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O que é tolerância?

Nos tempos idos:

Às suas 5 obrigações, ou 5 Pilares do Islão, os muçulmanos radicais juntam a Jihad, ou Guerra Santa pela fé, seguindo a ordem do Alcorão (Surata 9:2,5) de durante 8 meses (ficando portanto de fora  4 meses proibidos de fazer guerra, a menos que sejam atacados, compreendendo os três meses sagrados seguidos Dhû al-`Qadah, Dhû al-Hijjah, e Muharram, mais um extra), combaterem os politeístas e os infiéis, fazer-lhes emboscadas, exterminá-los e apoderar-se dos seus bens, e (surata 8:67) «não fazer prisioneiros (Matar os que se rendem ou deixar que fujam?) até que as terras estejam conquistadas». e (surata 47:4) «... bater-lhes no pescoço até serem dominados» e quanto a prisioneiros (não só os guerreiros vencidos mas a população eram considerados reféns e prisioneiros) , «junta-os e podes libertá-los se te sentires bondoso, ou após teres recebido um resgate...». Quanto aos muçulmanos caídos em combate (surata 47:4...) «aqueles que forem mortos lutando pela causa de Deus não serão desperdiçados, irão para os jardins do paraíso ...».
Nota: Ver na página de imagens a descrição do Paraíso islâmico.


Observando-se o que sucedeu aos sucessores imediatos de Maomé (praticamente todos assassinados por muçulmanos) e à história ligada à cadeia de dinastias assinaladas na tabela da página anterior, feita através de sangrentas tomadas do poder, concluí-se que o Islão nasceu de sangue muçulmano derramado pelos seus próprios seguidores, e que assim continuou a fazê-lo para sobreviver.

A gravura mostra Ali bin Abu Talib (muçulmano), no canto inferior esquerdo, decapitando Nasr bin al-Hareth (muçulmano) na presença de Maomé (figura sem face desenhada e com capa azul esverdeada) e seus companheiros.
Fonte: Siyer-i Nebi,- Livro de origem turca com a biografia de Maomé,
 

 Como morreram os 12 imames, ou imãs, (~ califas) Xiitas
Fonte: site oficial Xiita http://fityan.objectis.net/casa/

1º Ali Ibn Abi Táleb, ou Talib, «O Príncipe dos Crentes»  - Assassinado com um punhal envenenado enquanto rezava numa mesquita.
2º Al-Hassan Ibn Ali, «Al-Mutjtaba» - envenenado por uma das suas esposas, Jaada Bent Al-Ach`, sob instigação do 6º califa sunita Yazid bin Muawiya, que lhe prometeu riquezas e um seu filho em casamento. Morreu «debatendo-se com dores lancinantes durante quarenta dias, até que seu fígado se despedaçou»
3º Al-Hussein Ibn Ali, « Senhor dos Mártires» - massacrado em combate em Karbala, pelo 6º califa sunita, Yazid bin Muawiya.
4º Ali Ibn Al-Hussein, «Formosura dos Devotos» - envenenado pelo governador da região
5º Mohammad Ibn Ali, «O Erudito» - envenenado aos 57 anos
6º Jaafar Ibn Mohammad, «O Verídico» - envenenado
7º Mussa Ibn Jaafar, «O silencioso» - envenenado depois de aprisionado por 16 anos
8º Ali Ibn Mussa, «A Aprovação» - envenenado
9º Mohammad Ibn Ali, «O Generoso» - envenenado
10º Ali Ibn Mohammad, «O Orientador» - suspeita-se envenenado depois de estar 11 anos prisioneiro
11º Al- Hassan Ibn Ali, «Nascido en Ascar» - envenenado em 875 d.C.
12º Mohammad Ibn-Hassan, «O Guia ou Al-Mahadi» - desapareceu em 878 numa gruta da mesquita em Samarra, sem deixar descendência.
Ele é também chamado Mustatir, ou o oculto, ou ainda, Muntazar, ou o esperado. Acreditam que ele reaparecerá um dia como Madi, ou «Messias divino», para restaurar o verdadeiro Islamismo e preparar o mundo para o fim dos tempos.

