Glossário ,  de A ...  a.... P     (Página 11 de 12)     

HOME

1) Sexo e Sociedade
2) Sexualidade e Escola
3) Quando começar.
 Virgindade real e falsa.
 Cancro  uterino.
    
4) Genitais femininos.
 Cancro genital e das mamas
5) Genitais masculinos.
 Cancro da próstata.
6) Gravidez, contracepção,
 aborto, preservativos.
7) A Reprodução, causas de infertilidade
8) Doenças e disfunções
 sexuais.
9) Sexo oral, coito anal,
  homossexualidade.
10) Menstruação, pensos,
 masturbação, Ponto G.

posições sexuais.
11) Glossário: A a P
 Afrodisíacos.... Pedofilia
  «---
12) Glossário: Q a Z
 Sadismo ... SIDA... vulva

A

Abstinência ou continência sexual: Abster-se de actividade sexual.

Adolescente:
Fisicamente é o período do desenvolvimento humano entre a puberdade e o estado adulto (mocidade, juventude, +/- dos 10 aos 18 anos).  Juridicamente pode ter outro significado.
Ver página 6.

Adultério:
Actividade sexual entre uma pessoa casada e uma outra que não é o seu esposo(a).


Afrodisíaco:
Substância que se supõe poder aumentar o desejo ou potência sexual. Não parece haver uma substância natural que se possa garantir tenha essa propriedade em relação a qualquer pessoa, de uma maneira consistente, embora
certas substâncias poderão esporadicamente actuar, física ou psicologicamente, numa minoria de pessoas, como afrodisíacos.

Alfarrábios dos tempos idos referem-se a muitos produtos como tendo propriedades altamente afrodisíacas. Tais qualidades não estão provadas nos dias que correm, para qualquer deles: Ou esses produtos perderam a sua eficácia, ou o corpo humano perdeu a sua capacidade de lhes responder favoravelmente, ou tudo não passou de imaginação, de sucessos ocasionais ou coincidências.

Modernamente ouve-se falar de coisas como cocktails eróticos, ostras, búzios, haliotes e vários frutos do mar, a erva maca, picantes, a aveia selvagem, aipo, sementes de anis, derivados de  algumas árvores, como o Pau de Cabinda, a cantárida, etc.

A designação cantárida refere-se a uma família de insectos «escaravelhos» da ordem dos coleópteros heterómeros, família dos traquelídeos, tribo dos cantaridíneos, género Meloe Lin. Conhecem-se 13 géneros nesta tribo, das quais 9 são vesicantes (daí o termo cantáridas vesicatórias) ou seja, quando se sentem ameaçados segregam uma substância cáustica nas articulações das patas que  irrita a pele dos atingidos, criando vesículas (bolhas ou ampolas). Das vesicantes, 4 empregam-se em medicina.

No contexto deste trabalho a mais importante das cantárides é a cantárida ordinária (cantharis vesicatorie Geof., Lytta vesicatorie Fabr., ou Meloe vesicatorie Lin.), também conhecida por mosca espanhola (Spanish fly), mosca da Europa ou cantárida dos bosques. 
O insecto (ou apenas as asas) é seco e reduzido a pó ou, profissionalmente, extrai-se dele a substância activa  cantaridina ou cantarina, que é, basicamente, um violento veneno, muito irritante do aparelho urinário, podendo causar sérios danos e morte, e  tendo fortes propriedades abortivas. É manufacturado sob a forma de pó, tintura e unguento.
Tem usos terapêuticos muito específicos externos, como na remoção de verrugas, e internos, para além da artificial acção afrodisíaca, que resulta no inchaço doloroso do pénis devido a uma grande irritação da uretra e vias urinárias. Conhecedores dos efeitos perigosos da Cantárida, muitas vezes este produto é vendido, em «casas da especialidade», falsificado. Nos E.U.A a sua venda está proibida.
A cantaridina reage com outros produtos originando cantaridatos (sais), como o de potássio e o de sódio, usado na preparação de telas vesicantes, mas há quem prefira a sua substituição pelo cantaridato de cocaína, por ser menos tóxico que os outros.

Este escaravelho de cor verde-dourado  metálico, tem um comprimento entre 12 e 25 mm, largura entre 5 a 7mm, corpo alongado, cabeça um pouco inclinada para baixo com antenas de 12 artículos, e 2 pares de asas: 2 exteriores sólidas mas que se podem afastar, não servindo para voar, protegendo as outras duas sob elas, normais, membranosas e transparentes. As patas são delgadas com tarsos filiformes terminadas por um par de ganchos muito recurvados e cobertos, em baixo, por pêlos muito densos. 


A afrodisíaca (?!) cantárida  Lytta vesicatorie fêmea.
Note-se parte duma asa normal sob a asa dura de protecção.
N
as fotos, devido à maior reflexão do dourado, esta cor tende a sobressair mais do que o verde.
Foto: www.educare-envir-org

Este escaravelho tem um cheiro peculiar, forte e desagradável mas, a cantaridina não tem cheiro. 

As mãos e os olhos de quem os apanha devem estar protegidos com luvas e óculos, sendo a cantárida facilmente confundida com outros insectos tais como o calicroma moscado e a cetónia dourada.
Em Portugal, encontra-se sobretudo  no Alentejo. Alimenta-se da folhagem de certas plantas como o sabugueiro, o lilás, a alfena e, sobretudo, o freixo, causando grandes estragos.

Curiosidades:

a) António Ribeiro Sanches, um famoso médico e filósofo português, nascido em Penamacor em 7 de Março de 1699, tinha um prestígio internacional tal que foi contratado como médico da corte imperial da Rússia em 1731 e, em 1739, é eleito membro da Academia de Ciências de S. Petersburgo e da Academia de Ciências de Paris. Ribeiro Sanches, recomendava fricções de cantáridas no tratamento de alguns dos efeitos da sífilis.

 b) «O escândalo de Marselha», descrito por Brachaumont nas suas «Memórias Secretas», e por vários autores e cronistas da época do Marquês de Sade (1772), refere-se a um escândalo social provocado por homens e prostitutas que ingeriram uma mistura de cantárida e mel, dada por Sade e que, como consequência, os teria levado a envolverem-se  em orgias sexuais desenfreadas. No entanto outras descrições, do que se teria passado, são totalmente contraditórias, ou seja, anotam que a cantárida não produziu qualquer efeito «benéfico», mas sim um enorme mal estar físico levando quase à morte uma das prostitutas.

