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Com que idade se pode ser mãe, ou pai? Cada caso é um caso, dependendo da maturidade sexual dos órgãos internos que muitas vezes não está reflectida no aspecto exterior do indivíduo.
Teoricamente, uma rapariga pode
engravidar a partir da menarca ou seja, a partir do momento
em que, pela primeira vez na sua vida, é menstruada («sangra»,
tem a «visita» ou o período) o que, no ocidente, ocorre geralmente entre as
idades de 9 e 16, mais vulgarmente aos 10/13 anos. Na prática, surgem gravidezes antes da menarca ser visível, ou bastante depois de uma aparente menopausa. Por exemplo, em Fevereiro de 2003 uma menina Nicaraguense de 9 anos foi sujeita a um aborto terapêutico, por ter engravidado após uma violação. |
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Em Março de 2004 uma rapariga guineense, de 10 anos, foi detectada grávida de 5 meses. Em 24 de Novembro
de 2007 lia-se que "As autoridades espanholas estão a investigar o caso de uma criança de 11 anos,
grávida de 3 meses, que deu entrada num hospital em Léon..." Em Portugal, o número de grávidas adolescentes ( Segundo a definição da Organização Mundial de Saúde a gravidez na adolescência refere-se a raparigas com idades até aos 19 anos) assume percentagens alarmantes. O Instituto de Estatística, em 2001 diz que houve 1055 gravidezes em moças na faixa etária dos 12 aos 16 anos que, nalguns casos não foi detectada por terceiros, até ao parto. Nas estatísticas oficiais Portuguesas só aparecem referências a gravidezes em raparigas a partir dos 12 anos, quando se sabe que tal tem sucedido antes dessa idade. Estes deslizes (?) de informação podem levar adolescentes, e adultos, a pensarem que não é possível uma moça engravidar se tiver menos de 12 anos. Por razões de ordem física e mental, não só da futura mãe como do bebé, a idade mais aconselhável para uma rapariga ser mãe é entre os 18 e os 35 anos. Fora destes limites há riscos acrescentados de complicações durante a gravidez e parto, e uma maior probabilidade de nascer um bebé com anomalias. A partir dos 35/40 anos aumentam as mutações genéticas, aumentando ligeiramente a hipótese de se dar origem a crianças com problemas. Puberdade e adolescência: Puberdade vem do latim pubere que significa cobrir de pêlos. Quando um bebé nasce, só se sabe se é menino ou menina, por observação dos seus órgãos sexuais externos, dificuldade de identificação esta que se mantém ao longo dos primeiros 3 ou 4 anos, se o modo de vestir, não denunciar quem é quem.
A partir de certa idade (cerca dos 9 anos) um aumento de
secreções cerebrais específicas e de conteúdo
hormonal (sobretudo de estrogéneo e progesterona nas meninas e de testosterona nos meninos),
inicia a fase da puberdade.
Nota: as raparigas
também produzem testosterona, mas em menor quantidade. a)
Caracteres sexuais primários, desenvolvendo os órgãos sexuais
internos (ovários, útero, testículos, etc). SINAIS DE GRAVIDEZ - CONSULTAR MÉDICO O primeiro sinal duma provável gravidez, numa mulher com um período menstrual regular, é a ausência da menstruação no dia previsto. Há outros possíveis indícios tais como: 1.
Necessidade frequente de urinar. Existem produtos que, sem receita médica, se podem comprar em qualquer farmácia e que fazem um teste de gravidez à urina, rápido mas não absolutamente garantido. Pode ser feito um teste de gravidez no sangue (ou na urina) procurando a existência das hormonas gonadotrofinas-cariónicas humanas (HCG) , a partir do 1º dia em que falhou a menstruação. Um médico deve ser consultado tão depressa se suspeitar, ou houver confirmação, duma gravidez.