A estes 12 imames, os Xiitas juntam Maomé e a filha Fátima «Azzahrá», sob a designação de «os 14 infalíveis».
Nota: Os Sunitas têm outra linhagem de 12 califas em que apenas há uma coincidência com a Xiita (O 1º Imame Xiita, Ali Talib, é o 4º califa Sunita).
Califas, segundo os Sunistas: 1º Abu Bakr. 2º Umar. 3º Uthman. 4º Ali Talib. 5º Muawiya. 6º Yazid bin Muawiya. 7º Abdul Maliki bin Marwan. 8º Walid bin Abdul Malik bin Marwan. 9 Sulayman bin Abdul Malik bin Marwin. 10º Umar bin Abdul Aziz. 11 Yazid bin Abdul Malik bin Marwan 12º Hasham bin Abdul Maliki bin Marwan.
Os quatro primeiro califas desta cadeia são os chamados «os que guiam na via recta» (râchidun).
O último reduto dos grandes califados foi a Turquia. Com o advento da Primeira Grande Guerra começou a esboçar-se o fim deste conceito político-religiosos de governação islâmica, e a 3 de Março de 1924 o Primeiro Presidente da República Turca, Kemal Ataturk, aboliu a instituição do califado tendo o poder sido transferido para a Grande Assembleia Nacional Turca.

No passado, a tolerância entre islamitas não existiu porque, segundo as lamentações dos muçulmanos ortodoxos de Medina desse tempo, «se tinha abandonado as tradições de Maomé, privilegiando demasiadamente os assuntos temporais, deixando-se seduzir pela sede do poder e pelas riquezas dos países conquistados», o que os conduziu a muitas lutas fratricidas sangrentas, esquecendo que um muçulmano não deve fazer guerra a outro muçulmano.

(Muçulmano vitorioso, orgulhosamente mostrando a cabeça
decapitada de um seu adversário muçulmano)

 
Se essa foi a tolerância dos líderes islâmicos para com os seu irmãos na religião, o que se pode esperar com respeito ao seu relacionamento com os conquistados «infiéis»?

Os povos que deixavam de resistir militarmente à invasão islâmica eram assimilados com alguma tolerância, podendo continuar adorando os seus deuses e a manter grande parte das suas tradições, profissões e por vezes as suas terras, desde que prestassem vassalagem ao conquistador, pagassem impostos e não insultassem o Islão.
 
Nota: Em princípio, o pretexto moral das investidas maometanas contra os infiéis era a altruísta expansão da fé islâmica, mas a aparente tolerância religiosa manifestada a troco de pagamento, contesta o suposto fim «missionário» da conquista relegando-o para um mero interesse à expansão territorial e ao saque.
No mundo cristão tanto houve verdadeiros e pacíficos missionários armados apenas da sua fé e da Bíblia, como monges guerreiros de espada à cinta, não missionários, como os Templários. Os árabes enquadram-se neste segundo grupo porque durante o seu expansionismo nunca agiram como missionários, no sentido estrito da palavra, embora nas terras conquistadas construíssem escolas religiosas. (A Madrassa ou Medresa, Madrasah em árabe, é mais ou menos equivalente à escola paroquial cristã e à Yeshiva judaica, e aí estuda-se o Alcorão, outra literatura religiosa, e esclarecem-se dúvidas teológicas), e ergueram templos de oração de que, no fundo, nem sequer precisavam porque o muçulmano podia orar a Alá enquanto cavalgava numa investida militar, ou em sua casa, ou ao ar livre desde que se voltasse para Meca. O terreno onde é construída uma mesquita passa a ser solo sagrado e não pode, no futuro, ser usado para outro fim. O missionário cristão ia ao encontro dos homens para os evangelizar, enquanto que no Islão é o homem que tem de ir à mesquita ou à madrassa ao encontro do professor ou do imame.


Missionários cristãos degoladosNota: Um dos preceitos para a reza é a da pré-ablução por água, mas o Alcorão permite que, na falta desta, o crente se purifique com pó de terra.

Os que decidiam abraçar o Islão eram recompensados com uma redução das suas obrigações de trabalho e de contribuições, o que atraiu ao Islão grandes massas de populares.

Muitos núcleos recalcitrantes de judeus, cristãos, e de outros, foram simplesmente apagados do mapa, e 100 anos depois da morte de Maomé, o Islão já dominava as maiores civilizações afro-asiáticas e da Península Ibérica, desbravando caminho a golpes de cimitarra.

