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A Abstinência
ou continência sexual: Abster-se de actividade sexual. |
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Modernamente
ouve-se falar de coisas como cocktails eróticos, ostras, búzios,
haliotes e vários frutos do mar, a erva maca, picantes, a aveia
selvagem, aipo, sementes de anis, derivados de algumas árvores,
como o Pau de Cabinda, a cantárida, etc.
No contexto deste trabalho a mais importante das cantárides é a
cantárida ordinária (cantharis vesicatorie Geof.,
Lytta vesicatorie Fabr., ou Meloe vesicatorie Lin.),
também conhecida por mosca espanhola (Spanish fly), mosca da Europa
ou cantárida dos bosques. Este escaravelho de cor verde-dourado metálico, tem um comprimento entre 12 e 25 mm, largura entre 5 a 7mm, corpo alongado, cabeça um pouco inclinada para baixo com antenas de 12 artículos, e 2 pares de asas: 2 exteriores sólidas mas que se podem afastar, não servindo para voar, protegendo as outras duas sob elas, normais, membranosas e transparentes. As patas são delgadas com tarsos filiformes terminadas por um par de ganchos muito recurvados e cobertos, em baixo, por pêlos muito densos.
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| Este escaravelho tem um cheiro peculiar,
forte e desagradável mas, a cantaridina não tem
cheiro. Curiosidades: a) António Ribeiro Sanches, um famoso médico e filósofo português, nascido em Penamacor em 7 de Março de 1699, tinha um prestígio internacional tal que foi contratado como médico da corte imperial da Rússia em 1731 e, em 1739, é eleito membro da Academia de Ciências de S. Petersburgo e da Academia de Ciências de Paris. Ribeiro Sanches, recomendava fricções de cantáridas no tratamento de alguns dos efeitos da sífilis. b) «O escândalo de Marselha», descrito por Brachaumont nas suas «Memórias Secretas», e por vários autores e cronistas da época do Marquês de Sade (1772), refere-se a um escândalo social provocado por homens e prostitutas que ingeriram uma mistura de cantárida e mel, dada por Sade e que, como consequência, os teria levado a envolverem-se em orgias sexuais desenfreadas. No entanto outras descrições, do que se teria passado, são totalmente contraditórias, ou seja, anotam que a cantárida não produziu qualquer efeito «benéfico», mas sim um enorme mal estar físico levando quase à morte uma das prostitutas. A ioimbina, também chamada de afrodina e cachondina, é um produto extraído duma árvore cujo nome botânico é Corynanthe Yohimbo. Era usada pela comunidade médica como afrodisíaco sendo consumida simples ou associada a outros fármacos, por exemplo, à hormona testosterona, e a outros afrodisíacos vegetais. Há uma grande controvérsia sobre a sua eficácia. Opiniões médicos vão desde a considerarem um placebo sem qualquer interesse a atribuírem-lhe um sucesso de cerca de 20% das tomas. No mundo homeopático atribuem-lhe um sucesso de até 66%. O Viagra, o Cialis e o Levitra, por exemplo, não são considerados afrodisíacos pelos seus fabricantes, mas sim medicamentos de acção temporária tomados on demand ou seja, ingeridos quando necessário, algum tempo antes das relações sexuais, e actuam durante um certo número de horas (ver página 8). Não são uma cura definitiva para a disfunção sexual, têm efeitos secundários, e só devem ser tomados sob controlo médico, pois são contra-indicados, por exemplo, a quem tenha graves problemas cardíaco, diabetes, etc. São inibidores orais de fosfodiesterase tipo 5 (PDE5) que é um enzima que elimina o cGMP necessário para relaxar os músculos lisos dos corpos cavernosos no pénis que, por sua vez, permitem um fluxo acrescido de sangue para o seu interior e bloqueiam a sua saída, entumecendo-o. Está em estudo uma nova droga, a ABT-724 que age nos receptores cerebrais de uma molécula chamada dopamina, estimulante do desejo sexual e da erecção. Pretende-se