Sexo oral, anal, e homossexualidade    (Página 9 de 12)

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1) Sexo e Sociedade 
2) Sexualidade e Escola
3) Quando começar.
 Virgindade real e falsa.
 Cancro  uterino.
     
4) Genitais femininos.
 Cancro genital e das mamas
5) Genitais masculinos.
 Cancro da próstata.
6) Gravidez, contracepção,
 aborto, preservativos.
7) A Reprodução, causas de infertilidade
8) Doenças e disfunções
 sexuais.
9) Sexo oral, coito anal,
  homossexualidade. 
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10) Menstruação, pensos,
 masturbação, Ponto G.

posições sexuais.
11) Glossário: A a P
  Afrodisíacos.... Pedofilia
12) Glossário: Q a Z
 Sadismo ... SIDA... vulva

NOTAS PRELIMINARES

A informação que se segue, objectiva e baseada em factos científicos, foi incluída para dar resposta  às muitas questões postas por visitantes deste site.
 

Ao contrário do que alguns adultos pensam, há crianças e adolescentes que iniciam, fora e dentro da escola, a sua vida sexual com as actividades referidas nesta página.


COITO ANAL

Rectus, em Latim, significa direito. O recto tem, pois, o nome errado porque para além da curvatura forçada pelo sacro tem uma outra para a esquerda, mais ou menos a meio caminho constituindo a ampola, e que o divide em 3 secções.

 

Anus + Canal Anal + Recto
À esquerda corte sagital e ao lado outro corte com cavidades desenhadas alinhadas para maior clareza

A= Junção da secção superior do recto com o cólon.
B= Secção superior
C=Secção central (Ampola) com 3 válvulas Houston
D=Secção inferior
E= Canal anal e esfíncteres
F=Esfíncteres
F1= Esfíncter interno
F2= Esfíncter externo
G= Anus
H=Colom
V= Válvulas Houston

Destas 3 secções só duas estão alinhadas com o meio do corpo. O recto mede cerca de 13 cm e liga-se no topo através duma curva apertada ao cólon e em baixo ele acaba onde os músculos da sua parede são substituídos pelos 2 conjuntos de músculos esfíncteres do canal anal. Segue-se outra curva apertada ligando o canal anal, de 3cm de comprimento, ao ânus.

Em qualquer uma destas secções podem existir restos de fezes e flatulência ( gazes), muito embora, em condições normais, as fezes deveriam ter sido retidas no cólon.
As curvas laterais criadas pela ampola geram pequenos folhos nas frágeis paredes do recto, chamados  válvulas rectais de Houston, das quais há duas à esquerda e uma outra, entre aquelas e à direita, obstruindo parte do canal rectal. Desconhece-se para que servem mas supõe-se que permitem o escape de gazes ao mesmo tempo que retêm as fezes.
As fezes, quando normais, são compostas de resíduos de comida, bactérias e secreções variadas, em que a maior parte da água foi absorvida.

Durante a penetração anal, o pénis encontra:

1. A oposição dos músculos esfíncteres anais, poderosos mas delicados.
2. A curva apertada entre o canal anal e a parte inferior do recto.
3. A dupla curvatura do recto.
4. As 3 válvulas Houston.
5. A possibilidade de existirem restos de fezes com microrganismos infecciosos ou ovos de parasitas.
6. A possível libertação de "gazes" intestinais e/ou provocar uma necessidade de evacuar.
7. A possibilidade de apanhar várias doenças  sexualmente transmissíveis, p.e., SIDA, hepatite, gonorreia, etc.

Quem permita penetração anal de uma forma continuada corre o risco de:

1. Apanhar doenças sexualmente transmissíveis, como as vulgares doenças venéreas, herpes, SIDA, hepatite, etc, devido ao grande poder de absorção das paredes rectais sobretudo se existirem  fissuras sangrentas, no recto e anus, muitas vezes criadas durante a relação sexual.
2. Danificar as válvulas Houston.

