estimulação, antes e durante o acto sexual.

Como se refere na página 8 (disfunções sexuais), através de bombas, cremes e outros meios químicos é possível obter-se um aumento temporário do pénis, mas estes métodos devem ser usados, preferivelmente, sob conselho médico.

Doenças: Além das doenças venéreas e de impotência, o pénis pode ser afectado por tumores cancerosos sobretudo na glande, por uretrites (inflamação da uretra que pode induzir uma  inflamação da bexiga, dita cistite), priapismo (erecção dolorosa involuntária), a Doença de Peyronie (espessamento fibroso que perturba a erecção), a balanopostite (inflamação da glande e do prepúcio), a balanite (inflamação crónica esbranquiçada, na ponta da glande), a eritroplastia de Queyrat (manchas avermelhadas sob a pele do pénis) que pode tornar-se cancerosa, etc.


Aspecto interno do pénis

1= Próstata 
2= Glândulas Bulbouretral 
(Glândula  Cowper) 
3= Pilar do pénis 
4= Corpos cavernosos 
5= Pele
6= Prepúcio
7= Meato urinário
8= Glande (cabeça) 
9=Corpo esponjoso 
10= Uretra 
11= Bolbo do pénis 

A cabeça do pénis (glande) está normalmente coberta por um prolongamento de pele, o prepúcio. A zona circular que faz a junção da coroa da glande ao corpo do pénis constitui o sulco balano-prepucial, onde há a tendência de se acumular "lixo" e esmegma, uma substância sebácea.

Fimose:

Condição em que  há uma constrição,  endurecimento, ou alongamento exagerado do prepúcio, Se está demasiado apertado e longo,  não  pode ser puxado para trás da cabeça do pénis, provocando dores durante o coito, e pode incentivar infecções.

É vulgar as crianças, ao nascerem, terem o que parece ser uma fimose que desaparece, geralmente, dentro de 5-6 anos.
Se permanecer, esta anomalia deve de ser corrigida  por cirurgia, por volta dos 7 anos, devendo-se desencorajar a retracção forçada do prepúcio pois podem-lhe ser causados ferimentos, e à glande do pénis, com um cicatrizar anómalo que vai piorar a fimose.

Na parafimose, um prepúcio retraído não permite que volte a ser colocado sobre a cabeça, sendo geralmente curado com uma circuncisão.
A correcção de fimose é feita sob um tipo apropriado de anestesia  e é, então, indolor, mas leva umas semanas a sarar e causa certa dor e ardor ao urinar. Por vezes, em bebés, é feita "a sangue frio".
  É uma operação que só deve ser executada em posto médico apropriado, por profissional habilitado.

Um prepúcio normal cobre cerca de dois terços da cabeça do pénis, sem apertos indevidos, e o feitio da glande pode ser mais ou menos achatada, arredondada, em cunha, etc.

Em A tem-se o aspecto de um pénis com fimose bastante pronunciada, em que o prepúcio cobre quase toda a glande, estrangulando-a.
Em B, o prepúcio já seccionado em cima e em baixo, por bisturi, até à zona escolhida, não ultrapassando, geralmente, a coroa da glande.
Em C, as duas "asas" são removidas.

Circuncisão: pequena operação em que o prepúcio é removido devido a uma fimose ou por qualquer outra necessidade física, por preceito religioso ou outro motivo pessoal, deixando a glande exposta, não afectando nem o desejo sexual nem a "eficiência" do pénis durante a cópula.

Está a ser investigado se a circuncisão reduz a probabilidade, no homem, de contrair SIDA através do acto sexual, já que as camadas internas de mucosas do prepúcio (pele que cobre a glande do pénis) contém alta concentração das células que o HIV visa. O tecido do prepúcio contém maior concentração das células CD4+ T, macrófagos e células de Langerhan (LC) nos adultos, do que nas crianças ou no tecido cervical. (Além da absorção normal pela pele do pénis, o vírus da SIDA pode penetrar também pela mucosa uretral ou por perturbações na pele do pénis causadas por fissuras, traumas ou por uma doença genital ulcerosa).

A anomalia mais comum e visível da uretra é o meato urinário desaguar, não na ponta da cabeça do pénis, mas ao longo das linhas ponteadas, como indicado na gravura. 
É uma hipospádia se o meato urinário abriu por debaixo do pénis e não na ponta da cabeça e uma epispadia se a abertura estiver no dorso do pénis.
Também nas mulheres, o orifício urinário pode erradamente desaguar  em qualquer secção do aparelho urinário ou sexual, por exemplo como fístula na vagina, ou até no ânus.

Freios curtos podem  dificultar o acto sexual  e causar dor, por tenderem a encurvar a cabeça do pénis  no acto de penetração.
Estes defeitos, se causarem inconvenientes, podem ser corrigidos por cirurgia. A figura junta mostra um caso muito suave de hipospádia com freio curto.

O freio contém uma pequena artéria que pode causar uma hemorragia séria, se for cortada ou dilacerada acidentalmente
,

O mecanismo da erecção é muito complexo.

Abreviadamente: Os três corpos constituintes do pénis têm artérias, veias e uma certa quantidade de sangue em circulação. Debaixo de estímulo psicológico, ou físico, as artérias trazem grandes volumes de sangue enquanto que as veias se contraem reduzindo a saída do sangue e provocando assim um avolumar considerável e a erecção do pénis.
Este movimento sanguíneo é controlado por duas áreas do sistema central nervoso, o hipotálamo  no cérebro e a região do sacro na coluna vertebral:
O hipotálamo, no cérebro, controla os pensamentos conscientes sexuais  estimulantes e que se originam no cortex cerebral enviando impulsos que espoletam (estimulação psicogénica) a resposta parasinpática da região sacra da coluna vertebral, causando a erecção.

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11) Glossário: A a P
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No entanto esses "pensamentos conscientes" não são absolutamente necessários já que uma estimulação física do pénis pode provocar uma erecção devida a reacção reflexa da coluna.

Uma bexiga muito cheia também pode originar uma erecção.

É de notar que um sonho erótico ou estímulos visuais, como presenciar um acto sexual de terceiros, ou fotografias eróticas, podem causar uma ejaculação com, ou sem, uma erecção.

No entanto a situação ideal de uma erecção "saudável" é que ela venha como uma resposta física, ao pensamento (desejo) de ter uma relação sexual mas, por vezes, essa resposta física falha.

Nota: A maioria dos mamíferos tem um osso chamado báculo ou baculum ou os penis, no pénis. É uma anomalia, extremamente rara, estar presente no homem, devendo ser removido cirurgicamente. Outros mamíferos que o não têm são: cavalos, burros, rinocerontes, coelhos, elefantes, hienas e os cetáceos.

Assuntos relacionados:
Disfunções, impotência, ejaculação prematura, doenças sexuais: página 8.
Afrodisíacos... Viagra, etc:
página 11

(Fim  da  página 5)

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