Sexo sem engravidar? |
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O que se pretende é que não haja ovulação, ou que o espermatozóide não encontre o óvulo ou, se o encontrar, que não o fecunde ou, se o fecundar, que a gravidez não progrida. As instruções médicas e as do produto contraceptivo usado devem ser seguidas rigorosamente!
Métodos de barreira física Há vários métodos para evitar, fisicamente, que o esperma entre em contacto com o útero. Um dos mais antigos é o de isolar o pénis, ou a vagina e/o útero, usando o que vulgarmente chamamos preservativo ou, mais tecnicamente falando, o «Condom». Este último nome parece derivar do latim «condus», que significa receptáculo, ou do termo persa «Komdu ou Kendo» que significa vaso comprido de armazenamento, que era feito de tripa de um animal, mas há quem afirme que deriva de Condom, um dos médicos de Carlos II, rei de Inglaterra (século XVII).
O preservativo feminino (introduzido na vagina) foi, de acordo
com papiros datados de 1800 a.C., o primeiro a ser usado, sob a
forma de um pano ensopado em excremento de crocodilo, mel e outros produtos. Na gíria popular Portuguesa são Preservativos, Camisinhas, Durex, Borrachinhas ou Camisas de Vénus, em homenagem a Vénus, Deusa Romana da beleza e do amor sexual ( Afrodite na mitologia Grega). Os Ingleses chamam-lhe French letters, French disease, Prophylactics, Rubber, Condom, Clear Aspro. Para os Franceses são English Letters, English coats, entre outros nomes. |
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A figura ilustra um preservativo para homem, ainda enrolado à volta do anel tendo, numa ponta fechada, uma teta de recolha de esperma e, na outra ponta aberta, um anel não rígido, que permite ao preservativo agarrar-se ao pénis. O corpo do preservativo é muito elástico e resistente. |
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Preservativos ou Camisinhas, (Condom) para homem. São
usados envolvendo o pénis, não só como meio anticoncepcional mas
também para protecção contra doenças sexuais, descritas na página P3. Modernamente são feitos de látex proveniente do suco leitoso extraído da árvore da borracha, originária do Brasil a que os nativos chamavam Cahuchu ou Cauchu. Sementes foram levadas e plantadas no Ceilão e na Malásia, tendo-se este país tornado no maior produtor mundial de látex.
Há
pessoas alérgicas ao látex. Nestes casos devem procurar-se
preservativos hipoalérgicos, que são preservativos desproteinizados
(retirou-se a proteína que causa a alergia), ou outros como os de poliuretano.
Também os há de borracha, de plástico, e de pele, que não são
aconselháveis. Os de pele e outras membranas naturais, geralmente não são efectivos contra DST's. Como usar o preservativo masculino. Conservá-lo
em sítio fresco e seco, afastado do sol, e respeitar o prazo de
validade. Antes de qualquer relação sexual deve ser enfiado no pénis erecto. |
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| 4. Desenrolá-lo
completamente. Muitos homens quando usam preservativos não
os desenrolam até ao fim, (ou usam preservativos curtos de
mais) para evitar um doloroso arrepanhar de pelos púbicos,
e deixam-no enrolado no anel, aumentando o volume deste, o que pode
proporcionar mais prazer à mulher, mas aumenta o perigo de
infecção. |
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| É
preciso notar que há infecções que podem ser transmitidas
durante as relações sexuais, se o preservativo masculino,
não cobre todo o pénis. Mesmo que o cubra, ele não
protege o escroto, nem a zona dos pêlos púbicos, nem o
ventre. Neste aspecto o preservativo feminino é mais eficaz.