3. Causar sério dano aos esfíncteres, que perdem o poder de hermeticamente fechar o ânus, causando incontinência fecal, e um aumento de risco de formação de hemorróides.

Ver, para crer? 

Esfíncteres  seriamente
danificados. Ânus não fecha completamente.
(Foto autêntica)

Os esfíncteres são músculos construídos para responderem a estímulos de dentro para fora, pelo volume das fezes, e não a serem forçados a ceder sob pressões de fora para dentro.

4. Provocar ou piorar um prolapso rectal. O prolapso rectal é um protraimento (caída e saída para o exterior) de parte do recto através do ânus, como se fosse um dedo, de tal modo que se nota o revestimento avermelhado e mucoso das paredes do recto.
5
. No caso de uma mulher, se  não for  usado condom, esperma contaminado poderá escorrer e penetrar na vagina, causando infecções e/ou gravidez.
6. Por análise ao ânus e ao recto, um médico experiente pode detectar se uma pessoa permite penetração anal. (A medicina forense pode assim confirmar actos de sodomia continuada, por exemplo, como se teve no caso da Casa Pia)

O sexo anal, por vezes dito «sodomia», acarreta um elevado risco para ambos os intervenientes, e é sobretudo uma actividade homossexual, embora heterossexuais e bissexuais o pratiquem desde tempos muito remotos.

O  recto e o ânus são os últimos elos na cadeia do sistema digestivo: são órgãos de excreção de fezes, dificilmente podendo ser considerados órgãos  destinados a uma actividade sexual de penetração.
A área circunvizinha ao ânus é uma zona rica em nervos, sensível, e considerada, por muitos, erógena.

SEXO ORAL

O revestimento interno, da boca absorve com extrema facilidade - mais do que o fazem as paredes vaginais - vários tipos de  microrganismos incluindo o vírus da SIDA, e o vírus do papiloma humano, HPV16, (herdado de uma possível existência de cancro cervical), que poderá causar cancro oral.
Esta condição é agravada se existirem lesões nos lábios ou na cavidade bocal e órgãos associados, p.e., aftas, piorreia, etc.

Além de úlceras labiais e  SIDA  é possível transmitir-se outras doenças sexuais como gonorreia, herpes, etc.

A Felação ou fellatio, (oro-estimulações do pénis e do escroto) e a cunilincção ou cunilíngua ou cunnilingus, (oro-estimulação do clítoris ou de áreas da vulva, ou de qualquer parte do corpo por motivos sexuais) é prática comum no reino animal, mas apenas como preparativo para a cópula, e não como um acto sexual em si mesmo, como o faz o ser humano.


Simples e bonita por fora.
Complexa e feia por dentro.

Homossexualidade

É um assunto muito complexo e sensível, presentemente sob estudo a vários níveis.


No reino animal

Existe alguma actividade homossexual entre animais no estado selvagem, mas é um abuso dizer que é generalizada e prevalente, e não se deve classificar de homossexualidade o facto de alguns animais do mesmo sexo se acariciarem ou se lamberem mutuamente. Provavelmente o melhor exemplo de «promiscuidade sexual» a todos os níveis é-nos dada pelos chimpanzés bonobos.
Conhecem-se casos de homossexualidade entre animais domesticados, como cães, gatos e até de touros  geralmente devido a um forte desequilíbrio hormonal ou outras anomalias genéticas ou, por exemplo, por coabitarem em recintos pouco amplos, e privados da companhia de elementos do sexo oposto.

Não há, por enquanto, uma justificação científica para este comportamento, mas sabe-se que há genes que podem influenciar a persistência de homossexualidade entre animais, como foi comprovado por engenharia genética que conseguiu alterar drasticamente o comportamento sexual de alguns animais.