Houve igrejas cristãs destruídas e as suas pedras usadas na construção de mesquitas. Houve cristãos decapitados por ofenderem Maomé, ou o Islão.

(Muçulmanos decapitando missionários cristãos)



No famoso documento «O Movimento dos mártires de Córdova» estão os testemunhos do padre Eulogius e de um leigo Paulo Alvarus descrevendo a decapitação feita em Córdova, entre 850 e 859, de 48 cristãos (dados pessoais dos emulados são apresentados) por terem ofendido Maomé e o Islão. Eulogius teve mais tarde o mesmo fim.

Foi um episódio obscuro na medida em que há suspeitas que Eulodius teria incitado as vítimas a provocarem o seu martírio.

 (Muçulmanos decapitando cristãos)
 Gravura de um livro antigo escolar

Por conveniência, os muçulmanos foram mais religiosamente tolerantes que, por exemplo, os Romanos.

Em 637, após a morte de Maomé, foi assinado o curioso Pacto de Omar. Resumidamente:
« ... os Cristãos não podem apresentar-se com cruzes nas igrejas ou na rua, não podem mostrar imagens religiosas em público ou cantar alto em procissões de funerais, ou bater num muçulmano, ou rapar a parte da frente da cabeça, ou usar fatos que os diferenciem, ou fazerem-se passar por muçulmanos, ou prevenir que um cristão se converta ao Islão, ou converter Islamitas ao Cristianismo, não podem dar guarida a espiões nas igrejas, não podem construir casas mais altas que a dos seus vizinhos muçulmanos e têm de se levantar respeitosamente se um Muçulmano entrar numa igreja Cristã».

Assim como o Oriente era um pólo de atracção para os europeus pelas histórias do ouro e pérolas que por lá havia aos pontapés, da seda, das especiarias, de um artesanato de beleza inigualável, de odaliscas com as suas sensuais danças de ventre, também para o imaginário árabe a Europa era uma espécie de paraíso terrestre com os seus rios, montanhas e prados verdejantes, clima ameno, e grandes centros urbanos.

Se na Europa os mouros evitaram matanças desnecessárias, não o fizeram porque eram bons samaritanos, mas porque, «Não podemos recrutar mortos para servirem o Islão», argumentava um chefe guerreiro mouro mais moderado, reconhecendo que precisava da população, dos artesãos, e da experiência dos administradores das terras conquistadas, para poderem usufruir dos benefícios de as manterem produtivas.

O Islão apesar de considerar infiéis os Cristãos e Judeus, por vezes procedeu como se eles fossem diferentes dos outros idólatras já que os consideravam (está no Alcorão) o Povo das Escrituras e chamavam-lhes «dhimmis» ou seja, pessoas protegidas, mas nem sempre ... como ordena a surata 9:29 referida algo mais abaixo, a menos que pagassem o tributo «Jaziah».

Aos povos subjugados eram impostos governantes muçulmanos. Estes repartiam entre si, pela lei do mais forte, quinhões territoriais, que seriam convertidos em califados de famílias dominantes em constante guerra, embora um dos dogmas do Islão seja que um muçulmano não deve guerrear outro muçulmano, e houve dinastias islâmicas com os  seus membros totalmente eliminados por outras, como a já referida Omíada. A história provou que os «maometanos» apenas se uniam para combater inimigos ou conquistar territórios, para de imediato se digladiarem entre si para a posse dos saques e de controlo territorial, assim como para imporem a sua inclinação religiosa dentro do multifacetado Islão.

Apesar da apregoada pureza dos ensinamentos corânicos, considerados a última e inquestionável verdade divina que incluíam regras de convivência social ( O Alcorão é credenciado como dando resposta a todas as questões de uma maneira tão compreensível a todos que não há interpretações dúbias. A surata 2:2 diz acerca do Alcorão: «Este é o livro livre de dúvidas e de conceitos confusos...), tal não evitou que no seio do Islão surgissem sérias divergências políticas, atritos sociais e cismas religiosos.
Apareceram o Sunismo, o Kharijismo, o Xiismo que gerou centenas de seitas (Zaiditas, Duodecimanos ou Duodécimos, Ismaelitas, Drusos, Assassinos, Noçairis...), os movimentos filosóficos que questionavam alguns dogmas do Alcorão, o Sufismo, o culto dos santos, a prática de magia e de exorcismo, o medo a diabos, etc
 
O Sunismo, que alguns historiadores estranhamente chamam o «Islão Ortodoxo», também se fragmentou em várias tendências teológicas, sendo portanto falacioso falar-se de uma religião chamada Islão, assim como não se pode falar de um Cristianismo, ou de um Judaísmo.

