FREGUESIA DA PRAIA DO RIBATEJO       

 

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 Madeiras e Limeiras

O Castelo de Almourol

Barcos típicos (azulejos no SolTejo). As embarcações tradicionais da região
são as chatas ou picaretes.

População: +/- 2500  * Área: 19,4 Km2
Orago: Nossa Senhora da Conceição
Festa e Romaria:
Padroeira (Julho), Nossa Senhora de Fátima (início de Agosto) e S. João Baptista (Agosto)
Actividade económica: Pecuária e Comércio, turismo à volta do Castelo de Almourol, Artesanato.
Património: Igrejas Matriz e de Nossa Senhora do Loreto, Castelo de Almourol, Capelas de S. João Baptista e de Nossa Senhora de Fátima,  Ponte ferroviária.
Colectividades: Centro Cultural e Desportivo da Praia do Ribatejo, Centro Cultural e Desportivo Limeirense, e a Fundação Dr. Francisco Cruz
Junta de Freguesia: Tel- 249 733 940


A Praia do Ribatejo, nascida do Rio Tejo, designou-se Paio de Pelle até 9 de Maio de 1927. Nela  foi edificada a primeira Igreja Matriz dedicada a Santa Maria do Zêzere (o portal da actual Igreja de Nossa Senhora da Conceição foi herdado dessa igreja) e um castelo (não era o Castelo de Almourol), de que restam apenas alguns vestígios e que fazia parte dum sistema defensivo da zona  central de Portugal.

A sua economia assentava no sector agrícola, piscatório, indústria de serração, destilação e lagares de azeite e, mais tarde, numa polémica  extracção de inertes do Rio Tejo, que foi já foi descontinuada.

Nos limites da freguesia encontrava-se o Convento do Loreto (agora reduzido a  ruínas), fundado por D. Álvaro Coutinho em 1572, senhor de Almourol e 1º Conde do Redondo, e o reconstruído  Castelo de Almourol.

CASTELO DE ALMOUROL (Castello de Almouro, ou Fortaleza Almorolan)


Cópia de uma gravura, muito antiga, pelo Conde de Mello
Situa-se num ilhéu rochoso, granítico, no meio do rio Tejo na Praia do Ribatejo e muito perto de Tancos. Fala-se de misteriosos túneis ligando-o às margens do rio e de muitas lendas, sobre amores proibidos entre mouros e cristãos, de lutas, traições, dum gigante, o Palmeirim de Inglaterra, e dum emir árabe Almorolon do qual alguns pretendem vir o nome do castelo, mas acredita-se também que o seu nome derive de Almorolan ou "pedra alta" em árabe.
Curiosidade: Uma dessas lendas refere-se ao envolvimento de  Aria, filha dum "rei" godo, com um cavaleiro cristão. Ari foi castigada pelo pai sendo "peada", ou seja, presa  pela perna com uma corda. "Ari peada" degenerou em "Arripeada" e depois em Arripiado, o nome dado à povoação na margem oposta a Tancos.

Terá sido um importante "castro ou castrelo" (ponto fortificado)  por volta dos séculos III ou IV a.C. No século II a.C.  os romanos apoderaram-se desse castro lusitano, mas subsequentemente outros povos o possuíram.  Em 1192, D. Afonso Henriques conquistou-o aos mouros.

Acerca desta conquista também há várias lendas. Uma delas conta que uma filha de Almorolon envolveu-se com um cavaleiro cristão e revelou-lhe o modo de ele penetrar, às escondidas,  no Castelo para um encontro amoroso. Traiçoeiramente, o cavaleiro franqueou a porta do castelo aos seus companheiros de armas que o tomaram de assalto. Almorolon e a filha, abraçados, lançaram-se das muralhas do castelo ao rio, preferindo a morte a um cativeiro desonroso.

Foi  reconstruído por Gualdim Pais, Mestre da Ordem dos Templários, em 1171, (assim o atesta uma inscrição latina na porta principal da fortaleza) e manteve-se na posse desta Ordem até à sua extinção, no reinado de D. Dinis. 