assim completar o espectro de drogas úteis no combate à impotência já que os "Viagras" nem sempre são efectivos (eficácia dos 60% a 80%) , sobretudo em certos casos de doentes diabéticos, ou de frigidez feminina. Uma possibilidade é ser usada em combinação com o Viagra. Está também prometido para 2009 a venda de "chocolates orgásticos" contendo altas doses de feniletilamina, um químico produzido no acto sexual, e relacionado com a dopamina e a adrenalina, substâncias estas que aumentam as sensações corpóreas, e a criação de perfumes especiais à base de "feromonas afrodisíacas". O
abuso de qualquer substância que, por ventura, actue como afrodisíaco
para um certo indivíduo em determinadas circunstâncias, é contraproducente
podendo levar a um esgotamento físico prematuro. O melhor afrodisíaco? Consultar um médico da especialidade, mas há quem diga que não há melhor afrodisíaco que ver material erótico e/ou ter pensamentos fantasiosos... ou ter verdadeiro amor pelo parceiro sexual. "O principal órgão sexual é a cabeça" (Marta Crawford, psicóloga, sexóloga) Anal
sexo (coito anal, sodomia): Um desvio sexual. Ver
Pág. 9 (coito ou sexo anal) e 12 (sodomia) B Bacalhau: Nome popular folclórico, não calão, mas que se deve evitar usar, para a vulva. Bissexual: No sentido mais usado refere a uma pessoa que tem relações sexuais com pessoas de ambos os sexos, envolvendo-se em actividade heterossexual e homossexual, mas também pode ter a ver com Disgenesia gonádica. C Cancro: Um tumor maligno que se desenvolve a partir de células normais que, em vez de se reproduzirem e se substituírem normalmente, crescem e multiplicando-se de uma maneira descontrolada. Há inúmeras variantes e alguns tipos de cancro criam tumores satélites (metásteses) noutros órgãos. Alguns produzem substâncias como hormonas, citocinas e proteínas que afectam adversamente os órgãos atingidos, substâncias estas que causam sintomas chamados de síndromas paraneoplásticas. Cantárida e cantadirina: Ver, mais acima, afrodisíacos. Castrar: Cortar ou inutilizar órgãos reprodutores. No homem, como uma necessidade médica, normalmente tem a ver com remoção dos testículos devido a doença grave como o cancro. No passado, era vulgar como castigo ou para criar os eunucos, empregados na guarda de haréns. Há a castração química feita para reduzir o desejo sexual, em operações específicas ou como tratamento de pedófilos. A cânfora, cheirada, reduz o desejo sexual e a erecção. (Pág. 5) Circuncisão: remoção da pele que cobre a glande do pénis (prepúcio) , por necessidade, (correcção de fimose), por motivos religiosos (cultos Judaico e Islâmico) ou outros, como frequentemente no mundo cinematográfico de pornografia, em que se pretende expor mais claramente a cabeça do pénis. Um prepúcio normal cobre cerca de 25 a 50% da cabeça do pénis, sem o estrangulamento causado por uma fimose. Ver página 5. Cistite: Inflamação da bexiga urinária, sendo mais frequente nas mulheres. Clítoris ou clitóride: órgão carnudo e eréctil, na parte ântero-superior da vulva. Coito: relação sexual, fazer amor, cópula carnal.(Pág.8) Cunilincção ou cunilíngua ou cunnilingus: oro-estimulação do clítoris ou de áreas da vulva. É prática comum no reino animal entre os mamíferos, mas apenas como preparativo para a cópula. No ser humano é usada frequentemente (sexo oral) como um substituto de sexo normal .(Pág. 9) D Disgenesia
gonádica: Anomalia da diferenciação sexual acompanhada por
malformação congénita das gónadas, originando casos de hermafroditismo
ou de esterilidade. Dogger:
