Doenças e disfunções sexuais    (Página 8 de 12)

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1) Sexo e Sociedade
2) Sexualidade e Escola
3) Quando começar.
 Virgindade real e falsa.
 Cancro  uterino.
     
4) Genitais femininos.
 Cancro genital e das mamas
5) Genitais masculinos.
 Cancro da próstata.
6) Gravidez, contracepção,
 aborto, preservativos.
7) A Reprodução, causas de infertilidade    
8) Doenças e disfunções
 sexuais. 
    «---
9) Sexo oral, coito anal,
  homossexualidade.
10) Menstruação, pensos,
 masturbação, Ponto G.

posições sexuais.
11) Glossário: A a P
  Afrodisíacos.... Pedofilia
12) Glossário: Q a Z
 Sadismo ... SIDA... vulva
Responsabilidade!

 Sangue na urina, mal estar, febre, ou corrimento anormal, secreções com ou sem pus, ardor, manchas, comichão,  cheiros anormais, bolhas, feridas, caroços nas «partes privadas»?
 
Consultar médico!

Algumas doenças sexualmente transmissíveis (DST)

São inúmeras as doenças do foro sexual, e podem ser causadas por: Fungos, protozoários, vírus, bactérias simples e espiraladas, parasitas, etc. Atacam através da pele, da vagina, do ânus, da boca ou do pénis, sobretudo por contacto sexual:

Cancro duro: Um estágio no desenvolvimento da Sífilis. Ver Sífilis
Cancro mole, vulgarmente conhecido por «cavalo» ou «mula», devido ao bacilo de Ducrey. Caracteriza-se por uma ulceração profunda, preenchida por uma crosta amarelada, situada habitualmente no prepúcio, no homem, e nos grandes lábios da vulva, na mulher. Pode causar ingurgitamento dos gânglios linfáticos (ínguas)  na região da virilha, com alguma dor, e feridas de contorno irregular, que largam pus e, por vezes, sangue
Cancro uterino: Está considerado um candidato a uma DST.
Descrito na página 3
Candidíase, causado por leveduras pertencente ao género Candida, ("fungos Candida albicans"), e pode ser adquirida não só através de relações  sexuais. Provoca coceira na zona genital, geralmente acompanha de vermelhidão, ou erupção de pequenas pústulas esbranquiçadas, inchaço, possíveis pequenas bolhas e,  na mulher pode causar corrimento com aspecto de coalhada. Há factores que predispõem a esta infecção: gravidez, diabetes, uso de contraceptivos orais, uso de antibióticos. Em indivíduos enfraquecidos ou imunodeprimidos,  pode propagar-se aos órgãos profundos (candidíase broncopulmonar ou urinária) e tornar-se septicémica, provocando complicações neurológicas e cardíacas.

Cistite: inflamação da bexiga, que pode, ou não,  ter sido causada por uma DST.

Clamídia ou Chlamydia, doença causada pela Chlamydia trachomatis  (um microorganismo de forma esférica, Gram-negativo, simultaneamente próximo das bactérias e dos vírus) causando cistites, uretrites não gonocócicas ou cervites na mulher, e prostatites e uretrites nos homens. Causa ardor ao urinar e algum corrimento no pénis ou vagina. Na mulher a clamídia pode manifesta-se de repente e pode, por vezes, ser confundida com apendicite. Pode causar infertilidade e doenças inflamatórias do útero e trompas e, no homem, infecção dos testículos.