O Sufismo (Tasawwuf, em árabe) teve como uma das mais importantes figuras deste movimento o místico Abu Mansur al-Hallaj, nascido na Pérsia (Irão) em 857 ou em 858, e que acabou executado a 26 de Março de 922, em Bagdade, por crucificação, após ter estado encarcerado entre 9 a 11 anos, apesar de contar adeptos quer entre Sunitas quer entre Xiitas.
 


Capa de livro,
 mostrando a execução de Hallaj


Nota:
O Islão diz-nos que Deus tem 100 nomes  (atributos) dos quais 99 são conhecidos, e que o centésimo será revelado no Dia do Juízo Final. Os Sufistas pretendiam, entre outros golos, encontrar este atributo de modo a poderem misticamente fundir-se com a transcendência divina.

O xiísmo desdobrou-se em vários ramos sendo um deles a seita dos ismaelitas que hoje é dominante no Afeganistão e no Badakhchão e que se espalhou pela Ásia. Os imames (ou imams) ismaelitas constituem a dinastia hereditária dos Aga Khan, e acreditam que neles se encarna a alma universal. Esta seita gerou outras e entre elas a «seita dos assassinos», ou Hashshashin, que aliava ao misticismo um fanatismo militante cujos membros cometeram muitos assassínios (daí o nome) contra inimigos e os não muçulmanos, sendo ferozes adversários dos cruzados.

Nos tempos modernos:

Os muçulmanos têm uma longa história de intolerância intersectaria como exemplificada pela guerra dos 8 anos entre o Iraque (Governo de Sadaam Hussain dominado pelos Sunitas), e o Irão (Xiita), que matou centenas de milhar de pessoas e onde se fez uso indiscriminado de armas químicas, ou pela invasão do  Kuwait por Saddan e, mais recentemente, pela explosiva relação entre Sunitas e Xiitas no Iraque onde já morreram largas centenas de muçulmanos nos ataques a mesquitas, apesar do Alcorão proibir lutas dentro ou perto de mesquitas.
 
A mesquita de Samarra que abriga os túmulos de dois dos últimos imãs, ou imames (o do décimo califa Ali al-Hadi, que se suspeita ter sido morto por envenenamento depois de ser aprisionado pelos seus inimigos, e o de seu filho, o décimo primeiro califa,  Hasan al-Askari, assassinado), foi parcialmente destruído por uma dupla explosão na cúpula em 22 de Fevereiro de 2006, sendo um dos quatro lugares santos mais venerados pelos xiitas iraquianos.

Na figura ao lado tem-se: A cúpula, coberta a ouro, da Mesquita de Samarra agora destruída, como aparece na imagem por baixo, e a ser reconstruída com a ajuda de Gadafi.

Ao seu lado encontra-se a mesquita do décimo segundo califa Xiita, imã Al-Mahd Al-Montazar que, segundo a tradição, desapareceu misteriosamente nela, e reaparecerá como Messias, acompanhado pelo profeta Jesus (Jesus cristo) e que irá revelar a mensagem do verdadeiro Islão à humanidade. Esta mesquita tem a cúpula coberta de azulejos e é popularmente conhecida como a «Mesquita do Califa Escondido».


« Nós não temos outra alternativa senão a de derrubar todos os governos que não se regem pelos princípios islâmicos, sendo por consequência corruptos, e de deitar abaixo os seus sistemas administrativos por serem corruptos, podres, e tiranos. Não temos não só o dever de o fazer no Irão, mas é também o dever dos Muçulmanos de todo o mundo, de levar avante a revolução política e religiosa do Irão até à sua vitória final» .... Ayatollah Khomeim.