5. Lubrificantes? Se for necessário adicionar mais lubrificante ao que vem com ele ( há preservativos que não trazem lubrificante), evitando produtos à base de derivados de petróleo ou óleos como vaselina, parafina, loções corporais etc, pois podem-no danificar. Preferir lubrificantes à base de água, por exemplo, Top Gel, Sensilube, Ky-Gel, Viscogel, ou qualquer outro recomendado pelo fabricante do preservativo. Em condoms de poliuretano, pode-se usar lubrificantes à base de óleo. 6. Depois duma ejaculação, o pénis não deve permanecer na vagina com o condom porque perde endurecimento e há o perigo do preservativo se perder dentro da vagina. Segurar a parte do condom que está fora da vagina (pelo anel) e retirar o pénis com cuidado para que o preservativo não se solte.É contraproducente «reciclar» um preservativo. Há quem assegure que o uso de dois preservativos sobrepostos é pior do que usar apenas um, porque a fricção entre eles os pode romper. |
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7. Há
preservativos com espermicida que matam ou imobilizam os
espermatozóides, há-os de diferente espessura,
texturados para dar mais prazer; há-os perfumados, com
sabores, etc. |
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São
feitos de poliuretano, material anti-alérgico mais fino e resistente
do que o látex das camisinhas vulgares masculinas, e há
quem os prefira por permitirem uma melhor passagem de calor, logo
uma maior sensibilidade. Parece-se com uma camisinha masculina mas
é bastante mais larga e um pouco mais longa. Em vez da teta
de recolha de esperma, tem um anel flexível selado, a introduzir
bem fundo na vagina depois de comprimido entre os dedos para entrar
como uma cunha, e um outro maior e aberto que, no exterior, deve
cobrir os lábios vulvares. Não devem ser reusados mas,
sendo mais resistentes que os preservativos para homem, há
quem o faça, depois de bem lavados e lubrificados. De início
são um bocado difíceis de inserir, requerendo alguma
prática, e confirmar que o pénis entra no interior do
preservativo e não entre o preservativo e a parede vaginal.
São mais caros que o preservativo masculino. AVISO: Os métodos contraceptivos que se seguem não protegem contra doenças sexuais contagiosas. |
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Outros tipos de preservativos:
A capa cervical: A prática, que se está a vulgarizar entre adolescentes, de usarem os tampões (descritos na pág. 10 sobre menstruação) como preservativos de barreira física, é perigosa! Quem brinca com o fogo ... |
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Dispositivo intra-uterino (DIU) : São dispositivos, estreitos e flexíveis, de aspecto muito variável, inseridos no útero com instrumentos parecidos com uma seringa de ponta longa que contem o DIU. Ao retirar-se a seringa o Diu é deixado na cavidade uterina, abre-se, e toma, a forma de um grande T (figura ao lado), S, ou de um L invertido. |
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A
cabeça e as pontas arredondadas do DIU reduzem a probabilidade de perfuração
do útero, mas por vezes tal desastre sucede. Cerca de 3 meses depois de ser inserido é conveniente uma visita ao médico para confirmar que tudo está bem. O DIU evita a concepção provocando uma reacção inflamatória dentro do útero, que atrai os glóbulos brancos, os quais produzem substâncias venenosas para o esperma e não deixa o endométrio (camada interna uterina) desenvolver um óvulo que porventura tenha sido fecundado. Esta inflamação desaparece quando o DIU é retirado. São bastante eficazes como contraceptivos. O DIU à base de progesterona actua por cerca de um ano, e o que liberta cobre pode actuar por cerca de 10 anos, mas podem provocar infecções, perfurações do útero, corrimento sangrento e gravidez ectópica ou abortos. Devem ser evitados se se pretender, num futuro muito próximo, engravidar. Eficácia de 99,4%. Esterilização cirúrgica Tempos
atrás era uma opção irreversível mas novas tecnologias
cirúrgicas dão agora uma certa possibilidade de reversão.
Pela Lei Portuguesa, só depois dos 25 anos se pode optar por este método.