A ioimbina, também chamada de afrodina e cachondina, é um produto extraído duma árvore cujo nome botânico é Corynanthe Yohimbo. Era usada pela comunidade médica como afrodisíaco sendo consumida  simples ou  associada a outros fármacos, por exemplo, à hormona testosterona, e a outros afrodisíacos vegetais. Há uma grande controvérsia sobre a sua eficácia. Opiniões  médicos vão desde a considerarem um placebo sem qualquer interesse a atribuírem-lhe um sucesso de cerca de 20% das tomas. No mundo homeopático atribuem-lhe um sucesso de até 66%.

O Viagra, o Cialis  e o Levitra, por exemplo, não são considerados afrodisíacos pelos seus fabricantes, mas sim  medicamentos de acção temporária tomados on demand ou seja, ingeridos quando necessário, algum tempo antes das relações sexuais, e actuam durante um certo número de horas (ver página 8). Não são uma cura definitiva para a disfunção sexual, têm efeitos secundários, e só devem ser tomados sob controlo médico, pois são contra-indicados, por exemplo, a quem tenha graves problemas cardíaco, diabetes, etc.

São inibidores orais de fosfodiesterase tipo 5 (PDE5) que é um enzima que elimina o cGMP necessário para relaxar os músculos lisos dos corpos cavernosos no pénis que, por sua vez, permitem um fluxo acrescido de sangue para o seu interior e bloqueiam a sua saída, entumecendo-o.

Está em estudo uma nova droga, a ABT-724 que age nos receptores cerebrais de uma molécula chamada dopamina, estimulante do desejo sexual e da erecção. Pretende-se assim completar o espectro de drogas úteis no combate à impotência já que os "Viagras" nem sempre são efectivos (eficácia dos 60% a 80%) , sobretudo em certos casos de doentes diabéticos, ou de frigidez feminina. Uma possibilidade é ser usada em combinação com o Viagra.

Está também prometido para 2009 a venda de "chocolates orgásticos" contendo altas doses de feniletilamina, um químico produzido no acto sexual, e relacionado com a dopamina e a adrenalina, substâncias estas que aumentam as sensações corpóreas, e a criação de perfumes especiais à base  de "feromonas afrodisíacas". 

O abuso de qualquer substância que,  por ventura, actue como afrodisíaco para um certo indivíduo em determinadas circunstâncias, é contraproducente podendo levar a um esgotamento físico prematuro.
Chicotear um cavalo cansado poderá dar-lhe o alento necessário para prosseguir numa corrida desenfreada por mais algum tempo, até cair morto antes do seu devido tempo e, depois, não há chicotada que o ressuscite!

O melhor afrodisíaco? Consultar um médico da especialidade, mas há quem diga que não há melhor afrodisíaco que ver material erótico  e/ou ter pensamentos  fantasiosos... ou  ter verdadeiro amor pelo parceiro sexual.

"O principal órgão sexual é a cabeça" (Marta Crawford, psicóloga, sexóloga)

Anal sexo (coito anal, sodomia): Um desvio sexual. Ver Pág. 9 (coito ou sexo anal) e 12 (sodomia) 

Ânus:
Orifício terminal do intestino na extremidade do recto e controlado por esfíncteres,  por onde são expelidos os excrementos. 


Assexual
ou assexuado: Sem sexo, não tendo órgãos sexuais.

B

Bacalhau: Nome popular folclórico, não calão, mas que se deve evitar usar, para a vulva.

Bissexual: No sentido mais usado refere a uma pessoa que tem relações sexuais com pessoas de ambos os sexos, envolvendo-se em actividade heterossexual e homossexual, mas também pode  ter a ver com Disgenesia gonádica.

C

Cancro: Um tumor maligno que se desenvolve a partir de células normais que, em vez de se reproduzirem e se substituírem normalmente, crescem e multiplicando-se de uma maneira descontrolada. Há inúmeras variantes e alguns tipos de cancro criam tumores satélites (metásteses)  noutros órgãos. Alguns produzem substâncias como hormonas, citocinas e proteínas que afectam adversamente os órgãos atingidos, substâncias estas que causam sintomas chamados de síndromas paraneoplásticas.

Cantárida e cantadirina:  Ver, mais acima, afrodisíacos.

Castrar: Cortar ou inutilizar órgãos reprodutores. No homem, como uma necessidade médica, normalmente tem a ver com remoção dos testículos devido a doença grave como o cancro. No passado, era vulgar como castigo ou para criar os eunucos, empregados na guarda de haréns. Há a castração química feita para reduzir o desejo sexual, em operações específicas ou como tratamento de pedófilos. A cânfora, cheirada, reduz o desejo sexual e a erecção. (Pág. 5)

Circuncisão: remoção da  pele que cobre a glande do pénis (prepúcio) , por necessidade, (correcção de fimose), por motivos religiosos (cultos Judaico e Islâmico) ou outros, como frequentemente no mundo cinematográfico de pornografia, em que se pretende expor mais claramente a cabeça do pénis. Um prepúcio normal cobre cerca de 25 a 50% da cabeça do pénis, sem o estrangulamento causado por uma fimose. Ver página 5.

Cistite: Inflamação da bexiga urinária, sendo mais frequente nas mulheres.

Clítoris ou clitóride: órgão carnudo e eréctil, na parte ântero-superior da vulva.