A evolução cultural do homem tende a seguir um caminho que o afasta cada vez mais do comportamento «natural» de outros animais. Como tal, não se deve usar a existência dessa opção sexual entre animais como justificação para similar comportamento entre humanos. Não devemos esquecer que uma actividade homossexual exclusiva, não incluindo relações bissexuais, não parece existir entre animais com exclusão do ser humano. Porque será?

Na espécie humana
1. Um homossexual dirá que o seu estilo de vida  é uma opção tão normal como  a de um heterossexual ou bissexual e recusará aceitar a ideia que homossexualismo é uma doença ou um desvio sexual.

2. Um heterossexual típico, dirá que o homossexualismo é uma opção anormal mas poderá ter problemas em aprofundar a questão.

3. Modernamente, um sociólogo  muito provavelmente dirá que a homossexualidade deverá ser considerada mais como uma inabilidade de se amar uma pessoa do sexo oposto do que como um fenómeno sexual, e dará uma resposta semelhante à encontrada num livro sobre  Iniciação Sexual e Afectiva, destinado a crianças a partir de 6 anos:
« Alguns homens preferem (Ver nota) estar com outros homens e nesse caso dá-se-lhes o nome de Homossexuais. Denominam-se lésbicas as mulheres que gostam de estar com mulheres. O verdadeiramente importante é que cada pessoa escolha quem mais gosta e respeite as preferências dos outros».

NOTA: A comunidade homossexual não aprecia muito o uso do termo «preferência sexual», preferindo falar de uma «orientação sexual».

É um facto histórico que sempre existiram homossexuais. Na Bíblia há referências à homossexualidade, e no mundo pagão tivemos, entre outros, os deuses egípcios Horus e Seth descritos como homossexuais. Em algumas sociedades da antiguidade, como na Grega e na Roma Imperial, o homossexualismo era muito  tolerado a todos os níveis sociais e, ainda hoje em dia, temos tribos na Melanésia (Oceânia) em que os jovens passam a adultos através de rituais homossexuais.

Digamos que:

1. Consoante o caso, influências genéticas, hormonais, psicológicas e culturais poderão estar relacionadas com a ocorrência de homossexualidade.
2. A maioria de homossexuais não procura nem quer seguir qualquer terapia.
3. Numa relação homossexual um dos membros (nem sempre), é predominantemente masculino (activo) enquanto que o outro assume um papel mais feminino (passivo), distinção mais evidente numa relação entre homens do que entre lésbicas.
4. A maioria das lésbicas não se distingue das outras mulheres  por maneirismo, modo de vestir ou aspecto físico e tendem a formar relações mais duradouras do que as dos homens homossexuais, enquanto que estes por vezes têm um maneirismo que os pode «trair» e uma maior tendência para a  promiscuidade.
5. A prevenção de homossexualismo e o melhor tratamento para indivíduos com  «distúrbios na orientação sexual»  levanta muita controvérsia.
6. A aceitação social da comunidade homossexual (sobretudo de lésbicas) é muito maior comparada com o que sucedia algumas décadas atrás mas algumas das suas actividades sociais são consideradas de mau gosto como a excêntrica «Marcha de Orgulho Gay», algumas das suas marchas de protesto (como uma na Alemanha por altura da visita do Papa, em que gays carregaram um Cristo crucificado com o ventre contra a cruz, portanto expondo as Suas nádegas ao público), o comportamento lascivo em certos bares gays, etc.

Alguns homossexuais perguntam: Se os heterossexuais têm os seus espectáculos de Carnaval, porque não podemos nós ter?
Será totalmente honesta tal pergunta? Chamam os heterossexuais ao seu Carnaval a «Marcha de Orgulho Heterossexual», com uma ênfase tão sexual?