Condiloma: Tumor rosado semelhante a uma verruga,  de tamanho muito variado e muito contagioso, devido à acção de um vírus.
Condiloma acuminado (cristas de galo ou vegetação venérea): Tumores muito contagiosos,  pontiagudos, muitas vezes agrupados com o aspecto de couve-flor.
Condiloma plano: manifestação no período secundário  da sífilis.
DIP: Doença Inflamatória Pélvica, é uma das 10 doenças mais comuns nas mulheres, tratando-se de uma infecção do tracto reprodutivo superior, afectando sobretudo as trompas de Falópio, com possível formação de abcessos dolorosos que, se não forem tratados, podem conduzir à esterilidade e a outras infecções no abdómen. A DIP é geralmente causada por outra DST, como a clamídia, por exemplo.
Gardenose vaginal, causa um corrimento acinzentado com cheiro forte.
Gonorreia, Blenorragia ( pop. Esquentamento ) : Genericamente referido como qualquer corrimento crónico mucopurulento. É uma uretrite gonocócica causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, uma inflamação purulenta, uma doença extremamente contagiosa que se manifesta entre 2 e 10 dias após o contágio, muito fácil de ser transmitida inclusivamente por sexo anal ou oral. A probabilidade de contrair essa doença de um companheiro contaminado é de 90%. Provoca dor ou sensação de queimadura ao urinar, coceira na zona genital, secreção com pus no pénis. Na mulher os sintomas por vezes tardam a manifestarem-se, e são mais difíceis de detectar exteriormente já que o pus pode estar localizado no colo do útero e assim não ser muito visível. Pode causar  um aborto espontâneo, gravidez ectópica, infertilidade, artrite aguda, infecção generalizada, miocardite, meningite. Na altura de um parto, de mãe contagiada, o recém-nascido pode ser infectado.
Hepatite B, de origem viral, ataca não só através do contacto sexual mas por contágio via sangue. Ataca as células do fígado causando cirrose e cancro hepático, e até morte. Os sintomas possíveis são muito variados como o amarelecer da pele e "do branco" dos olhos, cansaço, náusea, vómitos, febre, urina escura, fezes mais claras, e dores pelo corpo. Pode tornar-se crónico, existindo pessoas que não desenvolvem a doença mas podem contaminar seus parceiros sexuais. Existe uma vacina contra esta doença.
Herpes genital, produzida pelo vírus Herpes simplex. É transmitida não só por contactos sexuais mas também por contacto com roupas íntimas contaminadas, toalhas, etc. Causa prurido, erupção de pequenas bolhas transparentes ou vesículas,  muitas vezes agrupadas num fundo avermelhado, coceira ou dor nas partes genitais e, às vezes, sintomas que se confundem com gripe. (No chamado herpes bocal,  bolhas, feridas, aftas, aparecem dentro e fora da boca e até no nariz). As bolhas normalmente dentro de uns dias transformam-se em feridas que cicatrizam espontaneamente. O herpes genital da mulher pode causar, aborto espontâneo, parto prematuro, infecções nos órgãos genitais que, num recém-nascido, poderá originar uma infecção grave: a meningite herpética.
Herpes labial: Pode ser transmitida pelo beijo ou por se beber por um copo usado por uma pessoa infectada, produzindo uma ferida inestética e dolorosa no lábio, e pode ser transmitida a outra parte do corpo como narinas e olhos, por exemplo. O sol pode provocar este tipo de herpes.
Mononucleose infecciosa: Ou doença do beijo ou doença dos noivos, por ser mais vulgarmente transmitida pela saliva no beijo boca a boca,  é uma doença infecciosa transmitida pelo vírus Epstein-Barr, caracterizada pela existência no sangue de um número anormalmente elevado de leucócitos mononucleares (célula que tem um só núcleo). Pode apresentar sintomas parecidos com gripe, febre, fraqueza, perda de apetite, mal-estar, cansaço, náuseas, dor muscular, de cabeça ou de garganta, etc. Por vezes causa dilatação do baço. A duração da doença varia de uma a várias semanas e tende a desaparecer por si, sendo recomendado aos afectados o maior descanso possível.
Sida, detalhes na página 12.