Coito: relação sexual, fazer amor, cópula carnal.(Pág.8)

Cunilincção ou cunilíngua ou cunnilingus: oro-estimulação do clítoris ou de áreas da vulva. É prática comum no reino animal entre os mamíferos, mas apenas como preparativo para a cópula. No ser humano é usada frequentemente (sexo oral) como um substituto de sexo normal .(Pág. 9)

D

Disgenesia gonádica: Anomalia da diferenciação sexual acompanhada por malformação congénita das gónadas, originando casos de hermafroditismo ou de esterilidade.
Duma maneira mais geral é associada a perturbação da função reprodutora ou a cruzamentos de que resultam indivíduos estéreis entre si, mas fecundos com indivíduos de raça diferente. Por exemplo o cruzamento de burro com égua ou de  cavalo com burra pode gerar ou uma fêmea dita  mula, ou mua, ou  um macho dito mulo, ou mu, considerados estéreis, embora apareçam por vezes referências a mulas que deram à luz.

DIU: Dispositivo contraceptivo inserido no útero. (Pág. 6)

Doenças venéreas e DST. (Pág. 8)

Dogger: Que pratica o dogging.
Dogging:
Forma de divertimento sexual, que promove o encontro sexual anónimo entre estranhos,  mais ao menos ao ar livre como, por exemplo, em bosques, seguindo certas regras, entre elas o uso obrigatório do preservativo, e muitas vezes consentindo que terceiros observem.

Doggy way (doggy style): Termo popular inglês, não sendo calão, para a posição sexual em que há penetração vaginal por trás, com a parceira de bruços. Na gíria portuguesa diz-se «à canzana», (à maneira de cão) termo a evitar-se por ser considerado rude. (Pág. 10)

E

Ejaculação: Emissão de esperma pelo pénis, não necessariamente com um pénis erecto ou num acto sexual, já que pode  suceder com o pénis flácido ou durante um sonho erótico.(Pág.4)

Estado intersexual: é aquele em que uma pessoa nasce com órgãos sexuais ambíguos, ou seja, em que não é reconhecida nem como sendo do sexo masculino ou do sexo feminino. (Ver hermafroditismo)

Espermatozóide: Ver pág.7.

Estupro:
Atentado contra o pudor de uma mulher, desfloramento de virgem.

Exibicionismo: Uma parafilia em que um indivíduo excita-se mostrando os seus órgãos sexuais, de surpresa, a estranhos.

F

Fazer amor: Termo vulgarizado para a relação sexual (coito).

Felação ou fellatio: Sexo oral, ou oro-estimulação do pénis e do escroto . Pouco vulgar no reino animal com excepção do ser humano onde é, frequentemente, um substituto de sexo normal .(Pág. 9)

Fetichismo:
Uma parafilia em que o indivíduo utiliza objectos físicos (o fetiche) como complemento a uma actividade sexual, com ou sem parceiro. 

O fibroma, é um tumor não canceroso, composto por tecido fibroso e muscular que, por exemplo, se forma na parede uterina e que pode atingir um enorme tamanho mas pode ser tratado ou extraído, com uma miomectomia.

Fibroplástico: tecido de que são formados certos tumores

Frigidez sexual (e impotência sexual). ( Pág.8, disfunções sexuais)

G

Gay: Termo genérico para homossexual de qualquer sexo, havendo mais tendência para se chamar gay a um homossexual masculino e lésbica a um homossexual feminino.

Género sexual: Há quem distinga «sexo de uma pessoa» do «género de uma pessoa». Abreviadamente, sexo tem a ver com as características biológicas do indivíduo (ter genitais masculinos ou femininos) enquanto que género é como uma pessoa se considera, masculina ou feminina. O transexualismo (Ver página 12) é um exemplo típico de uma «perturbação de identidade de género» em que uma pessoa sente que nasceu com o sexo biológico errado, e muitas vezes sujeita-se a operações de mudança de sexo. O homossexualismo não se enquadra, obrigatoriamente, neste quadro.

Grelo: Nome popular folclórico, não calão, mas que se deve evitar usar, para o clítoris.

H

Halitose ou Mau hálito: Pode ser desastroso numa relação amorosa. Algumas possíveis causas: a) Doenças da boca e/ou falta de higiene bucal e presença de restos de alimentos entre os dentes. b) Insuficiência hepática ou renal c) Diabetes grave, d) Doenças no tracto digestivo e) Abcesso do pulmão, etc.

Hermafroditismo verdadeiro, também chamado de estado intersexual:  Vulgar em plantas, e em certos animais invertebrados. Na espécie humana é ter (pelo menos aparentemente) órgãos sexuais de ambos os sexos. Não se conhecem casos de total hermafroditismo, ou seja, presença  no mesmo indivíduo, de todos os órgãos genitais masculinos e femininos (internos e externos) completamente desenvolvidos, que o tornem apto simultaneamente a fecundar e ser fecundado. Nos seres humanos existe apenas numa forma mais ou menos incompleta, não permitindo a dupla função de fecundar e ser fecundado. Existem várias variantes de indivíduos que têm órgãos reprodutivos internos masculinos e femininos como, por exemplo, no Hermafroditismo lateral ou dimidiado, em que há um testículo de um lado e um ovário do outro lado.

Pseudo-hermafroditismo: Há dois tipos: o caso em que um indivíduo tem características rudimentares físicas de ambos os sexos, e aquele em que o indivíduo parece ter órgãos masculinos e femininos devido a deformações de algum dos órgãos, muitas vezes devido a distúrbios da função adrenocortical, (hermafroditismo supra-renal).
Por exemplo, um clítoris  muito desenvolvido como se pode ver na foto junta, confunde-se com um pénis, enquanto que um escroto aberto (bífido) confunde-se com uma vulva e vagina.

Quem navega por sites eróticos encontra referências a hermafroditas. São casos, dum pseudo-hermafroditismo natural pronunciado ou que foi realçado com tratamento hormonal, ou em que foi  desenvolvido um pénis (um pouco difícil), ou uma vulva e vagina (mais fácil), com cirurgia plástica.

Heterossexual: A pessoa com preferência sexual para pessoas do sexo oposto.