Que pratica o dogging. Doggy way (doggy style): Termo popular inglês, não sendo calão, para a posição sexual em que há penetração vaginal por trás, com a parceira de bruços. Na gíria portuguesa diz-se «à canzana», (à maneira de cão) termo a evitar-se por ser considerado rude. (Pág. 10) E Ejaculação: Emissão de esperma pelo pénis, não necessariamente com um pénis erecto ou num acto sexual, já que pode suceder com o pénis flácido ou durante um sonho erótico.(Pág.4) Estado intersexual: é aquele em que uma pessoa nasce com órgãos sexuais ambíguos, ou seja, em que não é reconhecida nem como sendo do sexo masculino ou do sexo feminino. (Ver hermafroditismo) Espermatozóide:
Ver pág.7. Exibicionismo: Uma parafilia em que um indivíduo excita-se mostrando os seus órgãos sexuais, de surpresa, a estranhos. F Fazer amor: Termo vulgarizado para a relação sexual (coito). Felação
ou fellatio: Sexo oral, ou oro-estimulação do pénis e do escroto
. Pouco vulgar no reino animal com excepção do ser humano onde
é, frequentemente, um substituto de sexo normal .(Pág.
9) O fibroma, é um tumor não canceroso, composto por tecido fibroso e muscular que, por exemplo, se forma na parede uterina e que pode atingir um enorme tamanho mas pode ser tratado ou extraído, com uma miomectomia. Fibroplástico: tecido de que são formados certos tumores Frigidez sexual (e impotência sexual). ( Pág.8, disfunções sexuais) G Gay: Termo genérico para homossexual de qualquer sexo, havendo mais tendência para se chamar gay a um homossexual masculino e lésbica a um homossexual feminino. Género sexual: Há quem distinga «sexo de uma pessoa» do «género de uma pessoa». Abreviadamente, sexo tem a ver com as características biológicas do indivíduo (ter genitais masculinos ou femininos) enquanto que género é como uma pessoa se considera, masculina ou feminina. O transexualismo (Ver página 12) é um exemplo típico de uma «perturbação de identidade de género» em que uma pessoa sente que nasceu com o sexo biológico errado, e muitas vezes sujeita-se a operações de mudança de sexo. O homossexualismo não se enquadra, obrigatoriamente, neste quadro. Grelo: Nome popular folclórico, não calão, mas que se deve evitar usar, para o clítoris. H Halitose ou Mau hálito: Pode ser desastroso numa relação amorosa. Algumas possíveis causas: a) Doenças da boca e/ou falta de higiene bucal e presença de restos de alimentos entre os dentes. b) Insuficiência hepática ou renal c) Diabetes grave, d) Doenças no tracto digestivo e) Abcesso do pulmão, etc. Hermafroditismo verdadeiro, também chamado de estado intersexual: Vulgar em plantas, e em certos animais invertebrados. Na espécie humana é ter (pelo menos aparentemente) órgãos sexuais de ambos os sexos. Não se conhecem casos de total hermafroditismo, ou seja, presença no mesmo indivíduo, de todos os órgãos genitais masculinos e femininos (internos e externos) completamente desenvolvidos, que o tornem apto simultaneamente a fecundar e ser fecundado. Nos seres humanos existe apenas numa forma mais ou menos incompleta, não permitindo a dupla função de fecundar e ser fecundado. Existem várias variantes de indivíduos que têm órgãos reprodutivos internos masculinos e femininos como, por exemplo, no Hermafroditismo lateral ou dimidiado, em que há um testículo de um lado e um ovário do outro lado. |
| Pseudo-hermafroditismo:
Há dois tipos: o caso em que um indivíduo tem características rudimentares
físicas de ambos os sexos, e aquele em que o indivíduo parece ter órgãos
masculinos e femininos devido a deformações de algum dos órgãos, muitas
vezes devido a distúrbios da função adrenocortical, (hermafroditismo
supra-renal). |
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Quem navega por sites eróticos encontra referências a hermafroditas. São casos, dum pseudo-hermafroditismo natural pronunciado ou que foi realçado com tratamento hormonal, ou em que foi desenvolvido um pénis (um pouco difícil), ou uma vulva e vagina (mais fácil), com cirurgia plástica. Heterossexual: A pessoa com preferência sexual para pessoas do sexo oposto. Hímen: membrana que fecha parcialmente a vagina da mulher virgem. (Pág. 4) Homossexual, ou gay: (Ver
Pág.9).