Antes dessa idade só é permitido por graves razões de saúde física
ou mental. Métodos de barreira química Espermicidas
(ou espermaticidas): Esponja com espermicida, tampões, óvulos,
cones, comprimidos, geleias, espumas, cremes e as "unidoses"
em tubos de longa ponteira. Devem ser introduzidos
profundamente na vagina, cobrindo o colo do útero, e deixar
activar durante uns minutos em posição deitada de costas,
antes de qualquer relação sexual, evitando ultrapassar os 30 minutos. É aconselhável que sejam usados conjuntamente com, por exemplo, o diafragma, e não por si sós, já que neste caso a sua eficácia ronda apenas os 82%. Métodos de contracepção hormonal «Pílula» contraceptiva, tomada regularmente, com estrogénios e progestagénios (pílula hormonal combinada) ou, na fórmula mais simples, a minipílula, apenas com progesterona e que é mais usada durante a amamentação, ou em mulheres fumadoras com mais de 35 anos. Esta
pílulas não devem ser tomadas sem ordem médica, havendo
muitos casos em que são contra-indicada como, por exemplo, havendo
doenças de fígado, caroços no peito, diabetes, hipertensão,
tuberculose, etc. Fumar aumenta os riscos cardiovasculares da pílula, sobretudo em mulheres com mais de 35 anos. A combinação de estrogénio e progesterona actua em 3 frentes: Impede a libertação e a fecundação do óvulo, dificulta a entrada do esperma nas trompas e impossibilita a preparação do útero para a implantação do ovo. Para além do seu efeito contraceptivo e de regularizar o ciclo menstrual, também reduz o fluxo menstrual e, podem reduzir a dor e a tensão pré-menstrual se, pelo contrário, não piorarem estas anomalias. Na pílula monofásica as duas hormonas têm a mesma dose ao longo do ciclo, enquanto que nas trifásicas as doses destas hormonas variam ao longo do ciclo. Existem basicamente dois tipos de embalagem: Carteira de 21 comprimidos ( toma-se diariamente até acabar e pára-se durante 7 dias, recomeçando nova carteira ao 8º dia), e carteira de 28 comprimidos (toma-se todos os dias até acabar a carteira e inicia-se uma outra no dia seguinte, sem parar um único dia). Se por qualquer motivo não se ingerir o comprimido na hora habitual, e se o produto usado não vem com instruções específicas para este percalço, então deve ser tomado assim que possível antes de terem passado 24 horas. Deixando ultrapassar 36 horas deitar fora o comprimido em falta, continuar a tomar a pílula no próximo dia como seria habitual e, nos 10 dias seguintes usar outro método contraceptivo complementar, por exemplo o preservativo, ou outro, de barreira. De qualquer modo consultar o médico de família, ou centro apropriado. É a pílula infalível? Em uso normal a pílula tem uma eficácia de quase 100%, mas pode perdê-la no caso de vómitos ou diarreia nas primeiras 4 ou 5 horas após a toma do comprimido, ou por acção de outros medicamentos, como sejam: alguns antibióticos, antivíricos, antifungicos (rifampicina, rifabutina e griseofulvina) e alguns medicamentos para tratamento de ansiedade, nervosismo, convulsões (epilepsia), mesmo de origem homeopática. A eficácia da minipílula é ligeiramente inferior à da pílula combinada, sendo de cerca de 99,5%. Efeitos
secundários? Se este efeitos se
mantiverem, ou forem graves, consultar médico: Curiosidade: O anel vaginal, com estrógenos e progesterona, parece-se muito com o anel dum preservativo vulgar, mas mais grosso e com cerca de 5,3 cm de diâmetro. É colocado na vagina na zona do colo do útero, durante 3 semanas e retirado por cerca de uma semana, em que ocorre o período menstrual, devendo ser substituído por outro no novo ciclo. Os seus efeitos no homem, por absorção directa pelo pénis das hormonas durante o coito não protegido por camisinha, não está completamente averiguado. Eficácia de 99,7%. Injecções e implante subcutâneo, com progesterona, de longo (de um mês a vários anos) ou curto prazo de actuação, aplicados por entidade médica habilitada. O implante tem o aspecto de um fósforo que é inserido por um médico vulgarmente sob a pele do braço, lentamente libertando progesterona, que impede a ovulação e aumenta a viscosidade do muco cervical, dificultando o movimento dos espermatozóides. Eficácia: Injecção, 99,7% ; implante, 99,9%. Adesivos transdérmicos, contendo estrogénios e progestagénios, activos cerca de uma semana. São colocados na barriga, no braço ou nas costas, mas nunca no peito. Usam-se 3 adesivos, um por semana, cobrindo 3 semanas consecutivas e, na 4ª semana, não se põe nenhum, repetindo-se assim um ciclo de 28 dias, similar à da toma da «pílula». Têm uma alta eficácia. de cerca de 99,7%.