Sífilis, produzida pela bactéria espiralada Treponema pallidum, extremamente infecciosa. Chegou a ser um dos grandes flagelos da humanidade, atingindo um pico máximo durante a Segunda Guerra Mundial. Passou a estar  controlada eficazmente, mas está a verificar-se um assustador ressurgimento, e uma pessoa que tenha sido curada de sífilis não fica imune de voltar a infectar-se.
Doença transmitida por hereditariedade, por contacto sexual, pelo beijo, ou até por contacto com material infectado. É a doença de contornos sexuais mais perigosa, depois da SIDA, podendo levar  meses a manifestar-se, com uma natureza sistémica, ou seja, usando o sistema linfático como veículo, ataca todo o organismo. Pode infectar um feto durante a gravidez, causando graves problemas. Inicialmente ataca rapidamente e depois evolui de forma lenta e crónica, com períodos agudos e de latência. O primeiro estágio é:
Sífilis primária: fase muito contagiosa, apresenta uma lesão primária, dita cancro sifilítico ou cancro duro ou sifiloma, no local da infecção. Começa como uma pequena área avermelhada  saliente que se converte numa ferida (úlcera), ou feridas pouco dolorosas, de bordas endurecidas que, se tocadas, libertam uma excreção transparente muito contagiosa. Estes sinais desaparecem naturalmente em poucas semanas dando a falsa ilusão de que o indivíduo afectado se curou. Passados cerca de 1 a 3 meses, entra-se no segundo estágio...
Sífilis secundária, fase muito contagiosa, com inúmeros sintomas, como manchas  avermelhadas na pele, feridas, bolhas na cara, inflamação dos olhos, dos ossos e articulações, sangrar na boca, sensação de mal estar, náusea, vómitos, fadiga, anemia, dor de cabeça, etc, distúrbios estes que podem desaparecer naturalmente, dando lugar a um terceiro estágio...
Sífilis terciária, considerada não contagiosa, sem sintomas visíveis ou, pelo contrário, com sintomas muito variados. É dividida em 3 grupos: 
a) Sífilis terciária benigna, um estágio que pode ser caracterizado por  sífilides e gomas (tumores sifilíticos) com febre, caroços doridos dispersos pelo corpo, borbulhas na cara, queda de tufos de cabelo.
b)  Sífilis cardiovascular que pode causar dor no peito, insuficiência cardíaca e morte.
c)  Neurossífiles  com três categorias:
c-1) meningovascular, atacando o cérebreo e/ou a espinal medula, com várias consequências.
c-2) parética (ou parilisia do louco) que começa com alterações de comportamento do afectado e acaba geralmente em demência
c-3) tabética que ataca a espinal medula, com várias consequências.
É um estágio latente, que pode durar vários anos ou para o resto da vida, em que se não verificam sintomas, embora ocasionalmente as úlceras possam reaparecer.

Em resumo, a sífilis é uma doença muito contagiosa e que pode ser passada à descendência. Se não for tratada  causa não só grandes distúrbios fisiológicos, atacando múltiplos órgãos como os olhos, a pele, os ossos, o sistema cardiovascular e o sistema nervoso, mas igualmente demência e outros distúrbios psicológicos assim como aborto espontâneo, parto prematuro, paralisia e até morte.
Chama-se sifilologista ou sifilólogo à pessoa que se dedica ao estudo da sífilis, e sifilologia  (sifilolografia, sifiligrafia) ao estudo (ou tratado) sobre a sífilis.

Tricomoníase genital, causada pelo Trichomonas, um protozoário flagelado, e pode provocar irritações e infecções crónicas das vias genitais e da uretra, com secreção amarelada e malcheirosa.
Uretrite: uma inflamação da uretra que pode, ou não, ter sido causada por uma DST.
Urorragia: hemorragia pelas vias urinárias que pode, ou não, ser causada por uma DST.
VHP, uma infecção causada por um grupo de vírus (HPV ou Human Papilloma Viruses- Virus do papiloma humano), transmitida por coito ou por um simples contacto sem penetração, entre órgãos genitais. Muito vulgar, causa lesões verrugosas tipo couve-flor, não dolorosas, por toda a região genital, no ânus e, nas mulheres, também no colo do útero.
É uma doença por vezes incurável ou tendendo a adormecer aparentemente curada e, depois, a reaparecer.
Existe uma provável correlação entre  infecções pelo papilomavírus e o cancro do útero e vulva e, mais raro, o cancro do pénis e ânus.

Curiosidade: Estima-se que em certas zonas costeiras da República da África do Sul, 30% dos adultos e 5% de jovens, não europeus, estejam infectados com alguma variante de doença venérea.

Apesar de toda a informação que tem sido dada sobre as DST's, parece que estas estão a aumentar após uma quebra na sua incidência. A sífilis, que era uma doença mais ou menos controlada, está a reaparecer a um ritmo assustador em certos países.

