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Remédio santo?

Segundo um Email do professor Lino Faria (nome fictício):

« Todos nós sabemos que após o 25 de Abril a indisciplina estudantil foi aumentando e que deixou de ser controlável  a partir de 1999, devido às amarras com que professores e escolas foram manietados pelo Ministério de Educação.
Face a isso, não tive outro remédio senão optar pela filosofia de “convivência fria”, que substituiu a  “convivência no respeito mútuo”, que aplicava aos meus alunos antes da Revolução dos Cravos, e que consiste no seguinte:

No primeiro dia de aulas, coloco nas carteiras da frente os alunos com dificuldade de visão, de audição, ou que tenham um qualquer outro problema, que tal justifique. A partir daí os lugares são ocupados por ordem alfabética dos nomes, exclusão feita a casos de irmãos que, se quiserem, podem ficar juntos.

De seguida aviso-os, sem sombra para dúvidas, que:
a) Não tolero faltas de respeito, não permito o uso de telemóveis na aula nem conversas entre alunos, fora do âmbito do que se está a ensinar, sob pena de serem expulsos da aula ou enviados ao Conselho Directivo e que, nestes casos, eu mesmo contactaria os respectivos encarregados de educação.

b) A distribuição dos alunos pela sala de aulas era provisória. Ao fim de um mês e após os primeiros testes, podia ser alterada: Nas primeiras carteiras estariam os alunos com os tais problemas de visão, etc, os alunos bem comportados e os que mostravam interesse, através da comparticipação nas aulas ou nas notas obtidas nos testes. Preenchidos esses lugares, existiria uma zona «terra de ninguém» e, depois, os alunos menos bem comportados, ou cábulas, podiam ocupar os restantes lugares, mas continuando sujeitos às leis da alínea anterior de mínima conduta disciplinar.

c) Na avaliação dos testes e atribuição de notas no fim do ano, os alunos bem comportados beneficiariam de maior benevolência na classificação, sem que, no entanto, aluno algum fosse injustamente prejudicado.

d) Iria usar um gravador de som durante a aula, colocado na minha secretária, para apanhar o que digo. A gravação é feita para que os alunos possam tirar dúvidas quanto à matéria ensinada mas, eventualmente, para ajudar a apurar responsabilidades em caso de desacatos.

Depois de optar por este sistema, a indisciplina desapareceu rapidamente nas minhas aulas, o rendimento escolar subiu e, a meio do ano, praticamente tinha sido restabelecido entre nós o tal velho e saudável convívio de respeito mútuo!».

Para pensar:

LEMBRE-SE

Por todo este mundo há crianças ...

Umas, estragadas com mimos, gulodices e tudo o que exigem, ou com políticas educativas irresponsáveis aconselhadas por sociólogos desorientados, e outras...

Morrendo à fome, de frio, de SIDA e de muitas outras doenças curáveis, ou que não sabem, sequer,  escrever o seu nome, ou escravas do trabalho penoso, da prostituição, da pedofilia e da droga, ou arregimentadas pelos senhores da guerra, para matarem e ...morrerem, e jovens moças sujeitas ao bárbaro ritual de mutilações genitais.

Umas, e outras, são crianças roubadas duma infância normal, e feitas adultas à força ...

A criança é a semente e o fruto do adulto!
Entre a desumana educação  à base de bofetadas e desprezo do passado, e a excessiva liberdade dada hoje às crianças no mundo «civilizado», está o bom senso. 

As crianças têm direitos    (Info: http://www.unicef.pt/artigo.php?mid=18101111&m=2)

Em 20 de Novembro de 1989, as Nações Unidas adoptaram por unanimidade a Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC), documento que enuncia um amplo conjunto de direitos fundamentais – os direitos civis e políticos, e também os direitos económicos, sociais e culturais – de todas as crianças, bem como as respectivas disposições para que sejam aplicados.

A CDC não é apenas uma declaração de princípios gerais; quando ratificada, representa um vínculo jurídico para os Estados que a ela aderem, os quais devem adequar as normas de Direito interno às da Convenção, para a promoção e protecção eficaz dos direitos e Liberdades nela consagrados.
Este tratado internacional é um importante instrumento legal devido ao seu carácter universal e também pelo facto de ter sido ratificado pela quase totalidade dos Estados do mundo (192). Apenas dois países, os Estados Unidos da América e a Somália, ainda não ratificaram a Convenção sobre os Direitos da Criança.

Portugal ratificou a Convenção em 21 de Setembro de 1990.


A Convenção assenta em quatro pilares fundamentais que estão relacionados com todos os outros
direitos das crianças:


• a não discriminação, que significa que todas as crianças têm o direito de desenvolver todo o seu potencial, todas as crianças, em todas as circunstâncias, em qualquer momento, em qualquer parte do mundo.

• o interesse superior da criança deve ser uma consideração prioritária em todas as acções e decisões que lhe digam respeito.

• a sobrevivência e desenvolvimento sublinha a importância vital da garantia de acesso a serviços básicos e à igualdade de oportunidades para que as crianças possam desenvolver-se plenamente.

• a opinião da criança que significa que a voz das crianças deve ser ouvida e tida em conta em todos os assuntos que se relacionem com os seus direitos.

A Convenção contém 54 artigos, que podem ser divididos em quatro categorias de direitos:


• os direitos à sobrevivência (ex. o direito a cuidados adequados)
• os direitos relativos ao desenvolvimento
(ex. o direito à educação)
• os direitos relativos à protecção
(ex. o direito de ser protegida contra a exploração)
• os direitos de participação
(ex. o direito de exprimir a sua própria opinião)

Para melhor realizar os objectivos da CDC, a Assembleia Geral da ONU adoptou a 25 de Maio de 2000 dois Protocolos Facultativos:

Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança relativo à venda de crianças,
prostituição e pornografia infantis
(ratificado por Portugal a 16 de Maio de 2003);

Protocolo

 Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança relativo ao envolvimento de crianças em conflitos armados (ratificado por Portugal a 19 de Agosto de 2003).
(Fim de cópia deste artigo)

.
«Alimentar»  (Foto UNISEF) 


NOTA do Webmaster:
Aos 54 artigos desses direitos (e extra protocolos), não será descabido acrescentar dois conselhos:

1-  Amemos e eduquemos a criança nem, de modo algum abusando dela nem, para seu bem, a estragando com um  excesso de mimos. Não se permita que a  procura da sua  identidade e liberdade individual  a  leve longe de mais: Nessa procura, ela pode facilmente perder-se!

2 - Eduque-se a criança no sentido de ela compreender que não há direitos sem deveres, e que ela tem o dever de respeitar os direitos dos outros (crianças e adultos), dos animais, e a Natureza.


«
Guiar e proteger ... senão...»
(Foto domínio público)



Autor desconhecido - Domínio público

Ver também páginas 1, 2 e 11 (Pedofilia) do tópico «Educação Sexual na Escola?»

Coisas e loisas do mundo da matemática

Superstição não é só  para os incultos. Gerolano Cardano (1501-1576) foi um médico e matemático italiano. Também estudou Astrologia, e fez uma previsão da data da sua morte. Na data prevista, suicidou-se, para não falhar!

Para quem não sabe o que são cónicas aqui vai uma simples explicação

(Há quem, diga que quem inventou a elipse  foram os jogadores de râguebi, e não o avestruz)

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Act: 2608070802