Uma pessoa que é sexualmente atraída para outras do mesmo sexo.
Alguns investigadores consideram o homossexualismo uma doença genética,
mas os homossexuais não aceitam este parecer, pois consideram o
homossexualismo uma orientação sexual normal e, como tal, em vários
países há
casamentos homossexuais, há casais homossexuais que podem adoptar crianças, e
há lésbicas
que praticam a inseminação artificial. No mundo ocidental tem-se vindo a verificar, felizmente, uma diminuição da intolerância a homossexuais. I Impotência (e frigidez) sexual. (Pág. 8, disfunções sexuais) L Lenocínio: Acto criminoso de provocar ou facilitar a corrupção ou a prostituição de qualquer pessoa. Lésbica: Homossexual do género feminino.(Pág. 9) Linfático e sistema linfático: conjunto de vasos capilares que transportam a linfa, e que estão associados a gânglios linfáticos que filtram bactérias e outros corpos estranhos e produzem linfócitos e anticorpos. Linfedema: É um inchaço causado por uma insuficiência na drenagem da linfa para o sangue. Pode ser congénito, quando uma pessoa nasce com um número reduzido de vasos linfáticos, afectando mais vulgarmente as pernas e os braços, ou pode ser adquirido devido a doenças ou, por exemplo, causado por uma mastectomia com remoção de gânglios linfáticos das axilas. Linfoma: tumor maligno dos gânglios linfáticos. Há dois tipos principais: os linfomas de Hodgkin e os linfomas não Hodgkiniamos. M Masoquismo sexual: Condição, não tão invulgar como se poderá julgar, em que se tem prazer sexual em ser-se maltratado. Aquele que voluntariamente aceita ou pede tal tratamento é um masoquista. (Comparar com sadista). O masoquismo levado a extremos pode causar danos físicos e psicológicos muito sérios e, até, a morte. Mastectomia: Remoção parcial ou total da mama. Ver página 4, cancro da mama. Menarca: Momento em que o ciclo menstrual se inicia pela primeira vez na vida duma rapariga. Em muitas sociedades, a menarca estabelece uma mudança profunda no estado social e familiar da adolescente. Ocorre entre os 9 e os 16 anos de idade, mais usualmente aos 12.(Pág. 10) Metrossexual: termo relativamente moderno que se refere a um indivíduo do sexo masculino que se preocupa excessivamente com o seu aspecto visual, do ponto de vista de vestuário e físico, recorrendo a produtos cosméticos e a outros métodos de exaltação da beleza e apresentação, mais «normal» nas mulheres. Um metrossexual não é necessariamente um transsexual ou homossexual. Mioma: tumor derivado de tecido muscular Miometrite: inflamação do tecido uterino Mononucleose: (Ou doença do beijo, por poder ser transmitida por beijo) é uma doença infecciosa caracterizada pela existência no sangue de um número anormalmente elevado de leucócitos mononucleares (célula que tem um só núcleo). (Pág.8) N Ninfo... ou ninf... : prefixo relativo aos lábios pequenos da vagina. Estes lábios também são referidos como "ninfas". Muitos termos médicos derivam deste prefixo. Ninfomania: Erotismo ou desejo sexual excessivo em uma mulher (mulher ninfomaníaca ou ninfómana). Comparar com Satariase. O Orgasmo: Clímax do acto sexual ou da masturbação ou de um pensamento erótico que, no homem, é acompanhado (quase sempre) de ejaculação de sémen e, na mulher, corresponde à excitação máxima durante a qual ocorrem contracções vaginais e um maior humedecer da vulva. P Parafilia: Termo vago referindo-se a um forte desvio de normas que regem tradicionalmente a actividade sexual. Paratidite ou papeira, é uma infecção viral contagiosa, afectando as glândulas salivares e provocando um inchaço doloroso entre as orelhas e o maxilar. Sobretudo em pessoas afectadas depois da puberdade pode atacar, entre outros órgãos, os testículos (doença chamada orquite) e os ovários (ooforite), causando uma dolorosa inflamação que poderá durar para sempre, e até causar esterilidade. Pedofilia:(Ver também pág.2): Do ponto de vista