Métodos
naturais ou rítmicos:
Coito
interrompido,
retirada, "fuga do leão", Onanismo, em
que o pénis é retirado da vagina antes da ejaculação. Ter em consideração que estes métodos têm um grau elevado de falhanços porque os períodos são muitas vezes irregulares e a temperatura pode variar devido a vários factores. O método do muco cervical, ou método Billings: Consiste em observar a cor, abundância, consistência e viscosidade do muco cervical presente na vagina e que é gerado por altura da ovulação para favorecer a mobilidade de eventuais espermatozóides. Os dias férteis são aqueles em que o muco é mais abundante, líquido ou fino, claro, distensível ou seja, não se parte se esticado (muco fértil). Deve-se esperar até que o muco se torne mais reduzido, espesso, pegajoso não distensível e turvo (muco infértil). É um método difícil de implementar devido à necessidade de se colher o muco bem dentro da vagina, e qualquer infecção vaginal ou do útero pode influenciar as suas características. |
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Métodos
altamente falíveis naturais ou rítmicos: No
gráfico, os dias referenciados com traço a verde, são os mais seguros (?!) para se evitar uma gravidez. |
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Chama-se método sintotérmico à conjugação destes
últimos 3 métodos. Humor Uma senhora que engravidava com facilidade foi ao médico pedindo que este lhe indicasse um método anticoncepcional natural, infalível e barato. O médico recomendou-lhe que comesse uma maçã. À noite, quando o marido começou a arrastar-lhe a asa, ela lembrou-se do conselho do médico para comer uma maça, mas apercebeu-se que não estava certa quando o devia fazer. Telefonou ao médico e perguntou-lhe: "Sr Dr., a maçã é para antes ou depois de..." Respondeu-lhe o médico: " Nem é para antes, nem para depois de....É em vez de..."
Menstruação, um método de contracepção?
"Preservativo"
roturado? Esquecimento da pílula? Sexo não protegido? O que fazer? |
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Contracepção de emergência, pós-coital - «A pílula do dia seguinte» Uma preparação de hormonas, ou de um simples derivado hormonal (com elevado teor de estrogénios) é tomada em duas doses separadas cerca de 12 horas, sendo recomendado acrescentar um antiemético. O primeiro comprimido deve ser tomado logo que possível após a relação sexual desprotegida ( ou falha de um método contraceptivo, como por exemplo: rotura do preservativo, expulsão do DIU, deslocamento do diafragma vaginal, esquecimento de toma de pílula contraceptiva, etc), e o segundo comprimido entre no mínimo 12 e no máximo 24 horas após a primeira toma. A eficácia deste método é maior (99%) se o primeiro comprimido for tomado nas 24 horas imediatamente posteriores à relação sexual desprotegida sendo substancialmente reduzida (58% a 70%) se for tomado mais de 48 horas (até tomado se tiverem decorrido mais de 72 horas (3 dias). Este tipo de produto interfere com o balanço endócrino e altera o desenvolvimento do endométrio (parede interna do útero onde se dá a nidação do óvulo fecundado). Não é considerado um produto abortivo pois não interrompe uma gravidez que já se tenha iniciado e, por enquanto, não foi detectado qualquer efeito nocivo sobre o feto se este se continuar a desenvolver até a um parto Este
produto apenas protege a relação
sexual, ou relações sexuais, que se teve, no máximo, nos três
dias anteriores. Deixa-se de se ficar protegido com respeito às
relações sexuais que se seguem à sua toma. Este produto não é recomendado a pessoas com probabilidade de ocorrência de gravidez ectópica (Ver página P7), e poderá proporcionar os seguintes efeitos indesejáveis após a sua toma: náuseas e vómitos, tonturas e cefaleia, dores abdominais, tensão mamaria, aparecimento de hemorragia vaginal e fadiga. Esta opção não deve ser usada como um método normal de contracepção (ou tentativa abortiva) e a sua eficácia é inferior à da " pílula" tomada regularmente. Usa-se ocasionalmente e não mais de uma vez no mesmo ciclo menstrual. Há outros métodos químicos ou físicos de emergência, tal como a inserção dum dispositivo intra-uterino (DIU) até ao quarto/quinto dia depois do coito, mas ajuda médica deve ser procurada.