Algumas disfunções sexuais
Consultar, entre outras alternativas, a linha SOS Dificuldades Sexuais 808 206 206

Na página 5 referiu-se ao mecanismo da erecção masculina. A actuação sexual masculina ou feminina, numa cópula, é controlada por uma interligação de várias partes do sistema nervoso, e cobre 4 etapas:

Desejo: o querer-se participar num acto sexual. Pode ser estimulado por pensamentos, ou estímulos visuais ou verbais
Excitação: No homem causa uma erecção e um aquecimento do pénis e,  na mulher, uma intumescência da vulva, seios e clítoris, e um humedecimento e aquecimento dos lábios vulvares  e da vagina.
Orgasmo: Clímax da excitação, geralmente no findar dum acto sexual. No homem o sémen é ejaculado e na mulher, há um aumento do humedecimento genital, por vexes acompanhado de outras reacções particulares, aprazíveis.
Resolução: Depois do orgasmo surge uma sensação de relaxação e cansaço. Após uma ejaculação os homens precisam de um tempo de recuperação antes de terem outra erecção (período refractário). As mulheres não têm este período de espera.

As disfunções sexuais afectam 3 áreas: desejo, excitação e orgasmo.

As disfunções mais comuns nas mulheres são:

Desejo sexual inibido e aversão sexual: falta de interesse em ter sexo (frigidez, frieza sexual, anafrodisia).

Excitação sexual inibida: Se, aceitando um acto sexual, não consegue excitar-se e obter suficiente lubrificação natural vaginal.

Disfunção orgástica: Se não atinge o orgasmo muitas ou na maioria das vezes.

Por vezes pensa-se que a testosterona é uma hormona só encontrada nos homens mas, na realidade, ela existe nas mulheres e é ela que lhe dá o desejo sexual. Em meados de 2004 apareceu no mercado um emplastro impregnado de testosterona que a mulher coloca sobre a barriga, durante duas semanas, para que a esta hormona passe ao seu sistema sanguíneo, sendo dito que aumenta o desejo sexual em 74% dos casos, especialmente em mulheres que sofreram uma histerectomia ( remoção do útero). 

Curiosidade: Há «camisinhas» com um anel volumoso e rugoso, na base, próprio para aumentar a excitação na mulher ao esfregar o clítoris, e há anéis soltos para o mesmo fim, que se podem colocar no pénis, com ou sem "camisinhas".

As disfunções mais comuns nos homens são:

Ausência ou diminuição de desejo sexual (líbido): com várias causas psicológicas, morais ou físicas como, por exemplo, um decréscimo de níveis de androgénios (testosterona). Em caso extremo de trauma sexual pode-se ter aversão sexual.

Disfunção eréctil (impotência) ou DE, quando não se consegue obter ou manter uma erecção adequada para permitir uma penetração e coito, ou masturbação. Nada tem a ver com ejaculação, a líbido ou fertilidade, mas algumas entidades  medicas consideram a infertilidade  uma disfunção sexual.. Relatórios médicos tendem a apontar  idades a partir dos 55 anos, como aquelas em que é mais dominante, mas...

É preciso desfazer a ideia que a impotência só afecta adultos. É normal que a habilidade sexual diminua gradualmente com a idade, a partir de certo momento, mas é verdade que há impotentes a todos os níveis etários, mesmo entre adolescentes, que há casos de impotentes juvenis que o deixam de ser em idades mais avançadas (sem a ajuda  de «Viagras»), e que há pessoas idosas sexualmente mais potentes que muitos jovens.

A remoção total da próstata, tendia a causar impotência, mas novos métodos cirúrgicos podem salvar os nervos indo ao pénis, e uma erecção é assim possível.

A quebra do tabu sexual conduziu a uma liberalização anárquica da sexualidade, colocando um pesado fardo sobre o homem  que se vê sob a obrigatoriedade diária de mostrar o que vale sexualmente, mas o seu aparelho sexual não foi desenhado, pela natureza, para tal esforço.

Uma relação sexual é um acto fisicamente desgastante para o homem. Medicamentos como o Viagra apenas facilitam uma erecção pontual e trabalham como uma chicotada física e psíquica que tem de ser compensada com repouso físico e mental, e com uma alimentação adequada, evitando-se abusos de álcool e tabaco

A nível mundial estima-se que 10% dos homens são impotentes mas, como se referiu, não é necessariamente selectivo com idades, embora apareçam frequentes referências de problemas com homens com mais de 40 ou 45 anos.

CAUSA E ... CURA ?