jurídico os vocábulos pedófilo e pedofilia não existem no Código
Penal Português. Etimologicamente vem do termo grego paidos
(criança, infante, infância) e filia (amar), logo
significa «amor por crianças ou, amar crianças». Na voz do povo são termos relativamente novos mas a prática de pedofilia sempre existiu em todo o mundo
desde os tempos mais remotos. Quando é que
se comete um acto pedófilo? Há várias interpretações,
dependendo das leis jurídicas vigentes num país: Em 1995 foi reformulada a gestão dos crimes Contra a Autodeterminação Sexual, incluindo o abuso sexual de menores em geral, de pessoas dependentes, internadas, deficientes, e incapazes de resistência NOTA: CONSULTAR O CÓDIGO PENAL (artigos 165 ... 172 a 176 e quaisquer adendos), pois nele há finos detalhes, consoante a natureza do crime de abuso sexual sobre um indivíduo, qualquer que seja a sua idade ou sexo, como «sodomia», estupro, homossexualidade, lenocínio, tráfico de menores, etc. A mero título de exemplo e, apenas, no contexto de pedofilia: O artigo 172º do Código Penal refere que quem pratique acto sexual de relevo com ou em menor de 14 anos, ou o levar a praticar, é punido com pena de prisão de um a oito anos. Se houver cópula ou coito anal, a pena de prisão varia entre 3 e 10 anos. São ainda punidos os actos de exposição dos órgãos sexuais (exibicionismo), as conversas obscenas, e a utilização de menores em fotografias ou filmes com conteúdo sexual. O artigo 173º sobre crimes de Abuso Sexual de Menores Dependentes pune aqueles que tenham cometido actos de abuso sexual contra menores, de 14 aos 18 anos, cuja assistência lhes tenha sido confiada, com penas que oscilam entre 1 e 8 anos. O artigo 174º pune Crimes Sexuais com Adolescentes (menores de 14 a 16 anos), etc. A chamada idade de consentimento sexual ou seja, a idade a que um jovem pode ter uma actividade heterossexual voluntária, não criminosa, varia de país para país: em Portugal, precisa (ano 2003 e sujeito a interpretações legais e subjectivas) ser maior de 16 anos, idade esta que há quem pretenda elevar para 18 anos. Alguns anos atrás, em tempos de outros padrões morais, tal actividade, fora do casamento, mesmo aos 18 anos, era severamente criticada pela sociedade e podia levantar problemas familiares e legais. Há quem pretenda que os crimes sexuais contra menores sejam considerados crimes públicos, isto é, que as autoridades possam actuar logo que deles tenham conhecimento por qualquer fonte de informação, mesmo se não houver queixa formal da vítima ou do seu tutor. A intenção é boa desde que seja implementada muito discretamente, a fim de não causar extra trauma à vítima, ou à sua família, devida a uma publicidade que poderiam não ter desejado, nem desencadeie uma caça às bruxas injustificada em que inocentes sejam vítimas de cabalas bem organizadas. No caso da Casa Pia tivemos quem dissesse que «as crianças não mentem». Tal afirmação gratuita é perdoável sendo evidente que é fruto dum desejo emotivo e sincero de proteger crianças contra abusos sexuais. A pedofilia
pode ser uma arma de dois gumes já que permite uma criança acusar
injustamente um adulto de a ter molestado. Nos E.U.A, surgem com
frequência casos destes, ou por iniciativa própria da criança,
por razões de vingança ou “publicidade”, ou instigada e bem
instruída nesse sentido por um adulto para prejudicar outro como,
por exemplo, por um conjugue contra o outro num divórcio
litigioso de custódia de filhos. Não
existe um perfil estandardizado para um pedófilo: há,
por exemplo, quem seja pedófilo (compulsivo) ao longo de toda a sua
vida, há os que têm esse comportamento esporadicamente, quase
sempre quando transitam de adolescente para os primeiros anos de
adulto, por dificuldade de acesso a parceiros adultos, há os que o
são por períodos sazonais da sua vida, abusando de crianças
inocentes ou recorrendo à prostituição juvenil quer no seu
país quer no estrangeiro, quando turistas.