Hímen: membrana que fecha parcialmente a vagina da mulher virgem. (Pág. 4)

Homossexual, ou gay: (Ver Pág.9). Uma pessoa que é sexualmente atraída para outras do mesmo sexo. Alguns investigadores consideram o homossexualismo uma doença genética, mas os homossexuais não aceitam este parecer, pois consideram o homossexualismo uma orientação sexual normal e, como tal, em vários países há casamentos homossexuais, há casais homossexuais que podem adoptar crianças, e há lésbicas que praticam a inseminação artificial.
Há países em que o homossexualismo é ilegal, embora seja praticado às escondidas, e em alguns países islâmicos o homossexualismo pode ser punido com a execução, em público, do gay.

No mundo ocidental tem-se vindo a verificar, felizmente,  uma  diminuição da intolerância a homossexuais.

I

Impotência (e frigidez) sexual. (Pág. 8, disfunções sexuais)

L

Lenocínio: Acto criminoso de provocar ou facilitar a corrupção ou a prostituição de qualquer pessoa.

Lésbica: Homossexual do género feminino.(Pág. 9)

Linfático e sistema linfático: conjunto de vasos capilares que transportam a linfa, e que estão associados a gânglios linfáticos que filtram bactérias e outros corpos estranhos e produzem linfócitos e anticorpos.

Linfedema: É um inchaço causado por uma insuficiência na drenagem da linfa para o sangue. Pode ser congénito, quando uma pessoa nasce com um número reduzido de vasos linfáticos, afectando mais vulgarmente as pernas e os braços, ou pode ser adquirido devido a doenças ou, por exemplo, causado por uma mastectomia com remoção de gânglios linfáticos das axilas.

Linfoma: tumor maligno dos gânglios linfáticos. Há dois tipos principais: os linfomas de Hodgkin e os linfomas não Hodgkiniamos. 

M

Masoquismo sexual: Condição, não tão invulgar como se poderá julgar, em que se tem prazer sexual em ser-se maltratado. Aquele que voluntariamente aceita ou pede tal tratamento é um masoquista. (Comparar com sadista). O masoquismo levado a extremos pode causar danos físicos e psicológicos muito sérios e, até, a morte.

Mastectomia: Remoção parcial ou total da mama. Ver página 4, cancro da mama.

Menarca: Momento em que o ciclo menstrual se inicia pela  primeira vez na vida duma rapariga. Em muitas sociedades, a menarca estabelece uma mudança profunda no estado social e familiar da adolescente. Ocorre  entre os 9 e os 16 anos de idade, mais usualmente aos 12.(Pág. 10)

Metrossexual: termo relativamente moderno que se refere a um indivíduo do sexo masculino que se preocupa excessivamente com o seu aspecto visual, do ponto de vista de vestuário e físico, recorrendo a produtos cosméticos e a outros métodos de exaltação da beleza e apresentação, mais «normal» nas mulheres. Um metrossexual não é necessariamente um transsexual ou homossexual.

Mioma: tumor derivado de tecido muscular

Miometrite: inflamação do tecido uterino

Mononucleose: (Ou doença do beijo, por poder ser transmitida por beijo) é uma doença infecciosa caracterizada pela existência no sangue de um número anormalmente elevado de leucócitos mononucleares (célula que tem um só núcleo). (Pág.8)

N

Ninfo... ou ninf... : prefixo relativo aos lábios pequenos da vagina. Estes lábios também são referidos como "ninfas". Muitos termos médicos derivam deste prefixo.

Ninfomania: Erotismo ou desejo sexual  excessivo em uma mulher (mulher ninfomaníaca ou ninfómana). Comparar com Satariase.

O

Orgasmo: Clímax do acto sexual ou da masturbação ou de um pensamento erótico que, no homem, é acompanhado (quase sempre) de ejaculação de sémen e, na mulher, corresponde à excitação máxima durante a qual ocorrem contracções vaginais e um maior humedecer da vulva.

P

Parafilia: Termo vago referindo-se a um forte desvio de normas que regem tradicionalmente a actividade sexual.

Paratidite ou papeira, é uma infecção viral contagiosa, afectando as glândulas salivares e provocando um inchaço doloroso entre as orelhas e o maxilar. Sobretudo em pessoas afectadas depois da puberdade pode atacar, entre outros órgãos, os testículos (doença chamada orquite) e os ovários (ooforite), causando uma dolorosa inflamação que poderá durar para sempre, e até causar esterilidade.

Pedofilia:(Ver também pág.2): Do ponto de vista jurídico os vocábulos pedófilo e pedofilia não existem no Código Penal Português. Etimologicamente vem do termo grego paidos (criança, infante, infância) e filia (amar), logo significa «amor por crianças ou, amar crianças». Na voz do povo são termos relativamente novos mas a prática de pedofilia sempre existiu em todo o mundo desde os tempos mais remotos.

Modernamente é definida como um desvio sexual denotando um interesse  anormal e mórbido de um adulto por crianças, podendo conduzir ao «abuso sexual» que, do ponto de vista legal, pode ter muitas interpretações. A nível prático pode, por exemplo,  envolver contacto sexual físico, ou apenas carícias mal intencionadas, ou exibição  de órgãos sexuais, ou envolver crianças com material pornográfico, ou assédio verbal ou ainda ter um cariz fantasioso (aqui sem contacto carnal), e tanto pode ser de natureza  homossexual, bissexual, ou heterossexual. 

Quando é que se comete um acto pedófilo? Há várias interpretações, dependendo das leis jurídicas vigentes num país:
a) Teria de envolver uma pessoa com menos de 16 anos com outra de, pelo menos 18 anos
, ou
b) Teria de envolver uma criança com menos de 13 anos, ou
c) O pedófilo tem de ter, no mínimo, 16 anos e é, pelo menos, 5 anos mais velho que o parceiro sexual.