Há várias razões para as DE.
Podem ser motivadas por distúrbios físicos, como deficiências ou deformações nos órgãos genitais, debilidade geral, danos na espinal-medula,  doenças como a diabetes, a esclerose múltipla, a hipertensão, problemas renais e cardiovasculares, estilos de vida como tabagismo, alcoolismo, falta de repouso, alimentação inadequada, toxicodependência, «perder noites em excesso», etc, por bloqueios psicológicos ou factores psicossociais como estados depressivos de tensão (stress), causado por problemas familiares, de trabalho, ou financeiros, por inibição religiosa, receios de doença ou gravidez, sexo «imoral» como numa relação adulterosa, repugnância da condição física do parceiro, inimizade, etc, por efeitos secundários de medicação para outras anomalias sobretudo antidepressivos, ansiolíticos, ou anti-ipertensivos, ou por falta de procedimento apropriado (carência afectiva ou de carícias de zonas erógenas) durante o encontro amoroso.

Se a DE tem causa  funcional  pode ser investigado com testes sanguíneos aos níveis de testosterona, tiroxina, prolactina, hormona luteinizante, glicose, etc.


P
ara além de tratamento «mental», que possa ser necessário, e de correcção de estilos de vida prejudiciais, é uma anomalia que se tenta corrigir, em casos muito graves, com próteses rígidas ou insufláveis, internas ou externas e, em casos menos graves, com bombas internas «hidráulicas», com bombas de sucção externas (por vácuo parcial) que incham o pénis e, uma vez atingida uma erecção, com a colocação de anéis (argolas, bandas) de silicone, bloqueadores de fuga de sangue, referidos mais abaixo, com aplicação  de postaglandinas sob a forma de injecção intracavernosa no pénis, injecções de papaverina nos corpos cavernosos, com uso de comprimido uretral (provocam  certa dor), com cremes, com medicamentos como o Viagra, o Cialis e o Levitra, procura de estimulantes eróticos (Ver afrodisíacos na pág 11),  etc.

Os falhas sexuais esporádicas, ou «negas», na gíria popular, se não forem entendidas como tais e desdramatizadas, podem provocar muita ansiedade, perda de confiança e da auto estima, com consequências desastrosas. É absolutamente necessário quebrar a crença que uma nega ocasional significa uma impotência crónica.

ADVERTÊNCIA:

Viagra, Cialis, Levitra, tornaram-se nomes de domínio público, e entraram no seu imaginário de modo que, muitas vezes, até são evocados  em anedotas.

A referência aos mesmos, neste site, é feita exclusivamente como inevitável informação académica, e não é, de modo algum, uma recomendação para a sua utilização.

Estes medicamentos só devem ser tomados com  supervisão médica.  A sua eficácia não é de 100%, e o seu uso indevido pode provocar sérios danos, incluindo a morte

Cialis

Composto: tadalafil
Cor: Amarela
Posologia: 30 minutos antes do acto sexual 
Não indicado a quem toma medicamentos com nitratos, etc
Intervalo entre tomas: 24 horas
Actua por: 24 a 36 horas

Levitra

Composto: vardenafil
Cor: Laranja
Posologia: 25 a 60 minutos antes do acto sexual
Não indicado a quem toma medicamentos com nitratos, etc
Intervalo entre tomas: 24 horas
Actua por:  5 hora

Viagra

Composto: sildenafil
Cor: Azul
Posologia: 15 minutos antes do acto sexual
Não indicado a quem toma medicamentos com nitratos, etc
Intervalo entre tomas: 24 horas
Actua por:  6 horas

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Nota: O Cialis também é comercializado em pastilhas que se dissolvem debaixo da língua e, segundo o fabricante, actua em cerca de 15 minutos.

Viagra, Levitra e Cialis são inibidores orais de fosfodiesterase tipo 5 (PDE5) que é um enzima que elimina o cGMP necessário para relaxar os músculos lisos dos corpos cavernosos no pénis que, por sua vez, permitem um fluxo acrescido de sangue para o seu interior e bloqueiam a sua saída, entumecendo-o.

Está em estudo uma nova droga, a ABT-724 que age nos receptores cerebrais de uma molécula chamada dopamina, estimulante do desejo sexual e da erecção. Pretende-se assim completar o espectro de drogas úteis no combate à impotência já que os "Viagras" nem sempre são efectivos (eficácia dos 60% a 80%) , sobretudo em certos casos de doentes diabéticos, ou de frigidez feminina. Uma possibilidade é ser usada em combinação com o Viagra.