O número de
crianças que abusam sexualmente de outras é muito grande. Em
instituições que lidam com jovens, não é invulgar existir
a praxe dos mais velhos abusarem dos mais novos que, por
sua vez, um dia irão abusar de colegas mais novos e, na maioria dos
casos, com contornos homossexuais. |
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Em 1996 foi preso
na Bélgica, Marc Dutroux «o monstro de Charleroi»,
membro de uma rede pedófila de contornos muito obscuros e
ainda por desvendar, acusado de raptar, violar e torturar 6
meninas com idades entre os 8 e os 18 anos, quatro das quais
terá morto. Este mediático caso despertou a Europa para a
existência do fenómeno da pedofilia, gerou a revolta na Bélgica,
bem patente na Marcha Branca que teve lugar em
Bruxelas em Outubro de 1996, a maior manifestação jamais
organizada no país que juntou 2 milhões de pessoas,
para pressionar a lenta e morosa justiça e defender os
direitos das crianças. O julgamento dos rostos visíveis
desta rede (Dutroux, a mulher, e 3 outros) começou 8 anos
depois, em 1 de Março de 2004 em Arlon, Bélgica. Facto
curioso é que Dutroux, em 8 de Abril de 1992 saiu da prisão,
por bom comportamento, quando tinha cumprido apenas metade de
13 anos a que foi condenado por crimes de violação de várias
crianças! Em Junho de 2004, Dutroux foi condenado a prisão
perpétua, pelos crimes de que era acusado. Recorreu da sentença. |
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Há aqueles que actuam individualmente (muito embora possam atacar várias crianças) e há redes recrutando vítimas em escolas, em casas de acolhimento de crianças, em meios rurais pobres, «meninos da rua» em favelas, crianças em bairros ricos, crianças da própria família, através da Internet, revistas de encontros, etc. Algumas destas redes (como a da Casa Pia iniciada em meados dos anos 1970 e denunciada em Novembro de 2002 e ainda não resolvido judicialmente em Novembro de 2007, ou a rede da «Garagem do Farfalha» dos Açores denunciada em 13 Novembro de 2003), atingem proporções assustadoras e geralmente fazem parte dela, quer como dirigentes quer como clientes, altas personagens sociais ou políticas que seviciam uma corrente de crianças de todas as idades e sexo, protegidos muitas vezes por uma cortina de silêncio, das próprias autoridades e de altas individualidades. Algumas dessas crianças irão acabar traumatizadas para o resto da sua vida, e/ou marginalizam-se, mesmo se de princípio façam parte da rede com uma certa conivência. Outras, pelo contrário, por iniciativa própria irão originar novas redes pedófilas. Nota: Em Novembro de 2007 foi denunciada, por Catalina Pestana, um novo caso de actividade pedófila envolvendo alunos da Casa Pia. Tanto há pedófilos sexo-maníacos (Ver ninfomania e sataríase), como há os que sofrem de disfunções sexuais mais ou menos sérias, ou com perturbações psicológicas, que se voltam para a pedofilia porque, sendo física ou mentalmente incapazes de terem uma relação normal com um parceiro adulto, literalmente usam uma criança para se tentarem satisfazer, por vezes sem sucesso, escondendo assim, deles mesmos e dos adultos, a sua fraqueza, e há os do tipo egoísta que, não pretendendo assumir compromissos estáveis com adultos, se servem de crianças para a sua luxúria porque lhes é fácil desenvencilharem-se posteriormente delas. Uma vítima pode sofrer danos físicos durante uma penetração sexual (Rotura do hímen, dilaceração do ânus e de outros tecidos e órgãos, doenças venéreas, gravidez ), que necessitam atenção médica ou hospitalar, e/ou traumas psicológicos devastadores difíceis de corrigir, tudo dependendo das circunstâncias em que se deu o abuso e da idade do abusado. É necessário reconhecer que,