Em Portugal a primeira tentativa séria de legislar contra crimes sexuais, então chamados de «contra o pudor», foi feita no Código Penal de 1852, seguida em 1982 de uma alteração profunda em que foi introduzido, pela primeira vez, o conceito de crime de homossexualidade com menores, punível com prisão de até três anos.

Em 1995 foi reformulada a gestão dos crimes Contra a Autodeterminação Sexual, incluindo o abuso sexual de menores em geral, de pessoas dependentes, internadas, deficientes, e incapazes de resistência 

NOTA: CONSULTAR O CÓDIGO PENAL (artigos 165 ... 172 a 176 e quaisquer adendos), pois nele há finos detalhes, consoante a natureza do crime de abuso sexual sobre um indivíduo, qualquer que seja a sua idade ou sexo, como «sodomia», estupro, homossexualidade, lenocínio, tráfico de menores, etc. A mero título de exemplo e, apenas, no contexto de pedofilia:

O artigo 172º do Código Penal refere que quem pratique acto sexual de relevo com ou em menor de 14 anos, ou o levar a praticar, é punido com pena de prisão de um a oito anos. Se houver cópula ou coito anal, a pena de prisão varia entre 3 e 10 anos. São ainda punidos os actos de exposição dos órgãos sexuais (exibicionismo), as conversas obscenas, e a utilização de menores em fotografias ou filmes com conteúdo sexual.

O artigo 173º sobre crimes de Abuso Sexual de Menores Dependentes pune aqueles que tenham cometido actos de abuso sexual contra menores, de 14 aos 18 anos, cuja assistência lhes tenha sido confiada, com penas que oscilam entre 1 e 8 anos.

O artigo 174º pune Crimes Sexuais com Adolescentes (menores de 14 a 16 anos), etc.

A chamada idade de consentimento sexual ou seja, a idade a que um jovem  pode ter uma actividade heterossexual voluntária, não criminosa, varia de país para país: em Portugal, precisa (ano 2003 e sujeito a interpretações legais e subjectivas) ser maior de 16 anos, idade esta que há quem pretenda elevar para 18 anos. Alguns anos atrás, em tempos de outros padrões morais, tal actividade, fora do casamento, mesmo aos 18 anos, era severamente criticada pela sociedade e podia levantar problemas familiares e legais.

Há quem pretenda que os crimes sexuais contra menores  sejam considerados crimes públicos, isto é, que as autoridades possam actuar logo que deles tenham conhecimento por qualquer fonte de informação, mesmo se não houver queixa formal da vítima ou do seu tutor. A intenção é boa desde que seja implementada muito discretamente, a fim de não causar extra trauma à vítima, ou à sua família, devida a uma publicidade que poderiam não ter desejado, nem desencadeie uma caça às bruxas injustificada em que inocentes sejam vítimas de cabalas bem organizadas.

No caso da Casa Pia tivemos quem dissesse que «as crianças não mentem». Tal afirmação gratuita é perdoável sendo evidente que é fruto dum desejo emotivo e sincero de proteger crianças contra abusos sexuais.

A pedofilia pode ser uma arma de dois gumes já que permite uma criança acusar injustamente um adulto de a ter molestado. Nos E.U.A, surgem com frequência casos destes, ou por iniciativa própria da criança, por razões de vingança ou “publicidade”, ou instigada e bem instruída nesse sentido por um adulto para prejudicar outro como, por exemplo, por um conjugue contra o outro  num divórcio litigioso de custódia de filhos.
É usada como um veículo de chantagem, quer por parte duma vítima quer por parte de terceiros, conhecedores duma relação pedófila. 

Não existe um perfil estandardizado para um pedófilo:  há, por exemplo, quem seja pedófilo (compulsivo) ao longo de toda a sua vida, há os que têm esse comportamento esporadicamente, quase sempre quando transitam de adolescente para os primeiros anos de adulto, por dificuldade de acesso a parceiros adultos, há os que o são por períodos sazonais da sua vida, abusando de crianças inocentes ou  recorrendo à prostituição juvenil quer no seu país quer no estrangeiro, quando turistas.
Existem pessoas que nunca tinham sido pedófilas nas primeiras décadas da sua vida e de repente, quando mais velhos, assim se tornam, e temos vítimas de pedofilia que se tornam pedófilos e, à pessoa errada,  «pagam na mesma moeda» (assim se justificam) o que lhes fizeram, mas há vítimas de pedofilia que abusam de outras crianças não por vingança mas porque foram prematuramente despertadas para o mundo da sexualidade.

O número de crianças que abusam sexualmente de outras é muito grande. Em instituições que lidam com  jovens, não é invulgar existir a praxe dos mais velhos abusarem dos mais novos que, por sua vez, um dia irão abusar de colegas mais novos e, na maioria dos casos, com contornos homossexuais. 

Há indivíduos que são exclusivamente pedófilos, ou seja, apenas estão interessados em relações sexuais com crianças, e há aqueles que tanto têm relações sexuais com crianças como com adultos.
Há-os masculinos e femininos, casados, não casados, em todos os extractos etários, sociais, culturais, profissionais e religiosos. Uns evitam causar extra danos físicos à vítima, enquanto que outros são sádicos e  chegam a matar por prazer macabro ou para tentarem fugir à mão da justiça, como sucedeu, por exemplo, entre tantos outros, no caso Marc Dutroux.