Curiosidade: (In C.M.de 22 /Jan./2004): O cardeal belga Gustaf Joos chocou a comunidade homossexual do país  ao afirmar: « De todos aqueles que chamam a si próprios gays ou lésbicas, apenas 5 a 10% são realmente homossexuais. Os outros são todos pervertidos. Os verdadeiros homossexuais não andam pela rua com trajes coloridos. Isso são pessoas com problemas graves... e temos que ajudá-los.»


7. Por vezes os adolescentes atravessam uma fase transitória de homossexualismo. De acordo com sondagens feitas, anos atrás nos E.U.A., cerca de 50% de homens tiveram experiências homossexuais antes da puberdade, 33% tiveram-na ao dobrar a puberdade, 10% mantiveram-se predominantemente homossexuais por um período de 3 anos depois da puberdade e 4% eram exclusivamente homossexuais.

Também se verificou que dos homens que praticavam ocasionalmente a homossexualidade,  cerca de 50% eram casados e viviam com as respectivas mulheres e filhos.

Homossexualidade e Bíblia

Desde tempos remotos que houve uniões gays pelo mundo fora. A 5 de Junho de 2004 realizou-se o primeiro casamento gay (dois homens) em França, e em Dezembro de 2005 o primeiro casamento gay na Inglaterra, o de Elton Jones, um famoso pianista e cantor inglês.

A 9 de Maio de 2003, realizou-se em Portugal a primeira união  homossexual de dois homens, um de 62 anos, o outro de 26, na Igreja Apostólica Católica Ortodoxa (Ocidental), mas que não foi oficialmente reconhecido.

Durante a cerimónia foi lida uma passagem da Bíblia, do 2º Livro de Samuel, que fala na grande amizade entre David e Jonathan, e o padre que conduziu a bênção nupcial afirmou «Ser homossexual é puro dom de Deus». Igualmente neste tipo de cerimónia é sempre dito que não há na Bíblia qualquer alusão negativa à homossexualidade. Qual é a verdade?

A Bíblia contém no Antigo Testamento, apenas uma única referência à forte amizade entre dois homens, sem que esta seja vez alguma considerada homossexual mas, em contrapartida, ela contém muitas  referências condenando de uma maneira explicita e inequívoca o homossexualismo.

No Antigo Testamento em Levítico 18:22 tem-se: «Não dormirás com um homem como se dorme com uma mulher. É uma abominação», e em 20:13 tem-se: « Se um homem dormir com um homem como se fosse com uma mulher, ambos fizeram uma coisa detestável, devem ser condenados à morte ...», em que «dormir» evidentemente significa, ter uma relação íntima.
No Novo Testamento tem-se em Romanos 1:26: «... paixões vergonhosas: as mulheres mudaram o uso natural em uso contra a natureza. Os homens também abandonando o uso natural da mulher, arderam em desejos uns pelos outros, homens com homens, cometendo torpezas...»

Curiosidade: Na Igreja Anglicana Episcopal de New Hampshire, nos EUA, durante a sagração (Novembro de 2003) do seu primeiro bispo homossexual assumido, Gene Robinson, foi dito que, «Dos homens sexualmente activos, 95% praticam sexo oral e 91% praticam coito anal».

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Como reacção (Abril de 2004), o Episcopado Africano resolveu deixar de aceitar donativos de congregações ocidentais que apoiem a ordenação de bispos homossexuais. Segundo o Arcebispo africano Akinola, «Não vamos sacrificar a nossa consciência e a nossa fé no altar do dinheiro»

Regras de ouro, a seguir por homossexuais, bissexuais e heterossexuais:

Sexo é uma actividade privada, íntima, que não deve ser badalada em público. Entre o tabu e a brejeirice situa-se a dignidade, o pudor, e a ética.

Sexo é um instinto primário mas é apenas uma das muitas facetas naturais da actividade humana. Se praticado, sem prejuízos para terceiros, nem é motivo para orgulhos, nem para complexos de pecado.

Digam não à pornografia infantil e ao abuso sexual, seja de quem for. 

(Fim da página 9)
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Act 0611081634