basicamente, há o pedófilo que procurou a vítima (forçando-a,
coagindo-a ou aliciando-a) e há o indivíduo que assim se tornou
por não ter conseguido resistir a uma tentação oferecida
directamente pelo menor ou, indirectamente, pelo modo provocador
como este se veste ou se comporta, etc.
Há casos de verdadeira violação, ou de abuso, em que se pode falar
de vítimas, mas sempre houve «Lolitas», sempre houve prostituição
juvenil iniciada voluntariamente pelos jovens, e é conhecido o facto
de adolescentes se oferecerem, por exemplo, a membros de bandas
musicais, ou de usarem sexo para obterem favores, para mais
facilmente subirem no caminho da fama, ou para outros ganhos. Quem
não se lembra, por exemplo, do tempo dos Beatles ou do Elvis Presley, e da actuação
verdadeiramente histérica de meninas adolescentes oferecendo-lhes
os seus favores sexuais, à vista de toda a gente e sob as lentes
dos canais das TV's? A violação, o assédio, e o molestar sexual de crianças, ou de adultos, são situações que devem ser combatidas pela lei e pela educação cívica, quer elas sejam perpetradas por adultos ou por adolescentes e, muito em particular, às redes não se deve dar tréguas, mas... Não será a decadente moralidade pública,
a demasiada condescendência para com os adolescentes,
confirmada pela impunidade que lhes é garantida e o automático
status de vítimas que lhes é dado em casos de envolvimento sexual
com adultos, a alavanca mestra que os empurra para tais condutas? Voltando ao caso da Casa Pia,
atente-se nesta notícia vinda a público em 23/06/2004: "«Um
dos menores queixosos no processo de pedofilia da Casa Pia foi
encontrado no sábado na companhia de um dos arguidos do
processo.... o jovem, de 14 anos, tinha fugido de uma quinta nos
arredores de Alcanena e foi encontrado em Pernes na companhia do
homem que acusou no processo». E
não só. Durante o julgamento preliminar (Janeiro de
2005) do principal arguido, que era o elo principal da rede, este
confirmou que, frequentemente, eram as próprias «vitimas»
a pedirem que as levassem para certos sítios onde se iriam
verificar actos de pedofilia e de pura prostituição. Que concluir? E que dizer de notícias como esta (25/02/05) «Em ... foram presos um homem e uma mulher suspeitos de abusar e aliciar para actos sexuais raparigas menor de idade, no caminho para a escola...» Depois de os média, sobretudo a TV, tão abundantemente se referirem à existência da pedofilia e apresentarem a liberdade sexual de modo tão a cru e banal, não faz sentido falar em inocência ou ignorância sexual juvenil. É indiscutível que um jovem de 12 anos, do século XXI, não tem nestas coisas, a inocência de uma criança do princípio do século XX e, por tanto, há decisões que ela toma, por si, que são imperdoáveis. A
pergunta que se deve pôr é: Como é possível que tanto estudante
se deixe tão facilmente aliciar para iniciar uma vida sexual
promíscua, que tem a ver mais com prostituição do que com uma
relação de namorados?