Em 1996 foi preso na Bélgica, Marc Dutroux «o monstro de Charleroi», membro de uma rede pedófila de contornos muito obscuros e ainda por desvendar, acusado de raptar, violar e torturar 6 meninas com idades entre os 8 e os 18 anos, quatro das quais terá morto. Este mediático caso despertou a Europa para a existência do fenómeno da pedofilia, gerou a revolta na Bélgica, bem patente na Marcha Branca que teve lugar em Bruxelas em Outubro de 1996, a maior manifestação jamais organizada no país que juntou 2 milhões de pessoas,  para pressionar a lenta e morosa justiça e defender os direitos das crianças. O julgamento dos rostos visíveis desta rede (Dutroux, a mulher, e 3 outros) começou 8 anos depois, em 1 de Março de 2004 em Arlon, Bélgica. Facto curioso é que Dutroux, em 8 de Abril de 1992 saiu da prisão, por bom comportamento, quando tinha cumprido apenas metade de 13 anos a que foi condenado por crimes de violação de várias crianças! Em Junho de 2004, Dutroux foi condenado a prisão perpétua, pelos crimes de que era acusado. Recorreu da sentença.
(Para mais detalhes deste e outros crimes, ver www.crimelibrary.com , secção de serial killers)

Há aqueles que actuam individualmente (muito embora possam atacar várias crianças) e há redes  recrutando vítimas em escolas, em casas de acolhimento de  crianças, em meios rurais pobres, «meninos da rua» em favelas, crianças em bairros ricos, crianças da própria família, através da Internet, revistas de encontros, etc.

Algumas destas redes  (como a da Casa Pia iniciada em meados dos anos 1970 e denunciada em Novembro de 2002 e ainda não resolvido judicialmente em Novembro de 2007, ou a rede da «Garagem do Farfalha» dos Açores denunciada em 13 Novembro de 2003), atingem proporções assustadoras e geralmente fazem parte dela, quer como  dirigentes quer  como clientes, altas personagens sociais ou políticas que seviciam uma corrente de crianças de todas as idades e sexo, protegidos muitas vezes por uma cortina de silêncio, das próprias autoridades e de altas individualidades. Algumas dessas crianças irão acabar traumatizadas para o resto da sua vida, e/ou marginalizam-se, mesmo se de princípio façam parte da rede com uma certa conivência. Outras, pelo contrário, por iniciativa própria irão originar novas redes pedófilas. Nota: Em Novembro de 2007 foi denunciada, por Catalina Pestana, um novo caso de actividade pedófila envolvendo alunos da Casa Pia.

Tanto há pedófilos sexo-maníacos (Ver ninfomania e sataríase),  como há os que sofrem de disfunções sexuais mais ou menos sérias, ou com perturbações psicológicas, que se voltam para a pedofilia  porque, sendo física ou mentalmente  incapazes de terem uma relação normal com um parceiro adulto, literalmente usam uma criança para se tentarem satisfazer, por vezes sem sucesso, escondendo assim, deles mesmos e dos  adultos, a sua fraqueza, e há os do tipo egoísta que, não pretendendo assumir compromissos estáveis com adultos, se servem de crianças para a sua luxúria porque lhes é  fácil desenvencilharem-se posteriormente  delas.

Uma vítima pode sofrer danos físicos durante uma penetração sexual (Rotura do hímen, dilaceração do ânus e de outros tecidos e órgãos, doenças venéreas, gravidez ), que necessitam atenção médica ou hospitalar, e/ou traumas psicológicos devastadores difíceis de corrigir, tudo dependendo das circunstâncias em que se deu o abuso e da idade do abusado.

É necessário reconhecer que, basicamente, há o pedófilo que procurou a vítima (forçando-a, coagindo-a ou aliciando-a) e há o indivíduo que assim se tornou por não ter conseguido resistir a uma tentação oferecida directamente pelo menor ou, indirectamente, pelo modo provocador como este se veste ou se comporta, etc.

A actividade sexual entre crianças é muito mais vulgar do que se julga, e é fácil esta actividade transvazar para uma promíscua mistura com adultos, por iniciativa da própria criança.

Há casos de verdadeira violação, ou de abuso, em que se pode falar de vítimas, mas sempre houve «Lolitas», sempre houve prostituição juvenil iniciada voluntariamente pelos jovens, e é conhecido o facto de adolescentes se oferecerem, por exemplo, a membros de bandas musicais, ou de usarem sexo para obterem favores, para mais facilmente subirem no caminho da fama, ou para outros ganhos. Quem não se lembra, por exemplo, do tempo dos Beatles ou do Elvis Presley, e da actuação verdadeiramente histérica de meninas adolescentes oferecendo-lhes os seus favores sexuais, à vista de toda a gente e sob as lentes dos canais das TV's?

Quando adolescentes se envolvem com adultos, sem qualquer coacção física ou chantagem, por vezes anos a fio, e beneficiando materialmente dessas relações, não sabem o que estão a fazer? Não entendem, quanto mais não fosse pelo pacto mútuo de silêncio dessas ligações, que estão a pisar o risco da decência e a serem cúmplices de um crime ético e ilegal? 

Nestes casos em que, de livre vontade, de bom grado e  sabendo perfeitamente o que é  sexo,  iniciam ou colaboram em acções de pedofilia, como é possível dizer-se  que há  genuíno  abuso de crianças? Porque será que, na maioria dos casos, por altura de serem aliciadas para essas práticas não se sentiram vítimas ou abusadas, e só, quando a marosca é descoberta, então assim se consideram e pedem avultadas indemnizações? A honra e a paz de espírito compram-se, ou será que pretendem esticar os benefícios materiais que desfrutavam e acabaram? Não haverá entre muitas destas «vítimas»  lobos vestidos com pele de cordeiro? Não será necessário encontrar uma outra expressão jurídica e ética que defina com objectividade e com maior precisão  este tipo de indecorosa  promiscuidade consentida, entre adulto e criança? 

A violação, o assédio, e o molestar sexual  de crianças, ou de adultos, são situações que devem ser combatidas pela lei e pela educação cívica, quer elas sejam perpetradas por adultos ou por adolescentes e, muito em particular, às redes  não se deve dar tréguas, mas...

Não será a decadente moralidade pública, a demasiada condescendência para com os adolescentes, confirmada pela impunidade que lhes é garantida e o automático status de vítimas que lhes é dado em casos de envolvimento sexual com adultos, a alavanca mestra que os empurra para tais condutas? 
Não será hipócrita cobardia a recusa da sociedade civil e jurídica em  apontar também um dedo  a essas crianças e fazer-lhes notar que elas também erraram, tendo culpas no cartório, sendo cúmplices dum círculo imoral e amoral?