Consiste de dois recintos, interligados, rodeados por muralhas com torres cilíndricas e ameias, dez torreões com seteiras e ameias e uma torre de menagem no segundo recinto. Nele encontramos a Capela de Santa Maria de Almourol.
É um belo monumento enquadrado no ambicioso projecto , o "Parque Almourol", que irá transformar toda a zona desde Vila Nova da Barquinha à Praia do Ribatejo numa grande atracção turística, com ênfase na cultura, no desporto e no lazer.

É considerado um Monumento Nacional, desde 1910.  Foi cedido em 1902 pelo antigo Ministério das Obras Públicas ao Ministério da Guerra (Prédio Militar Nº 6) e por este à Escola Prática de Engenharia de Tancos.
É o único Castelo, em Portugal, construído numa ilha.


Efeitos do terramoto de 1 de Novembro de 1755 em Lisboa, no dia de Todos-os-Santos, que provocou grandes incêndios e as águas do Tejo  a inundarem com violência a cidade, causando o arrasamento de grande parte de Lisboa, matando cerca de 10000 pessoas, e prejuízos da ordem de "milhões de cruzados".  (Este terramoto sentiu-se do norte da Europa ao norte de África, havendo várias hipóteses quanto à localização do seu epicentro). Deve-se a Sebastião José de Carvalho e Melo (Marquês de Pombal), primeiro-ministro de D. José I, a reconstrução da "Lisboa Nova":
De acordo com documentos datados de 1756, na Praia do Ribatejo (Paio de Pelle):
«... sentiu-se principiar o terramoto pelas nove horas e quarenta minutos, durou 5 ou 6 minutos, com dois tremores crescendo em violência, até que parou de repente. Não se arruinou qualquer casa, nem houve pessoas feridas. Abriram-se algumas rachas na Igreja Matriz e "descompôs-se" um pouco o seu telhado. O Convento dos religiosos  Capuchos de N. Sr.ª do Loreto sofreu danos, com a sacristia ficando bastante arruinada e, na abóbada, abriu-se uma racha pelo seu  meio desde o frontispício até ao altar-mór. As águas do rio galgaram as margens e cobriram as praias. Houve fontes de água que secaram, incluindo uma que alimentava a horta do Convento do Loreto, mas outras ficaram com maior caudal...» 

Defronte do Convento , para o sul e no meio do Rio Tejo, está situado o Castelo de Almourol (Castello de Almouro) , que antigamente foi grande fortaleza e habitação dos Comendadores de Almouro, mas que se encontra desabitado há uns 100 anos e arruinado em vário sítios. Com o terramoto, a parte sul do Castelo desabou...»
 
Nota: Gravura antiga do Castelo e informação dos efeitos do terramoto de 1755, obtidos do livro "A Região da Barquinha no século XVIII", por  Dr. Júlio Manuel Pereira, edição da Câmara Municipal da V. N. da Barquinha,1993.

Fazem parte da freguesia da Praia do Ribatejo várias localidades, casais, montes, etc, como: Praia do Ribatejo, Polígono Militar de Tancos, Laranjeira, Limeiras, Madeiras, Matos, Fonte Santa, Paio de Pele, Portela, Outeiro, Vale de Amoreiro, Vale de Martinchel, Aringa, Bairro Quatro Estradas, Cafuz, Casal dos Cardadores, Casais dos Pintainhos, Casal do Jacinto, Casal das Figueiras, Casalinho, Outeiro, Vale de Poços, etc.

PRAIA DO RIBATEJO (VILA)

      Junta de Freguesia

Fontanário adjacente à
Junta de Freguesia

Posto Médico, atrás da Junta

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Chafariz, à entrada da P. do Ribatejo

Azulejos, no mesmo chafariz

Ex-Centro de Saúde

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À esquerda a Escola EB 2,3 da Praia do Ribatejo, em vias de fechar por falta de alunos e, à direita, a Escola Primária, adjacente ao Parque de Mini Golfe

  

Estação caminhos de ferro

A Igreja

Antigo Hotel Rural, a ser
 convertido em Centro de
 Acolhimento Temporário de Crianças.

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Comando das
tropas aerotransportadas

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Entrando ... saindo ... caindo ...e... a " Águia aterrou" !

Veja a página dedicada a Madeiras e Limeiras, localidades desta freguesia.

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