ABORTO terapêutico ou «desmanche» Em Portugal (ano de 2007) o aborto é legal até às 12 semanas em caso de "risco de vida ou de grave lesão permanente para a saúde física ou mental da mulher", é permitido até às 16 semanas em caso de violação ou crime sexual (não sendo necessário que haja queixa policial), e até às 24 semanas em caso de malformação do feto. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, aborto ou abortamento é a terminação de gravidez antes do feto atingir 500gr de peso ou antes de 20-22 semanas de vida intra-uterina. Não há um consenso na escolha entre o direito relativo da mulher em não querer continuar com a gravidez («Na minha barriga mando eu» é um slogan de muitas mulheres) e o direito à vida que o feto tem e que não está em condições de o exigir. Em Junho de 1998 realizou-se um
referendo sobre a despenalização do aborto. Apenas
votaram 31,8% dos eleitores, e destes, 50,5 % votaram não,
que assim ganhou por magra margem, de uma maneira não
vinculativa. A 12 de Fevereiro de 2007 realizou-se um segundo
referendo sobre a despenalização da IVG, "a
pedido da mulher e quando realizada nas primeiras 10 semanas de
gravidez, em estabelecimento público ou publicamente reconhecido".
Resultado, excluindo votos nulos e em branco: Curiosidade: Nos E.U.A. um terço
dos abortos são feitos em mulheres com 19 anos ou menos, e
três quartos são feitos em mulheres não casadas. Se o aborto for feito por pessoal pouco qualificado ou em circunstâncias não adequadas acarreta um elevado risco de mortalidade ou de sérias complicações. Estas aumentam muito se o aborto é feito depois das 20-22 semanas de gestação. O «desmanche» pode ser obtido através de medicamentos ou por intervenção mecânica. Nota: Não há consenso sobre quando a vida humana (pessoa) começa, dizendo uns que é no momento da fecundação ou concepção (junção do núcleo aplóide do óvulo com o núcleo aplóide do espermatozóide, porque é a partir daqui que a informação genética diplóide do futuro adulto está presente: 23+23=46 cromossomas.
Ver página 7), outros dizem
que é no momento de nidação do blastocisto no endométrio (mucosa
da cavidade uterina, porque é a partir daqui que há uma ancoragem
do feto à mãe), que se dá entre 5 a 10 dias depois da fecundação,
para outros, a "vida humana" começa entre o 10º e o 14º
dia após a fecundação, porque é a partir daqui que começa a
germinar um sistema nervoso rudimentar, mas para outros é só a partir da décima semana da
gravidez, em que o sistema nervoso se desenvolve com mais vigor. |
| Ao fim da nona semana o feto já tem um coração funcional, reage a certos estímulos, e tem um aspecto que se assemelha à de um ser humano. Duas
perguntas pertinentes como resultado da aprovação de
prática de aborto legal, são: Uma outra questão que se levanta é o de se saber o que sucederá aos despojos humanos resultante dos abortos, já que se suspeita haver um mercado negro desses despojos, que são usados quer em investigação genética quer em produtos de cosmética. (Fim da página 6)
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