Voltando ao caso da Casa Pia, atente-se nesta notícia vinda a público em 23/06/2004: "«Um dos menores queixosos no processo de pedofilia da Casa Pia foi encontrado no sábado na companhia de um dos arguidos do processo.... o jovem, de 14 anos, tinha fugido de uma quinta nos arredores de Alcanena e foi encontrado em Pernes na companhia do homem que acusou no processo».

Temos aqui o caso de uma «vítima» que acusou um homem (que foi preso e depois libertado sobre certas condições) e que foge do lar onde foi internada para ir voluntariamente procurar e juntar-se... ao seu «abusador». 

E não só. Durante o julgamento preliminar (Janeiro  de 2005) do principal arguido, que era o elo principal da rede, este confirmou que, frequentemente, eram as próprias «vitimas» a pedirem que as levassem para certos sítios onde se iriam verificar actos de pedofilia e de pura prostituição. Que concluir?

Tivemos o caso (Fevereiro de 2005) de uma rapariga de 12 anos que morreu ao cair de um terceiro andar, de onde pretendia fugir da tutela dos país, amarrando lençóis uns aos outros e que se soltaram, para se ir juntar aos seus amigos de lascívia, e que os jornais anunciaram como  «Vítima de pedofilia....»
Vítima de pedofilia?  Como se pode chamar vítima a quem:
a) É conivente voluntária na prática de uma relação que sabia perfeitamente ser ilegal à luz do Código Penal Português, e indesejável à luz do bom senso e da ética?
b) Com 12 anos, faz justiça pelas próprias mãos ao rebelar-se contra os desejos de seus pais, e vai  juntar-se a um grupo de rapazes de cerca de 19 anos, a quem consente que a usem como objecto de prazer sexual?

E que dizer de notícias como esta (25/02/05) «Em ... foram presos um homem e uma mulher suspeitos de abusar e aliciar para actos sexuais raparigas menor de idade, no caminho para a escola...»

Depois de os média, sobretudo a TV, tão abundantemente se referirem à existência da pedofilia e apresentarem a liberdade sexual de modo tão a cru e banal, não faz sentido falar em inocência ou ignorância sexual juvenil. É indiscutível que um jovem de 12 anos, do século XXI, não tem nestas coisas, a inocência de uma criança do princípio do século XX e, por tanto, há decisões que ela toma, por si, que são imperdoáveis. 

A pergunta que se deve pôr é: Como é possível que tanto estudante se deixe tão facilmente aliciar para iniciar uma vida sexual promíscua, que tem a ver mais com prostituição do que com uma relação de namorados?
A resposta correcta a esta pergunta implica que, além dos pedófilos, também se devem sentar no banco dos réus, muitas das «vítimas», e a nova estirpe de sociólogos que querem obrigar os pais, a sociedade, e a escola, a não ter qualquer controlo sobre a conduta dos jovens.
É preciso penalizar e moralizar de alto a baixo a sociedade, e não, hipocritamente,  apenas ao nível mais «politicamente correcto» dos pedófilos.

Defender e proteger crianças, não implica que estas não sejam responsabilizadas, também, pelos actos menos cívicos que voluntariamente pratiquem.

Devido à maneira desastrosa como está a ser conduzida a política do governo  duma educação sexual nas escolas, que se limita a dar informação sexual baseada exclusivamente na necessidade do uso do preservativo  para se evitarem gravidezes e DST's, os jovens irão naturalmente concluir que sexo é, como o afirmou uma sexologista, uma comodidade  como “comer ou vestir”, ou que é uma obrigatoriedade, como poderá inferir da afirmação de outro sexologista que afirmou  na TV que «não aconselho a abstinência sexual aos jovens» ou ainda, segundo o desabafo de um advogado, defendendo um arguido acusado de exposição sexual a menores, que « O pénis é um órgão como outro qualquer, como o nariz ou a orelha...»
.

Com o ambiente sexualmente devasso  em que vivemos, irá tornar-se cada vez mais difícil definirem-se leis que moralmente estabeleçam uma barreira sexual entre um adulto e um «não adulto», que não seja transposta voluntariamente por uns e por outros.

.
Na Inglaterra são conhecidos movimentos que contestam o significado vulgar de pedofilia alegando que uma rapariga a partir do momento em que é menstruada deixa de ser uma criança, já que a Natureza deu o sinal de que ela está apta a procriar através dum acto sexual, sendo este o critério adoptado em vários países do terceiro mundo.

Há igualmente quem  interrogue o que está mais moralmente certo, ou errado: Se o caso de um rapaz de 20 e tal anos que, por amor, mantém relações sexuais (ilegais à luz do Código Penal) com a sua namorada de 14 anos e com quem pensa vir um dia a casar, se o caso de uma rapariga de 14 anos que tem relações sexuais promíscuas com  rapazes da mesma idade por puro prazer, na prática legais segundo se conclui da descontraída política de educação sexual nas escolas que nunca se refere ao código penal nem nunca sugere uma idade mais aceitável para se começar uma vida sexual! 

O turismo de prostituição pedófila é um mercado que rende milhões aos proxenetas, e existe não só para consumo interno, como para exportação. O Ocidente, que se arvora em estandarte da liberdade do indivíduo e protector da criança, é um grande importador de carne branca com uma elevada percentagem  de conteúdo infantil.

A consciencialização ética de adultos e «não adultos» em nada é ajudada quando sexo é  banalizado ao extremo, sobretudo em programas televisivos de forte conteúdo erótico e voyeurismo, ou na publicidade dos mais dispares produtos de consumo.
A pedofilia moderna (incluindo a pornografia infantil através de fotos em sites na Internet) tem muitas facetas, sendo legítimo questionar se uma  sociedade «desinibida» que expõe diariamente a criança a uma sexualidade promíscua e permissiva adulta  (e que lhe confere o direito a uma idêntica vida sexual), não está a contribuir para um aumento de pedofilia.