O sonho de Ayatollah Khomeim.  Adaptado de  www.CoxxandForkum.com


Sucessivamente: «O Islão dominará (um dia) o mundo» e, «Guerra Santa
é o nosso caminho»                  Recortes de jornal


"
A única maneira dos muçulmanos terem assegurada a salvação e vida eterna é tornarem-se mártires pela causa do Islão ... morrer e matar pelo Islão é não só uma honra, mas também uma maneira de dar prazer a Alá." .... Reza F. Safa, autor de Inside Islam.  Fotos:http://baham-maaan-alquds.tripod.com

 

O Cavalo de Tróia

Vivem na Europa dezenas de milhões de muçulmanos  e todos os dias entram nela centenas mais, sendo difícil prever o que se irá passar dentro de meio século, depois da Turquia ingressar na Europa como está prometido.
Muammar Kadhafi (o seu nome aparece escrito de várias maneiras: Gadafi, Gaddafi, Gaddaffi, Kadafi ...) um muçulmano Presidente da Líbia, numa entrevista à rádio pública RAI em Dezembro de 2004, afirmou:

«O mundo islâmico, nomeadamente os extremistas islâmicos, incluindo (Usama) bin Laden, vão congratular-se com a adesão da Turquia à Europa. É o seu cavalo de Tróia».

(O novo modelo de "Cavalo de Tróia", de que fala Gadafi?)
(Adaptado de um cartoon de autor desconhecido)

Um «cavalo de Tróia» através do qual o Islão se irá desforrar de Charles Martel, das cruzadas (ver página de cristianismo), e irá tentar reconquistar o Al-Andaluz e roubar a Europa aos «satânicos infiéis».

O mesmo Gadafi afirmou: "Temos quatro milhões de muçulmanos na Albânia. Há sinais que Alá dará a vitória ao Islão - sem espadas, sem armas, sem conquistas. Os cinquenta milhões de muçulmanos irão tornar a Europa num continente islâmico dentro de algumas décadas. A Europa está com um grande problema, assim como a América. Eles, ou se convertem ao Islão ao longo do tempo, ou então têm de declarar guerra aos muçulmanos".
(http://en.wikipedia.org/wiki/Muammar_al-Gaddafi)

Resta saber se serão os muçulmanos que se vão europeizar, ou se serão os europeus que vão acabar arabizados e transformados numa nova geração de mocárabes.

Até esse ingresso a nação muçulmana turca tem de dar provas que deixou de atropelar os direitos humanos, como ainda o faz em vários aspectos da vida dos seus cidadãos, no tratamento de prisioneiros civis ou de actividades políticas, e no controlo dos Curdos, que já foram seus aliados quando por volta de 1915 cometeram atrocidades na Arménia cristã, em que centenas de aldeias foram totalmente massacradas e milhares de crianças e suas mães morreram de fome, exaustão e doenças.
(Nota: Os turcos acusaram os Arménios de estarem a ajudar os gregos durante a guerra)


Mãe e dois filhos morrendo à fome. Um caso, entre milhares,
de genocídio de arménios, pelos turcos e curdos Foto www.marchforhumanity.org

Até esse ingresso, os líderes Islâmicos têm um longo caminho a percorrer, pregando verdadeira tolerância e  convencendo muitos dos seus seguidores, que já não vivemos na barbárie que era normal nos tempos idos, que são incondicionalmente inadmissíveis incitamentos à violência, venham eles de onde vierem, ou estejam escritos onde quer que seja, e que as...

Surata 9:10 - « Luta e mata os idólatras (Para os Muçulmanos, os Cristãos também são idólatras), onde quer que os encontres, toma-os cativos ... ».
Surata 9: 29 - « Luta contra o povo do Livro (Os Judeus e Cristãos, em que Livro é uma palavra que aparece várias vezes no Alcorão, referenciando o Velho Testamento Cristão e a Tora Judaico), que não acreditam em Alá... até que todos eles paguem a taxa (Jaziah) de protecção ... »

... foram ultrapassadas pelo tempo.