Está também prometido para 2009 a venda de "chocolates orgásticos" contendo altas doses de feniletilamina, um químico produzido no acto sexual, e relacionado com a dopamina e adrenalina, substâncias estas que aumentam as sensações corpóreas.

Ejaculação prematura ou precoce, é um problema muito vulgar e frustrante sendo o problema sexual masculino mais comum. Sucede se a ejaculação se dá muito antes do que o  desejado  e, por vezes, dá-se mesmo antes  de uma penetração. Há métodos físicos como controlo por forte contracção muscular do pénis, e o uso de cremes  retardantes que por vezes até são incorporados em preservativos e que podem ajudar um pouco, mas remédio milagroso não há, porque a ejaculação não é só uma questão de entorpecer a glande do pénis, já que ela pode ser provocada pelo pensamento, mesmo com um pénis flácido.

Esta tendência para uma ejaculação rápida em rigor não é, salvo raros casos, verdadeiramente uma anomalia: é uma característica de defesa natural dos mamíferos, (durante a cópula os animais tornam-se presas fáceis de predadores) da qual o homem, sendo um animal mamífero, tem imensa dificuldade em escapar. Os canídeos embora tenham uma ejaculação rápida depois ficam «agarrados» por alguns minutos, aparentemente contrariando a teoria de defesa contra predadores, só que não há regra sem excepção!
Estima-se que 90% dos homens atinjam uma ejaculação entre 30 segundos a 3 minutos após o início do acto sexual e, geralmente, o pénis torna-se rapidamente flácido após esta se ter dado, perdendo o seu poder estimulador. Em casais sofrendo deste mal, recomenda-se que, antes do acto sexual propriamente dito, a companheira seja excitada com carícias apropriadas, a ponto de atingir um primeiro orgasmo, ou tentarem-se certas posições sexuais que permitam a cópula, mesmo com um pénis meio flácido.

Ejaculação retardada é, em rigor, uma anomalia abençoada, muito menos vulgar do que a ejaculação prematura. Não é geralmente encarada como um problema grave, e pode até ser apreciado pelo parceiro sexual, mas pode causar perda de erecção.

Perda prematura de erecção: Às vezes associada a uma ejaculação prematura, outras vezes sucede antes de uma ejaculação ou, mesmo, antes de uma penetração. Se não for por razões psicológicas pode ser devido ao mau funcionamento do sistema que controla o tráfego de sangue no pénis, não conseguindo reter sangue suficiente no órgão, por longo tempo.


Deve tentar-se o  uso de um anel de bloqueio (banda ou argola) elástico de silicone ou borracha, (há-os de outros materiais) que se coloca na base do pénis e do escroto, que deve ter o tamanho apropriado.
Como as veias no pénis estão mais à superfície do que as suas artérias, este anel permite a entrada de sangue pelas artérias mas restringe a sua saída pelas veias, o que causa uma maior, e mais duradoura, dureza do pénis.

Deve ser encontrado, individualmente, a melhor altura de introduzir o anel: se é quando o  pénis está parcialmente erecto, ou totalmente erecto.

Estes anéis são vendidos, sobretudo nos «sex shops», separadamente ou incorporados nos kits de  bombas de erecção (sucção),  e alguns deles têm um protuberância (enchumaço) em cima que serve para estimular o clítoris. Estas argolas podem ir por cima do preservativo, como mostra a imagem seguinte, ou por baixo dele, consoante preferência pessoal.
São efectivos por longo tempo mas acima de meia hora de uso, podem causar dor e certo desconforto e, com a falta de renovação sanguínea,  tornam o pénis frio. São conhecidos casos de utilizadores que tiveram de ser hospitalizados para os remover, devido ao uso de um anel muito apertado que causa um exagerado inchaço do pénis. Para evitar este inconveniente, há quem use anéis de fabrico caseiro que nada mais são que pequenas fitas ou correias maleáveis cujo aperto adequado é assegurado por um laço dado, geralmente no topo do pénis. 