As estatísticas sobre pedofilia dão resultados contraditórios estimando-se que entre 2 a 10% das crianças são sexualmente abusadas, sendo uma boa fatia desses abusos cometidos sob a influência do álcool e/ou de drogas.
Em Portugal, grande parte dos casos de pedofilia são praticados por familiares ou por conhecidos das crianças, tendo algumas dessas relações o consentimento voluntário do menor.

Os estudos feitos sobre pedofilia são  escassos e mal conduzidos em muitos aspectos, mas de tempos a tempos surgem notícias do mundo científico como uma (2003) associando a pedofilia a uma doença devido a um desequilíbrio hormonal e ... afirmando que  a temperatura do corpo de um pedófilo é mais baixa do que a de uma pessoa normal!
Também, em Março de 2004, veio a lume a notícia: «As crianças vítimas de abusos sexuais continuados tendem, em adultos, a consumir droga e álcool. Segundo cientistas do Hospital McLean, em Massachusetts, nos EUA, essas crianças sofrem mudanças no fluxo sanguíneo e na função de uma região do cérebro, que também sofre alterações quando consomem drogas e que os danos causados no cérebro dos menores os deixam mais irritáveis...»

É difícil a regeneração dum pedófilo compulsivo apesar de haver tratamento psiquiátrico e medicamentoso, incluindo castração química, de efeito temporário. A castração física é evitada a todo o custo no ocidente, até porque não é efectivo. A castração num homem adulto não tem o mesmo efeito da castração feita a um outro animal macho, como a um gato ou a um porco.

Em Portugal, as leis que julgam os crimes sexuais  podem ser consideradas suficientes, mas uns sugerem o alargamento da protecção contra estes crimes a todos os menores de 18 anos, partindo do princípio que «Criança é, em todos os instrumentos internacionais a que estamos sujeitos, o menor de 18 anos", enquanto que para outros estamos perante "um problema mais psicólogo que jurista e que mudando a lei não se muda a realidade».

Enquanto a sexualidade continuar a ser apresentada, a adultos e crianças, de maneira impúdica, para fins económicos e como símbolo máximo de independência humana, não há lei jurídica que elimine os abusos sexuais incluindo a pedofilia.

É preciso que, adultos e adolescentes, reconheçam que as «partes privadas» são mesmo partes privadas, e que não se deve converter sexo numa obsessão, ou num espectáculo mediático, ou ainda num trampolim para proveito material.

.
Curiosidades: 
Em 1999 o governo de um país  africano teve de proibir as moças estudantes, com idade a partir de 11 anos, de irem para a escola de mini-saia devido à postura de provocação intencional  para com os seus colegas e professores masculinos.

Em Uganda, país africano, face ao alastrar devastador da Sida, pedofilia e prostituição juvenil, o governo decretou (1999) que a idade mínima para uma rapariga casar é aos 18 anos, podendo ser sujeito à pena de morte qualquer rapaz que tenha relações sexuais com moça de idade inferior a essa. Neste país, as raparigas virgens passaram a ser muito procuradas, como futuras esposas.

Ponto G: Suposto ponto erótico interno. Não há prova, irrefutável, que exista. Ver página 10.

Priapisma ou priapismo: Sindroma genital caracterizado por erecções violentas, dolorosas e persistentes, mas que podem não despertar desejo sexual nem serem seguidas de ejaculação. Se recorrerem, com longa duração, devem ser tratadas pois podem conduzir à impotência sexual. Não confundir com Satiríase.

Pornografia: Segundo um dicionário, pornografia é composta de duas palavras gregas, pórne + gráphein (prostituta + descrever) sendo «representação por escritos, desenhos, pintura, filmes ou fotografias de cenas ou objectos obscenos destinados a serem apresentados a um público».
No entanto, não foram os gregos que inventaram a pornografia: Ela existe desde que o homem das cavernas aprendeu a desenhar, e encontraram-se, também, motivos fortemente eróticos em locais insuspeitos, como na arte sacra.
A lei portuguesa define pornografia, quando aplicada aos media, como «imagens que mostram grandes planos de órgãos genitais e/ou penetração sexual, filmadas com o intuito específico de excitar o espectador».
O modo vago como esta definição está dada permite, muito facilmente, apresentar ao público (incluindo crianças de todas as idades) formas disfarçadas de pornografia, em magazines, teatro  e filmes. A liberalização, verbal e de actuação sexual, nos média tirou o significado vulgar à palavra pornografia: Onde acaba pornografia e começa sexo normal ou, vice-versa?

HOME

 1) Sexo e Sociedade
2) Sexualidade e Escola
3) Quando começar.
 Virgindade real e falsa.
 Cancro  uterino.
      
4) Genitais femininos.
 Cancro genital e das mamas
5) Genitais masculinos.
 Cancro da próstata
6) Gravidez, contracepção,
 aborto, preservativos.
7) A Reprodução, causas de infertilidade
8) Doenças e disfunções
 sexuais.
9) Sexo oral, coito anal,
  homossexualidade.
10) Menstruação, pensos
 masturbação, Ponto G.

posições sexuais.
11) Glossário: A a P
 Afrodisíacos....Pedofilia
   «---
12) Glossário: Q a Z
 Sadismo ... SIDA... vulva


 

Prostituição: Actividade sexual para fins lucrativos. Tanto é exercida por homens (prostituto) como por mulheres (prostituta). Pode ser homossexual, heterossexual ou bissexual. Pode envolver cópula vaginal, coito anal, sexo oral, sadismo, masoquismo, etc.

Considerada útil e terapêutica, por uns, por ajudar uma pessoa a libertar-se de desejos e impulsos sexuais e reduzir possíveis violações sexuais, considerada  não necessária e  indesejável por outros, devido ao risco acrescido de doenças venéreas, de fomentar mais prostituição, e de possíveis ligações com droga e outras actividades criminosas.
É um «trabalho» ilegal em alguns países.

Puberdade: Ver página 6.

Fim da pág. 11,  Glossário, de A   a ...     P

| TOPO |

Act 2001091522