Como justificar:

De entre milhares, o assassínio com decapitação, da Irmã Cecília Hanna, uma Iraquiana de 73 anos, morta a 25 de Agosto de 2002, depois de ter dedicado toda a sua vida à ajuda humanitária do povo iraquiano ou o de Theo van Gogh a 2 de Novembro de 2004 em Amesterdão, Holanda, pelo «sacrilégio» de ter realizado um documentário (Submissão) onde narrava as vicissitudes da mulher Islâmica, com alguns versículos do Alcorão escritos no corpo de mulheres seminuas. O texto deste documentário é da autoria de Ayaan Hirsi Ali, natural da Somália, onde fora submetida a uma MGF, e de onde fugira após a quererem forçar a casar-se com um conhecido do pai. Van Gogh foi apunhalado, teve a cabeça quase que separada do corpo e o assassino depois cravou no seu peito um punhal, segurando uma nota ameaçando Ayaan.


Sucessivamente: Degolada freira Cecília Hanna, Ayaan Ali;  duas cenas do documentário
Submissão (Jovem com versículos do Alcorão escritos nas costas, e preparação para
apedrejamento de mulher) ;  o assassinado e parcialmente decapitado Theo van Gogh.

Ou esta notícia de 29/11/2005:

Moviana Malewa de 15 anos foi a única menina, entre 4 adolescentes, primas, que sobreviveu a uma emboscada que lhes fizeram quando atravessavam um bosque a caminho da Escola Central de Sulawesi, Indonésia, sob docência da igreja cristã. As outras vítimas foram Theresia de 15 anos, Alfita Poliwo, e Yarni Sambue, ambas de 17 anos.

«Foram mortas como se fossem  galinhas», chorou a mãe de uma delas, «pelo crime de serem cristãs»

O ataque foi perpetrado pelo menos por 5 assaltantes muçulmanos que, segundo a sobrevivente que  conseguiu fugir sangrando de um golpe na cabeça, colocaram as decapitadas cabeças em sacos de plástico. As cabeças e os corpos foram depois encontrados nas redondezas de bairros em que vivem cristãos, tendo uma das cabeças sido deixada junto de uma recém-construída igreja cristã em Kasiguncu.

 

A guerra das caricaturas e os cartoons de Maomé

No mundo Islâmico, Alá está acima de tudo o mais. «A religião muçulmana tem como particularidade o facto de intervir energicamente em todos os aspectos da vida dos homens. Tanto a vida privada e familiar como a actividade social, a política, as relações jurídicas, o sistema judicial e a cultura devem ser completamente subordinados às leis religiosas» Serguey Tokarev, em História das Religiões.

No mundo ocidental exigem-se Estados com governos laicos, e escolas onde a religião não entra. Paradoxalmente, o Ocidente que tanto se bateu pela sua religião, agora «foge dela como o diabo da cruz», e substituiu Deus por sexo e pela liberdade individual de expressão de pensamento e de comportamento, uma escolha que pode tomar contornos altamente questionáveis.

Anos atrás foram publicados cartoons, criticando a igreja católica face à sua recusa em aceitar métodos de contracepção não naturais:

Reproduzem-se aqui dois dos que foram bem tolerados: o laço simbolizando a SIDA a substituir Cristo na cruz, e um padre querendo arrancar um preservativo da cabeça. Um cartoon que levantou muitos protestos, e por isso aqui não é incluído, foi o que mostrava o Papa com um preservativo no nariz. No entanto as vozes zangadas não passaram disso, não gerando qualquer violência física ou ataques a propriedades.
 
Em contrapartida, a 30 de Setembro de 2005 o jornal dinamarquês Jyllands Posten publicou 12 cartoons em que o profeta Maomé aparece associado a actos de terrorismo (Num deles o turbante de Maomé é uma bomba), e que foram depois duplicados em Janeiro de 2006 por um jornal norueguês, pelo France Soir com o título « Sim, temos o direito de caricaturar Deus», e por outros jornais europeus, despoletando uma violenta reacção islâmica com agressões (pelo menos 10 mortos no Afeganistão, 1 na Turquia, 10 na Líbia, 3 no Paquistão e, entre eles uma criança), boicotes, embaixadas destruídas, cruzes queimadas, bandeiras queimadas ou usadas como tapetes, etc.