 

Dificuldade de penetração: Se não é devida a um pénis flácido, contracção vaginal ou a uma (muito rara) desproporção física exagerada entre os órgãos sexuais dos  intervenientes, pode ser causada por problemas vaginais (problema de entrada vaginal muito estreita, congénito, ou após uma intervenção cirúrgica, envolvendo a vagina, mal feita ou mal sarada), falta de lubrificação natural ou artificial, posição coital inadequada, pénis de freio curto que provoca curvatura da sua glande, etc.

Nota 1: Não só é possível haver erecção sem ejaculação, como também é possível haver orgasmo e ejaculação sem erecção.
Nota 2: Uma ejaculação provocada por um sonho nocturno sensual é dita «sonho húmido, sonho molhado»  ou, em termos médicos, uma «ejaculação ou polução nocturna».

Um visitante indesejado

A pediculose púbica é causada pelo artrópode piolho púbico popularmente conhecido por "Chato", que é um parasita que infecta o púbis e as partes pilosas adjacentes do corpo e pode aparecer como pequenas manchas azuladas sobre a pele, causando comichão à volta do pénis, da vagina e do ânus.  Mede menos de 1 mm, agarra-se aos pêlos por meio de pinças e morde perto da pele para sugar o sangue, o que causa uma irritação local intensa.

Põe ovos (lêndeas) presos,  por uma substância parecida com cola, à base dos pêlos,  muito perto da pele. é facilmente transmitida por contacto corporal ou roupa infestada.


Não confundir com Escabiose (sarna), causado pelo Sarcoptes scabiei var. hominis. A fêmea da espécie escava a pele, produzindo uma erupção vesicular com intenso prurido

Disfunções físicas na relação homem / mulher

O  andar de pé, no ser humano, alterou um pouco a fisionomia e posição dos seus órgãos sexuais, quando comparada com animais quadrúpedes.

Apesar disso a natureza desenhou os aparelhos sexuais humanos para copularem não em  posições como a do Missionário, no clássico «barriga com barriga e olhos nos olhos», mas sim,  com a companheira de bruços, (de gatas, «à maneira de cão ou canzana»,  ou «de quatro»), apoiada nos quatro membros, e há penetração vaginal  por trás. É assim que o fazem  a maioria dos animais superiores, nossos irmãos e companheiros na corrida evolutiva que perderam. Ver página 10.

Segundo um inquérito recente, em Portugal, 72% das mulheres sexualmente activas não estão satisfeitas com a sua vida sexual.

Daí a necessidade de uma mútua adaptação às necessidades de cada interveniente, e que deve incluir palavras de teor afectivo e carinhos apropriados em áreas erógenas capazes de estimular um desejo saudável de entrega sexual, e que irão provocar uma lubrificação natural nos órgãos genitais femininos.

Os aparelhos sexuais masculino e feminino estão naturalmente desajustados a vários níveis, como se pode deduzir do quadro:
 

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1) Sexo e Sociedade 
2) Sexualidade e Escola
3) Quando começar.
 Virgindade real e falsa.
 Cancro  uterino.
      
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 Cancro genital e das mamas
5) Genitais masculinos.
 Cancro da próstata
6) Gravidez, contracepção,
 aborto, preservativos.
7) A Reprodução, causas de infertilidade
8) Doenças e disfunções
 sexuais. 
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9) Sexo oral, coito anal,
  homossexualidade.
10) Menstruação, pensos
 masturbação, Ponto G.

posições sexuais.
11) Glossário: A a P
  Afrodisíacos.... Pedofilia
12) Glossário: Q a Z
 Sadismo ... SIDA... vulva
Característica Homem Mulher 
Estímulo necessário Fraco Mais forte
Rapidez de excitação Forte Mais fraco
Erecção necessária? Sim Não
Velocidade em atingir orgasmo Rápido Vagaroso
Múltiplo orgasmo Pouco frequente Muito frequente
Capacidade reprodutora Da adolescência  à morte, duma maneira contínua. Da adolescência à menopausa, por períodos mensais.
Poder  actuar sexualmente (*) Puberdade à velhice avançada Puberdade à velhice
 avançada

(*) Do ponto de vista puramente físico ao fazer-se referência a puberdade, mas não esquecer que há restrições morais, físicas, e legais, a relações íntimas com indivíduos abaixo da «idade de consentimento».

(Fim da página 8)
 
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Act 706061946