Defender e proteger crianças, não implica que estas não sejam responsabilizadas, também, pelos actos menos cívicos que voluntariamente pratiquem. Devido à maneira desastrosa como está a
ser conduzida a política do governo duma educação sexual nas escolas,
que se limita a dar informação sexual baseada exclusivamente na
necessidade do uso do preservativo para se evitarem gravidezes e DST's,
os jovens irão naturalmente concluir que sexo é, como o afirmou
uma sexologista, uma comodidade como “comer ou vestir”, ou
que é uma obrigatoriedade, como poderá inferir da afirmação de
outro sexologista que afirmou na TV que «não aconselho a
abstinência sexual aos jovens» ou ainda, segundo o desabafo de um
advogado, defendendo um arguido acusado de exposição sexual a menores, que
« O pénis é um órgão como outro qualquer, como o nariz ou a
orelha...» |
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Com o ambiente sexualmente devasso em que vivemos, irá tornar-se cada vez mais difícil definirem-se leis que moralmente estabeleçam uma barreira sexual entre um adulto e um «não adulto», que não seja transposta voluntariamente por uns e por outros. |
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. O
turismo de
prostituição pedófila é um mercado que rende milhões aos
proxenetas, e existe não só para consumo interno, como para
exportação. O Ocidente, que se arvora em estandarte da liberdade
do indivíduo e protector da criança, é um grande importador de carne branca com uma elevada percentagem de conteúdo
infantil. Em
Portugal, as leis que julgam os crimes sexuais podem ser
consideradas suficientes, mas uns sugerem o alargamento da protecção
contra estes crimes a todos os menores de 18 anos, partindo do princípio
que «Criança é, em todos os instrumentos internacionais a
que estamos sujeitos, o menor de 18 anos", enquanto que para
outros estamos perante "um problema mais psicólogo que jurista
e que mudando a lei não se muda a realidade». |
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É preciso que, adultos e adolescentes, reconheçam que as «partes privadas» são mesmo partes privadas, e que não se deve converter sexo numa obsessão, ou num espectáculo mediático, ou ainda num trampolim para proveito material. |
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. Em Uganda, país africano, face ao alastrar devastador da Sida, pedofilia e prostituição juvenil, o governo decretou (1999) que a idade mínima para uma rapariga casar é aos 18 anos, podendo ser sujeito à pena de morte qualquer rapaz que tenha relações sexuais com moça de idade inferior a essa. Neste país, as raparigas virgens passaram a ser muito procuradas, como futuras esposas. Ponto G: Suposto ponto erótico interno. Não há prova, irrefutável, que exista. Ver página 10. Priapisma ou priapismo: Sindroma genital caracterizado por erecções violentas, dolorosas e persistentes, mas que podem não despertar desejo sexual nem serem seguidas de ejaculação. Se recorrerem, com longa duração, devem ser tratadas pois podem conduzir à impotência sexual. Não confundir com Satiríase. Pornografia:
Segundo um dicionário, pornografia é composta de duas palavras
gregas, pórne + gráphein (prostituta + descrever) sendo «representação por escritos, desenhos, pintura, filmes ou
fotografias de cenas ou objectos obscenos destinados a serem
apresentados a um público». |
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Prostituição:
Actividade sexual para fins lucrativos. Tanto é exercida por homens
(prostituto) como por mulheres (prostituta). Pode ser homossexual,
heterossexual ou bissexual. Pode envolver cópula vaginal, coito anal,
sexo oral, sadismo, masoquismo, etc. Puberdade: Ver página 6. Fim da pág. 11, Glossário, de A a ... P | TOPO | Act 2001091522 |