Cruz queimada-Teerão-Fev. 2006
Maulana Yousef Qureshi, um clérigo muçulmano paquistanês ofereceu cerca de 1 milhão de dólares e um carro a quem assassinar o autor dos cartoons.
(C.M. 18/09/2006)
Para além do mau estar provocado pela associação de Maomé ao terrorismo, o Islão (a partir de que data?) proíbe a representação da face do profeta, mas encontra-se na literatura genuinamente islâmica inúmeras imagens com a figura de Maomé com a cara bem delimitada, o que leva a concluir que essa proibição surgiu muito depois da morte do profeta.

(Foto: Cruz a ser queimada durante manifestações islâmicas, Parte de foto EPA - C.M. 18/09/2006)
 

Estranho é que um mês depois das caricaturas aparecerem na Dinamarca, um jornal do Egipto (país islâmico) duplicou-as, não tendo provocado qualquer mal estar, o que leva à suspeita que a agitação que decorreu, passados tantos meses, foi devida a uma orquestração político-social de radicais na Europa.
Sendo difícil medir-se o ultraje que as caricaturas possam significar para um muçulmano, e que deve ser respeitado, aos olhos de um não muçulmano elas são bastante incipientes, excluindo a do turbante-bomba.

Gravura de 1514, do livro islâmico Bustan of Sacdi, Bukhara, Uzbequistão, mostrando a figura e face de Maomé cavalgando o burro Buraq com cabeça de mulher, na sua ascensão ao céu. Noutras gravuras o burro aparece com asas e, evidentemente, também as há em que o rosto de Maomé está velado.

Nota:  Maomé, além de profeta era, segundo o Alcorão, um «ser humano como outro qualquer» e a ele não estão associados milagres do tipo atribuídos a Jesus, mas há uma referência a uma sua viagem sobrenatural:
« A meio da noite, Maomé é acordado pelo anjo Gabriel, que o instala no dorso de um jumento alado (chamado Buraq, ou Relâmpago) com cabeça de mulher. Partem os dois como um raio para Jerusalém e depois de passarem pelo monte Sinai, Belém, e Al-Khalil (Hebroni), chegam às ruínas do Templo de Salomão, onde Maomé ora com Moisés, Jesus e Abraão. Em seguida, voa até aos sete Céus, onde encontra Adão e os Profetas incluindo Jesus. Perante o trono divino, Maomé prosterna-se diante de Deus e Dele recebe a prescrição relativa às cinco orações diárias. Depois de descer a Jerusalém, regressa a Meca nessa mesma noite, sempre cavalgando Buraq» A simbologia do burro com cabeça de mulher tendo, nesta gravura, um laço ao pescoço agarrado por Maomé, tem suscitado alguma polémica.

 Islão como a submissão a Alá e tolerância ao próximo, e o islamismo militante.
Há quem distinga Islão de Islamismo, considerando este uma forma radical daquele, cujos «activistas usam o Alcorão para justificar muitos erros, abusos  e atrocidades que cometem em nome de Alá».
 

A Free Muslims Coalition [Aliança dos Muçulmanos Livres], que foi organizada depois do ataque terrorista de 11/09/2001 nos E.U.A., para promover uma moderna e secular versão do Islão, propôs o seguinte:

 1. Reinterpretação do Islão para o século XXI, em que o terrorismo não é justificado sob nenhuma circunstância.

 2. Separação da religião e do Estado.

 3. Democracia como melhor forma de governo.

 4. Secularismo em todas as formas de actividade política.

 5. Igualdade para as mulheres.

 6. Religião como relação pessoal entre o indivíduo e o seu Deus, sem ser forçada a ninguém.

Há milhões e milhões de muçulmanos (a maioria), nas suas terras nativas ou espalhados pelo mundo, que acreditam na coexistência pacífica, alicerçada na tolerância social, étnica e religiosa, e que repudiam fanatismos e terrorismo.

É legítimo estudar-se o Islão (ou qualquer outra religião) e apontar os pontos doutrinais ou de relação humana com que se pode discordar, mas essa crítica tem de ser feita com objectividade e dentro de limites éticos e de respeito para com os respectivos crentes.

É incorrecto e injusto apontar-se um dedo acusador a todos os Muçulmanos ou de associar, automaticamente, o Islão a terrorismo.

 

Uma sorridente vendedora, muçulmana, de potes de barro.
Uma foto (2005) tirada no Egipto, mas que podia ter sido tirada em Portugal.
Foto:wwwalk.org

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