Os Talibans, extremistas islâmicos, apareceram na cena política do Afeganistão em Setembro de 1994, na província de Kandhar, tendo em relativo pouco tempo conquistado cerca de 90% do território, ficando apenas parte do norte do país  sob controlo do comandante «mujahedim» Ahmed Shah Masood, eventualmente assassinado, de etnia Tajik . A maioria dos Talibans é de etnia Pastum (Pashtuns), inimiga política e religiosa da etnia Tajik e dos líderes do Uzbequistão (Uzbeck).

Partindo de Kandahar, e com a ajuda militar, logística e de material bélico, dos americanos, prosseguiram imparáveis, tendo conquistado a capital, Cabul ou Kabul, em Setembro de 1996. Capturaram, e enforcaram, o presidente da República e outros elementos do governo, de tendência comunista, protegido pela defunta União Soviética. Esta guerra civil, maioritariamente de fundo religioso, teve também contornos de um ajuste de contas entre os E.U.A. e a Rússia, num período da chamada Guerra Fria,
O líder espiritual, e político, dos Talibans foi o Mullah Mohammad Omar.

Como recompensa pela intenção declarada de acabarem com o cultivo e exportação de ópio, receberam dos americanos dezenas de milhão de dólares, mas não tardou muito para se voltarem contra os seus benfeitores e aliados de guerra, passando a dar guarida a Osama Bin Laden, e a continuarem com a cultura de estupefacientes.

Os Talibans já tinham alcançado notoriedade quando o Paquistão, em 1994 os encarregou de proteger as rotas de comércio entre o Paquistão e a Ásia Central, e porque eles pretendiam estabelecer no Afeganistão o «estado islâmico mais puro do mundo». Para tal, Talibans pertencendo ao Departamento Geral para a Preservação da Virtude e Prevenção de Crimes contra a Moralidade (Amr-bil Maroof Wa Nahi Anil Munkar), patrulhavam as ruas das localidades, em carrinhas «pickup», espancavam, prendiam, ou executavam todos aqueles que consideravam violadores da Xaria (Código de lei islâmica), invadiam casas e instituições, faziam buscas, violavam adultos e crianças, desmantelavam todas as instituições civis de mulheres, e destruíam televisores, rádios, cassetes, fotografia e símbolos religiosos, incluindo as estátuas gigantes de Buda em Bamyán, que eram um património mundial.


As estátuas gigantes de Buda em Bamyám, Afeganistão
a serem reconstruídas depois de destruídas pelos Talibans.
Foto: www.stonereport.com

Não tendo dado resultado os apelos à contenção e ao respeitar dos direitos civis dos seus cidadãos, nem as sanções, nem o pedido que entregassem Bin Laden (acusado de ser o mentor dos atentados bombistas, em 1998, às embaixadas americanas no Quénia e na Tanzânia, que causaram mais de 250 mortes, e do atentado do 11 de Setembro de 2001 na América, que causou a morte a milhares de cidadãos de todas as idades, nacionalidades, e credos), como retaliação os E. U. A. atacou-os e expulsou-os do Governo.
Têm bolsas de resistentes armados, que continuam empenhados numa luta de guerrilha e de ataques suicidas terroristas, dentro do Afeganistão, sem selecção de alvos em particular, do que resultam crianças Afegãs serem, frequentemente, trucidadas.

Act:0804061337